
A donzela guerreira
Sarah McKerrigan
Lady danger


Sempre-Lendo, o melhor grupo de troca de livros da Internet!


  Quando o normando Pagan Cameliard v a trs donzelas de Rivenloch banhando-se em uma lagoa, no pode 
imaginar que essa ninfa loira logo estaria em cima dele...
... com sua espada apontando para sua garganta. 
  Tampouco pde imaginar que ela com essa espada lhe abrir a pele por seu atrevimento e o despojaria de suas 
armas e de sua roupa antes de deix-lo ir-se. 
  Nem tampouco pde imaginar que ela tramaria um ardil para ser a esposa que o rei David lhe tinha prometido.

Casada com o invasor
  Deirdre tinha sido criada para no temer a nenhum homem, Deidre do Rivenloch nunca evitava uma briga e no 
se amedronta ante uma ameaa a suas terras e a sua famlia. Mas quando ela consegue casar-se com sir Pagam 
Cameliard para salvar a sua irm menor, conhecer um novo tipo de inimigo: um marido que transformar sua 
resistncia em fogo quente... e que utilizar toda sua astcia para conseguir ouvir seu grito de xtase na cama 
matrimonial. Porque Pagam tem feito seus prprios votos o dia das bodas: ganhar um duelo de espadas no campo 
de treinamento e obter que ela se entregue completamente em sua cama pelas noites. Seu corao ser o seu... 
embora isso signifique ser conquistado pelo dela.

Casados... um casal... infernal
  Ela se nega consumar a unio temendo que se apaixonar por Pagan, a tornar uma mulher dbil como sua me. A 
convivncia entre eles  verdadeiramente infernal, Deidre no est disposta a ceder um centmetro do poder que 
est acostumada a exercer em seu castelo.
  O pacto
  Mas o destino dar a Pagan a possibilidade de lhe propor um pacto. Ele lhe permitir treinar com seus cavalheiros 
durante o dia e ela aceitar receber um beijo por dia. E quando e o onde do beijo ser escolha de seu marido. Pagan 
desdobrar toda sua astcia para obter algo, mais que um beijo...
  A grande aventura
  Enquanto eles se envolvem no sedutor jogo do gato e rato para ver quem vence quem no campo de batalha e na 
cama, chegaro as tropas inglesas a assediar o castelo deste casal infernal.
  Deidre tem um plano para derrotar aos ingleses, mas  um plano que a pe em perigo. Pagan se nega a permitir 
semelhante despropsito.
  Deidre o escutar? Ou  muito orgulhosa para aceitar as idias de seu marido? Se seu plano falhar perde a vida, 
mas se no fazer nada perder seu lar... 
 


  

Captulo 1
  Esccia, zona de fronteira
  Vero 1136 
  "Ento... Onde est a terceira moa?"Sir Pagan murmurou casualmente, sentindo-se muito longe desse ar 
informal enquanto ele e Colin du Lac agachados se escondiam detrs de uns arbustos, espiando a duas esplndidas 
donzelas banhando-se na lagoa. 
  Colin quase se afoga com sua prpria incredulidade."Por Deus, olhe como que  ambicioso", ele sussurrou."No 
se contenta em escolher entre este par de belezas? A maioria dos homens daria o brao com que dirige a espada por 
ter que fazer essa escolha". 
  Ambos os homens se congelaram quando a mulher loira, gloriosamente molhada pela luz do sol, levantou-se 
sobre as ondas da gua o bastante para descobrir um par de peitos perfeitos. O sangue se escorreu da cara do Pagan 
e se juntou no meio das pernas, fazendo-a doer ferozmente. Senhor, ele devia haver-se deitado com essa prostituta 
da cidade passada antes de dever negociar o assunto do matrimnio. Isto era to absurdo, como ir comprar 
provises com um moedeiro cheio e no ter onde pr a mercadoria. Mas ele pode de algum jeito soltar um grunhido 
indiferente, apesar do desejo entristecedor que irrompia em seus pensamentos e transfigurava seu corpo."Um 
homem nunca compra uma espada, Colin", ele disse roucamente,"sem inspecionar todas as espadas na loja"."Ah! 
Um homem nunca passaria seu polegar a borda da navalha de uma espada que lhe apresenta seu rei". Colin tinha 
marcado um ponto.
  Quem era sir Pagan Cameliard para questionar um presente do rei David? Alm disso, no foi uma arma o que ele 
escolheu. A no ser uma esposa."Ora. Uma mulher no  muito diferente de outra, suponho", ele disse"No importa 
qual delas reclame como esposa".
  Colin grunhiu com desdm."Isso diz agora", ele sussurrou, fixando um olhar luxurioso nas banhistas,"agora que 
sabe que as opes so generosas".Um assobio escapou de seus lbios quando a mais curvilnea das donzelas se 
afundou na gua brilhante lhes dando uma vista de suas ndegas nuas e tentadoras. 
"Bastardo afortunado". Murmurou seu amigo
Sim, Pagan se considerava afortunado. 
  Quando o Rei David lhe ofereceu uma fortaleza escocesa e uma esposa junto com ela, ele tinha temido encontrar 
uma fortaleza ruda com uma mulher velha na torre. 
  Um olhar s imponentes paredes do Rivenloch aliviou seus medos imediatamente. 
  E para sua surpresa, as candidatas a noivas diante dele, eram bombons deliciosos e o rei as tinha servido em 
bandeja. Na verdade eram as mulheres mais apetecveis que ele havia visto em muito tempo, ou possivelmente que 
jamais tivesse visto. 
  Entretanto, a idia de matrimnio perturbava a Pagan. 
  "MEU Deus, no posso decidir qual eu tomaria", Colin considerou,"essa beleza com cachos dourados ou a 
curvilnea com seu enorme traseiro?".
Pagan soltou um suspiro. 
"Nenhuma", Pagan murmurou. 
"Ambas", Colin decidiu. 

  Deirdre de Rivenloch lanou seu comprido cabelo loiro sobre um ombro. Podia sentir os olhos dos intrusos nela, 
tinha-os sentido por certo tempo. 
  No era que a ela ou a suas irms importasse se eram apanhadas banhando-se. No sentiam incomodas ou com 
vergonha. Como poderia algum estar envergonhado ou orgulhosa de ter tudo o que as mulheres possuam? Se um 
inoportuno moo conseguia as observar com equvoca luxria, no era mais que uma tolice de sua parte. 
  Deirdre passou seus dedos pelas tranas molhadas e lanou outro olhar crtico para o alto da colina, para a densa 
nvoa. Os olhos cravados nela possivelmente pertencessem a um par de jovens curiosos que nunca tinham visto 
uma donzela nua. Mas no se atreveu a mencionar sua presena a Helena, porque sua impetuosa irm 
possivelmente tiraria sua espada primeiro e lhes perguntaria que andavam fazendo depois. No, Deirdre dirigiria 
essa travessura sozinha, e mais tarde. 
  Porque agora ela tinha um assunto srio que discutir com Helena. E no tinha muito tempo. 
  "Atrasou a Miriel?"Ela perguntou, passando a mo cheia de sabo ao longo de seu brao. 
  "Escondi-lhe a adaga", Helena lhe confiou,"depois lhe disse que vi o moo do estbulo em sua habitao mais 
cedo".
  Deirdre assentiu. Isso reteria a sua irm ao menos por um tempo. Miriel no permitia que tocasse em suas 
valiosas armas. 
  "Escuta, Deir", Helena advertiu,"No permitirei que Miriel se sacrifique. No me importa o que Papai diga. Ela  
muito jovem para casar-se. Muito jovem e muito...?"Ela suspirou exasperada. 
  "J sei". 
  O que ambas deixaram de dizer era o fato que sua irm mais jovem no estava moldada com mesmo metal com o 
que elas o estavam. Deirdre e Helena eram filhas de seu pai. Seu sangue Viking corria por suas veias. Altas e fortes, 
elas possuam vontade de ferro e habilidades  mesma altura. Conhecidas na zona de fronteira como as Donzelas 
Guerreiras de Rivenloch, adaptaram-se ao uso da espada como um beb ao seio de sua me. Seu pai as tinha criado 
para ser lutadoras, para no temer a nenhum homem. 
  Miriel, entretanto, para decepo do Lorde, tinha provado ser to delicada e dcil como sua falecida me. 
Qualquer gota de esprito guerreiro que tivesse sido contribudo o seu sangue tinha sido sufocado pelo de Lady 
Edwina, quem tinha rogado para que Miriel fosse salva do que ela denominava a perverso das outras duas irms. 
  Depois de que sua me morrera, Miriel tinha tratado de agradar a seu pai a sua prpria maneira, juntando uma 
impressionvel coleo de armas exticas de mercados viajantes. Mas no tinha desenvolvido nenhum desejo nem a 
fora para as empunhar. Ela se converteu, em poucas palavras, na humilde, dcil e obediente filha que sua me 
sempre desejou. E assim Deirdre e Helena tinham protegido a Miriel toda sua vida de sua prpria fraqueza e da 
decepo de seu pai. 
Agora era tarefa delas salv-la de um matrimnio indesejvel. 
Deirdre passou para sua irm a barra de sabo."Confia em mim, no tenho inteno de enviar o cordeiro ao 
matadouro".
A fasca batalhadora brilhou nos olhos da Helena."Desafiaremos ao noivo Normando ento?"
Deirdre franziu o cenho. Ela sabia que todos os conflitos se resolviam bem no campo de batalha. Ela sacudiu a 
cabea. 
Helena amaldioou em voz baixa e decepcionada chutou a gua. 
"Por que no?".
"Desafiar ao Normando  desafiar o rei".
Hel arqueou uma sobrancelha em desafio."E?".
O cenho franzido de Deirdre se aprofundou. Um dia a audcia da Helena seria sua desgraa." traio, Hel".
  Helena emitiu um suspiro irritado e se esfregou o brao."Quase no seria traio quando fomos tradas pelo nosso 
prprio rei. O intrometido  um Normando, Deirdre! Um normando.'"Pronunciou a palavra como se fosse uma 
enfermidade."Ah! Ouvi que eles so to 'suaves' que no podem deixar-se crescer a barba como um macho faria. E 
alguns dizem que banham at os porcos em lavanda". Estremeceu-se com desgosto. 
  Deirdre estava de acordo com a frustrao de sua irm, e possivelmente tambm com suas afirmaes. De fato, 
ela se havia sentido to ultrajada quando soube que o Rei David tinha cedido a administrao de Rivenloch, no a 
um escocs, a no ser a um de seus aliados normandos. Sim, dizia-se que o homem era um feroz guerreiro, mas 
certamente ele no sabia nada da Esccia. 
  O que complicava as coisas era que seu pai no tinha protestado a deciso do rei. Mas o lorde de Rivenloch no 
tinha estado em seus cabais por meses. Deirdre freqentemente o havia encontrado conversando com o ar, 
dirigindo-se a sua me morta, e sempre se perdia na fortaleza. Ele parecia viver um tempo idlio no passado, onde 
suas regras no eram questionadas e suas terras eram seguras. 
  Mas com a coroa descansando instavelmente na cabea do rei Stephen, ambiciosos bares Ingleses tinham 
comeado a descontrolar-se na zona de fronteiras, tomando as terras que podiam no caos provocado por eles 
mesmos. 
  Ento pelo ltimo ano as irms tinham escondido a enfermidade de seu pai to bem como puderam, para 
acautelar a percepo de que Rivenloch era um lugar fcil. Deirdre tinha servido como administradora da fortaleza 
- e como capito do guarda, com a Helena como segunda no comando, e Miriel se ocupou da casa e das contas. 
  Obtiveram-no adequadamente. Mas Deirdre era o suficientemente sbia para saber que tal subterfgio no podia 
durar para sempre. Talvez fosse essa a razo para sbita citao da parte do rei. Talvez os rumores da debilidade de 
seu pai tivessem sido espalhados. 
  Deirdre tinha pensado longamente sobre o tema e finalmente aceitou a verdade. 
  Enquanto os cavalheiros de Rivenloch eram valentes e habilidosos, mas no tinham lutado uma batalha real desde 
antes que ela tivesse nascido. Agora, homens guerreiros famintos por possuir terras ameaavam a zona da fronteira. 
S duas semanas atrs, um baro ingls tinha atacado uma fortaleza escocesa no Mirkloan, a pouco mais de 
cinqenta milhas de distncia. Por certo, a Rivenloch lhe serviria muito receber o conselho de um guerreiro 
experiente em combates, algum que pudesse aconselh-la em sua posio de comandante. 
  Mas a missiva que tinha chegado na semana passada com o selo do Rei David, a carta que Deirdre tinha 
compartilhado s com a Helena, ordenava que uma das filhas de Rivenloch fosse dada em matrimnio ao novo 
administrador. Claramente o rei queria uma posio, mas permanente para o cavalheiro normando. 
  A notcia a tinha golpeado como um soco ventre. Com a responsabilidade de dirigir o castelo, a ltima coisa que 
estava na mente das irms era o matrimnio. Que o rei casasse a uma delas com um estrangeiro era inconcebvel. 
  O rei David duvidava da lealdade do Rivenloch? Deirdre s podia rezar para que este matrimnio compulsivo 
fosse uma tentativa de manter a fortaleza - ao menos em parte em mos do cl. 
  Ela queria acreditar nisso, precisava acredit-lo. De outra maneira, ela poderia sentir-se tentada de desembainhar 
sua prpria espada e unir-se a sua fervorosa irm e provocar um massacre Normando. 
  Helena se meteu debaixo da gua, para esfriar sua irritao. Agora emergia subitamente, sacudindo a cabea e 
salpicando a gua como um co.
  "J sei! O que te parece se emboscarmos ao noivo Normando no bosque?"Ela disse com entusiasmo."Agarr-lo 
despreparado. Cort-lo em pedacinhos. E acusamos  'Sombra' de sua morte?".
  Por um momento, Deirdre s pde olhar em silncio a sua irm sedenta de sangue. Temeu que ela estivesse 
falando a srio."Mataria a um homem tomando-o despreparado e acusaria a um ladro comum de sua morte?"Disse 
repreendendo-a e tomou o sabo."No", ela decidiu,"ningum ser morto. Uma de ns se casar com ele".
  "Por que devemos faz-lo?"Hel disse mal-humorada."No  suficientemente odioso que devamos entregar nosso 
lar a esse filho de puta?"
  Deirdre apertou o brao de sua irm, demandando que a olhasse."No cederemos nada. Alm disso, voc sabe 
que se uma de ns no se casa com ele, Miriel se oferecer, queiramos ou no. E Papai lhe permitir faz-lo. No 
podemos permitir que isso acontea".
  Helena se mordeu a lngua para no amaldioar, depois murmurou,"Normando estpido. Nem sequer tem um 
nome decente. Quem chamaria um menino Pagan?".
Deirdre devia concordar com essa idia, entretanto, o nome Pagan no despertava vises de um lder responsvel. 
Ou de honra. Ou de piedade. Mas bem soava como o nome de um brbaro selvagem. 
  Helena suspirou profundamente, depois assentiu e tomou o sabo outra vez."Serei eu ento. Casarei-me com este 
filho de..."
  Mas Deirdre pde ver um brilho assassino nos olhos da Helena que seu novo marido no duraria mais que a noite 
de bodas. E apesar de que Deirdre no choraria a morte do intruso normando, ela no desejava ver sua irm 
arrastada  corte do rei acusada de assassinato."No", ela disse." meu dever. Me casarei com ele".
  "No seja tola", Hel respondeu."Eu sou mais perita que voc. Alm disso,..."ela disse com um sorriso travesso, 
esfregando o sabo entre suas mos,"enquanto eu entretenho ao bastardo, voc pode reunir foras para um ataque 
surpresa. Tiraremo-lhe Rivenloch, Deirdre".
  "Est louca?"Deirdre salpicou com gua a sua temerria irm. Ela tinha pouca pacincia para a fria cega da 
Helena. s vezes Hel mostrava uma arrogncia tpica dos Highlanders, acreditando que toda a Inglaterra podia ser 
conquistada s com uma dzia de bravos escoceses. 
  " a vontade do Rei David que o Normando se case com uma de ns. O que far quando seu exrcito venha a nos 
fazer cumprir a ordem do rei?"
  Hel silenciosamente ponderou suas palavras. 
  "No", Deirdre disse antes que Hel pudesse criar outro plano de emergncia."Eu me casarei com o cretino 
Normando", ela corrigiu. 
  Helena se calou por um momento, e depois tentou com outra ttica, perguntando,"O que te passaria se ele me 
prefere? Depois de tudo, Eu tenho mais do que gosta aos homens". Saiu da gua para posar provocativamente e 
oferecer prova de suas palavras."Sou mais jovem. Minhas pernas tm mais forma. Meus peitos so maiores".
  "Sua boca  maior", Deirdre respondeu, sem afetar-se pelo intento de Helena de provoc-la."A nenhum homem 
gosta de uma mulher com uma lngua de vbora".
Hel franziu o cenho. Ento seus olhos se iluminaram outra vez."Muito bem ento. Brigaremos por ele".
"Brigaremos?"
"A ganhadora se casa com o normando".
  Deirdre mordeu o lbio, seriamente considerando o desafio. As chances de vencer Hel eram boas, j que ela 
brigava com muito mais controle que sua voltil irm. E Deirdre estava suficientemente farta com a estupidez de 
Helena para aceitar seu desafio e arrumar o assunto de uma vez. 
  Mas ainda restavam os espies na colina. E a menos que ela estivesse equivocada, Miriel se aproximava 
apressadamente para elas. 
  "Sh!"Deirdre sussurrou."Miriel vem. No falemos mais disto por agora". Deirdre extraiu a gua de seu cabelo."O 
normando deveria chegar em um dia ou dois. Tomarei minha deciso antes do entardecer. Enquanto isso deve reter 
Miriel para c. Tenho algo que fazer."".
"Os homens na colina?"
Deirdre pestanejou."Sabia?"
  Hel levantou uma sobrancelha ironicamente."Como poderia no hav-lo notado? O som dos ofegos desses 
imbecis despertariam at a um morto. Est segura que no necessita ajuda?"
"No podem ser mais que dois ou trs".
"Dois. E eles esto muito distrados neste momento".
"Bem. Mantenha-os distrados com seu generoso corpo".

  "Deus seja louvado", Colin disse entre dentes."Aqui vem a terceira".
Ele assentiu olhando a delicada figura de cabelos escuros que cruzava o campo verde e se dirigia  lagoa, despindo-
se  medida que chegava ali."Por Deus,  bonita, doce e pequena, como uma cereja suculenta.".
  Pagan tinha suspeitado que a ltima irm poderia ser renga, ou maneta, ou que lhe faltariam vrios dentes ou que 
seria uma deficiente mental. Mas apesar de que parecia frgil e menos imponente que suas curvilneas irms, ela 
tambm, possua um corpo que humilharia a uma deusa. Ele s podia sacudir sua cabea assombrado. 
  "Doce Virgem Maria, Pagan", Colin disse com um suspiro enquanto a terceira donzela saltava dentro da lagoa, e 
comearam a chapinhar como sereias brincalhonas."A quem lhe teve que beijar o traseiro? Ao rei? No pode ter 
tanta sorte!"
  Pagan franziu o cenho, O que tinha feito ele para merecer a opo de escolher uma esposa entre semelhantes 
belezas? Ah sim... tinha servido ao David em diferentes batalha vrias vezes, mas tinha visto o rei s uma vez na 
Esccia, em Moray mais exatamente. Parecia-lhe que lhe tinha cado muito bem ao rei, e Pagan tinha salvado um 
bom nmero de homens do rei de cair em uma emboscada nesse dia. Mas certamente no foi mais o que qualquer 
comandante tivesse feito. 
Tudo era um enigma. 
"Algo no encaixa, algo no est bem".
  "Ah se, algo no est bem", Colin concordou, finalmente arrancando sua ateno das trs donzelas para focaliz-
la em Pagan."perdeste a cabea".
  "Parece-te? Ou deveria suspeitar poderia haver uma serpente neste jardim?"
  Os olhos de Colin se estreitaram pcaramente."A nica serpente  a que se est levantado debaixo de seu cinturo, 
Pagan".
  "Me diga outra vez, o que te disse exatamente Boniface?"
  Pagan nunca entrava em um campo de batalha s cegas. Isso era o que o tinha mantido vivo ao longo das 
perigosas batalhas. Dois dias antes ele tinha enviado ao Boniface, seu confivel escudeiro, disfarado como um 
histrio, a descobrir tudo o que pudesse a respeito de Rivenloch. 
  Tinha sido Boniface quem os tinha alertado da inteno das filhas de banhar-se na lagoa nessa manh. 
  Colin se esfregou pensativamente seu queixo, recordando o que o escudeiro tinha reportado. 
  "Ele disse que o lorde est senil. Ele tem uma debilidade pelos jogos de dada, aposta alto, e perde bastante 
seguido. E... ah, sim", ele subitamente pareceu recordar."Ele disse o velho no tem administrador. Ele 
aparentemente tem inteno de deixar o castelo para sua filha mais velha".
  "Sua filha?"Isto era novidade para Pagan. 
  Colin se encolheu os ombros."Eles so Escoceses", ele disse, como se isso explicasse tudo. 
Pagan franziu seu cenho enquanto pensava."Com o Stephen reclamando o trono ingls",
Rei David necessita muitas foras para manter em ordem as terras da fronteira,"ele considerou".no moas"".
  Colin estalou seus dedos."Bom, isso, ento. Quem melhor para ser o lder de Rivenloch que o ilustre Sir Pagan? 
 amplamente sabido que os Cavalheiros do Cameliard no tm igual". Colin se voltou, com vontade de voltar a 
espiar.
  Na lagoa, mais abaixo, a voluptuosa moa sacudiu a cabea, salpicando a sua risonha irm e movendo seu torso 
nu de um modo que fez que Pagan instantaneamente se excitasse sexualmente. Ao lado dele, Colin gemeu, de 
prazer ou dor, Pagan no estava seguro. 
Subitamente dando-se conta do significado do gemido, Pagan o golpeou no ombro. 
"Por que me golpeia?"Colin sussurrou. 
"Por olhar com luxria a minha noiva".
"Qual  sua noiva?"
Ambos voltaram seus olhares  lagoa. 
  Pagan estaria para sempre arrependido por seu momentneo lapso em seus instintos de guerreiro. Quando ouviu 
as suaves pegada atrs dele foi muito tarde para fazer algo. Colin nunca chegou para as ouvir. Ele estava muito 
ocupado agradando seus olhos."Espera. S vejo duas delas agora. Onde est a loira?"
  Atrs dele, a feminina voz disse claramente,"aqui".

Captulo 2
  Pagan no se atreveu a dar-se volta. A espada dela pressionava firmemente contra uma veia que pulsava em sua 
garganta. Ao lado dele, Colin abriu a boca surpreso e trastabill e caiu quando quis olh-la. Se Pagan no tivesse 
estado furioso com ele mesmo por ter baixado a guarda, teria se rido com a cena. 
  "Moos, no esto um pouco grandes para andar espiando donzelas banhando-se?"Seu tom era 
zombador."Esperava encontrar jovens imberbes aqui, no homens adultos".
  A moa deve ter dado a volta ao redor da base da colina, subiu at chegar pelas costas deles. A humilhao fez 
arder as orelhas de Pagan, e para piorar as coisas Colin, em vez de vir em sua ajuda, estava apoiado sobre seus 
cotovelos com uma expresso perplexa que comunicava ao mundo que a loira era ainda mais bela de perto. Ele se 
perguntou se ela seria ainda mais bonita nua. 
  "Vocs no so daqui", ela adivinhou."O que esto fazendo nestas terras?"
  Pagan se negou a responder. No devia  mulher nenhuma explicao."Estas terras"logo pertenceriam a ele. 
  Mas Colin, o traidor, estava encantado pela mulher e respondeu."No tnhamos inteno de ofender ou 
incomodar, minha lady", ele disse quando se recuperou de seu estado de choque,"O asseguro". Ele sorriu, fazendo 
que seus olhos cor esmeralda danassem de uma maneira que nunca falhava em seduzir as moas."Veja, somos 
amigos do Boniface? O histrio".
  Enquanto Colin a mantinha entretida, Pagan ganhou vantagem de sua distrao para deslizar sua mo lentamente 
pelo flanco de seu corpo e logo ao longo de sua panturrilha. Poderia tirar a adaga de sua bota? 
  Colin levantou suas sobrancelhas em fingida inocncia e seguiu falando."Nos disseram que ele tinha passado por 
aqui. S queramos nos encontrar com ele. No tinha inteno de entrar como intrusos em suas terras"
  A espada subitamente se afundou na carne do pescoo de Pagan, em violento contraste com a voz melodiosa da 
mulher, que disse."Espero que te esteja picando a perna e no que esteja tratando de tirar algo da bota".
  Ele apertou os punhos. Maldio! Ele era um guerreiro, o comandante de um grupo de cavalheiros. Ser ameaado 
a ponta de espada por uma donzela! Por Deus!, era humilhante."O que quer?"ele grunhiu. 
  "O que quero?"ela repetiu."Hmm. O que quero?"Ela baixou a espada e golpeou a coxa de Pagan 
irreverentemente com a espada. Mas antes que ele pudesse reagir, ela a moveu rapidamente de volta a sua 
garganta."Sua roupa interior".
Colin afogou sua risada. 
Ela sorriu brandamente em resposta."As tuas tambm".
O sorriso de Colin se congelou em sua cara."Eu? Quer que eu me tire meus...?... a roupa interior?"
"Sim".
  A ira crescia em Pagan."Idiota!"disse ao Colin, que realmente parecia estar desfrutando da cena."Toma sua 
espada. Maldio, ela  s uma mulher, uma nenm. Te vais ficar a atirado como um...?"
  Colin riu."Ela j no  uma nenm, verdade, moa? Alm disso, se a senhorita quiser minha roupa, Estarei 
encantado em obedecer". Colin ficou de ps, deixou cair seu cinturo, tirou-se suas botas, e comeou a afrouxar os 
cordes de suas calas."depois de tudo,  justo. Eu a espiei enquanto estava nua".
  O entusiasmo de Colin enquanto se tirava as calas e a roupa interior s aumentou a irritao de Pagan. Para sua 
surpresa, quando finalmente Colin se mostrava corajosamente ante ela, seu membro ereto estirando a tnica larga 
como uma carpa, a mulher permaneceu indiferente a sua exibio de masculinidade. 
  Com a mo livre, ela recolheu o cinturo e o lanou por a colina."Agora voc", ela disse, cravando a Pagan a 
ponta de sua espada. 
  Pagan considerou que no o faria. Colin podia consentir com esse jogo, sorrindo como um idiota s coberto por 
sua tnica, Mas Pagan estava certo a no lhe conceder nada a uma mulher. 
"No", ele disse. 
"Vamos", ela o apurou." um pagamento justo por estar espiando".
  "No  um crime espiar aquilo que se exibe to obscenamente", ele a repreendeu. Ela j tinha ferido seu orgulho 
de cavalheiro. Ele no ia permitir ganhar a luta de vontades tambm. 
A voz dela adquiriu um tom duro."te tire a roupa. J".
"No", ele disse tambm com um tom duro. 
  Apesar de que a espada nunca se moveu de seu pescoo, a mulher caminhou detrs dele, inclinando-se para lhe 
sussurrar no ouvido." perigosamente arrogante". Seu quente flego lhe produziu um calafrio que lhe percorreu o 
corpo, e a essncia de sua pele recm lavada era uma distrao perigosa. Mas ele se negou a admiti-lo. 
  Com o silncio dele, ela deu a volta para enfrent-lo cara a cara, ela se agachou para estar diretamente em sua 
linha de viso. Pagan no tinha outra opo mas que olh-la. O que viu fez que seu corao se acelerasse e que sua 
boca se secasse. 
  Graas a Deus, ela j no estava nua, de outro modo a luxria teria esmagado toda sua vontade. Ainda assim, sua 
fria se derreteu instantaneamente, e era difcil para ele formar idias, e muito menos emitir palavras. 
  Era bela como uma manh do vero. O cabelo dela secava-se formando suaves ondas, parecia grafite com luz de 
sol, e seus olhos brilhavam to claros e azuis como o cu. Sua pele era to dourada, parecia que seria morna ao tato, 
e seus lbios eram rosaos claros e Pagan desejou p-los mais rosas com beijos. 
  Ele baixou seus olhos at o doce oco entre seus peitos. O martelo de Thor feito em prata pendurava em uma 
gargantilha ali, em brusco contraste com sua delicada pele. 
  Sua voz era suave agora."Realmente isto vale sua vida?"Havia um trao de curiosidade em seus olhos, como se 
no pudesse acreditar que ele se negasse a obedecer a suas demandas. 
  Ele tragou com dificuldade. Se ela tinha planejado desarm-lo com sua beleza, era uma boa idia. E funcionou at 
certo ponto. Mas enquanto ele continuava olhando sua formosa e feminina cara, ele se deu conta de uma verdade. 
Significativa. Apesar de toda sua bravura e palavras duras, ela era uma mulher. E o corao de uma mulher sempre 
era terno e compassivo. 
  A espada ameaando sua garganta no era mas que uma travessura. Ela nunca a usaria para machuc-lo. No era 
mais perigosa que um gatinho. 
"No me cortar", ele disse, desafiando seu olhar. 
Ela franziu o cenho."No seria o primeiro".
Pagan no lhe acreditou por um instante. 
  Colin, preocupado pela sria mudana no intercmbio de palavras, interrompeu com um sorriso."Paz", amigos. 
No necessitamos que isto se converta em um assunto to grave. Vamos, te tire a roupa como um bom moo, sim 
Pagan?"".
  Com suas palavras, um alarme percorreu os traos da donzela como um raio, desaparecendo outra vez to rpido 
que Pagan se perguntou se o tinha imaginado. 
  Ela ficou de p ento, e se parou ante ele como um conquistador. Colin tinha razo. Ela no era um nenm, nem 
sequer uma garotinha com semelhante altura. E sua voz era to cortante e impressionante como sua altura."Sua 
roupa, sir. Agora".
  Pagan estreitou seus olhos ante seu quadril, que estavam rodeadas por um pesado cinturo de cavalheiro que 
servia para sustentar a espada. O cinturo ia por cima de uma feminina saia azul. 
  "No", ele desafiou. 
  Um longo silncio cresceu entre eles, carregando o ar como o vento antes de uma tormenta. 
  E ento um raspou estalou. Foi to inesperado e to rpido que a princpio Pagan no o sentiu. 
  "Santa Me de Deus!"Colin murmurou assustado. 
Algo ardia no peito de Pagan. 
Era impossvel. Impensvel. 
Atnito, ele levou seus dedos ao lugar. Voltaram ensangentados. 
A moa o tinha talhado. A moa de cara doce, de voz suave, e olhos azuis tinham talhado sua carne. 
  Antes que ele pudesse recuperar-se para lanar um contra-ataque, ela levou a espada de volta a sua garganta, e ele 
foi forado a agachar-se dobrado em dois como um animal ferido enquanto o sangue do corte superficial se escorria 
pela tnica rasgada. 
  Ele se tinha equivocado a respeito a dela. Estava completamente equivocado. Nenhum remorso suavizou seu 
olhar tranqilo. Nada de piedade. Nada de clemncia. Poderia mat-lo sem pestanejar. 
  Nunca tinha visto tanta fora de vontade em uma mulher. E s nos mais desumanos guerreiros tinha visto esse 
tipo de fria determinao. Ele impressionava e o enfurecia. Dobrado em dois, desamparado, olhando-a fixamente 
com ira silenciosa, no podia decidir o que sentia por ela, admirao ou dio. 
"Me de Deus", Colin disse balbuciando  mulher,"sabe o que tem feito?"
Seu olhar nunca se desviou."Dava-lhe uma advertncia prvia".
"OH, minha lady", Colin disse, sacudindo sua cabea,"provocou ao urso".
" s um arranho", lhe disse, estreitando seu olhar em Pagan e adicionou,"para lhe recordar quem tem a espada 
aqui".
"Mas, minha lady", Colin pressionou,"sabe quem  ele?"
  "Deixa-a", Pagan interrompeu, sem deixar de olh-la e permitindo um sorriso malicioso, adicionou,"farei o que 
minha lady quer".
  Por agora, ele pensou. Mas em uns poucos dias, no, amanh, ele reclamaria Rivenloch para si prprio. J tinha 
eleito sua noiva. Casaria-se com a terceira irm, a pequena, delicada e a dcil, a que parecia incapaz de matar uma 
mosca. Quanto a essa moa, encerraria-a por sua rabugice. 
  No podia esperar para ver o gelo da compostura dela quebrar-se quando lhe informasse que ela passaria um ms 
em calabouo de Rivenloch. 
  O corao de Deirdre pulsava ferozmente, e desejava que seus ossos no tremessem. O mais leve tremor em seu 
olhar podia resultar mortal. Tinha chegado a tal extremo, e agora, sabendo a quem se enfrentava, ela no se atrevia 
a retroceder, menos ainda ante um normando que presumia que ela era.
  O tipo de mulher que ele podia intimidar. 
  Ainda assim, ela desejou ter lutado com seu desafio de um modo mais diplomtico. Respondendo com 
semelhante golpe no era digno dela; esse tipo de reao violenta era mais prprio da voltil Helena. 
Envergonhava-lhe admitir que tinha atuado de maneira irracional. Mas ao ouvir o nome Pagan referindo-se ao 
homem ela tinha acreditado que era um inofensivo e travesso moo foi um grande choque. E suportar o escrutnio 
desses olhos ardentes, to temerrios, to insolentes, to atrevidos tinha-a perturbado completamente. Debaixo de 
semelhante presso, ela o tinha talhado. 
  Ela tinha esperado terminar com o assunto dos espies rpida e facilmente. 
  Com a primeira impresso, ela tinha adivinhado que o sorridente cavalheiro de cabelos escuros era inofensivo, 
por isso tinha apontado sua espada ao outro, que lhe tinha parecido mais perigoso. Mas tinha subestimado a 
extenso de sua periculosidade. E embora ela preferiria morrer antes de admiti-lo, quando finalmente pde ver a 
cara de Pagan, estremeceu-se pelo fato de que fosse o homem mais bonito que tivesse visto. Tinha esperado que o 
normando que viria como administrador fosse muito mais... feio. E muito menos jovem, e menos magnfico.
  Ainda agora, era difcil olh-lo, sem notar o tom verde cinzento de seus olhos, seu cabelo brilhante, o forte ngulo 
de seu queixo, sua boca curvada que parecia cham-la, tent-la convid-la a... 
  Ela voltou a focalizar seu olhar em seus olhos. Por Deus!, o que estava pensando? No importava que ele fosse 
bonito. Ele era seu inimigo. Era o bastardo normando que tinha vindo a ocupar seu castelo e suas terras. 
Estremeceu-se ao recordar que mas ele tinha vindo a tomar. 
  Forou a suas sobrancelhas a franzir. Ele se deu conta de sua distrao? Da vacilao de sua determinao? 
  Uma luz sutil alterou seu olhar. Podia ser diverso. Ou satisfao. Nenhum bom pressgio. 
  Ela se endireitou e se esticou enquanto ele tirava suas botas, desabotoou seu cinturo, e comeou a tirar suas 
calas, tudo com deliberada tranqilidade. Maldio, as palmas de suas mos estavam suando. O cabo da espada 
estava escorregadio em sua mo. Se ela no era cuidadosa, poderia cair.
  "Te apresse", ela murmurou. 
  Suas pestanas se baixaram com sugestiva insolncia enquanto terminava de tirar as calas."Pacincia, minha 
lady,"ele murmurou.
  Ela desejou golpe-lo outra vez, mas afogou esse impulso. Ele no devia descobrir como a provocava ou ela 
nunca conseguiria dobr-lo. Nunca. 
  Ainda, contra sua vontade, seu olhar permanecia fixo onde seus dedos distraidamente afrouxavam os cordes de 
sua roupa interior. Seus ndulos mostravam cicatrizes prprias de um guerreiro, mas suas mos se moviam com 
graa e habilidade que fez que seus joelhos se debilitassem. 
  Ento, sem cerimnia e antes que ela pudesse recuperar-se, ele baixou o ltimo objeto. 
  Ela se afogou. Era como se ela no tivesse visto centenas de homens nus antes. Tendo passado a metade de sua 
vida entre homens, v-los sem roupa tinha sido inevitvel. Mas o olhar que lanou a suas partes ntimas, expostas 
por um breve momento, parecia dizer o contrrio. Pois ele parecia estar muito bem dotado. Era evidente que ele no 
estava nem comovido nem excitado com sua beleza, como a outros homens invariavelmente ocorria. 
O que significava que ela tinha uma arma a menos em seu arsenal. 
Maldio. 
Seus olhos faiscaram perigosamente."E agora o que?"Ele perguntou brandamente."Voc gostaria de ver se te 
cabe?"
  Se ele queria insult-la, tinha falhado. Do primeiro minuto em que Deirdre tinha levantado sua primeira espada e 
usado sua primeira cota de malha, tinha sofrido a ridicularizaro por parte de homens e mulheres por igual. Se foi 
acostumando com os anos de insultos, ao que ela tinha aprendido a responder, ao princpio com a espada e mais 
tarde com a indiferena. 
  Ela se estirou para tomar e aproximar o cinturo de Pagam. 
  "Toma, minha lady", disse seu companheiro, arrojando suas calas e sua roupa interior ao cho aos ps dela.
  "Perdoe a meu amigo.  lento mentalmente e muito rpido com a lngua. Tirou-nos nossas armas. Tem nossa 
roupa interior. Voc ganhou. Rogo-lhe, deixe-nos ir em paz".
  Apesar de que ela realmente tinha ganho, tinha-os superado a ambos, e que estava exercendo sua vingana ao 
conden-los a uma tarde humilhante caminhado pelo campo com nada para cobrir-se mas que suas tnicas, Deirdre 
no podia sobrepor-se  idia de que de algum jeito ela estava sendo refm da situao. 
  O normando ainda a olhava com olhos penetrantes, e no importava que ela o estivesse ameaando a ponta de 
espada. No importava que ele estivesse nu debaixo de sua tnica. Tampouco importava que ele estivesse marcado 
pelo fio da espada dela. Havia um olhar de vitria em Pagan, e ela sabia que nunca tinha enfrentado a um inimigo 
mais formidvel. 
  Por Deus! que passaria quando ele descobrisse quem era ela? O que seria de Rivenloch quando esse bruto viesse 
reclamar seu lugar no grande hall do castelo? 
  E que seria dela quando devesse reclamar seu lugar em sua cama? 
  Rapidamente, antes que um tremor pudesse tra-la, ela tomou a roupa interior de Pagan e de seu companheiro 
com sua mo livre, as pondo logo sobre seu ombro. Ento saudou os homens com uma breve sacudida de cabea e 
se apressou a sair dali. Estava afastando-se quando Pagan a chamou. 
  "Se esqueceu de algo, dama?"
  Sempre em guarda, ela girou com sua espada pronta para atacar. Muito tarde. Algo passou assobiando perto de 
sua orelha e se alojou no tronco da rvore ao lado dela. A adaga de sua bota. 
  Ela se sobressaltou. A adaga no lhe tinha acertado por uns poucos centmetros. Mas quando ela fixou seus olhos 
em Pagan, parado ali em aberto desafio, soube em um segundo que ele tinha tido a inteno de errar. O que era 
ainda mais ameaador. 
  Sua mensagem era clara. Ele podia hav-la matado. Ele simplesmente escolheu no faz-lo. 
  Suas fossas nasais abertas e alertas, ela embainhou sua espada e se afastou com toda a calma que pde fingir, 
silenciosamente amaldioando ao normando em todo o trajeto de volta a sua casa. 
  "Maldio! O que nos passou?"Colin demandou quando a moa havia desaparecido. 
  Pagan ainda fervia pela traio de Colin."Perdemos nossa roupa interior, e em parte graas a voc".
  "Nossa roupa interior? Pagan, perdeste a cabea". Colin baixou com tropees pela colina at o lugar onde 
estavam suas armas."sabe, se voc queria escolher uma noiva por processo de eliminao, me poderia haver dito 
isso. No era necessrio mat-la. Eu estaria encantado de tomar a uma delas".
  Pagan foi atrs dele."No ia mat-la."
  "No?"Colin amaldioou enquanto pisava em algo pontudo com o p descalo. 
  "No". Pagan estreitou seus olhos."Tenho algo muito pior planejado para essa".
  "No brinque", Colin disse, saltando em um p."Te vais casar com ela".
  "Agora voc perdeu a cabea". Pagan no podia negar que o pensamento de deitar-se com a moa era 
diabolicamente tentador. A beleza dela naturalmente o tinha excitado, apesar de sua determinao de no 
demonstr-lo. Mas havia algo mais. A maioria das moas o fazia sentir-se superior, forte e inteligente. Esta 
desafiava sua dominncia. Pela primeira vez em sua vida, havia-se sentido de igual para igual com uma mulher, 
fisicamente e mentalmente, e a idia de deitar ao lado dessa mulher o excitava.
  Mas em um instante, com o cruel ataque de sua espada, ela tinha mostrado a fria natureza de seu corao. 
  "No", disse ao Colin amargamente."vou encade-la. Quebrarei seu esprito. Ensinar-lhe o que  obedincia".
  "Ah sim, como disse", Colin respondeu,"voc vais casar com ela ento".
  "Vou casar-me com a tranqila e dcil", ele declarou, embora a idia lhe trouxe pouca alegria."Sem dvidas ela 
provar ser uma esposa devota, agradecida e obediente, feliz de agradar meus pedidos. E a mais frgil das trs no 
parece capaz de levantar uma espada, e muito menos de me atacar com uma".

Captulo 3
"Outra vez!"Deirdre levantou seu brao e ordenou a sua irm para que atacasse uma vez mais. 
Hel investiu com um sorriso selvagem, e suas espadas se chocaram produzindo uma srie de fascas. 
  A violncia era catrtica, algo que lhe revitalizava depois do encontro perturbador da manh. Deirdre no tinha 
falado com suas irms de seu encontro com o Normando, tampouco tinha inteno de faz-lo. Ela preferiu carregar 
s com o episdio. Ao menos Helena e Miriel passariam suas ltimas horas como as administradoras de Rivenloch 
com uma piedosa ignorncia. 
  O escudo da Helena chocou subitamente contra o de Deirdre, sacudindo seus ossos. Deirdre se equilibrou, 
devolvendo um golpe horizontal de sua espada que teria talhado a qualquer um pela metade. Mas Hel foi rpida. 
Saltou para trs com um grito curto, ento e se agachou bem a tempo para ficar debaixo da espada de Deirdre. 
  "Aha!"ela gritou, a ponta de sua espada sobre o queixo de Deirdre, seus olhos acesos com a vitria. 
  Mas a alegria na cara de sua irm, que estava poeirenta pela prtica em campo, no diminuiu o peso do sinistro 
destino no qual Deirdre nem podia deixar de pensar. Ele viria. Talvez no esta noite. Talvez no amanh. Mas ele 
viria por ela. 
  Deirdre tinha sabido no instante em que cruzou seus olhos com Pagan que ela devia ser a filha que se casaria com 
ele. Miriel no podia, porque desapareceria debaixo da sombra poderosa desse homem. Hel no podia, porque um 
deles terminaria morto ao final de sua noite de npcias, e ela temia agora que no seria o normando. 
  No, Deirdre devia sacrificar-se. 
  Seria um matrimnio infernal, ela estava segura, mas ela sobreviveria. Por Miriel. Por Helena. E por Rivenloch. 
  Hel interrompeu seus pensamentos, aplaudindo a bochecha de Deirdre com a mo enluvada. 
  "Trabalha em sua velocidade, preguiosa", ela provocou."Devemos ao menos fazer que o bastardo normando 
tenha que caar a sua noiva".
  As palavras do Hel ecoaram em sua alma como sinos discordantes. No haveria caada de noiva. No com Pagan. 
Ele viria e a reclamaria. Simplesmente. Rapidamente. Irrefutavelmente. 
  Sua imagem, gravada de maneira indelvel em sua mente como os desenhos no punho de sua adaga, assaltou-a 
outra vez: sua aparncia orgulhosa, seu sorriso zombador, seu olhar desdenhoso, e seu pulso comeou a acelerar-se. 
  Por Deus. O que lhe passava? Ela no era uma donzela frgil que se intimidava quando enfrentava um perigo. Ela 
era Deirdre de Rivenloch. Tinha aoitado ladres e domado feras e ferido bandidos. No permitiria que o 
endiabrado normando a esmagasse. 
  A fria esquentou suas bochechas. Empurrou a espada de Helena a um lado com seu escudo."Outra vez!"
  Fascas explodiram quando suas espadas se chocaram uma vez mais. Hel girou e saltou, revolvendo sua espada 
como se fora de brinquedo, mas o escudo de Deirdre estava sempre a para responder. Enquanto Hel mostrava todos 
seus truques, Deirdre poderosamente rechaou os golpes com sua prpria espada, mantendo longe a Hel com sua 
fora superior e uma crua determinao que no permitiu que fosse derrotada. 
  Mas no era a sua irm a quem ela procurava conquistar, a no ser os demnios que habitavam seus pensamentos. 
  Esta, ela pensou, golpeando diagonalmente para baixo,  por me espiar como um jovenzinho libidinoso. 
  E esta? Ela se equilibrou para diante, errando a Hel por centmetros,  por te burlar com o truque da adaga. 
  Ela desviou a espada de Helena que ia para sua cabea. 
  E esta outra? Ela avanou incansavelmente, golpeando a mo direita e sinistra em rpida sucesso, at que Hel 
esteve abandonada contra a cerca. Esta  por me olhar com esses olhos implacveis, sedutores, e perturbadores. 
  "Deirdre! Helena!"Miriel as chamou do porto, tirando Deirdre abruptamente de seus pensamentos. Sua irm 
menor levantou suas saias para caminhar pelo campo de prtica. Deirdre e Hel fizeram uma pausa em sua briga 
suficientemente longa para ver que, correndo servicialmente detrs dela, como sempre, estava Sung Li. Miriel tinha 
conseguido a criada anci anos atrs, junto com vrias armas do Oriente, que formavam sua extensa coleo. 
  Hel usou a distrao para deslizar-se por debaixo da guarda de Deirdre e debaixo dela, para golpear as costas de 
Deirdre com o anverso de sua espada. Deirdre girou e se lanou para diante, mas Hel a evitou com um malicioso 
sorriso. 
  "O que esto fazendo vocs duas?"Miriel demandou, suas mos em seu quadril. Atrs dela, a criada imitou sua 
postura. 
  Acostumadas  desaprovao de Miriel, Deirdre e Hel a ignoraram. Deirdre investiu aos joelhos da Helena. Hel 
limpamente saltou por sobre a espada e devolveu um golpe que se ela no evitava agachando-se, teria arrancado a 
cabea de Deirdre. 
  Miriel lanou um grunhido de desgosto."por que se banharam antes? Agora ambas esto imundas!"ela 
protestou."foi um desperdcio de sabo".
A serva estalou sua lngua. 
Hel rodou, ento se arqueou e saltou ficando de p outra vez, pronta para batalhar. 
Deirdre se levantou, lanando sua trana sobre seu ombro. 
"Parem, irms", Miriel rogou. 
Deirdre bloqueou o prximo golpe da Helena e bramou sobre seu ombro."Volta para dentro, Miriel. Sujar-te suas 
saias".
"Mas Papai me pediu que as venha procurar para o jantar".
"Jantar?"Deirdre girou, ento lanou um olhar ao o sol. Estava baixo no cu. O tempo tinha pirado nesse dia. 
"Sim", Miriel disse."faz-se tarde".
  "S um pouco mais", Hel insistiu, passando a espada  mo direita para desviar o avano de Deirdre."No se 
preocupe. Vamos em seguida".
  "Mas Papai diz que devem vir agora. O novo administrador chegou. Est aqui faz mais de uma hora, e vocs nem 
sequer esto vestidas adequadamente?"
  Pagan estava aqui? J? As palavras de Miriel assombraram Deirdre, e esse instante de distrao lhe custou um 
pequeno corte na bochecha da espada de Helena. Fez um gesto de dor, apertando os dentes.
Miriel conteve a respirao. 
"OH, Deirdre!"Hel baixou sua espada de uma vez."Perdo".
Deirdre sacudiu a cabea. No era o primeiro arranho que as irms se proporcionavam."Minha culpa".
"Talvez deveramos entrar", Hel disse. 
"No faa esperar o jantar, Miriel. Lavaremo-nos e iremos em seguida".
  Miriel as estudou desconfiada, possivelmente perguntando-se se alguma vez conseguiriam lavar-se de toda essa 
imundcie.
  "Apurem-se ento", instigou-as."Sir Pagan parece muito ansioso para as conhecer".Ela correu afastando-se, sua 
criada seguindo-a.
  "Muito ansioso", Hel murmurou quando Miriel se foi."Sem dvidas, o bastardo quer casamento rpido e cama 
rpido tambm".tirou-se suas luvas."Vamos ento, antes que o velho normando comece a montar-se aos ces?"
  Mas Deirdre estava muito distrada para apreciar o sarcasmo de Helena. O temor enchia suas veias. A hora do 
encontro tinha chegado. 
  O homem certamente no tinha desperdiado o tempo, ela pensou. Ela tinha tido a esperana de ter um dia ou 
dois para que sua ira se esfriasse. Pagan tinha descoberto quem era ela? 
  Mas Deirdre se negou a entregar-se a temores tpicos de donzelas. Ela era uma guerreira, depois de tudo."Sim", 
fez-se pulsa,"fixo deixando sua espada e limpando o sangue de sua bochecha com a manga de sua roupa. Ela se 
endireitou acomodando seus ombros. Era hora de confrontar o diabo que em pouco tempo seria seu marido".
  "Est arrumado ento", o tabelio murmurou. 
  Pagan observou ao homem escrever velozmente no documento sobre a mesa ante o velho lorde colocasse seu 
jantar nele, apoiou com fora o selo de cera para acentuar o escudo de Rivenloch. 
  Lorde Gellir tinha insistido em que os papis fossem assinados de uma vez, apesar de que todos estavam no meio 
da comida.
  O lorde sorriu vagamente, dispensando ao tabelio do grande hall ruidoso com um gesto de sua mo ossuda, 
ento voltou sua ateno  carne assada no prato ante ele. 
  Pagan revolvia os pedaos de carne sem com-los. Ele no podia evitar sentir pena pelo velho Lorde de 
Rivenloch. Certamente ele tinha sido um guerreiro formidvel em sua juventude, porque sua grande espada estava 
pendurada na parede por cima de uma dzia de escudos conquistados pelo cavalheiro. Era de ossos compridos e 
largo de ombros, com dedos suficientemente compridos para enforcar a um homem com uma s mo. Os poucos 
fios que ficavam de seu cabelo eram claros, e seus olhos eram de um azul assombroso, indubitavelmente filho de 
Vikings. Mas o tempo o tinha deteriorado como o rio carcome a rocha, suavizando sua aparncia e infelizmente 
suavizando sua mente tambm. 
  Era penosamente claro agora que o rei tinha cedido as rdeas de Rivenloch a Pagan no como um presente, mas 
sim como uma tarefa a cumprir. Porque nas mos de um lorde senil com trs filhas e um grupo de cavalheiros 
faltosos de treinamentos pela paz em que viviam, Rivenloch certamente seria presa fcil dos ingleses. E isso seria 
uma tragdia. O castelo era magnfico, sua localizao invejvel. 
  Por pedido de Pagan, a filha mais jovem e sua camareira o tinham guiado pela fortaleza para conhec-la. 
  Ele se deu conta de que havia mudanas que se precisavam fazer. Algumas das construes exteriores estavam 
deterioradas e necessitadas de reparao. No havia suficientes depsitos de armazenagem. E as muralhas que 
rodeavam a fortaleza e seus amplos jardins deviam ser fortificadas. 
  Mas essas paredes encerravam tudo o que algum necessitava para sobreviver na rea selvagem de Esccia. Uma 
tosca capela de pedra se erguia no meio do jardim, flanqueado por uma fonte. Um extenso pomar provia mas, 
nozes, avels, ameixas, e cerejas, e uma grande variedade de vegetais. Estavam os estbulos, o posto do ferreiro, o 
depsito de armas e as cozinhas. Atrs da fortaleza se achava o lugar dos animais : os ces, os cavalos, e os falces. 
E mas alm, um extenso campo de prtica. A fortaleza em si mesmo,, era um castelo que seria o orgulho de 
qualquer homem. Um prmio, ele sups, que valia o preo de um matrimnio. 
  "Ah sim, Est tudo arrumado,"o lorde repetiu, dando a Pagan um sorriso distrado enquanto ele carinhosamente 
aplaudia a mais jovem de sua filha. 
  A pobre donzela estava plida como o leite, mas Pagan no podia lhe dar um sorriso de segurana a ela. Sentiu-se 
subitamente esmagado com uma pesadez que lhe tirava o apetite. 
  "No te arrepender de sua deciso,"Colin disse gentilmente  rapariga, tratando de afrouxar seus medos com 
uma palavra amistosa e um piscou um olho."Apesar que vrias donzelas estaro tristes de saber que o corao do 
Sir Pagan Cameliard finalmente foi conquistado."
  A moa tragou com dificuldade e baixou seu olhar mido  taa de cerveja que tinha ante ela, a qual ela no havia 
tocado. 
  "A sua sade!"o pai gritou, sobressaltando a pobre jovem e levantando sua taa to bruscamente que a cerveja se 
derrubou sobre a branca toalha de linho. 
  A gente do castelo, estava sentada ao longo de diversas mesas no grande salo e no estavam conscientes de a 
causa do grito do lorde, entretanto o felicitaram. 
  Pagan levantou sua taa, embora seu corao, tampouco, estava para brinde. Por que ele estava descontente, no 
sabia. Depois de tudo, no tinha o que queria? O Lorde de Rivenloch o tinha recebido generosamente, e a noiva 
escolhida parecia totalmente doce. 
  Entretanto ele estava vacilante a respeito de reclam-la como sua. O fato que Pagan virtualmente tinha vindo a 
usurpar a fortaleza de Lorde Gellir era um soco na cara do velho. Mas apropriar-se de uma de suas filhas ... no era 
muito? 
  Finalmente, Pagan tinha decidido fazer algo nobre, deixar que o pai escolhesse qual da donzelas desejada dar em 
matrimnio. 
  Ento, para sua surpresa, antes que o lorde pudesse fazer essa deciso, antes que as outras duas irms tivessem 
aparecido para jantar, a mais jovem humildemente se ofereceu a si mesma. 
  Pagan no era tolo. Podia adivinhar instantaneamente pelo tremor em sua voz que ela se sacrificou no por desejo 
para ele, mas sim fazia certo tipo de sacrifcio honorvel. Era uma situao trgica, e entretanto no tinha podido 
fazer nada mais que aceitar sua oferta. Se no a aceitava no s a insultaria, mas sim mancharia a grandeza de seu 
gesto. 
Seu pai naturalmente aprovou a unio. Porque para todo lorde, a filha mais jovem era obviamente a mais 
dispensvel. Era o mesmo nos lares Normandos. O primognito era criado para mandar, o segundo, para brigar, mas 
o terceiro s podia ambicionar algum lugar na Igreja ou um matrimnio proveitosos. Certamente, o matrimnio 
com Pagan seria proveitoso para ela. 
  Ainda, assim, no foi com felicidade que Pagan olhou  sombria moa que temia encontrar seus olhos, nem ao 
senil lorde com um bigode de espuma de cerveja por cima de seu lbio, nem  ao grupo de Escoceses a seu redor que 
o olhavam com uma combinao de adorao e desconfiana. 
  S Colin parecia cmodo entre a gente do castelo. Mas ele sempre parecia estar cmodo e depravado. Seu 
companheiro podia cercar uma conversao to facilmente com uma nobre lady como com uma serva. 
  Pagan poucas vezes procurava os afetos de uma mulher. Mas seu atrativo sempre tinha sido a base de suas 
conquistas, nunca seu encanto. 
  Esta vez, entretanto, seu atributo falhou em diminuir o terror dos olhos de... OH... qual era seu nome? Maldio, 
se queria diminuir o terror da dama, seria melhor que recordasse seu nome. 
  "Vamos,"Colin disse, acotovelando-o nas costelas."No franza o cenho, Pagan. Ou assustar a Miriel."
  Miriel. Era isso. Desde que se enfrentou com a loira alta essa manh, sua mente tinha estado confusa e 
intranqila. 
  "Alm disso"Colin continuou,"ele tem uma alma gentil, minha lady. Apesar de sua aparncia severa, ele  
conhecido por seu amor pela msica e sua doura com os animais pequenos e os bebs."
  A irritao de Pagan aumentou. Que idiotices estava falando Colin agora? O nico uso que encontrava aos 
pequenos animais era comer-lhe e quanto  msica ... ? 
"Ah! Chegam tarde!"Lorde Gellir grunhiu abruptamente. 
Pagan levantou a vista da carne assada. Meu Deus!, Era hora!
  Caminhando com calculada lentido para a mesa central, com suas caras orgulhosas e formosas, vinham as irms 
de Miriel. Se chegassem tarde assim para jantar quando ele fosse lorde, ele decidiu, deixaria-as ir dormir famintas. 
  Pagan pensou que tinha gravado a cara da loira em sua mente, mas viu que sua memria no lhe fazia justia. 
  Ela no s era bela. Era de uma beleza que paralisava. Esbelta e elegante em um vestido de seda azul, deslocou-se 
como flutuando pelo piso de pedras com a graa de um gato. 
  Sua irm a seguia, vestida com um tnica de cor aafro plido, como se dada a apropriada provocao, estivesse 
pronta para saltar subitamente sobre uma das mesas. 
  A conversa de Colin se diluiu enquanto as magnficas irms abriam caminho atravs do hall. 
  Inesperadamente, o pulso Pagan se acelerou, e ele sentiu a ferida que a loira lhe havia infligido, latejar debaixo de 
sua tnica. 
  Por horas, ele tinha imaginado o choque absoluto em sua cara quando ela descobrisse sua identidade. Gozaria ao 
ver sua mortificao quando ela se desse conta que tinha atacado a seu futuro lorde. 
  Mas sua sede para ver a humilhao dela no ia ser saciada. Sua expresso calma com a que ela encontrou seu 
olhar foi to fria como o gelo. No s ela no parecia surpreendida por sua presena, mas sim luzia completamente 
desavergonhada. Moa atrevida! Teria sabido todo o tempo quem era ele? Se era assim, ento suas aes tinham 
sido frias e calculadas. A bruxa o tinha provocado deliberadamente. 
  Enquanto ela se aproximava, seus olhos brilhando como estrelas de gelo, a antecipao da deliciosa vingana 
acelerou seu corao. Toda a tarde, enquanto sua ferida supurava, ele se tinha imaginado como domar a essa moa. 
Ele tinha pensado em encerr-la com nada mais que po e gua. Tinha ponderado a idia de cortar uns centmetros 
de sua apreciada cabeleira dourada cada dia at que ela se rendesse a ele. E agora que sua vingana estava to perto, 
resultava-lhe natural o desejo de sabore-la como a um bom vinho espanhol. 
  Mas de algum jeito, ele a observou aproximar-se, seu cabelo brilhando  luz das velas, seus peitos pressionando 
gentilmente contra o decote baixo de seu vestido, seus lbios cheios, carnudos e rosados, seus pensamentos a 
respeito de castigos adquiriu claramente um ar sensual. Abruptamente foi assaltado por vises dela mordiscando 
po de seus dedos enquanto estava ajoelhada e encadeada na torre. Ele imaginou tremendo em sua regata enquanto 
o vento sacudia a pecaminosa transparncia contra suas curvas nuas. Ele viu suas prprias mos tocando suas 
sedosas tranas enquanto extraa uma faca para as cortar centmetro a centmetro. 
  Amaldioou a seus errticos pensamentos que estavam esquentando seu sangue. Merda! Havia s uma coisa pior 
que ser submetido por uma mulher com uma arma, ele decidiu, E isso era ser subjugado pela prpria luxria por 
ela. 
  "Minhas filhas maiores,"Lorde Gellir disse a modo de introduo, lhes fazendo gestos com um osso de cordeiro 
de seu prato. 
  Pagan brevemente encontrou o olhar da loira. Aparentemente ela no tinha inteno de revelar o encontro dessa 
manh.
Ele notou que desde que a tinha visto pela ltima vez, ela se tinha feito um pequeno arranho ao longo de sua 
bochecha. Ele se perguntou onde o teria feito. 
  "Perdo, papai,"a segunda irm disse, tomando um assento perto de Merewyn? Mildryth? Meredith? Por todos os 
santos, por que no podia recordar o nome de sua noiva?
"Estvamos no campo de prtica,"ela adicionou, lanando um olhar desafiante ao Colin e a ele. 
"Ah,"o lorde disse, mastigando um pedao de carne. "Quem ganhou?"
"Helena ganhou, pai,"a beleza loira respondeu, deslizando-se no banco entre suas irms." obvio, deixei-a ganhar."
"Me deixar?"Helena chiou."Claro que no ... eu ..."
"Helena!"a irm mais jovem brandamente interveio."Temos convidados."
  "OH,"Helena disse, permitindo que seu olhar viajasse at o par de homens como se estivesse avaliando cavalos 
de guerra para um combate."Ah sim."
  "Este  Sir Colin du Lac,"a noiva de Pagan continuou,"e este  ..."
Exatamente ela no se estremeceu, mas ele podia sentir seu desgosto enquanto o apresentava. 
"Este  Sir Pagan Cameliard. Sir Colin, Sir Pagan, estas so minhas irms, Lady Helena e lady Deirdre de 
Rivenloch."
Deirdre. Ah, ele tinha esperado que seu nome fosse de origem Viking, algo horrvel como Grimhilde ou 
Gullveig.
Ele baixou seu olhar. A gargantilha com o martelo de Thor estava ainda aninhado na doce carne dela. 
Colin recuperou sua voz primeiro." um prazer as conhecer."
  Helena sorriu com falsa cortesia, ento estendeu o guardanapo e logo a acomodou sobre sua saia. Acotovelou a 
sua irm e murmurou,"Sabe que sou melhor que voc, Deir. Deixar ganhar... a mim justamente."
  "Ganhar?"Colin mordeu o anzol."Ganhar o que, minha lady?"
  Helena girou para ele, com sua total ateno, como se ela tivesse estado esperando essa chance para impact-lo, e 
disse claramente,"Briga com espada."
  "Briga com espada?" Colin perguntou com um sorriso desconfiado. Sem dvida ele pensou que "Briga com 
espada" era algum tipo de jogo escocs. Pagan pensou de outra maneira. 
  Helena lanou a Colin um sorriso travesso. Pagan franziu o cenho, preocupando-se com sua astcia e seu 
atrevimento. Eram coisas das que ele teria que cuidar-se no futuro. 
  Ao menos Deirdre, apesar do sangue-frio em suas veias, parecia honesta e direta. 
  Helena girou para encarar a seu pai ento, embora ela claramente falava com Colin.
  "Deveria hav-lo visto, Pai. Deirdre me veio em cima e me teria arrancado a cabea. Mas a atirei a um lado, 
evitei seu ataque, fiz-lhe uma ameaa  esquerda e  direita, ento avancei e a pus contra a cerca e minha espada foi 
direto a sua garganta."
  Pela primeira vez em sua vida, Colin ficou sem fala. Mas Pagan olhou para Deirdre. Seu sorriso confirmava tudo. 
OH, sim. Era verdade. As moas eram duas guerreiras dos ps a cabea. 
  E agora, pela estranha tenso na nuca, ele comeou a entender por que o rei lhe tinha devotado a ele, Sir Pagan 
Cameliard, capito dos Cavalheiros de Cameliard, esse particular presente: o de escolher entre trs bombons um 
como sua esposa. Estavam envenenados com um veneno que nenhum homem por mais forte que fosse poderia 
sobreviver. S o mais inteligente, o mais capaz, o mais competente dos comandantes poderia ter esperana de 
domar a essas moas guerreiras. 

Captulo 4 
"Alguma vez ouviram falar as Donzelas Guerreiras de Rivenloch?" Helena lhes perguntou com a boca cheia de 
carne. 
  Um ngulo do lbio de Pagan se levantou em um sorriso sardnico." Os contos de suas faanhas no alcanaram 
o grande mundo ainda," ele provocou. 
Deirdre levantou sua taa em um sutil gesto de admisso. Sua ironia tinha sido captada. 
Helena, entretanto, deixou passar o insulto. "Bem, ns nunca ouvimos falar dos Cavalheiros de Cameliard."
Colin pareceu genuinamente surpreso. "No?"
Pagan arqueou uma sobrancelha. "Rivenloch est um pouco.. isolado."
Deirdre viu o punho fechado da Helena ao redor de sua faca e apoiou sua mo para fre-la sobre o antebrao de sua 
irm. 
Parecia que ela devia admirar ao normando. Ele era mais preparado e mais inteligente que a maioria. 
De fato, ela estava comeando a pensar se o exrcito de cavalheiros dele dizia comandar realmente existia.
  Possivelmente consistia somente deste par de canalhas viajando atravs das terras, Chamando-se a si mesmos "Os 
Cavalheiros de Cameliard" e inventando lenda de valentes faanhas. 
  Permitiu que seu olhar observasse as curiosas roupas de Pagan. O homem era aparentemente to criativo como 
engenhoso. Ele tinha usado o que poderia considerar um episdio humilhante para sua vantagem. Ele e seu 
companheiro tinha encontrado um par de xales escoceses em algum lugar, os colocaram sobre seus ombros e o 
sujeitaram  cintura, ao estilo escocs, no s dissimulando sua falta de roupa interior mas tambm obtendo que a 
gente de Rivenloch os aceitassem com afeto pelo fato de vestir-se como eles. 
  Ao menos, Deirdre refletiu, casaria-se com um homem com um pouco de miolos. 
  Enquanto Helena continuava torturando aos convidados, tratando horroriz-los com espantosas histrias de suas 
batalhas, Deirdre sorveu sua cerveja, estudando ao homem que logo seria seu marido. 
  Ele era incrivelmente bonito. Seu cabelo, de cor noz escura, pulverizava-se todo ao longo de seu pescoo. Sua 
pele torrada pareceu brilhar com a luz do fogo. Os ossos de sua cara eram fortes e largos, seu queixo com cicatrizes 
leves do que pareciam ser marcas de uma espada. Seus olhos, agora focalizados em Helena, recordavam aos 
bosques nebulosos das Highlands, cinza e verdes e traioeiros. Uma mulher poderia perder-se nesses bosques, 
recordou-se a si mesmo, separando seu olhar para concentrar-se na cerveja de sua taa. 
  "Veste-se todo de negro," Hel contava a Colin du Lac, servindo uma segunda poro de carne. "A gente o chama 
'A Sombra'. Se esconde nas rvores, esperando a vtimas, e ningum foi capaz de..."
  Deirdre deixou que seu olhar vagar novamente para o Sir Pagan Cameliard. Enquanto ele escutava a histria de 
Helena sobre o bandido local, possivelmente surpreso por seu saudvel apetite e por sua anedota, vagarozamente 
passava um dedo ao redor do bordo de sua taa. Deirdre encontrou-se a si mesma fascinada pelo movimento. Suas 
mos pareciam brutais e pesadas, cheias de cicatrizes e calosidades, e ainda assim capazes de gestos sutis? 
  Seu corao se acelerou inexplicavelmente, e ela enlaou seus dedos ao redor de sua prpria taa ainda tremendo. 
  Enquanto Hel afundava nos detalhes do misterioso ladro que vivia no bosque, ela viu a boca de Pagan torcer-se 
quase imperceptivelmente. Havia certa desaprovao e logo suavizou a expresso at a boca se curvou levemente 
para cima. 
  Deirdre levantou seus olhos com surpresa. Por Deus!, o homem a estava olhando fixamente. E sorrindo. Um 
sorriso secreto, cmplice, cheia de promessas e de uma evidente ameaa. 
  Ela desviou o olhar, apertando a taa de prata com tanta fora que sentiu que o metal cedia. Poderia casar-se com 
esse homem, mas nunca lhe deixaria acreditar que ele tinha algum tipo de controle sobre ela. 
  Deixaria-lhe em claro que ela encontrava a idia de casar-se com ele como algo completamente deplorvel. 
  No, ela devia tomar as rdeas agora, antes que ele tomasse em suas prprias mos e a jogasse a algum escuro 
calabouo para concretizar sua vingana. 
  Ela respirou profundamente, para estabilizar sua respirao, deixou a taa sobre a mesa, e interrompeu o discurso 
de Hel, que estava pondo a Miriel to branca como seu guardanapo. 
  "Ento, Pai," ela disse sem prembulos,"j tem os documentos do matrimnio preparados ?"
  Ele assentiu. "OH, sim," ele disse com a boca cheia, "preparados, acordados, e assinados."
  Deirdre intercambiou um olhar com o Hel. "Acordados e?"
  "Assinados?" Hel perguntou, quase engasgando-se com um pedao de carne. 
  "Sim" ele lhes disse alegremente. "No h necessidade de preocupar-se, Edwina. chamei ao sacerdote, e teremos 
o casamento amanh."
  Deirdre pestanejou quando ele a chamou pelo nome de sua me. "Amanh? Mas no fomos consultadas, Pai. 
Qual de ns?"
"Concordei me casar com ele, "Miriel disse rapidamente. 
Por trs segundos, Deirdre e Hel s puderam olhar a sua irm menor. 
"O que?" Deirdre finalmente conseguiu murmurar com descrena. "Miriel? Devia ter sido uma de ns duas ..."
  Hel golpeou seu punho na mesa, fazendo tremer os pratos. "No!" dirigiu-se a Pagan. "Maldio, normando!. 
No podia esperar at nos conhecer s trs? por que escolher to apressadamente?"
  Miriel apoiou seus dedos levemente no antebrao da Helena. "Helena, no te zangue com ele. No foi sua 
escolha," ela disse brandamente, "foi minha."
Outro silncio seguiu enquanto as palavras de Miriel eram assimiladas. 
"Sua escolha," Hel finalmente ecoou com assombro. 
Deirdre no disse nada. Sentiu-se subitamente doente, como se seu mundo tivesse dado volta. 
Um olhar aos grandes olhos azuis de Miriel e seus lbios trementes lhe disseram a verdade. 
Sua irm menor se sacrificou antes que Deirdre sequer tivesse uma possibilidade de salv-la. 
Hel sussurrou a seu pai, "Como pde deix-la fazer isto ?"
  "Helena!" Deirdre repreendeu a sua irm. To irresponsvel como seu pai tinha sido ultimamente, ainda ele era o 
lorde do castelo. Merecia seu respeito. 
  Deirdre lhe falou to neutralmente como pde. "O matrimnio foi assinado e selado ento?"
  "OH, sim, tudo preparado," seu pai respondeu alegremente, sem dar-se conta de seu desgosto. "Teremos o 
casamento amanh."
  Ela lanou um olhar severo a Hel, cujos olhos ardiam como brasas, e lhe disse, "Ento o que est feito, est 
feito."
  Um detestvel silncio encheu o ar, s interrompido pelo suave som das taas e os talheres e o bate-papo da gente 
comum nas mesas mais afastadas. Eles jantavam, ignorando o drama que estava passando entre os nobres, todos 
menos Sung Li, a quem, Deirdre notou, observava os fatos  distncia com uma intensidade quase sobrenatural. 
  Hel continuava contendo sua lngua, como fazia Deirdre. Pagan obviamente tinha aprovado a unio. Depois de 
tudo, era para seu benefcio, casar-se com Miriel, a jovem que nunca questionaria sua autoridade. 
  Mas Deirdre no tinha inteno de deixar que isso acontecesse. Embora mantinha uma expresso serena, 
interiormente seus pensamentos se formavam redemoinhos furiosamente. Para o final do jantar, ela j tinha um 
plano. 
  "No posso acredit-lo! No posso toler-lo!," Helena disse arrastando as palavras, enquanto caa da cama de 
Deirdre e aterrissando no piso de madeira sua habitao. 
  Deirdre resgatou a taa semi vazia de Helena antes que o vinho se derrubasse, ento agarrou a sua irm por 
debaixo de seus braos e a arrastou outra vez at a cama. 
  Hel se inclinou por um momento, e logo e continuou com seu discurso. "Devemos fazer algo, Deir.  Devemos 
nos ocupar desses miserveis filhos ... filhos de ..."
"Filhos de normandos?" Deirdre sugeriu, preenchendo a taa da Helena. 
"Sim," disse Hel agarrando a taa e tomando outro generoso gole. 
Limpou-se a boca com sua manga. 
Deirdre se levantou com sua prpria taa ainda cheia. "Sim, as donzelas guerreiras de Rivenloch sempre 
triunfam."
Hel assentiu, seu queixo tremendo com orgulho enquanto brindava com Deirdre. 
  Beberam juntas, mas enquanto Helena esvaziava sua taa, Deirdre s tomou um pequeno sorvo. Ela precisa estar 
alerta e consciente essa noite. 
  Os olhos de Hel estavam nublados pela bebedeira, e sua taa vazia caiu ao piso. Deirdre esperava que sua irm 
casse em um sono profundo. Mas Hel podia beber tanto como a maioria dos homens. Depois de um momento, ela 
suspirou e comeou a murmurar outra vez, inventando novos insultos para os normandos. 
  Deirdre olhou pela janela de sua habitao. Observando a posio da lua cheia, calculou a hora. Ela devia apurar 
o processo de Helena. No havia muito tempo. 
  Encheu de novo a taa da Helena. "Brindemos a Miriel."
  "Pobre Miriel," Hel se lamentou. "Digo-te, Deir, se esse degenerado alguma vez lhe levanta a mo ... te juro ... 
te juro ..."
  "Juremos juntas ento." Deirdre levantou sua taa. 
  "Mataremo-lo" Hel completou a idia. Bebeu um generoso gole ento golpeou a taa no ba ao p da cama. 
  Deirdre fez uma pausa, ento tomou um pequeno gole. Pagan nunca tocaria a Miriel. 
  Deirdre nunca lhe daria a oportunidade. 
  "OH," Hel exclamou, pressionando a mo entre suas pernas, possivelmente porque precisava urinar. "Melhor eu 
ir."
  Ela riu e se levantou da cama, cambaleou-se por um momento at que pde estabilizar-se, e caminhou em 
ziguezague para a porta. "Boa noite. E no se esquea, Deirdre.  Voc tambm o jurou."
  Quo ltimo Deirdre viu de Helena, foi que ela se cambaleava ao passar o corredor caminho a sua prpria 
habitao, onde com sorte encontraria o urinol a tempo. Depois disso cairia em estupor a cama e dormiria at bem 
avanada manh. 
Agora Deirdre se ocuparia de sua irm menor. 
Separar a Miriel da serva intrometida seria difcil. 
A estranha donzela a seguia a todos lados. 
  Mas no havia tempo a perder. Deirdre procurou uma pequena bolsa com suas provises e partiu para o quarto de 
Miriel. Tanto como a incomodava fazer algo contra seu sentido da honra, Deirdre supunha que devia enganar a sua 
irm menor. Posto que era para seu prprio bem. 
  Parada ante a porta com sua mo levantada, Deirdre vacilava. Estava fazendo o correto? Talvez Miriel estaria 
contente por ter Pagan como marido. Talvez sua prpria doura faria surgir a decncia nele. Talvez Miriel chegasse 
a afeioar-se a ele, e Pagan se renderia a sua natureza gentil. 
  Ento Deirdre recordou o sorriso malicioso que Pagan tinha enviado a ela durante o jantar, o sorriso com a 
ameaa implcita. No, o homem era muito inteligente, muito ardiloso para sequer compreender esse tipo de 
inocncia. Se ele o permitia casar-se Miriel, lhe romperia o corao sem piedade. 
  Com resoluo, ela golpeou a porta. 
  Miriel ainda no estava vestida para dormir, mas, prestativamente, Sung Li estava estendendo sua camisola que 
ela sempre insistia que Miriel usasse para dormir. 
  "Deirdre, entra." Miriel abriu um pouco mais a porta para entrar. 
  Deirdre estava tentada de simplesmente agarrar a sua irm pela mo e sair correndo. Seria tanto mais direto e 
honesto que toda essa armadilha. Mas Sung Li, apesar de sua boa educao, era capaz de armar uma gritaria pior 
que um galinheiro ameaando por uma raposa, e a ltima coisa que Deirdre precisava era um batalho de serventes 
caindo sobre elas. 
"Trago uma mensagem de seu ... de Sir Pagan," Deirdre mentiu. "Ele demanda sua presena!"
No, isso soava muito duro. 
"Requer sua companhia."
"Agora?" Miriel disse perplexa. 
Deirdre podia sentir o olhar desconfiado de Sung Li. 
Ela nunca tinha sido muito boa mentindo. 
"Eu devo te levar at ele."
  Miriel tragou com dificuldade, obviamente reticente, reforando assim a determinao de Deirdre de levar a cabo 
seu plano. A pobre moa estava verdadeiramente temerosa do administrador. Era um nobre servio o que Deirdre 
estava fazendo. 
  Deirdre deu um sorriso de segurana a sua irm.
  "Est tudo muito bem. No far nada mal. Talvez ele s deseje te conhecer um pouco melhor antes do 
casamento."
  Miriel assentiu. Ento Deirdre arriscou um olhar para Sung Li, quase esperando que a mulher lanasse um intenso 
protesto. Mas a serva curiosamente estava silenciosa, baixando seus olhos e passando sua mo carinhosamente 
sobre o tecido da camisola de Miriel. 
  "Sung Li," Miriel chamou, "vem?"
  Antes que Deirdre pudesse intervir, a serva sacudiu a cabea. "Muito ocupada. Muito ocupada. Muito que fazer 
para o casamento. Anda voc."
  Era muito estranho que Sung Li deixasse Miriel ir sem sua companhia. Deirdre estreitou seus olhos e olhou a 
donzela. Possivelmente a velha fosse o suficientemente ardilosa para reconhecer que a obedincia de Miriel agora 
era basicamente para seu noivo e futuro marido. Com um pouco de sorte, a velha no ia questionar o fato que Miriel 
no voltasse para sua habitao essa noite. 
  Em todo o caminho pela escada, Miriel falava nervosamente, fazendo a tarefa de Deirdre muito mais fcil, dado 
que no notou para onde Deirdre a estava levando. Quando chegaram  porta da torre, o corao de Deirdre se 
paralisou, por isso ela estava por fazer, extraiu a chave de ferro e abriu a porta. S ento Miriel franziu o cenho 
confundida. 
  "Ele te queria encontrar aqui".
  Sem esperar a resposta, Deirdre a empurrou gentilmente mas firmemente dentro da habitao vazia da torre, um 
recinto com janelas muito estreitas. 
  "Mas aonde est ele?"Miriel perguntou."Onde est ?"
  Antes que a culpa apagasse sua determinao, Deirdre tomou sua bolsa do quarto e comeou fechar a porta que 
agora se interpunha entre elas. 
"Deirdre?"
Deirdre no podia dar o luxo de sentir piedade, no nesse momento. 


Captulo 5 
  Pagan estava sonhando com mulheres belas, mulheres nuas banhando-se em uma lagoa, sorrindo e convidando-o 
a unir-se a elas. Ele lhes sorriu, tirou sua roupa, e se meteu na gua morna. Uma das moas lhe acariciou o ombro, e 
ele se deu volta para encontrar a uma deusa alta com olhos azuis e largos cabelos dourados, suspirando e abrindo 
sua doce boca para ele.
  O pesado golpe no ventre o dobrou pela metade, arrancando-o instantaneamente de um sonho luminoso para a 
escura meia-noite. Ele gemeu com dor e instintivamente tomou sua espada, sempre pronta ao lado dele. 
  Levou um momento para se orientar. Sabia que tinha estado dormindo em uma habitao de Rivenloch, mas com 
a luz mortia do fogo, no podia ver o que o travava e lhe tirava a respirao. Pagan no podia dar nenhum golpe 
nem tirar de cima o peso que o esmagava. O forte aroma de vinho subitamente assaltou suas fossas nasais. 
  "Disse-lhe isso, Pagan!" a voz do Colin emergiu do p da cama enquanto lutava para conter a besta que se 
retorcia em cima da saia de Pagan. "No confie nela do momento em que a vi."
  Ela? Pagan ouviu um afogado grito de fria feminina enquanto Colin finalmente tirou a intrusa de cima dele, 
levando a manta de pele junto com ela. 
  "Vamos ver que travessura te traz entre mos, moa malcriada ?" Colin disse entre dentes. "Atia o fogo, por 
favor, Pagan". 
  Pagan, cambaleou-se para a lareira, nu, e com a espada em sua mo removeu as brasas, que recobraram vida. 
  A vista ante ele teria sido cmica se as circunstncias tivessem sido menos srias. Colin se aferrava tenazmente 
ao que parecia ser uma grande besta feminina chutando e retorcendo. Ele afogou seus gritos de fria com a manta, 
mas no pde diminuir o fogo de puro dio emanando de seus olhos. 
  "sh, sh." Colin a desafiou, levava-lhe muita de sua fora mant-la contida. "foste uma moa travessa, verdade? O 
que  o que tem na mo?"
  Com a luz, agora, mais forte Pagan viu Helena, a filha do meio do lorde, bbada como uma Cuba. Como Colin 
tinha suspeitado, sua sbita quietude no jantar depois do anncio do matrimnio lhe tinha parecido estranhamente 
detestvel, como a calma antes de uma violenta tempestade. Felizmente, Colin, esperava algum tipo de armadilha, e 
havia insistido em compartilhar o quarto com Pagan essa noite. 
  "Vamos" Colin lutou com a donzela, a presso que aplicava a seu antebrao, fez-se mais forte. "No me 
importaria te romper o brao, jovenzinha."
  Depois de um longo momento, ela se dobrou evidentemente com dor, ela gritou forte e algo caiu sonoramente ao 
piso. Colin sussurrou um insulto. 
  A adaga brilhou com a luz do fogo. Jesus! A diaba tinha inteno de apunhal-lo. 
  Ante semelhante idia, o bom humor de Colin desapareceu completamente. "Maldita idiota," ele murmurou. 
"Tivesse assassinado a um homem do rei?" Ele a sacudiu para castig-la. "Isso  traio! Por Cristo! Poderiam te 
pendurar por isso. Deveria ser pendurada por isso."
  Sua fora diminuiu  medida que a possibilidade de ser executada lentamente lhe entrou na cabea. 
  Pagan sabia,  obvio, que o grunhido de Colin era muito pior que sua mordida. 
  Executar  irm de sua noiva, a filha de um velho lorde escocs, era um modo seguro de assegurar uma revolta na 
Esccia. 
  Permaneceu quieto por um bom momento para fazer entender  mulher que no podia cometer um crime to 
monstruoso e sair ilesa da situao. Seria melhor instigar o medo a Deus. 
  Colin deve ter lido seus pensamentos. Deixou escapar um suspiro profundo e soprou." Ocuparei-me disto," disse 
a Pagan com severidade. 
  Helena gritou em protesto e lutou dentro dos braos de Colin, mas ele a tinha segura firmemente agora e no seria 
fcil livrar-se dele por um bom tempo. 
  Pagan assentiu. "Mas no esta noite.  melhor que a mantenha confinada at que meu matrimnio seja 
completado. Depois, poder lutar com ela como te parece."
  "Ser um prazer para mim," ele murmurou. "O que h com a outra irm?"
  Sabia que Colin se referia a Deirdre. Era bvio que se uma irm tinha planos para mat-lo, a outra possivelmente 
tambm os tivesse. 
  "Pode-a dirigir?" Colin perguntou, olhando como Colin quase no podia conter a sua cativa enquanto ela lutava 
contra ele. 
  "No se parece em nada a sua irm," ele disse, estreitando seu olhar irado em Helena. 
  "Se Deirdre vier a me matar, no me encontrar dormindo. Ter que me olhar aos olhos para faz-lo."
  Colin dirigiu sua ateno para Helena. "Agora, pequena diabinha, o que deveria fazer com voc ?"
  Ela ficou rgida. 
  "Te encerrar, talvez, "ele considerou," onde ningum possa escutar seus gritos. te tirar essas maneiras de 
selvagem com o ltego. te manter encadeada para me assegurar de que no te ocorra nenhuma outra idia genial 
como esta."
  Ela se retorceu em seus braos, e ele sorriu picaramente. "Ah, moa, se soubesse a revoluo que est me 
causando na partes baixas... ?"
  Isso a freou. 
  Enquanto isso, os pensamentos de Pagan se aceleravam. "Encerra-a em uma das celas debaixo da fortaleza."
  Apesar das sinistras ameaas de Colin, Pagan confiava em que seu homem dirigiria  donzela rebelde com 
sabedoria e pacincia. Colin a vigiaria, e ela estaria segura sob seu cuidado. "Se algum perguntasse por ela no 
casamento, diremo-lhes que est sofrendo dos efeitos do excesso de vinho."
  Mas ainda havia um detalhe preocupando a Pagan, algo que ele precisava clarificar antes de que Colin se levasse 
a dama. Helena tinha inteno de mat-lo, sim, mas Pagan tinha visto bastante lealdade na gente de Rivenloch para 
reconhecer as motivaes dela. Ela estava tratando de proteger Miriel. 
  "Me escute bem," lhe disse brandamente. "No precisa temer por sua irm. Eu sou um homem de honra, um 
cavalheiro que tem feito votos para proteger s mulheres. Nunca machuquei a uma mulher em minha vida. Dou-te 
minha promessa formal de que nada de mal acontecer a ela, nem me imporei a ela pela fora."
  Se Helena lhe acreditou ou no, ele no podia diz-lo. Mas ao menos lhe tinha dado sua palavra de honra. 
  Pagan a despediu com uma leve sacudida de cabea, ento Colin se levou a sua prisioneira relutante, com manta e 
tudo, tirou-a da habitao, passou pelo salo, para logo descer as escadas. 
  Pagan olhou a brilhante fogueira, onde as brasas j se converteram em lenhos cinzentos. Mas ele sabia que no 
dormiria mais nessa noite. 
  Amanh estaria casado. Absolutamente, completamente e irrevogavelmente casado. E embora fosse com a 
donzela de sua escolha, no foi a Miriel quem ele se imaginou quando ele pensou em sua cama matrimonial. 
  Atirou a espada sobre as mantas, e o movimento lhe tirou a vendagem sobre seu peito. Sim, ele pensou, como a 
cicatriz que para sempre marcaria seu corpo, Deirdre de Rivenloch tinha gravado sua marca em sua alma. 
  Deirdre olhou pela janela s nuvens cinzas do amanhecer, carregavam pesadamente chuvas do vero.  o clima 
perfeito, ela pensou, para um evento to triste. At os cus esto de luto neste dia. 
  Ela se estremeceu apesar da pesada capa marrom que vestia sob ela sua tnica celeste. Era apenas um toque de 
vida para a noiva, embora este no fosse um evento precisamente feliz. 
  Alm disso, ela no tinha inteno de tirar a capa para nada. 
  Ela observou s pessoas do castelo reunidas no jardim, alguns das meninas pulverizando ptalas nos degraus da 
pequena capela de pedra de Rivenloch. J quase era hora. Ela respirou profundamente e murmurou uma orao para 
que suas irms perdoassem-na. 
  Ela s faria o que devia ser feito, recordou-se a si mesmo. Era melhor viver com a culpa de haver enganado do 
que com um arrependimento eterno por no ter intervido a tempo. Era para o bem de todos. Em uma hora, a 
cerimnia teria acabado, e ela teria sua vida inteira para pedir perdo por sua perfdia. 
  S rezava para que pudesse completar o engano. Deirdre era muito mais alta que Miriel, e seus ombros eram mais 
largos. Teria que encurvar-se para parecer mais pequena. Com sorte a grande capa a ajudaria a dissimular seu porte. 
  Ela duvidava que seu pai notaria a diferena. Por todos os Santos!!, a metade do tempo ele chamava Deirdre pelo 
nome de sua esposa. 
  Era uma a bno que o matrimnio se organizou com tanto apuro e que se levasse a cabo to cedo. O caos das 
preparaes do casamento seriam a desculpa perfeita para um monto de coisas: a tardana da irm de Miriel, a 
falta de um vestido apropriado para a noiva, e o engano de Pagan de notar que se estava casando com a irm 
equivocada. Mas Deirdre tinha inteno de somar uma nota a mais de credibilidade a seu engano, Sung Li. Seria 
muito fcil assegurar a cooperao da mulher. 
  Mas ela teria que apurar-se. Sem dvidas a serva dentro em pouco tempo estaria percorrendo a fortaleza como 
uma galinha indignada, demandando saber o que tinha passado com seu pintinho. 
  Quando Deirdre abriu a porta da habitao de Miriel, esperou encontrar a uma Sung Li perto do pnico. Mas a 
velha estava parada com calma ao lado da cama, as mos cruzadas, olhando fixamente e estoicamente, como se ela 
tivesse estado esperando a Deirdre. "O que fez com Miriel?"
  Sentia saudades da quietude da mulher, Deirdre lhe disse, "Ela est segura."
  Ela fechou a porta, ento avanou com determinao para a serva at que se inclinou sobre ela ameaando. "E 
permanecer segura sempre e quando fizer exatamente o que te digo."
  Sem atemorizar-se Sung Li cruzou seus braos e estalou sua lngua. "Se ficamos falando, chegar tarde ao 
casamento."
  Deirdre estalou ante a rabugice da donzela "Escuta, me vou casar com o normando, e voc vir comigo. Vais 
fazer acreditar a todos que sou Miriel. E se voc dizer isso a uma outra pessoa ou te atreve a contradizer meu plano, 
arranco-te a cabea."
  A donzela girou sua cabea lentamente e a olhou de acima a abaixo, e Deirdre teria jurado que havia diverso em 
seus olhos. "No poderia."
Deirdre levantou as sobrancelhas. 
"Te apure," Sung Li urgiu. "A verdadeira Miriel nunca chegaria tarde"
  Deirdre olhou  velha com uma compreenso crescente.  obvio. A mulher era inteligente e tinha inteno de 
ajud-la. Sung Li no queria que Miriel sofresse esse indesejvel matrimnio mais que Deirdre queria. 
A donzela disse "E ela vai comigo a todos lados."
Deirdre assentiu com uma leve sacudida de cabea.. 
Ento respirou profundamente respirao e caminhou para a porta, encurvando-se e fazendo-se mais pequena. 
Com o tempo, sua famlia a perdoaria, sabia. E finalmente aceitaria que Deirdre tinha atuado assim para o bem 
de todos. 
Mas Pagan? No tinha nem idia de como reagiria ele. Sua ira podia estalar contra ela. 
  Ou possivelmente se encolhesse de ombros e o considerasse algo inconseqente. Tambm poderia castig-la com 
uma vida miservel. Ou podia trat-la com indiferena. 
  Esse no saber quais seriam as conseqncias de seus atos fez que o corao de Deirdre cambaleasse enquanto se 
fechava o capuz e tratava de tampar a cara. Preparou-se para encontrar a seu futuro esposo. 
  O cu retumbou com troves como se para anunciar sua chegada e o tom de seu humor, e uma corrente de gua 
subitamente desceu dos cus, molhando-a com grosas gotas de chuva. Deirdre se permitiu um secreto sorriso de 
aprovao. A tormenta era bem-vinda. Se os pressentes s bodas deviam esforar a vista para poder ver em meio 
dessa cortina de chuva, seu engano seria ainda mais fcil. Ningum questionaria por que a noiva escondia sua cara 
dentro do capuz de sua capa empapada. 
  "Passos curtos," Sung Li lhe recordou. 
  Deirdre espiou atravs das dobras do tecido de l forou-se a si mesmo a caminhar at a capela em cem passos 
em vez de cinqenta passos. 
  Pagan j tinha chegado. Ele e Colin estavam parados justo debaixo do degrau mas alto das escadas do pequeno 
santurio, falando com o sacerdote. Pagan no se tomou a molstia de trocar-se de roupa. Talvez, ela pensou com 
desagrado, ele era cavalheiro errante e pobre que no possua outros objetos. De fato, ele no parecia ter trazido 
pertences pessoais com ele. No era surpreendente, ento, que ele estivesse apurado por casar-se. Ele estava, sem 
duvida, interessado no dote. 
  Ela podia ver que suas pernas eram grossas e musculosas. Deirdre cambaleou, imaginando-se essas pernas forte 
ao redor dela essa noite, apanhando-a, demandando sua rendio. 
  Apertando sua mandbula com uma determinao de fazer, continuou a marcha, forando-se a imitar os passos de 
Miriel. 
   medida que se aproximava, a cabea de Pagan foi primeira em girar, quase como se ele houvesse sentido sua 
aproximao. Ela se meteu dentro do capuz como uma tartaruga, espiando-o atravs de uma estreita brecha. Por 
Jesus Cristo! A viso da cara masculina lhe cortou a respirao. Tudo desse homem exsudava segurana. Estava 
parado com uma galhardia assombrosa, sua cabea estava descoberta, como se fosse imune  chuva, que tinha 
empapado seus cachos escuros, o que o fazia parecer mas selvagem. 
  Uma por uma, a gente de Rivenloch girou sua cabea para ela, sorrindo para anim-la e piscando para poder ver 
apesar da chuva, ainda que, sem dvida, eles desejavam que todo esse assunto terminasse logo para poder voltar 
para lado suas lareiras. Seu pai estava parado ao lado de Pagan, com a dote na bolsa com moedas de prata que 
Miriel tinha contado cuidadosamente a noite anterior. Sua cara era uma mscara vazia de contentamento, e olhava 
ao cu como se perguntasse de onde caam todas essas gotas. 
  Houve um momento espantoso quando Deirdre temeu que sua armadilha fosse descoberta, quando Pagam aguzou 
seu olhar, e lhe pareceu como se seu olhar estivesse queimando a capa e revelasse seu corao enganoso. Mas ela 
baixou sua cabea, como o tivesse feito qualquer noiva tmida. Sung Li a auxiliou, aplaudindo sua mo para lhe 
assegurar que tudo estava bem, e o momento passou. Quando finalmente Pagan estendeu sua mo para ajud-la a 
subir os degraus, no havia dvida da gentileza no sorriso em seus lbios. 
  Os costumes ditavam que a primeiro parte dos votos matrimoniais deviam ser pronunciados para fora da capela. 
  O mau tempo assegurava uma breve cerimnia, o qual era genial para o Deirdre. Quanto mais rpido se acabasse 
o engano, melhor. Quieta, ela mal ouviu as palavras do sacerdote, seu sangue corria to veloz que podia ouvi-lo em 
seus ouvidos. Estava atenta para estar com os joelhos dobrados para no parecer muito alta, e falou com um 
sussurro humilde. Quando o sacerdote pediu sua mo, lhe ofereceu a ponta de seus dedos e manteve a cabea 
inclinada para baixo como era o hbito de Miriel. 
  Felizmente, no tinha havido tempo para que Pagam mandasse fazer um anel apropriado para umas bodas, ento 
deslizou seu prprio anel de selo no dedo dela,  obvio que lhe danava ao redor do ndulo. 
  E ento todos se meteram dentro da capela, parados ombro com ombro para presenciar a santificao do 
matrimnio. Orao atrs de orao foram proclamadas enquanto Deirdre e Pagan estavam ajoelhados ante o altar, 
e com cada prece ela se sentiu mais e mais culpada. 
  O engano em se mesmo a punha bastante incmoda, e ainda por cima tinha que dizer e jurar falsidades na casa de 
Deus.
  Quando se aproximava o final Deirdre pensou nunca tinha assistido a uma missa to breve. A cerimnia estava 
por terminar. O pai benzeu sua unio, brindou-lhes um sorriso jovial, e os insistiu a compartilhar um beijo de amor. 
  Deirdre conteve sua respirao. Era como se nunca tivesse sido beijada. Mas a maioria dos homens o 
suficientemente incautos para atrever-se a tanta luxria ganharam um olho arroxeado por parte dela. 
  Por Deus!! Nunca tinha desejado tanto ter sua espada. Que gratificante seria se ela pudesse abrir a capa e tirar dali 
sua espada enquanto seu marido retrocedia em choque. 
  Mas ela sabiamente se conteve. Sabia que este momento chegaria, e sabia que devia enfrent-lo com valentia. 
Endireitando-se at recuperar sua altura completa, ela se deu volta e enfrentou a Pagan. 
  Ele levantou ambas as mos para o capuz e lentamente lhe baixou o tecido mido.  medida que seu rosto era 
revelado, todos contiveram a respirao atnitos, incluindo o sacerdote. 
  Mas enquanto murmuravam suas especulaes, para o horror de Deirdre, as feies de Pagan curiosamente no 
demonstraram nenhuma gota de surpresa. Em troca, uma parte de sua boca se curvou em um sorriso de 
superioridade. Um sorriso que ela estava comeando a detestar, enquanto ele pousava seu dedo debaixo do queixo 
dela, levantando-o para beij-la. 
  Seu primeiro instinto absurdo foi procurar uma via de escapamento. Um golpe forte ao estmago, seguido de um 
golpe na cabea quando se dobrasse de dor. Ou uma joelhada no meio das pernas. 
  Ela apertou seus olhos para fazer desaparecer a avassalente urgncia de brigar. Soube do engano todo o tempo, 
ela se deu conta disso. O diabo a tinha feito cair em uma armadilha. E entretanto ele no disse nada para deter a 
cerimnia. 
  Possivelmente no lhe importava com que irm se casou, sempre e quando Rivenloch fosse dele. 
  "Com medo?" Foi seu provocador murmrio, to baixo que ainda o sacerdote no pde ouvi-lo, e entretanto foi 
um sutil desafio ao que ela devia responder. 
  Ela forou a seus olhos a abrir-se outra vez e olh-lo diretamente  cara. No, ela no tinha medo. Entretanto era 
desconcertante ter que levantar os olhos para olhar a cara de um homem. Deirdre estava acostumada a intimidar aos 
homens com sua estatura. 
  A esse homem ela nunca o intimidaria. Seu olhar era firme, no pestanejava, apesar que a cor de seus olhos 
variavam como as nuvens de tormenta cruzando o cu, de cinza a verde e a prata. Seus olhos enfocaram a sua boca, 
e a ela subitamente foi difcil respirar. 
  Relmpagos se acenderam atravs dos vidros pintados das janelas da capela, umas gotas de chuva caram de seus 
cachos e foram pousar se sobre as pestanas escuras dele para em seguida rolar por suas bochechas como lagrimas  
medida que Paguan se aproximava. 
  No instante em que seus lbios tocaram os seus, um trovo retumbou no ar. Mas Deirdre, sentiu-se avassalada por 
uma corrente de sensaes estranhas, e quase no notou a piora da tormenta. Sua boca estava mida com gotas de 
chuva, mas quente, e seu beijo foi inesperadamente terno. Seu aroma, uma intrigante mescla de madeira, fumaa e 
especiarias, envolveram-na, brincando com suas fossas nasais como uma lembrana difcil de evocar. 
  No foi to terrvel, ela pensou. Seu beijo era prazenteiro, seu contato gentil. Suas maneiras eram suaves, e ela 
sentiu que ele no se impunha sobre ela. 
Sim, poderia tolerar um matrimnio sem amor com um homem assim. 
Ao menos foi o que ela pensou, at que ele aprofundou o beijo. 
  Os dedos debaixo de seu queixo se estenderam para agarrar sua mandbula, inclinando sua cabea para satisfazer 
melhor o prazer dele, enquanto sua outra mo se deslizou ao redor de suas costas para atra-la mais perto. Ela 
levantou suas mos defensivamente, e estas contataram a barreira de seu peito. 
  Ele estimulou os lbios delas com sua lngua, e Deirdre abriu sua boca em choque ante essa sensao, 
empurrando-o inutilmente com seus punhos. E ento sua lngua estava dentro de sua boca, saboreando-a, 
devorando-a, E embora uma pequena voz dentro de si lhe advertiu que ela devia brigar, Dierdre encontrava 
impossvel resistir. Sua cabea nadou em uma sensual corrente de chuva e fogo, e seu corpo se excitou como se 
uma misteriosa mulher dentro dela se despertasse de um longo sonho. 
  Pagan gemeu ento, um som suave que reverberou em sua prpria boca, e uma corrente como um relmpago a 
percorreu, acelerando seu corao e deixando sua pele em chamas. 
  Sua mo se moveu para capturar suas ndegas, e a levantou levemente contra ele, contra essa parte dele que se 
avultava agora com bvia luxria, pressionando deliberadamente contra o pbis feminino. Como se estivesse 
reclamando sua posse. Como se fanfarroneva com esta reclamao. 
  Foi dar-se conta disso que deu a Deirdre a fora para forar seu caminho  superfcie do rio de desejo que a 
ameaava afogar e emergir para poder respirar um pouco de ar. Ela retorceu sua boca apartando-a da dele e lhe 
empurrou o peito para afast-lo. Sem resultados bem-sucedidos. 
  Inconsciente das testemunhas ao redor deles, furiosa com seu prprio descontrole, ela fechou seu punho, 
determinada a lhe apagar esse sorriso de satisfao de sua cara. 
  Mas ele apanhou seu punho, seus grandes dedos de algum jeito envolveram toda sua mo, e ele estalou sua 
lngua. Ento Pagan murmurou, "Est tudo bem, esposa ?."

  

  Captulo 6 
  Deirdre se mordeu um grito de fria. Ela teria pisoteado o p de Pagan ou lhe teria dado um joelhada no meio das 
pernas para conseguir liberar-se, mas no instante seguinte, ele a colocou debaixo de seu brao. E antes de que ela 
pudesse desprender-se, ele se deu volta para encarar a alegre congregao. 
  "Sorria, esposa," ele disse entre dentes, saudando a multido. "supe-se que este  um momento feliz."
  "Estou muito longe de me sentir feliz," ela replicou.
  "Mas vais sorrir," ele ordenou sorrindo entre dentes, "ou terminarei o que comecei aqui e agora sobre o altar."
  Ela ficou rgida. "No te atreveria."
  Pagan continuava sorrindo. "Que curioso. Esse foi meu pensamento ontem quando voc me ameaou com sua 
espada." Quando ele a olhou, uma promessa ardia em seus olhos."Como me equivoquei!. E voc ? Se atreveria a 
duvidar de minhas ameaas?"
  Ela franziu o cenho. No era que lhe acreditasse. Certamente um cavalheiro respeitoso de Deus nunca cometeria 
um ato de semelhante blasfmia. Mas a luxria selvagem em seu olhar era inegvel, e uma certa dvida fez que seu 
corao se sobressaltasse. Deirdre desviou o olhar e forou um sorriso tenso em seus lbios. 
  Depois de tudo, ela raciocinou, no era como se ela sorrisse para ele. Era para seu cl, para lhes assegurar que ela 
estava ainda em uma posio de poder, e era ainda a lady da fortaleza. 
"Me d sua mo," ele sussurrou. 
"No," ela disse, saudando a multido. 
Ele se inclinou mais perto. "Me d sua mo, agora."
Ela o ignorou. Mas ele podia ser capaz de persuadir-la para que ela montasse um falso espetculo de felicidade.
  Pagan deslizou sua mo sugestivamente por debaixo da capa dela, descansando a palma de sua mo em suas 
costas, entre seus ombros. Ento sua mo se deslizou lentamente para baixo, seguindo o rastro de sua espinho 
dorsal. 
  Estavam a apenas a dois metros do sacerdote, e enquanto Deirdre assintia e sorria s pessoas, o descarado deixou 
que sua mo vagasse mais abaixo at assentar-se em seu traseiro. Ento lhe deu um aperto. 
  Girando sua cabea com um sorriso brilhante, ela procurou dar a mo a Pagan. 
  Ele tomou sua mo e a enlaou com a sua e pousou um leve beijo nos ndulos. Ento ele comeou a marcha para 
fora da capela. 
  Plida e cheia de frustrao, ela apertou os dentes e tolerou a larga caminhada entre a multido, sua mo 
apanhada na dele como um camundongo nas garras de um falco. 
  Mas no momento em que estiveram fora, ela rapidamente fechou a porta da capela detrs deles, mais 
especificamente na cara de Colin e Sung Li e de todos outros que os seguiam. Ento desprendeu sua mo da dele e 
se voltou para lhe falar. "Me escute bem," ela disse entre dentes. 
  "No sou um co para ser preso e passeado a voc, mesmo que isso lhe agrade. E nem te ocorra me aoitar para 
que me submeta, porque me nego a estar a sua merc."
  Pagan a olhou enquanto a chuva gotejava de seu cabelo sobre sua capa, esttico e silencioso, sua cara era 
impossvel de decifrar.
Deirdre pensou por um momento que efetivamente o tinha deixado atnito, isso ocorria com os homens que 
subestimavam a segurana da moa em si mesmo. 
Ela se equivocava. 
No instante seguinte, Pagan agarrou um punhado da roupa dela e a levantou levemente at que estiveram nariz 
com nariz. 
  "Agora me escute, meu doce." Ele falou brandamente, e um sorriso brincava em seus lbios, mas suas palavras 
eram to ameaadoras como os troves distantes. 
  "Eu sou seu marido, seu lorde, e seu amo. Voc aceitou isso quando decidiu tomar o lugar de sua irm. Est 
dentro de meus direitos fazer com voc, ou te fazer a voc, o que me agrade." ele piscou o olho, ento a soltou 
subitamente, e ela cambaleou para trs, mortificada. 
  Nunca um homem a tinha tratado to grosseiramente. Os homens ou se intimidavam em sua presena ou se 
prostravam para ador-la. 
  Mas esse homem, tinha-a manuseado como se ele fosse o dono dela. 
  Doce Jesus, que fazia? Casar-se com o normando lhe tinha parecido o correto, a nica coisa que podia fazer. Mas 
agora ela se dava conta que nem sequer conhecia homem que havia tomado como marido. Ele parecia um monstro, 
um demnio. E que Deus a ajudasse, ela tinha jurado obedincia a ele. Maldio, que forma insidiosa de escravido 
era o matrimnio? 
  A congregao abriu a porta da capela e ento, Colin e Sung Li e o resto saram, com Lorde Gellir mais atrs, 
sorrindo ampliamente. Deirdre vislumbrou brevemente uma oportunidade de escapar do noivo. Correndo para seu 
pai, ela enlaou seu brao com o dele e, ento lanou a Pagan um sorriso provocador, como lhe dizendo, aqui est 
meu lorde e meu amo. 
  A vitria dela no durou muito. Pagan era um oponente formidvel. 
  "Se me permitir, meu lorde" ele disse com uma leve reverencia ao pai. "Acreditar que traz boa sorte que o noivo 
carregue  noiva pela porta da casa."
  "No!" Deirdre disse abruptamente. Ento, ante as falaes de surpresa da multido, ela suavizou seu tom. "No, 
marido, Eu no poderia te pedir que me carregue atravessando todo esse barro." Ela se pendurou de seu pai com 
mais fora. 
  "Minha querida," ele disse brandamente, percorrendo carinhosamente a ponta de seu nariz, "O que  um pouco de 
barro? Eu te carregaria atravs de correntes tempestuosas e atravs do fogo."
  Ela odiou seu gesto condescendente quase tanto como os "ah!!!" de todas as mulheres na multido, que souberam 
apreciar seu cavalheirismo e acreditaram em sua exagerada declarao. Mas quando seu pai desenganchou seu 
brao e a empurrou para ele, no houve nada que pudesse fazer. 
Com um malicioso sorriso, Pagan a levantou e a acomodou em seus braos. 
Ela se manteve rgida, determinada a fazer sua tarefa to difcil como fosse possvel. Ela desejou ser muito pesada. 
Ela desejou que ele se escorregasse no barro. 
Ela desejou que os cus se abrissem e chovessem baldes de gua. 
  Mas nada disso aconteceu. Pagan a carregou como se ela fosse feita de plumas. Seus passos foram firmes como 
os de um velho boi. E para sua irritao, a chuva parou momentaneamente, e o sol escolheu esse momento para 
aparecer por entre as nuvens, desenhando um vvido arco ris no cu. 
  " um sinal, minha lady," algum disse. "Este matrimnio deve estar verdadeiramente abenoado."
  Deirdre olhou perplexa atravs do jardim. Abenoado? Nunca em sua vida se havia sentido to afetada por uma 
maldio. 
  Pagan respirou profundamente,enchendo suas fossas nasais com o ar puro da chuva. Ele carregava a sua nova 
esposa atravs do cho barrento. Deirdre cheirava a l mida e irritao, mas era uma essncia que o excitou. Seu 
corpo se sentia forte e cheio de vida em seus braos, como uma presa rebelde, mas tambm encheu suas veias com 
um ardor excitante. Pagan temia a feroz inflamao entre suas pernas que era uma evidncia pblica de sua luxria. 
  Por Deus!!, o que andava mal nele? Tinha estado temendo este momento a metade da noite e toda a manh. 
Assustava-lhe pensar na festa de casamento com o Miriel a seu lado, na situao em que o cl sem dvida faria 
brincadeiras sobre o marido e da relutante noiva, e na cama matrimonial, onde este ele sabia que ia enfrentar os 
temores de uma virgem e as lgrimas de arrependimento. 
  Mas no instante em que ele tinha visto uma figura espiando-o atravs do capuz empapado, foi suficiente para 
suspeitar que havia um plano para prejudic-lo. E quando seu olho captou o suave brilho de um pendente de prata 
debaixo da capa, soube quem tinha vindo para ser sua esposa. Ento, para sua surpresa, sua apreenso se dissolveu, 
e seu corao comeou a martelar com a adrenalina que lhe geravam as batalhas. 
  Se ela pensava que seu engano o envergonharia, ela estava equivocada. Pagan nunca diria ter notado a diferena 
entre uma irm e a outra. E tampouco isso importava. Se ela pensava que isso invalidaria o contrato matrimnio, 
estava equivocada nisso, tambm. Ele estava comprometido a casar-se com uma das filhas do Lorde de Rivenloch. 
Nem mais, nem menos. 
  E se ela pensava que uma vez que ela revelasse sua identidade, ele a rechaaria, estava muito, muito equivocada. 
  E ento, ao longo da cerimnia, ele tinha estado distrado com deliciosas vises de luxria e vingana. Por agora, 
devido a seu prprio engano, Deirdre seria dele. 
De todas as maneiras. 
 obvio. 
  O meio de suas pernas se esticou enquanto ele a imaginava suplicando por piedade enquanto ele a seduzia, 
aprisionando suas mos e despojando-a de sua roupa; viu o doce horror em seus olhos enquanto lhe sussurrava no 
ouvido; viu a faminta antecipao dela enquanto ele deixava que seus dedos vagassem sobre suas curvas, 
acariciando, atormentando, invadindo. 
  Por Jesus Cristo!! Talvez ele estava equivocado respeito a sua prpria capacidade de controle. Seu corao 
pulsava esforadamente. Sua respirao se entrecortava. Seu corpo lhe doa de desejo. 
  Queria a Deirdre agora. 
  Logo que cruzaram a entrada que dava ao grande hall, Pagan se encaminhou para os degraus que conduziam a 
sua habitao, sopesando as conseqncias morais de omitir a festa e reclamar seus direitos maritais de uma vez. 
Foi Colin quem o salvou de sua paixo desenfreada. 
  "Pagan!"ele gritou jovialmente, aplaudindo-o duas vezes no ombro, o suficientemente forte para despertar o de 
um estado de vrgula."Deixa que a noiva v e se prepare para a festa. Venha tomar uma taa comigo ao lado do 
fogo, e brindaremos por seu matrimnio."
  Essa idia aparentemente resultou atrativa a todos. Ouviram-se gritos de aprovao e comearam a dirigir-se ao 
grande salo, e Deirdre lutou por livrar-se dele. Mas Pagan vacilava, relutante a deix-la escapar de seus braos ou 
de sua vista. 
  "Ela no causar problemas," Colin murmurou para lhe dar segurana, ento levantou suas sobrancelhas para 
Deirdre."No causar problemas, verdade ? depois de tudo, s estaro voc e Pagan na habitao esta noite. Voc e 
Pagan. Sozinhos."
  Outra vez, ela assombrou a Pagan. Em vez de tremer de medo, lanou a Colin um sorriso temerrio."Ento ser 
melhor que Pagan se cuide as costas."
  Colin sorriu surpreso."Bem dito! Mas penso que  muito inteligente para essa classe de sabotagem. Certamente 
sabe que matar a seu marido s atrair a ira do Rei para seu cl."
  "No o matarei,"ela disse."S o danificarei."
  Pagan podia facilmente adivinhar que parte de seu corpo ela tentaria danificar. 
  "Talvez tem razo, Colin,"ele considerou, cabeceando pensativamente."No deveria estar a ss com ela. Penso 
que ns dois deveramos compartilhar com ela a cama esta noite."
  Isso foi suficiente para assombr-la. Elas os olhou descrente. 
  Colin concordou agradado."OH, se, isso seria um privilgio para mim, meu lorde,"ele disse, passeando seu olhar 
luxuriosamente ao longo de seu corpo. 
  "O que! No!"ela gritou, sem estar segura se falavam a srio ou no."No o fariam,"ela disse, procurando nos 
olhos de ambos a verdade. 
Colin se encolheu de ombros."No me d outra eleio. Proferiste ameaas contra a vida de meu lorde. Jurei 
proteg-lo."
A exasperao dela era muito divertida."No o matarei. Juro-o."
"Nem o machucar ?"Colin perguntou. 
Suspeitando agora que eles a estavam provocando, ela suspirou pesadamente."Nem o machucarei."
  "Muito bem." Colin tomou duas taas de cerveja de uma serva que passava, e adicionou."Ento terei que procurar 
algum lugar para dormir esta noite."E seguiu  ruborizada moa para a lareira. 
  Com relutncia, Pagan deixou que Deirdre sasse de sua proteo. Mas antes que ela pudesse escapar, ele a 
apanhou pelo brao."Nem te ocorra escapar, esposa".
  Pagan tinha ouvido falar das noivas que escolhiam suicidar-se antes que enfrentar os terrores da cama 
matrimonial. 
  "Escapar ?" Ela se endireitou orgulhosamente."Este  meu castelo, senhor. E no sou no covarde."
  Suas palavras lhe deram a Pagan um curioso alvio. 
  "Alm disso," ela adicionou desafiante,"algum te tem que ensinar como administrar o castelo."
  Ela se deu volta e lhe deu suas costas antes que ele pudesse digerir o insulto. Mas Pagan sacudiu sua cabea e 
suspirou, observando seus quadris mover-se provocativamente enquanto ela subia a escada, seguida pela criada de 
Miriel. 
  Demnios!!, sua nova esposa seria um verdadeiro desafio. E entretanto, tinha que admitir que preferiria estar 
casado com esta moa cheia de fogo do que com a tmida donzela. 
  Deirdre sentia o olhar quente de Pagan seguindo-a, e por uma vez, semelhante ateno a perturbou. Sua cara 
ruborizou-se, e ela se teria tropeado nos ltimos degraus, se Sung Li no a tivesse atalhado. 
  "Aquele que tem cair,  quem cai pior."A donzela, mais forte do que parecia a ajudou a recuperar o equilbrio. 
  Deirdre franziu o cenho ante seu comentrio crtico.
A maior parte do tempo no entendia a Sung Li ainda quando ela no estivesse falando em chins. Ainda assim, a 
mulher tinha sido de grande ajuda esse dia, e Deirdre tinha com ela uma dvida de gratido. 
  "Aqui." Colocou os dedos na pequena bolsa pendurando de seu cinturo, extraiu a chave da torre junto com uma 
moeda de prata, e as pos na mo da donzela."Miriel est na torre sul. Libera-a e faz-a entender tudo isto."
  Os lbios de Sung Li se enrugaram. Ficou com a chave, mas devolveu a moeda."Minha lealdade no est  
venda." Ento com orgulho, ergueu seu queixo, e se deu volta para afastar-se. 
  Deirdre entrou em sua habitao rapidamente. Uma vez segura dentro, golpeou a porta e apoiou as costas contra a 
slida barreira entre ela e seu novo marido. 
  Deus!! Sentiu-se to se desesperada como um camundongo solitrio em um galpo cheio de gatos famintos. 
  Deirdre estava acostuma a dominar as situaes. Por anos tinha intimidado aos homens com sua imponente 
estatura e com seu status de nobre como a filha do lorde. Os homens do cl seguiam suas ordens sem as questionar. 
E rapidamente tinham aprendido a trat-la com o devido respeito. 
  Este Normando no lhe mostrava deferncia alguma. No como uma herdeira da nobreza. No como a 
administradora de Rivenloch. Nem sequer como uma mulher. Como faria para reter o controle de seu castelo, de 
suas terras, ou de sua gente, se no podia controlar a esse homem? 
  Deirdre pendurou a capa, ento cruzou o quarto para apoiar-se no marco da janela. 
  A chuva torrencial havia retornado, e ela tremeu, mas no por causa do frio. 
  Olhou a paisagem de Rivenloch, frustrada. 
  Ela era a cativa de Pagan. Do momento em que o sacerdote os declarou marido e esposa, sutilmente ele a tinha 
escravizado de uma maneira ou de outra, enredando seus dedos em seu cabelo para beij-la, aprisionando sua mo 
enquanto saam da capela, rodeando seu corpo com feroz apropriao enquanto a carregava at a fortaleza. 
  E essa noite, ele a reclamaria no mas ntimo ato de posse. 
  Ela tragou com dificuldade. No era que estivesse verdadeiramente assustada. Tinha apanhado suficientes 
serventes "fazendo-o"para saber que essa lhe desgostosa exibio de movimentos e ofegos durava somente alguns 
minutos. E entretanto sentia pelo modo em que seu corao pulsava quando Pagan a beijou, pelo modo em que seu 
sangue subia a suas bochechas, pelo modo em que sua mente se metia em muito confuso, que o emparelhamento 
com o normando seria de algum jeito perigoso.
  Mas, como podia evit-lo? Ela tinha jurado no danific-lo, embora essa nunca tinha sido sua inteno. Ela 
supunha que podia alegar estar doente ou fatigada, mas engano no lhe saa to facilmente. Alm disso, isso s 
adiaria o inevitvel. Mas... Se ela o drogasse todas as noites ? 
  A piscada distante de uma luz das colinas mais afastadas a distraiu. Aguou o olhar. O que era isso ? Outro a 
piscada. Levantou sua cabea e estudou a origem do reflexo, uma brecha entre dois pinheiros no alto da colina. 
  Outra vez, um brilho breve.
  Subitamente os flashs aumentaram, e o corao do Deirdre golpeou contra suas costelas. 
  Cavalheiros. Quatro, cinco, seis, talvez mais. Seus elmos brilhavam. Enquanto ela observava com a respirao 
contida, uma insgnia flutuou ao passar, estava muito longe para identific-la. 
"Merda,"ela amaldioou entre dentes. 
Sete, oito, nove ... 
Apertou os punhos contra a janela Agora podia v-los, descendendo a colina. 
Por Deus!! Deviam ser os ingleses. E vinham para Rivenloch. 


Captulo 7 
No havia tempo que perder. 
Os guardas nos parapeitos tinham divisado aos cavalheiros, e tinham comeado a passar a mensagem de invaso. 
  Seu corao martelando como os cascos de um cavalo de guerra, Deirdre fechou os portinhas. Olhou o ba com 
sua armadura. Logo. Logo se vestiria. Primeiro ela devia preparar a fortaleza para a batalha. 
  Nunca o tinha feito antes. Nunca tinha tido que faz-lo. Mas por causa de ataques recentes na zona de fronteira, 
tinha estudado essa possibilidade vrias vezes mentalmente, e os homens tinham praticado as manobras defensivas 
com a Helena. 
  Helena! Pelo Jesus Cristo!! Ela era ainda estaria bbada? 
  No havia tempo de despert-las paredes do castelo tinham que ser fortificadas primeiro. Mandaria a algum a 
procurar Helena quando a fortaleza estivesse fora de perigo. 
  Seu pulso se acelerou, ela correu para a porta, levantou a borda de suas saias, e voou pela escada para o grande 
salo, onde a festa de casamento j tinha comeado. 
  "Homens do cl!"ela gritou, sua voz forte apesar da urgncia correndo em suas veias."Prestem ateno!"
  O recinto gradualmente silenciou. 
  "Um exrcito se aproxima de Rivenloch,"ela anunciou. Comearam os murmrios e ela levantou sua mo para 
sosseg-los. 
  "No h  necessrio alarmar-se. Foram treinados para isto. Todos sabem que devem fazer."
  Para sua satisfao, apesar de que eles conversavam com preocupao entre eles, a gente do castelo comeou a 
mover-se com determinao para a tarefa que lhe tinha sido atribuda em caso de um ataque. 
  Mas Pagan subitamente caminhou at ficar frente a ela, bloqueando sua viso com seu imponente peito. 
"Esperem!" grunhiu por sobre seu ombro. 
Para a consternao de Deirdre, eles obedeceram. 
"Quo grande  o exrcito?"perguntou a ela. 
  Ela travou sua mandbula."No sei,"ela murmurou impacientemente."Eram cavalheiros a cavalo. Uma dzia? 
Talvez mais."
  Deirdre bramou,"Vocs, moos! Rpido! Renam o gado dentro das muralhas!"Ela tratou de evitar a Pagan, mas 
ele bloqueava seu caminho outra vez. 
  "D que direo vm ?"ele perguntou. 
  "por que no te move ?"ela grunhiu."Voc, voc, e voc!"ela ordenou, assinalando a seus melhores arqueiros."s 
muralhas!"
  Sobre seu ombro, ele gritou,"Disparem s se eu o ordenar!"
  Deirdre quase se afogou de fria."Suas ordens  para o meu castelo, senhor! No te parece?"
  "Desde que direo vm?"ele perguntou outra vez. 
  "Do sul,"ela sussurrou."Como te atreve a usurpar minha autoridade! defendi esta fortalea por anos. Voc 
estiveste aqui s por um dia. No tolerarei que sabote minhas ordens!"Para provar o que dizia, ela lanou outra 
ordem."Angus! Quando os animais estejam dentro, baixa as grades do portal de entrada!"Ao menos, ela pensou, o 
casamento tinha servido um propsito til: a gente do castelo j estava congregada dentro as paredes do castelo. 
  "So os ingleses?"Pagan perguntou. 
  Ela tratou de evitar ao bruto, mas ele era to inamovivel como uma rvore com metros de razes. 
  Ele a sujeitou pelos ombros.
  "So os Ingleses ?"ele perguntou, como se estivesse lhe falando com um idiota. 
  "Sim."Ela cuspiu a palavra, sem lhe importar um pouquinho se os invasores eram Ingleses ou no, s queria que 
o Normando intrometido se corresse de seu caminho."Sim, so ingleses."
  "Est segura?"
  Agora sua pacincia se acabava. Esta era a razo pela qual no se devia mandar a um normando a defender a 
fortaleza de um escocs. Se Pagan tinha passado algum tempo na zona de fronteira, deveria saber que os 
Highlanders brigavam de p, no montados a cavalo e com armaduras. Ela se encolheu de ombros."Se voc no te 
correr de meu caminho neste instante, Juro Por Deus que ..."
  "Quantas batalhas seus homens brigaram, minha lady?"
  "O que? No tenho tempo para suas crticas! me deixe passar!"Ela tratou correr o de seu caminho outra vez, sem 
xito. Se s houvesse trazido a adaga com ela para cravar-lhe 
  "Me responda."
Ela fez que seus olhos fossem adagas."Meus homens se treinam todos os dias"
"Quantas batalhas reais brigaram?"
A pergunta provocou uma pausa. Ela comprimiu seus lbios, relutante a responder.
"isso no importa."Ela queria lhe mentir, lhe dizer que eles tinha brigado em dzias de guerras, mas no podia. 
"Quantas?"
"Nenhuma mas ..."
"E quantas vezes estiveram sitiados?"
"Nunca,"ela admitiu."Mas minha gente foi bem treinada. Sabem o que devem fazer"
  "comandei dzias de batalhas,"ele mostrava uma arrogncia insofrvel."E sobrevivi a estar sitiado durante o meio 
ano. Eu sei que ter que fazer."
  por que ela devia lhe acreditar, no sabia. Ainda suspeitava que ele era cavalheiro errante sem terras. Entretanto a 
fria segurana em seus olhos, e sua arrogncia, eram tranqilizadores. Pagan no permitiria que Rivenloch casse. 
  Mas o que ela havia dito era verdade. Pagan s tinha estado um dia nesse lugar. Ela conhecia o castelo, conhecia 
a terra, conhecia s pessoas. Ela podia dirigir quo melhor ele. 
  Antes de que ela pudesse explicar-lhe Colin fez notar sua presena, esclarecendo sua garganta."Minha lady,"ele 
perguntou, levantando-o suas sobrancelhas,"por acaso no ter visto o emblema desse exrcito?"
"Estava muito longe."
Ele assentiu."Hum."
"Por que?"
  Ele se arranhou o queixo."Subi aos parapeitos para jogar um olhar. Algo a respeito das cores me pareceu 
vagamente familiar."Colin intercambiou um curioso olhar com Pagan. 
  Mais Deirdre no tinha pacincia para as adivinhaes de Colin. Haveria tempo para descobrir exatamente quem 
era esses cavalheiros mais tarde, depois de que a fortaleza estivesse segura. 
  Entre o Colin e a lareira, ela viu uma faxineira sem fazer nada"!Procura o Lady Helena! Ela est em sua 
habitao. Lhe diga que..."
  "No!"Colin gritou."No. Eu o farei. Estou seguro que a donzela tem tarefas mas importantes. Alm disso, isso 
me far sentir mas til."
"Ento lhe diga que  urgente,"ela ordenou."lhe diga que os homens esperam suas ordens."
Colin se assombrou."Ela comanda aos homens?"
Deirdre soltou um suspiro agitado."Nos vais ajudar ou no?"
Sem uma palavra, Colin fez uma reverncia e cruzou o grande hall. 
"Espera!"ela bramou."Aonde vai? Sua habitao no fica por esse lado."
  Colin a olhou confuso por um momento, ento balbuciou,"estou ...estou indo procurar seu primeiro caf da 
manh. No se pode comandar soldado com o estomago vazio."
  Ela franziu o cenho, ento voltou sua ateno a Pagan. Ele a estava olhando extranhamente agora, como se 
estivesse sopesando seu peso ou adivinhando seu futuro. 
  "Seus arqueiros,"ele disse,"eles tm experincia? No dispararo antes do tempo ?"
  "No,"lhe assegurou."S disparam com meu comando."Para sua satisfao, esta vez no lhe discutiu a resposta. 
  Pagan desejou que ela tivesse razo. depois de tudo, seria muito desafortunado se um arqueiro de Rivenloch 
disparasse a um de seus cavalheiros. 
  Ele sups que devia contar a ela que Colin tinha reconhecido ao exrcito que se aproximava como os cavalheiros 
de Cameliard. Mas ele estava curioso por ver quo bem ela dirigia a fortaleza e quo organizadas as defesas de 
Rivenloch estavam. 
 obvio, se tivesse sido um assalto real, ele nunca a teria deixado fazer-se carrego. A teria mandado a unir-se com o 
resto das mulheres e os meninos de Rivenloch nas habitaes mas resguardadas da fortaleza. 
  Ele se deu volta para observar a massa de gente indo e vindo atravs do grande salo. Cada um parecia saber seu 
propsito, e nenhum estava em estado de pnico. Mas no meio de um caos ordenado, o lorde de Rivenloch estava 
parado como hipnotizado, como se estivesse perdido no mar de homens do cl. 
  Voltando-se para Deirdre, ele disse,"Seu pai est confundido. V com ele. Assegura-a que estar seguro. 
Reuniremos aos Soldados enquanto Colin procura sua irm."
  Ela visivelmente se zangou com seu tom de comando. Era claro que sua esposa ansiava ter o controle. Ele no 
podia decidir se esse rasgo era l ofensivo ou divertido. Seus pensamentos vagaram para a cama matrimonial que 
compartilhariam essa noite, e se perguntou se ela insistiria em ter o controle a, tambm. Era uma intrigante 
possibilidade. 
  O cenho franzido de Deirdre se apagou enquanto observava a seu pai, e Pagan vislumbrou brevemente o peso da 
responsabilidade que carregava em seus ombros. Sem dvidas era muito difcil cuidar de um parente doente. Pagan 
no sabia. Seus pais tinham morrido sbitamente anos atrs."Muito bem,"ela concedeu. 
  Ele a observou ir at o lorde, guiando-o com um cuidado amoroso para sua habitao. Ela era um enigma sua 
nova esposa, em um segundo uma selvagem e ao seguinte to gentil como uma monja. 
  Pagan endireitou seus ombros e foi para a armera, onde estariam os cavalheiros. Era tempo de ver que tipo de 
soldados Rivenloch tinha. 
  Logo que Deirdre se assegurou que seu pai estava confortvel, e instalado em sua habitao com um escudeiro 
como companhia, seu corao comeou a pulsar rapidamente outra vez. 
  Sim, era uma coisa menos pela que preocupar-se, mas haviam outras cem coisas das quais ocupar-se. Tanto como 
odiava admiti-lo, estava quase agradecida da ajuda de Pagan. Ao menos tinha experincia em questes de guerra, 
algo que nenhum de seus homens podia dizer. 
  O que mais a preocupava, entretanto, era o fato que as muralhas do Rivenloch nunca tinham sido postas a prova. 
 obvio, a tarefa da Helena era manter as defesas, procurar as debilidades e inspecionar qualquer dano nelas.. 
  Deirdre sacudiu a cabea, dispensando esses pensamentos. Haviam muitas outras preocupaes no momento. 
  Chamou um escudeiro no corredor para que a ajudasse a colocar a armadura. Quanto mais rpido o fizesse, mas 
rpido ela poderia ver como seus homens estavam defendendo a fortaleza. 
  Enquanto o escudeiro lhe colocava as partes da armadura, Deirdre abriu apenas o portinha da janela, por uma 
pequena brecha espiou ao exrcito que chegava. Eram ainda figura distantes, mas era claro agora que havia uma 
boa quantidade de cavalheiros montados e, detrs deles, vrios a p. 
  Haviam tambm um bom nmero de carros pesados.
Deirdre se imaginou que estavam cheios de armas, provises, e materiais para armar grandes tendas, se decidiam 
sitiar o castelo. 
  Enquanto o escudeiro deslizava a cota de malha, sobre ela o vento fez ondular a insgnia de um dos soldados, e 
ela vislumbrou brevemente o braso, algum tipo de animal sobre um fundo negro. Como Colin tinha mencionado, 
havia algo familiar no desenho... 
  "Ian, olhe a banderola,"disse-lhe ao escudeiro."Onde o viu antes?"
  Ele forou sua vista, e se mordeu o lbio."No  o mesmo que tinha A tnica desse histrio ...?"
  "Maldio."deu-se conta da situao."Maldio!"
  Olhou seu anel de casamento. Um unicrnio sobre um fundo negro. Por Deus!!, esses eram os homens de Pagan! 
  "Este filho de.."Ela golpeou o portinha. 
  Ento ele no era um mero cavalheiro errante depois de tudo. Tinha seu prprio exrcito. Pagan deveu ter 
mandado ao Boniface, o histrio como espio, e ento tinha ordenado a seus cavalheiros que avanassem em caso 
que a ordem de casar-se fosse rechaada. Era uma estratgia brilhante. Mas isso no diminua a irritao de Deirdre 
com ele por seu engano. por que Pagan no tinha revelado a sua identidade de seus homens ? Tinha inteno de 
faz-la ficar como uma idiota ? 
  Nevaria no inferno antes que Pagan se sasse com a sua. Ela podia ser inexperiente, mas ela tambm era algum 
bem preparada. E tinha mais crebro do que ele se imaginava. 
  Pagan desejava humilh-la?, P-la em seu lugar ? Ento lhe ensinaria como se jogava o jogo. 
  Pagan tratou de no parecer decepcionado enquanto inspecionava as filas dos soldados escoceses. 
  Embora estavam admiravelmente disciplinados e pareciam ser homens valentes, no eram mais que um grupo 
cavalheiros muito dspares. Podiam ser os melhores cavalheiros de Esccia, mas no estavam aptos para formar 
parte do exrcito dos Cavalheiros de Cameliard. As poucas armaduras que havia pareciam do sculo passado. As 
armas eram muito limitadas. Os trs arqueiros, j tinham sido despachados a patrulhar os parapeitos, parecia ser os 
nicos homens que praticavam a arquera em Rivenloch. E o resto era um grupo estranho de homens de barba 
branca, muito magros e um menino que quase no podia defender um favo de abelhas de uma invaso de formigas. 
  Indubitavelmente era algo bom que o rei tivesse mandado a Pagan para ser o guardio e o administrador de 
Rivenloch. 
  Com a valiosa presena dos Cavalheiros de Cameliard, esses escoceses simples poderiam voltar para sua rotina 
diria : a cuidar das ovelhas, a pescar e cultivar, enquanto seus homens defendiam a fortaleza. 
Mas, Pagan sabia que no devia insult-los com suas opinies. O capito tinha que ser diplomtico. 
"Quem  o melhor cavaleiro aqui?"ele perguntou. 
No havia dvidas ao respeito. Um dos homens com armadura se adiantou. 
"E o melhor espadachim?"
Esta vez houve um murmrio de vozes. Finalmente um homem perguntou,"Refere-se  fora ou  velocidade?"
"Ambos."
"Por fora, seria este homem,"ele disse, assinalando a um cavalheiro a seu lado.
"E por velocidade?"
"Essa seria Helena,"a voz feminina interps. 
  Pagan levantou o olhar para ver que mulher tinha entrado na armera sem ser convidada. Era Deirdre, mas uma 
Deirdre transformada. J no era a formosa deusa com vestido de seda com quem ele se casou, agora era um 
guerreiro de ps a cabea armada com uma espada. 
  Enquanto ele a olhava surpreso, ela passou ao lado dele e se dirigiu ao homem que dizia ser o melhor 
cavaleiro."Os cavalos esto selados ?"
"Sim, minha lady."
"As espadas esto afiadas?"ela perguntou ao Will. 
"Sim."
Completamente atnito, Pagan encontrou que a diplomacia lhe tinha acabado."Maldio!! O que crie que est 
fazendo ?"
  Ela o ignorou."Helena no chegou ainda ?"ela perguntou aos homens. Eles sacudiram suas cabeas, e ela girou 
para encar-lo e acus-lo."O que  o que est retendo a seu homem?"
  Pagan estava de humor para ser questionado, especialmente no por uma mulher que era uma brincadeira  figura 
de um cavalheiro com sua presena na armera."Tem minha permisso para ir ver que o est demorando,"ele disse 
arrastando-a do brao,"e deixe a mim as ordens."
  "Voc j serviste seu propsito,"ela contratacou."Eu me fao cargo agora."
  "Como?"ele disse, arqueando uma sobrancelha."E vais montar para entrar em batalha com os homens tambm ?"
  "Se for necessrio."
  Sobre meu cadver, ele pensou, mas conteve sua lngua. Se tivesse sido uma ameaa, real, lhe teria tirado a 
armadura e a teria dado a algum homem, quem possivelmente mataria um ou dois inimigos antes de cair. Sua 
esposa seria encerrada na cela com sua irm, se fosse necessrio. Mas como era s uma prtica, ele decidiu ver at 
onde ela avanava e quando sua natureza feminina afloraria e Deirdre sairia correndo e chorando de medo, para 
esconder-se detrs de guerreiros muito mais capazes. 
  Enquanto isso, ele precisava estar seguro que os escoceses no disparariam flecha prematura, porque a vingana 
dos cavalheiros de Cameliard seria rpida e letal. E trgica. 
  "Vou subir aos parapeitos,"lhe disse,"vou ver como vo as coisas ali."
  Embora ela notou que Pagam no levava armadura, no disse nada. Sem dvida ela desejava que ele fosse ferido. 
  Pagan deu um olhar final a ela enquanto deixava a armera. Era estranho de admitir, mas ele achou Deirdre 
encantadora, com armadura e tudo. Havia algo no modo em que a cota de malha se ajustava a seus peitos e a espada 
lhe pendurava do quadril, um pouco curiosamente sedutor. 
  Para o momento em que ele tinha subido  muralha, seus homens se aproximaram o suficiente para que qualquer 
pudesse ver que no era um exrcito, a no ser um conjunto de famlias. Seus cavalheiros levavam armaduras e 
estavam armados, mas s por precauo. detrs deles, as mulheres cavalgavam em palafrens, e as servas vinham a 
p enquanto os meninos corriam com incansvel energia. Soldados e escudeiros vinham mas atrs, custodiando 
meia dzia de carros de provises e armas. 
Pagan decidiu conversar com o arqueiro da torre mais afastada."Vem-se bastante ameaadores, verdade?"
"No, meu lorde."
"Parecem viajantes mais que um exrcito."
  O arqueiro manteve seu arco preparado para disparar. Obviamente no era fcil dissuadir sua lealdade a sua lady, 
sem importar sua prpria opinio sobre os estranhos que se aproximavam. Era uma qualidade admirvel. 
  Pagan caminhou at o segundo arqueiro."Penso que so amigos, no inimigos pois se aproximam do castelo 
muito abertamente."
  "Desculpe, meu lorde," o homem murmurou,."Preferiria no conversar enquanto tenho que manter meus sentidos 
alertas."
  Pagan assentiu. Eram Homens to bem disciplinados mas mal equipados, tinha que admitir que esses Escoceses 
pareciam saber o que estavam fazendo. Retirou-se e se aproximou de um terceiro arqueiro, um jovem moo cujo 
lbios superior estava empapado de suor e cujos braos tremiam enquanto tratava de manter firme o arco. A este 
Pagan teria que observ-lo. 
  "Tranqilo, moo,"Pagan sussurrou. 
  "Me de Deus!"O moo gritou, to assustado que quase disparou a flecha nesse momento. 
  Com seu corao lhe saltando na garganta, Pagan agarrou a mo do moo para evitar um acidente."Calma. No 
dispararia a esses meninos, verdade?"
O jovem sacudiu a cabea. 
"Alguma vez disparaste com um arco antes?"ele perguntou. 
"Sim. Sou o melhor caador do cl, mas..."O jovem tragou. 
"Nunca disparou a um homem."
O jovem se mordeu o lbio. 
Pagan no se atrevia a liberar seu brao do arco."Quisesse que eu tome sua posio?"
  "No,"o jovem disse veementemente."No. Este posto me foi crdulo, e no o abandonarei."Ele parecia tirar 
foras de suas prprias palavras. 
  Pagan teve que admirar a coragem do moo e sentido do dever, embora ele se sentiria muito mais tranqilo se o 
jovem lhe entregasse a arma. 
  "Muito bem."Com relutncia, cuidadosamente, Pagan afrouxou seu brao."Mas tome cuidado de no disparar at 
que se ordene faz-lo"
"Preparados para disparar!"
Ouviu-se um grito proveniente detrs dele. 


Captulo 8 
O corao de Pagan golpeou contra suas costelas.
"No!"ele bramou. 
  Deirdre, em toda sua glria e esplendor, estava parada com sua espada levantada,pronta para dar a ordem de 
disparar. Ao unssono, os arqueiros carregaram suas flechas e apontaram ao branco. 
  "Esperem! Esperem"ele disse, desejando que sua voz permanecesse calma, mas dando enormes passos para 
ela."Detm a ordem."
  " que tem que contradizer todas minhas ordens, senhor?" ela replicou, com sua espada ainda em alto."Ou  este 
o modo em que os soldados Normandos brigam?"
  Pagan quase no pde respirar enquanto observava as flechas dos arqueiros apontadas a sua gente. 
  "No o v?"ele perguntou.."Eles no so soldados. Eles so mulheres e meninos inocentes"
  "A h um com uma tocha de guerra,"ela disse, assinalando aos cavalheiros,"ele no  inocente. O que opina? 
Devemos lhe disparar e ele primeiro?"
"No!"os olhos Pagan se aumentaram. Por Deus!, Sir Rauve d'Honore era um de seus melhore cavalheiros. 
"E o homem com o estandarte?"ela considerou."disparamos a ele?"
"No."O portador do estandarte, Lyon, era um moo casado e com um beb de dois anos. 
"Por Deus!! Nem sequer sabe quem  essa gente."
"Sei que eles esto em minhas terras,"ela disse friamente. 
"No tm inteno de te danificar."
"Sou relutante a correr esse risco,"ela disse decisivamente, levantando sua espada outra vez. 
  "Espera!"Desta vez lhe apanhou o pulso e a atraiu contra ele. Pagan olhou sua bela cara, sua pele suave, suas 
bochechas rosadas, sua boca determinada. Ento ele franziu o cenho. Algo haviam nesses olhos azuis, algo 
malvado, algo perigoso, certa fasca de travessura. 
  "Talvez deveria fazer que os arqueiros apontassem a essa ruiva bonita com a capa azul,"ela murmurou 
pensativamente.
A sombra de um sorriso aparecia em seus lbios."Disparar a uma mulher certamente causaria uma revolta neste 
exrcito."
Ento ele viu a verdade. A maldita moa estava fanfarroneando. 
Pagan estreitou seus olhos."Voc sabe,"ele a acusou. 
Os lbios dela se curvaram para cima."OH, sim."
A respirao saiu dele ento, mas no liberou o pulso dela."E faz quanto tempo que sabe ?"
"Sempre soube."
"Colin."O traidor deveu lhe haver dito. Ele sempre ficava do lado do sexo dbil. 
"No."Ela sacudiu o dedo com o anel. 
"Ah."Moa. Inteligente.Inteligente e irritante."Bem, muito astuta, podes deter seus arqueiros agora?"
"Isso depende."
  Por que essa mulher acreditava estar em controle de tudo, ele no podia imaginar. Seus homens poderiam ter 
disparado, e se o tivessem feito, os cavalheiros de Cameliard tivessem convertido a Rivenloch em uma massacre em 
pouco tempo. 
"Depende do que?"ele perguntou. 
"De sua razo por no me haver contado que seus homens viriam."
Um pedido justo. 
"Para aos arqueiros, e Lhe direi isso."
"Me solte, e o farei."
  Os dois ficaram parados em um impasse, ele com sua espada sob controle e ela com seus arqueiros preparados 
para disparar. Um deles tinha que ceder. Pagan lhe soltou o pulso. Ela baixou sua espada. 
  "Arqueiros, descansem,"ela ordenou. Eles baixaram ento seus arcos."Bem ?"
  "Queria ver quo preparados para uma batalha seus homens estavam,"ele admitiu abertamente. 
  "E?"
  "Necessitam muito mas treinamento e prtica. So poucos homens, e suas armas esto muito deterioradas."
  Ela replicou."Eu lhe teria feito isso saber"
  "Mas,"ele continuou,"esto organizados e bem comandados E tm disciplina e coragem, e outra coisa que no 
pode obter-se com treinamento: uma feroz lealdade."
  Seu comentrio pareceu suavizar o orgulho ferido de Deirdre. Uma curiosa calidez fluiu atravs das veias dele ao 
ver quo orgulhosa ela estava dos homens do cl. Era uma pena que ela fosse uma mulher. Ele se imaginou que ela 
seria um estupendo segundo comandante. 
  "Bem, agora que j mediste o valor de minha gente," ela disse com um pouco de irritao,"Quanto tempo ficaro 
conosco ?"
  Pagan se zangou. Ela no se dava conta ? O rei no s o tinha enviado a procurar esposa. Pagan tinha vindo 
tambm para ser o amo do castelo. Os cavalheiros e as famlias do castelo agora eram dele."Rivenloch ser seu lar 
daqui em diante."
  Seus olhos se alargaram."O que?"Ela cruzou at o bordo da muralha e olhou para baixo  horda que se 
aproximava."Toda essa gente ? So muitos. Rivenloch no pode mant-los"
  "No se preocupe. Tenho peritos caadores, cozinheiros e mulheres que sabem fabricar cervejas. J planejei fazer 
aumentar o castelo, adicionar uma cela mais, duplicar as cozinhas e aumentar o tamanho das mesas".
  Algo do que ele disse enfureceu Deirdre, embora ele no podia imaginar-se o que. depois de tudo, ofereceu-se a 
melhorar o castelo. Mas ela deixou escapar um exasperado suspiro e girou sobre seus calcanhares, partindo escada 
abaixo. 
  Ele a observou ir-se, tratando de decidir se seria melhor que a segui-la. No deixaria que ela fizesse abrir os 
portes de Rivenloch, para receber a sua gente vestida com uma armadura. 
  Deirdre comeu o ltimo pedao de carne. Toda essa gente a seu ao redor eram estranhos comendo e rindo-se, 
estavam infiltrando as filas de Rivenloch, como raposas ladinas em um galinheiro. 
  "Deirdre,"Miriel sussurrou ao lado dela. 
  "O que?"ela replicou. A cara do Miriel se entristeceu, e Deirdre instantaneamente se arrependeu de sua 
brutalidade."Perdo."
  "Os armazns de vinho se esto esgotando,"ela disse entre dentes. 
  Deirdre apertou seus dentes e murmurou,"Ento faamos que bebam gua."
  Miriel suspirou, falando brandamente para que Pagan, que estava sentado do outro lado do Deirdre, no 
ouvisse."OH, Deirdre, deveria me haver deixado casar com ele. Ento no se sentiria to mal."
  "No, no.'"Ela agarrou a mo de sua irm."Nem sequer o pense."
  Ela forou um sorriso de falsa alegria em sua cara e deu um tapinha em Miriel." somente que estou afligida."
  Miriel sorriu desculpando-se."E eu vim a preocupar-se com o do vinho. Amanh, Mandarei a um moo ao 
monastrio por mais. Enquanto isso.."
Pensativamente se arranhou o queixo."Procurarei o estoque da cela."
"O que?"
Miriel s lhe piscou os olhos o olho e se foi levar a cabo um pequeno milagre. 
  Deirdre no pde evitar sorrir. Miriel era brilhante e criatividade quando era questo de racionalizar as provises 
e economizar uma moeda. Mas apesar de que ela teria solucionado o tema do vinho, Deirdre se lamentou pelo 
pobre cozinheiro, quem enfrentava a tarefa impossvel de estirar uma s jibia assada em uma comida para mas de 
cem pessoas. 
  Segundo os nmeros do Deirdre, a companhia consistia em no menos que duas dzias de cavalheiros montados, 
um nmero considervel. Tanto como odiava admiti-lo ela estava impressionada. O rei no a tinha casado com um 
aventureiro empobrecido depois de tudo. Pagan era o capito de uma fora de combate bastante importante. Mas 
acompanhando a esses cavalheiros estavam as esposas e os meninos, assim como tambm um bom nmero de 
escudeiros, serventes, e ces de caa. 
  E agora o salo e as mesas de Rivenloch estavam repletos.
  "No se preocupe,"Pagan murmurou ao lado dela, como lhe tivesse lido os pensamentos."Os armazns de 
Rivenloch sero voltados a completar. Mandarei a meus homens a caar amanh, e os mais velhos podem pescar no 
lago."
  "Estaro muito bbados para manter-se de p."Deirdre murmurou. 
  Maldio com o Normando intrometido. Rivenloch era sua responsabilidade. O que sabia ele das colheitas ou da 
terra ou do lago? Provavelmente nunca tinha passado um inverno em Esccia. 
  Ela olhou o prato que se supunha que ela devia compartilhar com seu novo marido. 
  Ele quase no havia tocado na comida, e sua taa ainda estava cheia. Aparentemente Pagan estava fazendo sua 
parte para no esvaziar as provises de Rivenloch. 
  O mesmo no podia dizer-se de seus cavalheiros. Um deles, Sir Rauve d'Honore, obviamente bbado, ficou de p 
e levantou sua taa." sade do prmio de Lorde Pagan,"ele arrastou as palavras,"a mais bela noiva de Esccia."
  Gritos e felicitaes se ouviram ao redor dela, mas Deirdre suspirou ante esse galanteio to superficial. Por todos 
os Santos!!, o que importava a beleza ? Alm disso, era uma tolice. Ela no era to bonita como Miriel, e Helena 
era muito mais voluptuosa. 
  Helena. 
  Ela franziu o cenho. Onde estava Helena? E onde estava Colin ? ele tinha ido procurar a horas atrs. Ela comeou 
a levantar do banco, mas Pagan apanhou seu brao, uma pergunta silenciosa em seu olhar. 
Ela escolheu passar por cima seu afeto possessivo."Onde est minha irm?"
"Miriel?"
"Helena."
Ele a soltou."ela est bem. Sente-se."
Algo de culpa em seus olhos fez que seu corao se apertasse com desconfiana."O que aconteceu? Onde est ela?"
"Est com o Colin. Sente-se."
"E onde est Colin?"Deirdre demandou em voz mais alta, assombrando aos comensais ao lado dela. 
"Ah, sim, Colin,"algum ecoou de suas palavras."Onde est Colin?"
"Por Deus!, onde esse Dom Juan?"
Todos os cavalheiros de Pagan estavam perguntando pelo Colin. 
"Colin?"Pagan sorriu."Ah? Colin foi a procurar mais cerveja."
Os cavalheiros brindaram e beberam, com mas entusiasmo ainda. 
  Deirdre se irritou. Pagan no era melhor que ela mentindo. Ela apertou os punhos e seus dentes, finalmente 
tomou assento."Maldio, onde est ela?"
  "A ltimo vez que a vi, foi algo depois da meia-noite,"Pagan murmurou,"ela estava to bebida, quase no podia 
caminhar."
  Deirdre sentiu que sua cara ardia de culpa. 
  Notando sua cara vermelha, Pagan se inclinou mais perto e murmurou,"O que  isto, esposa? Seu rubor te 
trai."Seus dedos se esticaram em seu brao."sabe algo da conduta da Helena de ontem  noite ?"
Deirdre se negou a olh-lo. Conduta ? Meu Deus!! O que tinha feito sua impulsiva irm ? 
Pagan amaldioou brandamente, sua respirao ofegante contra a bochecha dela."Maldio, voc mandou isso?"
Os pensamentos do Deirdre se aceleraram muito para responder. 
"Voc mandou ela para me matar?"ele perguntou. 
Ela pestanejou. Mat-lo ? Pelo Jesus Cristo!! 
  Os dedos de Pagan se cravaram penosamente em seu brao."Voc mandou isso."ele sussurrou contra seu cabelo. 
Qualquer que os olhasse pensaria que lhe sussurrava promessas de amor no ouvido."Vbora. Pensei que tinha mais 
honra."
  Isso a sacudiu de seus devaneios mentais. Ela o enfrentou diretamente."Juro-o No a enviei. Mas me diga. No a 
feriste, verdade?"Seus olhos se estreitaram, com medo e com uma ameaa implcita."Feriste-a?"
  Ele parecia insultado pela pergunta, embora a soltou abruptamente, como se subitamente fosse consciente de sua 
prpria fora."No. No  tpico de um cavalheiro Normando atacar s criaturas mais fracas criadas Por Deus."
  Criaturas mais fracas? Agora ele a tinha insultado a ela, mas ela estava muito aliviada para discutir com ele."O 
que tem feito com ela?"
"Ela est segura no momento."
"No a machuque,"ela disse."Eu mesma me ocuparei de castig-la."
  "Sim? E que castigo administraria a sua irm por assassinato e traio? Vai daria um tapinha na mo dessa 
menina travessa?' 
  Deirdre se ruborizou. Estava comeando a odiar a lngua aguda de Pagan. Principalmente porque, nesta instncia, 
era merecida. 
  Pagan levantou sua taa e sorveu o vinho. 
  "Farei um trato com voc,"Deirdre disse."Esta  a verdade da questo. Foi minha culpa. Suspeitava que Helena 
faria algo impulsivo para deter o casamento. Ento a fiz beber muito, esperava mant-la bbada para evitar 
justamente este tipo de episdios."
  Ele lhe lanou um sorriso irnico. Aparentemente, ele considerava o ataque da Helena como algo muito mais 
srio que um"episdio". 
  Deirdre se endireitou e o olhou aos olhos."Me castigue. me castigue a mim em vez da ela."
  Isso seria o melhor. Ela era mais forte que Helena. E podia tolerar a dor sem emitir uma s palavra. Helena 
ganharia um castigo mais severo se lanava a Pagan os insultos que usualmente usava. 
  "Pagaria pelos pecados dela ?"ele perguntou brandamente. 
  "Ela  minha irm. Voc sabe que sua inteno no era te trair. Ela s pensou em salvar ao Miriel de..."
  "De casar-se comigo."Sua voz era neutra."Mas voc conseguiu salv-la finalmente."Havia um tom sardnico em 
suas palavras enquanto levantava a taa."Aplaudo seu nobre sacrifcio."ele completou, e soltou um suspiro."Sabe, 
em minha casa, as moas belas acostumavam competir por meus favores. Chego a Rivenloch, e todos me 
consideram um demnio."Ele sacudiu a cabea."O que passa ? Me cresceram chifres e no me dei conta ?"
  Deirdre odiava admiti-lo, mas ainda com chifres, ele seria o homem mais bonito que alguma vez tivesse visto. 
Mas, lhe explicou,"O que passa  que  Normando."
  Ele levantou uma sobrancelha."Sabe que os Normandos so aliados dos escoceses contra os Ingleses, sabe?"
  "No estamos em guerra com a Inglaterra."
  "No ainda, mas agora no tem nada que temer. Os cavalheiros que v aqui,"ele disse, fazendo um gesto que 
abrangia aos homens ao redor dele,"so os melhores guerreiros na Terra. logo que eles treinem a seus homens nos 
aspectos mas sutis da arte da guerra..."
  "Treinar a meus homens?"Deirdre disse, sentindo-se insultada."Meus homens no necessitam treinamento de 
vocs.. de vocs ..."
"Lorde Pagan!"algum gritou."Que promessas lhe sussurra ao ouvido de sua esposa para faz-la ruborizar tanto ?"
"Sem dvida ele deve estar fanfarroneando sobre o comprido de sua espada!"algum mas gritou. 
"Para que te gastar em palavras, meu lorde?"outro provocou. 
"Ah, lhe mostre  moa de que parece sua espada!"
  Subitamente o grande salo se encheu com o clamor das taas golpeando-se nas mesas e os cantos de"Pagan! 
Pagan! Pagan!"
  Deirdre se sentiu subitamente ao bordo do desmaio. Por Deus!!, era seu pai se uniu aos gritos luxuriosos e 
obscenos!! Outra vez teve que afogar o desejo de tirar sua espada em resposta a essa cena barbrica. Mas Pagan, 
talvez sentindo seu desconforto, parou-se, levantando uma mo para aquietar a seus homens. 
  "Basta, vo assustar a minha esposa,"ele disse."Deixem que as mulheres a levem acima e que a preparem. Eu 
ficarei com vocs bebendo outra taa."
  Antes Deirdre pudesse protestar, uma dzia de donzelas Normandas e de Rivenloch a rodearam. 
  Com uma srie de risinhos tolos, levantaram-na sobre seus ombros para lev-la a sua habitao. 
   uma estupidez, ela pensou enquanto elas a despiam, pulverizavam ptalas de rosas nos lencis da cama, 
punham gotas de azeite de lavanda em seu pescoo e seu peito e acendiam as velas que algum tinha posto por toda 
a habitao. Era um gasto estpido de dinheiro e energia. Pagan lhe havia dito que as belas moas estavam 
acostumam a lhe rogar por seus favores. Que sentido tinha tratar de embelezar a uma moa guerreira como Deirdre? 
  Entretanto seu pulso se acelerou absurdamente enquanto deixava que as mulheres a levaro a cama, quase como 
em antecipao. Puseram-na dentro da cama, desfizeram sua trana e arrumaram o cabelo  loiro ondulado sobre seu 
peito, mas ela se negou s deixar lhe tirar o martelo de Thor que pendurava de seu pescoo. 
  Os sons de homens bbados aproximando-se, fez que as donzelas se rissem nervosamente, e sua excitao lhe fez 
ter um calafrio na espinha dorsal. Um sbito golpe na porta a sobressaltou, e franziu o cenho com sua prpria falta 
de coragem. 
Era ridculo! Ela no era uma pessoa dbil que tremia de terror. Com uma sacudida desafiante de sua cabea, 
Deirdre correu a manta e se sentou orgulhosamente para enfrentar  horda invasora. 
  Estava preparada para uma srie de brincadeiras obscenas. Estava preparada para ver gestos grosseiros e 
gargalhadas infames, quando a porta se abriu. 
  Mas Ela no estava preparada para o sbito silencio que se instalou no lugar. 
Sempre-Lendo,   o melhor grupo de troca de livros da Internet!

Captulo 9 
  A mandbula de Pagan caiu aberta. Sem desej-lo, seu olhar percorreu os contornos do corpo da noiva, seguindo 
as graciosas ondas de seu cabelo que foram mais abaixo de seus ombros, s para cobrir parcialmente seus peitos 
elegantes, e deixando ver seu estmago plano com um pbis convidativo. 
  Ele no podia fazer chegar ar a seus pulmes. 
  Sabia que Deirdre era bela. Havia-a visto nua de longe enquanto ela se banhava na lagoa. E a tinha visto vestida 
com um objeto fino de seda e com a cota de malha aderindo-se a seu corpo. Mas nunca tinha esperado a perfeio 
que tinha ante ele agora. 
  Outra mulher teria contido a respirao e protegido sua nudez. Mas Deirdre no fez nenhum movimento para 
esconder-se dele, e semelhante segurana em si mesmo o excitou tremendamente. O sangue subitamente se 
acumulou no meio de suas pernas, sacudindo-o profundamente. 
  Ento ele se deu conta de que seus homens, lutavam entre eles atrs dele para captar uma olhada, ficaram-se 
emudecidos ante a imagem da beleza de Deirdre.
  Sua luxria rapidamente tomou um giro possessivo, e ele queria que todos se fossem. Todos e nesse mesmo 
instante. 
  Mas apesar de seu prprio desejo cegado, quando encontrou o olhar desafiante de Deirdre, ele detectou um sutil 
matiz de medo em seus olhos. Como um coelho encurralado, ela parecia se defender ficando uma cara valente e 
desafiante quando possivelmente desejaria refugiar-se em alguma toca segura. 
  E essa coragem o fazia sentir algo mais, algo completamente estranho para ele. Era uma espcie de admirao e 
sentido de apropriao, um estranho respeito, mas tambm o desejo de proteg-la. 
  De algum jeito ele encontrou sua voz. De algum jeito encontrou a pacincia para resistir dar uma ordem imediata 
de que todos se afastassem de sua esposa. 
  "Gente de ..."Ele pensou que tinha encontrado sua voz. Mas se afogou. 
  Pagan comeou outra vez. "Gente de Rivenloch, Cavalheiros de Cameliard, agradeo-lhes por estar aqui para ser 
testemunhas de nossa Santa unio."Ele olhou a Deirdre. Embora ela mantinha uma aparncia serena, suas mos 
estavam fechadas em punhos sobre sua saia. Ele sentiu a poderosa urgncia de abrir as mos por ela."Mas lhes 
informo que s Deus ser testemunha desta Santa unio."
  Como era costume, os homens lanaram um forte protesto, mas rapidamente se retiraram. As mulheres, tambm, 
abandonaram a Deirdre com sussurrados desejos de boa sorte. 
  S Sir Rauve estava o suficientemente bbado para gritar,"Viremos pelos lenis ensangentadas pela amanh, 
Pagan. No nos decepcione!"
  Os outros lhe uniram em divertidas ameaas, Mas Pagan lhes fechou a porta na cara. Ele tomou uma respirao 
profunda e girou para encarar a sua esposa. 
  Ela no se moveu de seu lugar. Sentada no meio de sua cama coberta de peles, iluminada por um monto de 
velas, ela luzia como uma Santa a ponto ser martirizada. Seus olhos brilhavam com coragem, seu ventre subia e 
baixava com cada respirao superficial, e seus dedos se apertavam firmemente s mantas da cama. Ele quase se 
sentiu mal por ela. 
At que Deirdre falou. 
"me toque, e ser seu sangue a que manche os lenis."
  Suas palavras extinguiram sua luxria como um balde de gua fria. Se Deirdre fosse um animal selvagem, 
decididamente seria um com garras. E Pagan j havia tolerado um de seus dolorosos arranhes. E no os toleraria 
outra vez. 
  Necessitava um momento para pensar, para considerar melhor como aproximar-se deste perigoso animal. 
  Enquanto ela mantinha um olhar fixo nele, Pagan estudou a habitao. Estava mobiliada de um modo imprprio 
para uma dama, No havia perfumes, nem cintas, nem laos sobre a nica mesa que estava a um lado da cama, s 
uma pluma, uns pergaminho, e um potinho de tinta. Uma pesada escrivaninha de madeira dominava uma parede, e 
um ba de madeira de pinheiro jazia debaixo de uma das janelas. Uma cadeira usada, ao lado a lareira, onde um 
fogo modesto ardia. Um gancho em uma parede sustentava sua capa, e debaixo havia um par sapatos de couro. Os 
pendentes de veludo azul da cama suavizavam o ambiente despojado, mas lhe outorgavam pouca feminilidade ao 
recinto. Nenhuma pintura nas paredes, e em vez de tapearias, ali estavam pendurados um par de escudos, uma 
tocha de batalha e meia dzia espadas e adagas. Era a despojada habitao de um guerreiro. 
  Como minha habitao, ele pensou, Deirdre era simples e direta. 
  Exibia o seu a todos os que o queriam ver, no tinha falsas pretenses em relao a ela, e no gastava o espao do 
lugar em frivolidades. Ele, tambm, devia ser igualmente direto com ela. Aproximou-se a cama, desabotoando seu 
cinturo com deliberada parcimnia. Ento enrolou o cinto de couro ao redor de seu punho. E embora deixou que 
sua mo casse a um lado, lhe lanou um fugaz olhar, claramente perguntando-se quais eram as intenes dele. 
  Pagan a deixou imagin-la resposta. Era melhor deixar ao adversrio adivinhando. 
  "Possivelmente no me escutou a primeira vez, moa. Talvez me escute melhor agora.  minha esposa. Casou-te 
comigo por sua prpria vontade. Leva meu anel, e seus lbios selaram com palavras esta unio."Ele viu as mos 
dela mover-se incansavelmente sobre os lenis."No me ser negado o que  meu direito."
  Ele ia continuar lhe dizendo que apesar desse direito marital, lhe tinha feito uma promessa a sua irm, e sem lugar 
a dvidas, ia manter a com sua honra de cavalheiro. No tomaria Deirdre contra sua vontade. Apesar da luxria 
rugindo dentro dele. 
  Mas ela no lhe deu a oportunidade de dizer uma palavra. 
  Veloz como uma raposa, ela tirou algo de debaixo da cama e exibiu sua adaga. 
  Felizmente, ela s segurou a arma, seu olhar era uma tcita ameaa to fria como o metal de uma espada. 
  Atnito como ele estava por sua violenta resposta, Pagan rapidamente disfarou seus movimentos de uma casual 
despreocupao, como se ela segurasse uma pluma, e cuidadosamente desenrolou e enrolou o cinto de couro ao 
redor de seu punho. 
  "Parece-me recordar que no salo, voc props um acordo para que sua irm fosse castigada por voc mesma."
  Ela estava silenciosa, mas Pagan notou uma certa piscada em seus olhos. 
  "Entretanto parece muito relutante a tolerar um castigo agora."Pagan deixou cair seu olhar brevemente para a 
espada brilhante."Est muito longe de parecer a humilde donzela que fez um pacto comigo antes, quem me rogou 
para que eu aceitasse seu sacrifcio, quem estava disposta a oferecer seu prprio corpo pelo de sua irm para que ela 
no sofresse.  isto assim? Desejas retirar sua oferta? Devo ser eu quem castiga a carne da Helena ?"
  "No! No."Uma ruga de confuso se instalou no espao entre suas sobrancelhas, e trocou o brao da adaga."Mas 
por que voc procuraria me castigar aqui, agora, em nossa cama matrimonial?"
  Ele levantou uma sobrancelha." muito bvio que no deseja que nada mas passe aqui."ele olhou a adaga. 
Muito, muito lentamente, Deirdre baixou a adaga, mas Pagan pde ver a luta interna em seus olhos. Como a 
frustrava sucumbir ante ele. Mas ela tinha cado por suas prprias palavras, e finalmente ela teve que conceder-se 
derrotada. 
Pagan estendeu sua mo para receber a adaga. 
Com relutncia, ela apoiou a espada em sua mo. 
"Confio em que no ter outra  mo,"ele disse. 
Ela sacudiu a cabea. 
Pagan tomou a adaga, e com a rpido giro de sua mo, enviou-a voando atraves do quarto. Caiu no ba de 
madeira. 
  De relance, ele a viu sobressaltar-se, no muito, mas o suficiente para lhe fazer saber que ela no tinha baixado a 
guarda completamente. 
  Deirdre lanou um olhar furtivo ao cinturo em sua mo, e Pagan soube que ela esperava que ele usasse seus 
punhos contra ela. 
  Colin se teria rido de s de imaginar uma coisa semelhante. Pagan nunca tinha golpeado a um homem em sua 
vida. Nunca tinha necessitado faz-lo. Seus olhares fulminantes faziam obedecer aos serventes e faziam que os 
soldados tremessem em suas botas. Mas Deirdre no sabia isso. E Talvez era melhor que ela mantivesse essa 
dvida. 
  Apesar de seus espantosos temores, ela permaneceu quieta, no perdeu sua dignidade, s ofereceu a ele um 
conselho simples e direto :"faa como te agrade. Mas tome cuidado, no te descontrole e no esquea a capacidade 
de sua fora. No seria bom que termine matando a sua esposa."
  Enfrentado com sua brutal honestidade e sua coragem surpreendente, Pagan no podia seguir mantendo a 
pretendida ameaa. Sua nova esposa era muito valente, e o corao de Pagan se encheu de um curioso orgulho. E 
outra vez, ele considerou que ela seria um muito bom soldado. 
  Mas quando seu olhar se deslizou para o lugar onde seu dourado cabelo se separava para revelar os delicados 
mamilos de seus peitos, todos os pensamentos relacionados com as batalhas desapareceram. Lentamente ele 
desenrolou o cinturo e o apoiou na mesa ao lado da cama. 
  No, ele tinha uma aula diferente de castigos em mente, um castigo que ele tinha comeado a imaginar enquanto 
lhe enfaixavam o corte que lhe tinha infligido com sua espada, e mais tarde havia aperfeioado na capela, quando 
pressionou seus lbios com os delas em um ato de posse. 
  O nico sofrimento que ela toleraria nesse habitao nasceria de sua prpria paixo. 
  "OH, minha lady, No  a morte. Te perdo essa noite,"lhe disse criticamente.
  Enquanto ela o olhava com desconfiana, ele desabotoou o plaid preso em seu ombro e o lanou para a cadeira. 
Ele notou que os ndulos dela estavam brancos onde estava aferrava  manta, e Pagan franziu o cenho. 
"Teme-me,"ele provocou. 
"No,"ela disse."S  que eu no gosto."
"Mentirosa."
"No faamos um jogo disto. Faz-o rpido. Faz o que tenha que fazer."
"No vais resistir te?"
Ela sacudiu a cabea uma vez. 
"No gritas por ajuda ?"
"Eu no grito."
A sombra um sorriso tocou os lbios de Pagan. Ele poderia faz-la gritar."No treme de medo?"
"disse-lhe isso. No estou assustada."
"E entretanto est estrangulando a pobre manta com seus punhos."
Ela imediatamente soltou a manta. 
  Ele plantou uma bota sobre o extremo da cama para desatar os cordes, e sorriu enquanto ela rapidamente deviou 
seus olhos. Ainda no acostumado  falta de roupa interior, Pagan encontrava certos aspectos da vestimenta dos 
escoceses muito divertidos. 
  Uma vez que suas botas caram ao piso, tirou-se a tnica pela cabea e afrouxou os laos da larga camisa que 
levava debaixo. Enquanto ele fazia isto, Deirdre lanou vrias olhados de esguelha, olhadas que ela pensou que 
Pagan no poderia detectar, e isso o aliviou imensamente. Ela no estava to paralisada pelo medo e podiam 
permitir-se satisfazer sua prpria curiosidade sobre o homem com quem se casou, o que era bom. Decidindo que ela 
mantivera sua curiosidade, Pagan se deixou a camisa posta e levou uma vela alta perto da cama. Ele queria uma luz 
clida para o que estava planejado. 
  Deirdre desejava que terminasse de uma vez com o assunto. Por Deus! O que era o planejava esse homem? Era 
uma tortura esperar um sofrimento e entretanto ignorar a natureza desse sofrimento. Podia tolerar a dor fsica, mas 
essa antecipao a estava enlouquecendo. 
  O pior de tudo, era ter que tolerar voluntariamente esse tipo de abuso. Estava acostumada a brigar, no a render-
se. 
  Agora ele se tirou sua camisa e havia trazido a vela mais perto. meu Deus!!! Que tipo de perverso era essa ? 
Planejava tortur-la com cera quente ? Ou a vela era para que pudesse admirar melhor os machucados que lhe 
infligiria ? Me de Deus!!, Desejou no lhe haver entregue a adaga. 
  "Suas mos esto apertando outra vez,"ele murmurou, curvando-se perto dela. 
  Esta vez ela no pde as liberar. Cada nervo estava esticado to firmemente como um arco preparado a lanar sua 
flecha. Ainda sua voz, apesar suas palavras, valentes estava carregada de tenso. 
  "Qualquer que seja a coisa vil que pretende fazer,"ela balbuciou"faz-a logo. Me est retendo aqui e eu tenho 
minhas obrigaes."
Ele riu com vontade, e embora o som era prazenteiro, p-la mas nervosa. 
"Sua nica obrigao esta noite  comigo,"ele disse. 
  Deus, odiava o piscar de seu olho e,o modo em que seus lbios curvavam em um sorriso cmplice e o fato que 
estivesse parado ao lado dela. Ela fechou seus olhos firmemente e se preparou para o primeiro golpe. 
  Quase instantaneamente, sua palma apanhou a bochecha dela, mas no era com uma trombada. Em troca, seu 
polegar acariciou um ngulo de sua boca, e ele passou a ponta do dedo sobre o lbulo da orelha dela."Abre os 
olhos,"lhe pediu."Eu gostaria que soubesse quem  que te est fazendo sentir assim."
  Por Jesus Cristo! Ela forou seus olhos a abrir-se, ganhando fora da determinao de no dar nenhuma 
satisfao a ele. Passaria logo, depois de tudo, e ela s necessitava s recordar-se a si mesmo que era pela 
integridade de sua irm que ela tolerava esse inferno. 
  Pagan deslizou sua mo pela bochecha dela 
  "Acredito que..."Ento foi para o p da cama."que comearei com seus ps."
  Apesar de sua determinao permanecer calma, imagens de uma dzia de horrveis tortura invadiram seus 
pensamentos. Queimaria-lhe as novelo dos ps? Quebraria-lhe os dedos?
  Lentamente ele retirou a manta. Nunca se havia sentido to nua, to vulnervel. 
  "Te deite,"ele disse. 
Custou-lhe cada grama de sua disciplina. Poder obedecer a ordem ela comprimiu seus lbios, esperando que isso 
fora suficiente para deter seus gritos. 
Sua mo tomou seu tornozelo, e ele o levantou levemente."Belo,"ele disse, acariciando-o com sua mo. 
  Sua palma estava morna sobre a pele gelada dela, sua carcia a acalmou."Mas to frio,"ele murmurou, encerrando 
seu p entre suas mos. 
  Ela conteve a respirao, esperando que ele espremesse seus ossos at que se rompessem ou para lhe dar a seu 
tornozelo uma violenta toro. Mas ele no fez nada disso. 
  Em troca, ele pressionou seus polegares nos arcos do p. A estranha frico produziu um calor que lhe subiu pela 
perna. Pagan repetiu o movimento, desta vez percorrendo os dedos dos ps. 
  "Respira,"ele disse brandamente."No vou machucar-te."
  Ela no era to ingnua para lhe acreditar, e quase desejou desmaiar pela falta de ar. 
  Ele deixou de massagear seu p."Deirdre, respira. No te farei nenhum dano. Juro-o por minha honra de 
cavalheiro."
  Talvez dizia a verdade. Confiava em que um cavalheiro do rei no tomaria seus votos levianamente. Ela soltou 
uma baforada de ar e absorveu. 
  Mas... e o castigo da Helena? No havia dito que Deirdre pagaria com sua prpria carne pelos pecados da 
Helena? 
  Como se lesse seus pensamentos, ele murmurou, "Tenho inteno de faz-lo com voc esta noite, como qualquer 
homem o faria com sua nova esposa. E voc, querida esposa, prometeste no resistir. A respeito dos castigos, 
apostaria que isto  muito mais para voc que qualquer golpe que poderia propinarte."
  As Emoes se aconteciam to rapidamente que ela apenas teve tempo as sentir. 
  Alvio. Surpresa. Temor. Choque. Humilhao. Fria. 
  Maldio com o normando bastardo! Ele tinha razo. Horrorizava-lhe admiti-lo, mas ele estava no correto. 
Tolerar suas carcias, sua ternura, sua seduo, sem protestar era pura agonia. Nada era mais importante para ela 
que o controle, sobre ela, sobre seu castelo, sobre seu corpo, sobre suas emoes. Os joguinhos de Pagan 
ameaavam esse controle. E ainda por cima lhe tinha prometido permiti-los. Maldito!!!, tinha-a apanhado na rede 
de sua prpria promessa. 
  Quando ela olhou a Pagan, viu outra vez um sorriso de satisfao, um olhar perito em seus olhos, e desejou 
apagar essa expresso de sua cara de uma vez e para sempre. Mas lhe tinha dado sua palavra de no brig-lo. 
Mas no lhe ia fazer ter uma vitria fcil para ele. Se ela podia ser estica ante a dor, ento por todos os Santos!!, 
podia ser estica ante o prazer. 
"Com o tempo, chegar a lhe dar a bem-vinda a meu contato."
  Nunca, ela pensou, ignorando-o e fixando sua vista no teto, determinada a pensar em algo mais, algo que no 
fosse esse calvrio. Mentalmente, ela comeou a recitar o alfabeto. 
  As mos de PagaN rodeavam meigamente seu tornozelo. 
  Ela apertou seus dentes contra a sensao. B de bastardo, ela pensou. E de Besta. E de .... Blsamo. 
  Era o turno da C, C de Calosas, mas suas mos eram incrivelmente gentis e lhe aliviaram a tenso dos msculos 
entre os dedos de seus ps. 
Ela perdeu o foco por um momento, ento franziu o cenho para seguir concentrada. D de Demnio. 
Demnio. Dspota 
Desejo. 
No, no desejo. 
E de escapar e evit-lo. 
F de... 
"No lute, Deirdre. No lute contra seu prprio prazer."Seus dedos hbeis pareceram lhe massagear at a alma dela. 
Fora. 
Falhar. 
Fechou os olhos. 
  G ... No podia pensar em nada com G. No podia pensar em nada. Ningum nunca a havia tocado desse modo, 
de uma maneira que lhe gerava ondas de calidez ao longo de toda sua perna. 
  Suas mos se moveram pela pantorrilha ento, apertando os msculos doloridos a. Mas seu contato parecia lhe 
tirar a dor. 
  "Isso te di ?"ele perguntou. 
  Ela grunhiu. No. Era GRANDIOSO. G de Grandioso Mas no lhe disse isso a Pagan. 
  Era assombroso como ele podia exercer o exato montante de fora, o suficiente para produzir fascas ao longo sua 
pele, mas insuficiente para causar dor. 
  Quando terminou com suas pantorrilhas, dirigiu-se a suas coxas, pressionando as palmas de suas mos 
lentamente ao longo dos msculos at que estes pareceram derreter-se baixo sua presso contnua. Outra vez e outra 
vez, e embora seu contato a deixou completamente relaxada, era tambm estranhamente energizante. 
  S quando ele se deteve ela se deu conta que seus olhos estavam semi fechados. Abriu-os bem grandes. 
  Ele apanhou uma de suas mos ento, e ela comeou a retir-la defensivamente. 
  "No resista,"lhe recordou. 
  Com relutncia ela o deixou tom-la outra vez, centrando seu olhar uma vez mas no teto. Onde estava ? G? H? I? 
  Ah. De algum jeito os dedos dele conseguiram afrouxar os ndulos dela. 
  "Mostra suas emoes aqui, sua tenso,"ele lhe disse."Seus punhos lhe delatam."
  Uma tola, ela pensou. Levava anos praticando a arte de esconder suas emoes. 
  Mas quando ele pressionou a parte carnuda de sua mo entre o polegar e o ndice, ela tomou uma rpida 
respirao enquanto a dor lhe subia pelo brao. Ele suavizou o contato, fazendo crculos na rea gentilmente at que 
a dor cedeu. 
  "V?""
  Ela no queria ver. Enquanto ele lentamente trabalhava em seus braos e seus ombros, sentia que ele estava 
fazendo algo mais que meramente afrouxar seus msculos. Ele estava debilitando sua armadura. E to glorioso 
como se sentia, to prazenteiro como seu contato era, ela no se atrevia a deix-lo derrubar suas defesas, no se 
atrevia a deix-lo lhe tirar o controle. Ela era uma escocesa, recordou-se a si mesmo, dura e forte 
No um Normando malcriado com um cavalo perfumado. 
Ficando rgida contra essa sensao divina, ela perguntou,"J terminou?"


Captulo 10 
  Pagan fez uma pausa em seus trabalhos. Qualquer outro homem se haveria sentido ferido por sua pergunta 
brusca. Terminado? 
  Mas sabia no cair nos intentos de engano dela. As mulheres amavam suas carcias, gemiam com sua fora e 
suspiravam com seu contato gentil. Deirdre no podia no desfrutar do que lhe estava fazendo. 
  Mas ela no era como qualquer outra mulher que ele tivesse conhecido. Deirdre era uma guerreira. Uma 
combatente. era duvidoso que algum homem pudesse presumir de lhe haver posto um dedo em cima, de maneira 
tenra ou de qualquer outra maneira.. 
  J terminou?"? 
  "No,"lhe assegurou, determinado a que sua pacincia lhe durasse todo o dia."S comecei."
   obvio, manter a pacincia implicava que teria que manter baixo estrito controle seu prprio desejo, 
  No era uma tarefa fcil, devido a crescente dor no meio de suas pernas. Pagan estava muito assombrado com a 
profundidade de seu desejo. Desde sua estria sexual ele no se havia sentido to perigosamente perto de perder o 
controle. A mera imagem de sua esposa o excitava. Tocar sua sedosa pele tinha esquentado sua paixo at faz-la 
ferver em suas veias. E agora, estando to perto desse corpo perfeito ..., um corpo que por direito pertencia a ele 
somente ... Por Deus!!, era suficiente para p-lo louco de ansiedade. 
  Mas se seu desejo era forte, ele era mas forte. Era um amante perito. E Ela era uma novia nestas lides. 
  Pagan entrelaou seus dedos em seu cabelo, tomando-a pela nuca e girando-a para que ela estivesse forado a 
olh-lo. A verdade residia em seus olhos. A fumaa do desejo velava seu olhar,no importava que suas palavras o 
negassem. 
  "Me beije,"ele sussurrou. 
"N.."
  Ela no terminou a palavra e o pnico brilhou em seus olhos. Ela sabia de suas prprias vulnerabilidades. Ela 
tinha desfrutado do ltimo beijo. E havia uma ameaa concreta de faz-la desfrutar do seguinte. 
  Baixando o olhar para sua boca, ele se aproximou lentamente, ficando-o suficientemente perto para sentir a 
respirao dela sobre sua cara."Me beije."
  Ela no respondia ao princpio, mas ela j tinha provado o fruto de seus lbios na capela. E Pagan j conhecia a 
capacidade dela para a paixo. 
  No levou muito tempo. Apoiando sua boca sobre a dela e estimulando-a com sua lngua, ele conseguiu partir 
seus lbios para acessar ao delicioso recinto. Pagan a manteve quieta pra que ela sentisse sua gentil intruso, com 
lnguidas investidas de sua lngua imitou o ato sexual que estava por vir. Mas apesar de que ela se rendeu o 
suficiente para ele, relaxando sua mandbula, fechando seus olhos, gemendo brandamente, ainda uma parte dela 
resistia. Seus punhos pressionados contra seus ombros enquanto ela tratava em vo escapar. 
  Com calma, cuidadosamente, sem deter seus beijos, ele apanhou uma de suas mos e levou seu brao at em cima 
de cabea dela. Enquanto ela tentava protestar, ele levou o outro brao para que se unisse ao outro, assegurando 
ambos com uma de suas mos. 
  Com sua mo livre, alisou a sobrancelha franzida dela e acariciou sua aveludada bochecha. 
  Pagan aferrou seu estreito pescoo, sentindo a acelerao no pulso debaixo de seu polegar, e deixou que sua mo 
viajasse para baixo, fazendo uma pausa sobre o pendente de prata. O peito dela subiu e baixou mas rapidamente j 
que ela pressentia as intenes dele. 
  Com relutncia, Pagan tirou seus lbios e aninhou sua cara para um lado para sussurrar em seu ouvido."Voc 
sabe que desejas isto. Sabe que desejas que te toque. Sua carne anseia ser tocada por minha mo."
  Deirdre conteve a respirao, e enquanto Pagan respirava brandamente contra seu ouvido, ele contornou com seu 
dedo as clavculas dela, ento deixou que sua palma se apoiasse sobre seu peito, desenhando crculos em seu 
mamilo. Este ficou rgido em resposta, alimentando sua prprio luxria. Era perfeito, cor rosa dourado  luz das 
velas. Me de Deus!! Havia algo mais sedutor como o perfil do mamilo ereto de uma mulher ? Ah sim, ele pensou, 
e; saber que tinha sido ele quem o tinha estimulado. 
Embora ele tentava, o corpo do Deirdre no respondia. A respirao clida de Pagan e as promessas do que lhe faria 
ganharam seu caminho em seu ouvido, lhe produzindo calafrios de horror e prazer ao mesmo tempo. Enquanto a 
mo dele passeava por seu peito, ela se arqueou por reflexo. E quando ele apanhou seu mamilo sensitivo entre seus 
dedos, teve que recorrer a toda sua capacidade de autocontrole para no emitir um som. 
"OH, sim, minha lady,"ele murmurou contra sua bochecha,"v como responde ?"
  No, Ela queria gritar, mas tivesse sido uma mentira. E quando sua mo foi para o outro peito, ela quase no 
podia respirar pela antecipao desse contato. 
  "Olhe,"ele sussurrou. 
  Ela fechou seus olhos e sacudiu a cabea. J era uma humilhao que seu prprio corpo a trasse. No queria ver 
como sua mo cobria o peito dela como se fosse uma posse dele. 
  "Olhe,"ele a animou. 
  Ele no precisava lhe recordar que lhe tinha dado sua palavra de no resisti-lo. Ela era uma pessoa honorvel e 
podia recordar isso sem ajuda. Mas abrir os olhos e ver seu prpria corpo traindo-a foi a coisa mas difcil que 
tivesse feito, e sua cara se ruborizou de vergonha. 
  Seus dedos pareciam enormes, escuros e toscos contra sua pele plida. Era um milagre que ele no a tivesse 
prejudicado com suas grandes garras. Mas ela observou que o polegar de Pagan fazia crculos em seu mamilo to 
meigamente como uma me estimulava a um beb para que sugue. 
  Ela conteve a respirao, e por um instante de terror, seus olhos se encontraram. Ento Deirdre enterrou sua 
cabea contra seu ombro, muito indignada e mortificada para olh-lo. 
  "Sim, doce, v o que posso fazer,"ele disse roucamente."Agora sente o que me tem feito."Pagan pressionou o 
meio de suas pernas contra a coxa dela. Atravs do tecido de linho, ela sentiu a ardente extenso de seu pnis, 
cheio, duro e ameaador. 
  Instintivamente, ela tratou de desprender do aperto dele em suas mos, mas Pagan a mantinha firmemente fixada 
 cama. 
  "Admite-o. Estas necessitada contra seu prprio desejo."
  Suas palavras incitaram sua ira. Ningum tinha chamado Deirdre de"necessitada". Era sua prpria honra a que a 
retinha nessa cama, no o desejo. 
  Como para testar sua determinao, ele disse,"Resistiu. Desejas retirar sua oferta ?  um preo muito caro para a 
liberdade de sua irm?"
  Ela se deu volta com um olhar fulminante, um olhar que fazia que a maioria dos homens corressem para procurar 
algum lugar onde esconder-se."No."
  Um estranho, quase piedoso sorriso se desenhou na cara de Pagam ento, ele a soltou e se recostou ao lado dela, 
arrojado uma perna sobre as dela. 
  O tecido de linho se sentia perigosamente fino entre eles, E Deirdre podia sentir os contornos musculosos de seu 
peito e de suas coxas e esse pedao de carne obsceno com o qual Pagan pretendia penetrar-la. 
  Mas no ainda. Aparentemente tinha outras aberraes em primeiro mente. Pagan levou um dedo lentamente o 
centro de sua garganta, dentro do oco onde seu pulso pulsava, ento baixou at o lugar entre seus peitos. Mas esta 
vez ele no se deteve a. Continuou at o ventre, e logo mais abaixo, at que seus dedos tocaram o lugar onde o plo 
de uma mulher comeava a crescer. 
  Ele murmurou em seu ouvido outra vez."H algo que anseia entre suas coxas, verdade?"
  "No,"ela mentiu. 
  "OH, sim, H,"lhe assegurou, seus dedos brincaram com o plo de seu pbis. 
  Silenciosamente ela o amaldioou por saber o que lhe estava provocando. 
  Ento ele se moveu para capturar sua boca. Esta vez o beijo foi doce e terno, como ao princpio do beijo na 
capela, e apesar da determinao de Deirdre de permanecer impassvel, ela se encontrou a si mesmo respondendo 
ao beijo. 
  Enquanto a apaziguava com beijos, sua mo avanava em suas partes mais intima. No foi at que seus dedos 
separaram os lbios vaginais que ela se deu conta de quo atrevido Pagan se tornou. Mas ele estava preparado para 
a rebelio dela. Ele a apanhou o grito de protesto entre seus lbios.. 
  Sua pesada perna a manteve imvel enquanto continuava com suas perverses, acariciando e estimulando o 
centro entre suas coxas. E ento ele a tocou onde ela mais desejava, e fez que seu corpo se arqueasse para cima 
involuntariamente, descontroladamente. 
  "A,"ele murmurou contra sua boca."Sim, a."
  Uma vez encontrado o ponto de mximo prazer, Pagan no o deixaria em paz. Enquanto o corpo dela se agitava 
em um tortura agridoce, ele acariciou esse ponto uma e outra vez, deslizando as pontas de seus dedos quentes e 
midos entre as dobras de seu lugar mais secreto. 
  "E aqui,"ele respirava, parcialmente deslizando um dedo dentro dela enquanto seu polegar continuava 
atormentando o centro feminino de desejo. 
  Enquanto ela se agitava com o tratamento que Pagan lhe provia, uma nuvem pareceu lhe nublar a mente, uma 
nuvem que obscurecia sua viso e seus pensamentos e debilitava sua resistncia. 
Ela se deixou perder nessa nvoa vaga. 
"Sim, minha lady. Isso. Sim."
  Sua voz perfurou a nebulosa em que ela se encontrava e a fez voltar para a realidade. Mas era muito tarde. 
Deirdre tinha cado na armadilha. Estava perdida. Para seu horror, ela j no podia resistir mais. Como se algum 
demnio a tivesse elevado e arrojado atravs do ar, ela estava voando para os cus. 
  Uma onda atrs de outra de xtase a arrasaram, privando-a de seus sentidos e de seu controle. Ela tremeu e se 
arqueou violentamente na cama.
  Uma necessidade primitiva invadiu as veias de Pagan enquanto observava Deirdre arquear-se sobre a cama. 
Deus!!, Queria-a e agora Enquanto ela se contraa em seu climax. Enquanto ela gritava de prazer, era crucial 
esperar que ela baixasse  Terra outra vez. 
  Mas se teria que esperar, ele esperaria. Ele era um homem de palavra. Ento adoeceu com sua luxria contida 
enquanto ela jazia ofegando o final de sua odissia. 
  Depois de um longo momento, ele esclareceu sua garganta e disse"No resistiu. Manteve sua palavra. Parece-me 
muito honorvel de sua parte."O suor se acumulou sobre sua sobrancelha enquanto ele dizia as palavras que devia 
dizer."Agora eu manterei a minha."Ele alcanou um cacho mido detrs da orelha dela. 
  "Jurei a sua irm que no tomaria contra sua vontade."Pagan apoiou a parte posterior de seus ndulos com o 
passar do pescoo dela, onde seu pulso pulsava acelerado."Se verdadeiramente em seu corao, no deseja esta 
unio, diga-o agora. Porque te advirto, minha lady, nada mais diminuir as chamas de meu desejo."
  Deirdre estava mortificada. Completamente mortificada. E envergonhada e ultrajada. E horrorizada. E um milho 
de outros matizes de humilhao que nunca antes havia vivenciado. 
  Sim, ela tinha sido vencida no passado, no campo de batalha, mas no em sua prpria habitao e nunca por suas 
prprias maquinaes. Derrotada por seu mais formidvel inimigo, seu prprio corpo a tinha trado completamente. 
Tinha perdido o controle de maneira humilhante. 
  O pior era que ainda sentia uma feroz e inexplicvel fome por esse bruto que era seu marido. Ela amaldioou a 
seu corpo ainda tremente pelo desejo e a necessidade. Seus peitos ansiavam seu contato. E seus lbios se sentiam 
absurdamente nus, sem seus beijos. 
  Ainda quando o detestava, sua carne ardia desejando suas carcias. 
  Mas ela no podia render-se ante esse desejo. Deirdre de Rivenloch nunca se rendia. Era a lio que tinha 
aprendido de maneira dura no campo de treinamento. 
  Pagan, com suas ltimas palavras, tinha posto fim ao enfrentamento entre eles, oferecendo sua prpria rendio. 
Por Deus!! Que ela a aceitaria! 
  Seu corao golpeava mais forte que o martelo de um ferreiro. 
  "Quero que saiba isto." Sua voz comeou."No resisti porque tinha dado minha palavra. E no me deitarei 
voluntariamente com voc essa noite nem nenhuma outra noite."
  O olhar dele se congelou. Mas seu olhar glacial era enganoso, porque em seu queixo um msculo se esticou e 
logo se afrouxou, e detrs de seus olhos, uma violenta tormenta do vero se formava. 
  "Como queira," replicou com calma. 
  Ento Pagan a soltou e retrocedeu. Ela deveria haver-se sentido aliviada Mas no confiava na fria silenciosa de 
Pagan. Cuidadosamente, ela procurou os lenis e as mantas e as subiu at cobrir o queixo, sentindo-se incmoda 
com sua prpria nudez, pela primeira vez em sua vida. 
  Ele se deu volta para o fogo, onde as brasas vermelhas brilhavam na lareira, refletindo seu perigoso humor. Ela 
viu pelo subir e descer de seus ombros que ele lutava para restabelecer o controle de sua respirao. E talvez de seu 
estado de animo. 
  Depois do silncio incmodo, ele se deu volta para encar-la outra vez, sua expresso era inescrutvel. Ento 
Pagan procurou a camisa e a ps. 
  Por um espantoso instante, ela pensou que ele tinha mudado de parecer e que tinha a inteno de romper seu 
juramento, e que a foraria ao ato sexual. Mas era resignao, no vingana, o que habitava em seus olhos. 
  E no instante seguinte, ela encontrou seu olhar vagando involuntariamente pelos magnficos contornos de seu 
corpo nu. O brilho dourado da velas acentuava cada um de seus formidveis msculos, e Deirdre viu que Pagan 
possua um corpo mas capitalista que qualquer dos cavalheiros de Rivenloch. Seus ombros eram largos, seus 
braos, grossos, e seu peito, macio. No era surpreendente que tivesse sido capaz de submet-la to facilmente. 
  E mais abaixo, antes de desviar o olhar, vislumbrou brevemente o membro, ainda erguido, emergindo de um 
arbusto de plo escuro. 
  Sua pele se acalorou, e a respirao ficou apanhado em sua garganta. Por Deus!!, ele era o homem mas bonito 
que jamais tivesse visto. Contra seus desejos, um ardor comeou a crescer outra vez entre suas pernas. Maldio! 
Apesar do poder da razo, apesar de suas boas intenes, Que Deus a ajudasse!Estava sendo excitada pela vista do 
corpo nu de Pagan!!. 
  No podia ser! 
  Talvez ele tinha feito algum tipo de feitiaria. Ou possivelmente era s uma aflio temporria que desapareceria 
em uns minutos. Mas neste momento, ela queria estar com ele outra vez. 
  Bruscamente deixou a camisa a um lado. Como se ela no estivesse ali e arrancou os lenis da cama. Deirdre 
levantou seus joelhos defensivamente. E ento ele fez algo muito estranho. Com um grunhido e um puxo violento, 
arrancou-se a vendagem de seu peito, expondo e voltando a abrir a ferida que lhe tinha infligido. Sangue fresco 
emanou do corte. 
  Pagan deixou que o sangue corresse por uns segundos e ento com os lenis limpou a ferida.
  Sangue de Virgem.  obvio. Devia fazer parecer como se eles tivessem consumado o matrimnio. 
  Deirdre sentiu um ponto de culpa enquanto via Pagan voltar a abrir a ferida. Era algo cavalheiresco o que estava 
fazendo. 
  Mas no voltou a lhe tocar nem lhe voltou a falar outra vez. 
  Percorreu a habitao soprando todas as velas, e se meteu na cama ao lado dela, tapou-se com a manta, dando as 
costas a Deirdre. 
  Ela deveria sentir-se satisfeita. Tinha ganho essa primeira batalha. Certo, seu orgulho estava mal ferido, j que 
Pagan havia tornado seu prpria corpo contra ela. Mas,finalmente, ela tinha feito prevalecer sua postura, ou no? 
Depois de tudo, tinha obtido que ele no consumasse o matrimnio. Esse dia ela tinha ganho. 
  Ento, por que se sentia to mal ? 
  Porque, ela se deu conta, que no tinha sido ela quem o tinha freado em sua inteno de consumar o matrimnio. 
Tinha sido a honra de Pagan. E por muito que lhe doesse confessar-lo, ela tinha desejado que ele concretizasse suas 
intenes. Se no tivesse sido por seu prprio cavalheirismo, ela estaria debaixo desse corpo musculoso Ainda 
agora. 
  Maldio! A realidade era to amarga como um vinho em mal estado. Embora Paguan parecia arrogante, meio 
bruto e cruel, tinha que enfrentar a verdade. Seu novo marido era um homem de uma honra indiscutvel. 
  Pagan golpeou o travesseiro para acomodar a cabea que parecia estalar de dor. Amaldioou sua honra, pela 
primeira vez desejou no ser um cavalheiro. Que Deus o ajudasse, queria possuir a sua nova esposa, 
voluntariamente ou pela fora, e enterrar seu membro dentro de sua aveludada carne. 
  No era justo. Ela devia ser dele. Tinha direito a reclam-la essa noite, em corpo e alma. Preferiria haver-se 
mordido a lngua que ter divulgado essa maldita promessa. 
  Mas tinha estado to seguro de que Deirdre sucumbiria a seus encantos. As mulheres sempre se rendiam a sua 
seduo. Ele era muito, muito bom na arte de seduzir mulheres. 
  De algum jeito a obcecada moa tinha conseguido permanecer indiferente. Era inimaginvel. Ele tinha tido a 
esperana de que a dor de abrir sua ferida diminuiria sua luxria. Mas seu membro pulsava impiedosamente, lhe 
recordando que no se atreveu a fazer valer seus direitos entre as coxas de sua mulher essa noite. Nem sequer podia 
sair desse quarto a procurar alvio em outra parte. No, ele era o marido da senhora da fortaleza, e a gente de 
Rivenloch no veria com bons olhos que o novo administrador abandonasse a cama matrimonial em seu noite de 
bodas. 
  Amanh possivelmente, se Deirdre ainda seguia com o joguinho de resistir, procuraria a alguma moa escocesa 
para esquentar sua cama. 
  Pagan franziu o cenho na escurido, perguntando-se se isso seria possvel. No tinha visto na fortaleza nenhuma 
serva que pudesse comparar-se com Deirdre. No s era bela, mas tambm tambm estava cheia de vida e tinha 
uma mente aguda.
  Em que pese a tudo, tinha que admirar Deirdre por sua fora de vontade, ainda contra seus prprios desejos. No 
era algo comum em uma mulher, ao menos entre as mulheres que ele conhecia. Se ela alguma vez se decidia a 
deitar-se voluntariamente com ele, estava seguro que ela provaria ser uma amante excelente a completamente. Sim, 
seria uma noite de mximo xtase. 
  Mas sua noite de bodas no era precisamente uma noite de xtase. Essa noite ia ser longa, dolorosa, vazia e 
miservel. 

Captulo 11 
  Horas mais tarde, Deirdre se movia com irritao na cama, puxando uma e outra vez a manta para tapar-se. Pagan 
se tinha apropriado da manta. Era impossvel dormir com algum mais na cama. Especialmente quando esse algum 
mais era um maldito invasor. 
  Na verdade, ele poderia ter sido muito mais invasor, recordou-se a si mesma. E embora ela no queria pensar 
nisso, uma noite ele o seria. No era to estpida para acreditar que a consumao nunca ocorreria, no poderia 
manter a seu marido a distncia prudente para sempre. 
  Depois de tudo, seu dever como mulher era produzir herdeiros para Rivenloch. 
  Mas no momento, sua habitao era outra arena de luta onde ele ainda no podia reclamar uma vitria. Ela sentia 
sua dominancia escorrendo-se das mos  medida que ele se metia a administrao da fortaleza, impunha-se com 
sua gente, dava ordens aos serventes e planejava mudanas para a fortaleza. Ao menos na cama, ela tinha 
conseguido manter o controle. At agora. 
  Mas se perguntava at quando ele toleraria a negativa dela. Pior ainda, perguntava-se por quanto tempo ela 
conseguiria recusar-se. 
  O egosmo de Pagan em relao  manta no era  nica coisa que a mantinha acordada. No podia deixar de 
pensar em seu corpo perfeitamente esculpido, em seu cabelo caindo descuidadamente e o olhar. Penetrante. 
Recordou com vvidos detalhes como suas mos se sentiam em sua pele, acariciantes e excitantes, recordou como 
seus lbios a tinham desvastado em um beijo. Ainda agora, seus sensuais sussurros ainda ecoavam em seus 
pensamentos. Toda a noite, ela reavivou as intensas sensaes que ele tinha provocado: seu polegar estimulando seu 
mamilo, sua lngua clida enchendo sua boca, seus dedos penetrando-a em suas partes mais privadas. 
  Toda a noite, sem importar quanto sua mente rechaasse a horrenda idia de render-se, seu corpo doa com a 
fome com o que ele a tinha deixado. Era uma tortura das piores, perguntava-se que tipo de prazeres se perdeu por 
sua negativa a consumar o matrimnio. 
  O cu ainda estava escuro quando Deirdre decidiu que j no podia estar na cama. 
  Embora ele no a tocava, o calor do corpo dormido de Pagan era uma coisa evidente que fazia que sua pele se 
arrepiasse de um modo anormal, mantendo-a acordada e to tensa como um gato em uma tormenta. S havia um 
modo, e ela sabia, de fazer desaparecer essa sensao. 
  Com calma, saiu da cama. Deixou a roupa interior e s escuras colocou a cota de malha que guardava em um ba. 
Sustentou a adaga na mo, e por um instante, pensou que Pagan era um tolo por hav-la deixado ao alcance dela. 
  Lanando um ltimo olhar a seu marido dormido, Deirdre saiu do quarto, passou por ao lado dos invasores 
roncando no grande salo, e foi para o campo de treinamento. 
O amanhecer estava comeando a empalidecer o cu. Nada cortava o ar tranqilo, nem sequer o canto de um 
pssaro. Era o tipo de amanh que agradava a Deirdre, com nada que a distrasse de seus exerccios. 
  Prendeu o cabelo em uma trana frouxa, e fez uma srie de movimentos de aquecimento para afrouxar seus 
msculos. Embora odiasse admiti-lo, seus msculos no estavam to tensos como sempre, provavelmente devido ao 
trabalho das mos de Pagan. 
  Tinha eleito sua espada favorita essa manh, a que seu pai lhe tinha mandado fazer quando ela tinha doze anos. 
Tinha-lhe esculpido seu nome no punho para distinguir-la da Helena. 
  Uma vez que teve a arma em sua mo, uma vez que comeou praticar investidas, uma vez que seu sangue se 
esquentou com os movimentos e seus pensamentos se centraram s no assalto e na defesa, ela se esqueceu da noite 
em branco e de seu marido normando e de sua rendio ante ele. Ela atacou e retrocedeu, uma e outra vez, 
desafiando a seus oponentes invisveis. 
  Para o momento em que o galo comeou a cantar, o suor lhe caa pela cara, e seus pulmes ardiam, mas se sentia 
bem, maravilhosamente. A sensao de poder era intoxicante. A espada assobiou atravs do ar e apanhou os 
primeiros raios do sol nascente. 
  Pagan despertou com o sol. Se decepcionou ao notar que Deirdre se foi, mas no estava realmente surpreso. Ele 
mesmo teria abandonado a cama de algumas mulheres antes de que amanhecesse. Mas neste caso no se travava de 
indiscrio de meia-noite, e Deirdre no era uma donzela que ele podia usar e atirar para que logo fosse usada por 
outro homem. Ela era sua esposa. 
  Por Deus! Seria melhor que ela se fosse acostumando a despertar na cama com seu marido. 
  Pagan franziu o cenho quando olhou os lenis manchados com sangue, seu prprio sangue. Fazia esse sacrifcio 
para proteger a honra dela. E como ela lhe devolvia o favor? Abandonando-o. O que aconteceria quando seus 
homens preparados para felicitar  noiva e ao noivo e para vir buscar os lenis, encontrassem ao noivo s ? Jesus, 
nem queria pens-lo. 
  Tinha que encontrar Deirdre. Antes que eles o fizessem. 
  Vestiu-se rapidamente, perguntando-se onde estaria ela. Talvez visitando sua irm na cela. Ou na cozinha 
tomando o caf da manh. Ou na capela rezando. 
  Pagan sorriu. Tinha que rezar para pedir foras para manter-se imune  seduo dele. 
  Olhou o ba onde tinha metido a adaga dela. A arma eu no estava a. Abriu a tampa. Dentro estava a roupa 
interior que Deirdre tinha roubado ao Colin e a ele, as quais ele recuperou. O resto eram coisas cavalheiro elmo, 
esporas, luvas de couro mas a cota de malha no estava. 
  Ele sacudiu a cabea. A menos que estivesse errado, sua esposa guerreira se ps uma armadura ligeira para 
treinar. 
  No momento em que cruzou o jardim, completamente armado, uns poucos serventes tinham comeado a mover-
se para fazer suas tarefas. Os Ces de caa levantaram suas cabeas quando ele passou. Enquanto se aproximava do 
campo de treinamento, uma nuvem de p revelou a presena de um lutador solitrio. 
Deirdre. 
Escondeu-se nas sombra dos estbulos para observ-la sem ser visto. 
  Estava zangado com ela. Depois de tudo, ela o tinha insultado abandonando-o s com propsitos que, 
aparentemente, eram de entretenimento para ela. Pagan se tinha posto a armadura pesada, possivelmente porque 
procurava uma briga, ou possivelmente esperando ao menos ter que disciplin-la. Mas agora, observando-a das 
sombras, encontrou que sua ira se dissolvia e se convertia em fascinao. 
  Dirigir a espada no era um jogo para ela depois de tudo. Pagan pde v-lo imediatamente. A fora com a qual 
ela fazia o exerccio era genuna. Ela sabia as posies corretas, e os movimentos corretos. Seu pai obviamente lhe 
tinha ensinado bem. 
  Apesar de que ela era uma mulher, ou talvez por causa disso seus movimentos eram rpidos e com graa. Quase 
parecia que danava com um equilbrio e uma preciso assombrosas. 
   obvio, era anormal. Combater no era uma prerrogativa de uma mulher. Deirdre podia praticar, mas as 
mulheres no estavam feitas para questes de guerra. 
  Entretanto havia algo extraordinrio, algo inegavelmente correto sobre o modo em que ela se movia, como 
tivesse nascido para dirigir uma espada. 
  Enquanto ela continuava sua batalha com os inimigos invisveis, ele se deu conta que quanto mais a observava 
mais o deslumbrava. Por Deus! Excitava-o!!. 
  As mulheres, ele sabia, raras vezes faziam exerccios mais do que o de lanar um falco ao ar ou sacudir o brao 
para lhe dizer adeus a seus maridos ou estirar-se para alcanar uma vasilha de uma prateleira. Era por isso que ele 
preferia mulheres comuns em sua cama. As mulheres da nobreza eram muito frgeis para os rigores demandantes 
do sexo. 
  Pde ver que Deirdre no era precisamente uma flor frgil. E no se necessitava muita imaginao para 
vislumbrar o ardor que ela exibia na esgrima transladado  cama. 
  "Te vais ficar parado a me espiando todo o dia?"Como tinha sabido Deirdre que ele estava a, Pagan no podia 
imaginar-lo. Tinha estado absolutamente silencioso. E ela nunca tinha olhado nessa direo. 
  Ainda agora, enquanto ela falava, no o olhava e no interrompia sua prtica. 
  "Ou o que ?"Sua espada girou  esquerda e  direita, fazendo uma grande X no ar antes de que ela se desse volta 
para encar-lo"Ou planeja me desafiar?"
  Ele riu em voz alta. Sim, queria desafi-la. Algo a respeito da segurana nos movimentos dela o excitava. Ela era 
uma zorra tentadora, e Pagan suspeitava que ela sabia. 
  Havia uma fasca em seus olhos."Pensa que brinco."
  Pagan inspirou profundamente. Deus, ela estava formosa nessa manh. Cachos de cabelo caindo 
descuidadamente, parte de seu cabelo escapando da trana, suas bochechas ruborizadas. Seus peitos subiam e 
baixavam com cada respirao. Me de Deus!! 
  Deirdre quase no podia acreditar que lhe estava falando com Pagan, e muito menos que o estava desafiando. 
  Ela nunca tinha pensado seria capaz de olh-lo aos olhos outra vez por sua imensa vergonha. 
  Mas algo que tinha que ver luzindo uma cota de malha e dirigir una sua espada lhe tinha restaurado sua sensao 
de poder e controle. E com essa sensao, ela sentia que podia conquistar algo, ainda que fosse a desgraa. 
  Ela achava divertido que Pagan no se desse conta como ela o tinha descoberto escondido. Deirdre conhecia 
todos os sons de Rivenloch. Pssaros, ces, cavalos, servos. E reconhecia os rudos no familiares 
instantaneamente. 
  Se alguma vez seria o momento e o lugar de fazer pagar a Pagan por sua conquista impiedosa da noite anterior, 
era aqui e agora. Era na arena de combate onde ela poderia super-lo, onde ela podia confiar em que seu corpo no 
a trairia, onde ela poderia reparar seu orgulho ferido. 
  "Assustado?"Ela perguntou, ecoando de seu desafio do dia anterior. 
  Pagan se afastou da parede e caminhou at que devagar se apoiou sobre o porto de entrada da rea de 
treinamento."S que posso te danificar."
  Por um momento, a coragem dela vacilou. Deus!! Ele era to enorme, ou s lhe parecia isso porque agora usava 
sua armadura? 
  Ela se forou a sorrir orgulhosamente. No se atrevia a mostrar sua dvida. A metade de uma vitria era o 
fanfarronear."No poder chegar o suficientemente perto para me danificar."
"Planeja sair correndo?"
"Ora! Eu nunca me escapo."
"Escapou-te de minha cama essa manh."
"Possivelmente eu descansei o suficiente"
"Descansar? Vamos, minha lady, deve ter haver levantado antes do amanhecer."
"E os Normandos ficam na cama at o meio-dia?"
"Sim."Lanou um sorriso pcaro."Se tivermos mulheres bem dispostas em nossas camas."
  Sua suave sugesto trouxe calor s bochechas dela, como se ele tivesse sussurrado as palavras contra seu cabelo, 
do modo em que ele o tinha feito na noite. Por Deus!!! Por que pensava nisso ? Se ia brigar com ele, ela precisava 
concentrar-se na batalha por diante. 
  "Est desviando o tema. Aceita meu desafio ou no?"
  Ele abriu o porto e entrou no campo."por que no?"Passou ao lado dela e sussurrou,"j que no deseja te unir 
em nossa cama, minha lady, suponho que nos unir no campo de treinamento  uma alternativa razovel."Pagan lhe 
sustentou o olhar e desenbainhou sua espada com sugestiva frouxido. 
  Deirdre tragou com dificuldade. O homem era incorrigvel. Ainda no campo de batalha, tentava seduzi-la. E que 
Deus a ajudasse, porque Pagan estava obtendo certos efeitos. Seus olhos ardiam com a promessa de prazer. E sua 
boca, com um sorriso ganhador. Ela recordava muito bem como se sentia sobre a dela, clida, doce e demandante. 
No! No devia pensar nisso. Tinha que brigar com ele. 
Mas ainda, esta vez ela devia ganhar. 
Com um movimento preparatrio de sua espada atravs do ar, ela flexionou seus joelhos e se preparou para o 
ataque. 
Pagan a estudou lentamente da cabea aos ps, ento a chamou com seus dedos."Vem."
Tudo aconteceu to rpido, Deirdre quase no soube que a retinha. 
Em um momento, ela avanava para o brao direito de Pagan. Mas sua espada seguiu de comprimento falhando o 
golpe. No instante seguinte, lhe tinha agarrado o brao da espada, tinha-a feito girar e apertava suas costas contra 
seu peito, retendo-a como um amante contra seu corao. Ela lutou contra seu abrao no desejado, lhe cravando os 
cotovelos, mas Pagan s sorriu apoiando-se em seu cabelo. 
"Minhas desculpas,"ele murmurou com falso arrependimento. 
Desorientada, ela esperneava.. 
  Desculpas, pois sim. Ele no estava arrependido nem um pouco. Passou a lngua por seus lbios, preparando para 
um segundo ataque. 
  Tudo o que ela podia dizer era que Pagan era mas forte que qualquer de seus homens. Talvez os Cavalheiros de 
Cameliard eram uma fora de elite depois de tudo. Se era assim, ganhar nele seria um desafio maior do que ela 
tinha antecipado. 
  Flexionou os joelhos, levantou sua espada e apontou  parte medeia do corpo dele. Esta vez ela o surpreendeu. 
Pagan a esquivou indo para trs quase no escapando a um golpe dirigido a seu ventre. A segurana dela se 
incrementou, ela pressionou outro ataque, Pagan retrocedeu ante uma srie de investidas at que quase esteve preso 
contra a cerca. 
  Mas ento ele cruzou sua espada. O impacto de ao contra ao lhe produziu um estremecimento de dor com o 
passar do brao. Deirdre tinha perdido sua vantagem, e se cambaleou. 
"Me perdoe,"ele sussurrou, com um piscar de olho."Outra vez."
Deirdre ignorou sua brincadeira. No ia ceder  irritao. No. 
  Pagan podia ser enorme e forte e, agora ela sabia, rpido. Mas no era infalvel. Ainda os mais capitalistas 
podiam cair. E quando o faziam, o estrpito da queda era poderoso. 
  Desta vez quando ele avanou, ela fez um movimento que tinha inventado quando tinha apanhado a um homem 
roubando ovelhas. Deu um inesperado passo para frente, passou por debaixo do brao dele e apareceu detrs dele. 
Enquanto Pagan girava confundido, ela rapidamente o atacou no traseiro, lanando-o ao cho. 
  Enquanto ele jazia atnito no cho, ela se inclinou e lhe sussurrou,"Minhas desculpas."
  Ela se correu e ele ficou de p. A expresso em sua cara cheia de p, uma espcie de confusa irritao, era uma 
doce recompensa. Sem dvida. 
  Mas a vitria dela estava no assegurada ainda. 
  Por um longo momento, fizeram crculos buscando um ao outro, com seus olhares firmes em seu oponente. 
Finalmente, enfrentaram-se, suas espadas intercambiaram golpes com inusitada violncia. 
  Cada vez que ela ganhava certo controle, o fazia por uma questo de segundos antes que ele o recuperasse. Nunca 
tinha brigado por um tempo to longo contra um oponente to duro, a no ser com Helena, sem ter ela a vantagem. 
  Depois de um longo momento, j sem respirao e desesperada, Deirdre encontrou sua oportunidade. Lanou-se 
para frente com uma investida mortal, direta ao corao de Pagan. Mas to rpido como um ltego, ele se moveu 
para a direita e para a esquerda, bloqueando-a com tal fora que a fez cambalear. Ele a apanhou contra sua coxa 
impedindo que ela casse. 
"J terminou?"Ele perguntou. Para sua consternao, Pagan no respirava com dificuldade. 
"No."Ela lutou para liberar-se."A menos que deseje te render."
"Me render?"ele sorriu."Um cavalheiro de Cameliard no se rende."
"Ento continuemos."
Ela se endireitou. Qual era sua debilidade? 
  Ela se perguntou. Onde estava o enguio em sua armadura? Agarrando a espada com suas duas mos, ela a 
levantou como se estivesse disposta a parti-lo dois. 
  Preventivamente, ele levantou sua espada para bloque-la. Quando o fez, balanou-se e levantou o p ao redor 
para chut-lo no ventre. 
  Ele se dobrou em dois. Enquanto ele se recompunha, ela aplicou a ponta de sua espada ao queixo dele. 
  Mas ele no estava to incapacitado como ela esperava. Com sua mo livre, tirou a espada dela a um lado, ento e 
subiu sua prpria espada para aproximar a  garganta dela. 
  "Interessante,"ele disse, comentando o inovador movimento dela."Est segura que no deseja te render? Depois 
de tudo, eu ainda estou fresco como uma alface. E estivemos combatendo a metade da manh."
  "Isto  s o pr-aquecimento,"ela fanfarroou, embora ambos podiam ouvir a respirao ofegante dela. 
  Estalando sua lngua, Pagan tirou suas costas da garganta dela. 
  Ofegando, ela se enxaguou o suor de sua cara com o dorso de sua mo e estudou a seu oponente. 
  Ele era um bom lutador. No havia argumento contra isso. Ele era forte, rpido e inteligente. 
  Mas ela tinha conseguido surpreend-lo duas vezes. Com uns poucos truques do repertrio das Donzelas 
Guerreiras de Rivenloch, Pagan cairia a seus ps. Estava segura disso. 
  Sua determinao se renovou, intercambiaram uns golpes, e ento, tomando emprestado um truque de sua irm se 
lanou para diante rodando pelo cho, planejava levantar-se e levar sua espada  garganta dele. 
  Mas para sua surpresa, Pagan, resistindo o instinto natural de retroceder de um ataque, caminhou para ela. 
Quando ela saltou para ficar de p, se chocaram. 
  Sua cara se estrelou contra o peito slido dele, Pagan lhe travou o brao da espada e a aprisionou. Ela tratou de 
soltar-se, mas seu brao a aferrava com fora letal. 
  "Agora te rende?"ele perguntou brandamente. 
  Ela tratou de gritar"Nunca!"Mas as palavras saram em um tom afogado. Ela seguiu lutando. 
  Ainda havia um modo mais de soltar-se. Ela e Helena tinham inventado uma srie de mutretas para tais situaes 
nas que a fora de uma mulher no podia superar a de um homem Em tais casos a mulher devia ser veloz e ardilosa. 
  Com sua prxima respirao, ela levou seu joelho direita no meio das pernas dele e golpeou to forte como pde. 
  E pde faz-lo com muita fora. 
  Mas Pagan deveu ter intudo a inteno dela porque no ltimo instante se correu o suficiente para lhe fazer errar 
em branco a joelhada. 
  Mas, ela no falhou do todo uma parte de seu joelho alcanou suas genitlias no protegidos pela armadura. 
  Ela esperava liberar-se de uma vez. Mas seu aperto no se afrouxou nem um pouco, embora se dobrou para 
frente, gemendo de dor, e a arrastou ao cho com ele. 
  "Me deixe.. ir"ela disse entre dentes, tratando de soltar-se de seu abrao de urso.
  "No?"ele ofegou, apertando-a mais forte ainda. 
  Lutaram tenazmente at que ele a ps de costas contra o cho e a aprisionou com seu corpo. E agora ela jazia 
debaixo dele como uma prostituta libidinosa. 
 
Captulo 12 
  Por um momento, enquanto o p se levantava ao redor deles, Pagan esteve em silncio. Mas logo que ele 
conseguiu recuperar a respirao, Deirdre lutou contra oponente. de repente se ouviu uma risada, to genuna e 
encantadora que assombrou Deirdre 
"Moa inteligente,"ele disse com um sorriso aprovador."Onde aprendeu isso?"
A pergunta a tirou de surpresa."Minha irm e eu o inventamos."
Pagan lanou um olhar desconfiado. 
"Fizemo-lo."Sua dvida renovou a irritao dela, e tratou de desprender-se outra vez. 
"Inventamos mais truques."Amaldioando o aperto poderoso de Pagan, parecia que estava lutando com um urso. 
  Ela podia sentir seu olhar avaliador sobre ela, como se ele estivesse medindo sua honestidade seu valor como 
lutadora. Quando ela se atreveu a encontrar seus olhos, o que encontrou era algo mais que uma avaliao. 
  Havia um perigoso brilho de orgulho ou de admirao ou de respeito que ela no esperava. E enquanto ela tratava 
de absorver essa emoo, outro distinta surgiu, uma muito mais perigosa. 
  Ele a queria. 
  A posio em que se encontrava era humilhante. Indicava no s a dominancia dele e a submisso dela, e evocava 
o encontro sexual de um casal em uma cama matrimonial. 
  Ele era pesado em cima dela, apesar de estar apoiado sobre seus cotovelos. Enquanto ela brigava para livrar-se 
dessa situao ultrajante, ela estava envergonhada de admitir que uma parte dela ansiava sentir seu peso e sua fora, 
estar na intimidade com ele outra vez. E isso a aterrorizava. 
"Te tire de cima mim,"ela sussurrou furiosamente, ruborizando-se completamente.
"No."
"Isto  vergonhoso."
"Ningum nos v."
"Ainda."
  Ele baixou seu olhar para a boca dela, olhando-a fixamente como se planejasse devor-la."No h nada do que 
estar envergonhado. Somos recm casados."
  Deirdre e sua irm tinham inventado mtodos de escapamento de todo tipo de armadilhas. Mas no dessa. Ela 
temia que s poderia defender-se com palavras."No tolerarei isto."
  "Ah, mas o far esposa,"ele disse com segurana. 
  Ela tragou com dificuldade. Ele no tinha inteno de tom-la aqui no campo de treinamento, verdade? 
  Certamente ele no estava to louco e alm disso ainda estava sua promessa no meio. 
  "Romper a promessa que fez a minha irm?"
  Um lado de sua boca se curvou para cima em um sorriso pcaro."Possivelmente."
  Poderia no ter inteno de romper o juramento, mas Deirdre sabia que ele tinha vontades de faz-lo. Ainda 
atravs cota de malha, ela pde senti-lo endurec-lo contra sua coxa. 
  "S desejava falar com voc,"ele continuou secamente,"em uma posio onde voc no possa me atirar ao cho 
ou me fazer perder minha masculinidade com uma patada."
Deirdre grunhiu, e s interessada em desprend-lo o mais rpido possvel, deixou de lutar e baixou seus 
braos."Fala."
"Tem um pouco de talento."
Ele a surpreendeu, mas ela no queria que ele soubesse isso."Como voc."
Pagan sorriu, e seu estmago se chocava com o dela com cada suave gargalhada."Assim dizem."
Aparentemente, no havia nem um grama de humildade nele."Faz quanto tempo que treina?"
"Meu pai diz que nasci com a espada na mo,"lhe disse orgulhosamente. 
"Ento?"A risada danou em seus olhos."E esfaqueou at sua bab?"
  Ela o olhou fixamente."Aos doze anos, eu cortei os dedos a um homem que tratou de ultrapassar-se com minha 
irm nos estbulos."
  Pagan franziu o cenho, e seu sorriso se desvaneceu. Ele esteve silencioso por um momento enquanto, estudava-a 
pensativamente, e ela quase desejou no lhe haver contado esse episdio. Depois de tudo, o homem era s o 
primeiro de uma larga fila de homens que tinha encontrado desgraa e dor com a ponta de sua espada. 
  Finalmente ele falou."Talvez seu pai foi sbio ao te ensinar a brigar."
  Deirdre estava outra vez perplexa. Ningum nunca antes lhe havia dito isso. Sua me, os serventes, ainda seus 
prprios cavalheiros, eram da opinio que as irms nunca deviam ter tomado as armas. Era s pelo pedido de seu 
pai que os treinamentos tinham sido permitidos. 
  Possivelmente, Deirdre se atreveu a ter f nisso, Pagan o entenderia. Possivelmente ele reconheceria a sabedoria 
de permitir que ela estivesse bem treinada para brigar.. 
  Possivelmente no seria de todo mal que ele comandasse o exrcito de Rivenloch depois de tudo. 
  No instante seguinte, entretanto, suas esperanas desapareceram. 
  "Mas agora, minha lady,"Pagan disse, seu olhar era magnnimo e paternalista,"voc e suas irms no precisam 
preocupar suas preciosas cabeas neste tipo de coisas. Os Cavalheiros de Cameliard esto aqui para as proteger. 
Nunca mais precisa usar a cota de malha, nunca mais precisa empunhar uma espada, nunca mais sofrer as feridas 
de uma batalha. Desde este dia em adiante,"ele jurou,"serei seu campeo e seu protetor."
Pagan sorria meigamente, Deirdre estava agradecida por suas palavras, mas no podia fazer outra coisa mas que 
olh-lo. Seria um grande alvio para ela no ter que confiar nesse grupo dspar que ela chamava"exrcito de 
Rivenloch"para a defesa da fortaleza. Agora que ele e seus homens tinham chegado, ela podia voltar para as tarefas 
de costura a cuidar das flores ou a qualquer tipo de tarefa feminina. 
E agora que a tinha onde ele queria ter, terna e agradecida, possivelmente ela aceitaria um beijo. 
"Deirdre!"algum subitamente chamou. 
  Ela ficou rgida debaixo dele. Ele levantou sua cabea para ver de quem se tratava. Maldio, era Miriel, 
procurando a sua irm. 
"Deirdre! Onde est?"
Com pnico, Deirdre lutou para tirar-se Pagan de cima. 
"Sei que est aqui, Deirdre,"Miriel a desafiou, enquanto se aproximava."Ouvi as espadas. No poderia .... OH!"
Os olhos do Miriel se arredondaram como ovos fritos enquanto olhava pela perto. 
  Mas Pagan se negou a saltar como se fora um adultero apanhado com sua amante. Deirdre era sua esposa. Este 
era seu campo de treinamento. E se ele queria possuir a sua esposa em seu campo de treinamento, era seu problema. 
  Deirdre aparentemente no coincidia com sua posio. Seus dedos se meteram por debaixo dos protetores e a 
roupa, e agora lhe dava um forte belisco. Com um grunhido de dor, com reticncia se moveu de cima dela. E com 
um olhar de desaprovao, ajudou-a a ficar de p. 
  Miriel estava paralisada, sua mandbula cada. Sua estranha serva grunhiu ao lado dela. 
  "O que acontece?"Pagan perguntou. Seria melhor que fosse importante, ou as penduraria a ambas de suas tranas. 
  "OH... OH..."Miriel balbuciava, como se ela no entendesse a situao. 
  A serva caminhou para frente, plantou seus punhos em seus quadris e demandou. 
  "O que tem feito a Helena?"
  Pagan olhou  velha, no estava acostumado a esse tipo de enfrentamento com uma serva. 
  Miriel pareceu sair de sua paralisia. Colocou a uma mo aplacadora no brao de sua donzela."Busquei-a por 
todos lados,"explicou a Pagan."No posso encontr-la. E no posso encontrar a seu homem, Colin, tampouco."
  "O que?"Deirdre explorou. Ela se deu volta para encar-lo."Onde esto eles? Que Deus o ajude, se lhe houver 
tocado um s cabelo de sua cabea"
  "Espera!"Pagan disse, tratando de dominar o pnico delas."No h nada que preocupar-se. Colin  confivel. Lhe 
disse que a encerrasse na cela. Sem dvida ele a est cuidado a."
  Quase antes de que terminasse de dizer essas palavras, Deirdre cruzou apressadamente o campo de treinamento. 
Ele a seguiu de volta  fortaleza, rezando para que Colin por certo tivesse passado a noite cuidando de Helena, e 
para que no tivesse feito nada incorreto ou indesejvel. 
Mas quando chegaram a cela, seus piores medos se confirmaram. 
Estava completamente vazia. 

  "Rauve e Adric, tomem o caminho do leste,"Pagan ordenou enquanto o moo dos estbulos selava vrios cavalos 
e os levava ao jardim."Reyner e Warin, ao oeste. Deirdre, j h..."
  "Ian,"ela o interrompeu sempre um passo adiante dele,"manda homens de Rivenloch ao norte e ao sul. E voc 
Miriel, faz que todos os servos revisem a fortaleza outra vez. No deixe nem um rinco sem revisar."
  "Bem,"Pagan decidiu. Nunca tinha estado to zangado com Colin. O cavalheiro temerariamente tinha 
desaparecido com uma mulher nobre, pondo a honra de Pagan em questionamento. Ainda agora, a gente de 
Rivenloch o olhava com uma hostilidade quase no disfarada. Se Pagan no podia cuidar da filha do Lorde, como 
poderia defender toda a fortaleza? 
  Sim, no instante em que Colin aparecesse um cabelo, voltando de sua escapada romntica, Pagan tinha a inteno 
de lhe baixar uns quantos dentes. 
  Deirdre sem dvida gozaria com este enguio de Pagan. Era merecido. Mas pelo momento, estava muito 
preocupada com sua irm, e no o desafiou nem o condenou. 
  Deirdre deu a ordem, e os portes de Rivenloch se abriram para permitir o passo dos primeiros cavaleiros. Mas 
antes que os homens partissem, Sir Adric divisou a um monge aproximando-se do castelo, agitando um pergaminho 
enrolado em uma mo."Meu lorde, um mensageiro."
  "Esperem"Pagan rapidamente montou seu prprio cavalo. 
  "Me leve com voc."As palavras de Deirdre era mais uma ordem que um pedido, mas sob as circunstncias, ele a 
obedeceu. Ele baixou seu brao e permitiu que elas subisse pelos arreios atrs dele. 
Logo que esteve acomodada ele esporeou o cavalo e saram ao galope at o porto para encontrar ao mensageiro. 
"O que tem a?"Pagan demandou. 
"Uma missiva, meu lorde."
"De quem?"
"Disseram-me que a entregue a uma mulher chamada Deirdre."
Deirdre se deslizou facilmente dos arreios e recebeu o pergaminho."Sou Deirdre."
  Pagan desmontou. Tinha vontades de lhe arrancar a missiva das mos dela. depois de tudo, certamente ele podia 
ler muito mas rpido que uma mulher. Mas esperou impacientemente enquanto ela estudava o contedo da 
mensagem. 
  Quando seus ombros se afundaram, ele temeu o pior."O que? O que acontece?"
  Ela no respondeu, s deixou cair sua mo, e ele apanhou o pergaminho antes que se escorregasse de seus dedos. 
  "Deirdre,"Pagan leu em voz alta,"tomei ao normando como refm"Isso no podia ser. 
  Leu-o outra vez, mais devagar."tomei ao normando como refm. No o devolverei at que o matrimnio seja 
anulado. Helena."
  Por um momento, tudo o que ele pde fazer foi olhar atnito  escritura infantil. 
  "Merda,"Deirdre murmurou, assombrando ao mensageiro, quem, decidindo que era tempo de continuar sua 
viagem, foi para o caminho. 
  Ento uma verdade a respeito do Colin golpeou a Pagan como um tijolo na cabea. O encantado e ardiloso 
cavalheiro tinha encontrado uma mulher que podia equiparar-se a ele. 
Uma risada borbulhante subiu pelo peito de Pagan e sacudiu seus ombros. 
Deirdre grunhiu e lhe arrancou o pergaminho da mo dele, enrolou-o e o golpeou no brao"No  um tema para 
rir."
"OH, sim, ,"ele disse."Ainda no conhece o Colin."
"E voc no conhece a Helena."
" uma moa,"ele disse lhe tirando importncia. 
"Entretanto de algum jeito ela conseguiu tom-lo como refm por seus prprios meios,"ela assinalou. 
Ele grunhiu."Sem dvida o apanhou com a guarda baixo. Pagan no tinha nenhum apuro de ir ao resgate de seu 
homem. 
Pagan estreitou seu olhar."Ela ... .. meio louca"
"Ela  impulsiva."
"O que implica"impulsiva"?"
"Deveria sab-lo. Tratou de te matar."
"Ela estava muito bebida". 
"Sim,"ela admitiu,"mas tambm estava desesperada por salvar a Miriel."
  "Mas isso j o fez voc,"ele disse amargamente. A idia das trs irms brigando para ver quem assumia a 
desgraa de converter-se em sua esposa ainda lhe doa. 
"Mas ela no sabe. Ela supe que te casou com Miriel."
"Colin lhe dir a verdade."
"No se o tem amarrado e com uma mordaa."
A imagem do Colin amarrado o divertia. 
Deirdre disse."Acredito que sei onde o levou. H uma cabana abandonada perto de ..."
"Deixa-os."
"O que?"
"Deixa-os. Se Colin deixou que uma mulher o apanhasse, deixa que o tolo encontre o modo de liberar-se."
Ela franziu o cenho surpreendida."No est preocupado por seu homem ?"
  "Colin pode cuidar-se sozinho."Um sorriso apareceu em seus lbios."Eu estaria mais preocupado por sua irm 
que est em companhia de um cavalheiro perito em palavras doces."
Um brilho perigoso se viu nos olhos de Deirdre."Confia em mim. Helena  muito forte em relao  seduo 
masculina."
"Sim?"ele desenhou um sorriso pcaro."Ento estou agradecido que no seja um trao de toda a famlia."
Ele se deu volta e partiu para a fortaleza,. 
"O que diremos a eles"ele disse, assinalando s pessoas do castelo reunida nos portes. 
Ela pensou por um momento."Diremos que ela o levou para roubar gado."
"Roubar gado?"
"Ela o faz todo o tempo."
Ele levantou uma sobrancelha."Uma seqestradora, uma assassina e uma ladra de gado"
"Ela s rouba o gado que outros nos roubam."
  Pagan sorriu e sacudiu a cabea. Me de Deus!! Colin estava at o pescoo. Estes escoceses eram sem dvida 
criaturas estranhas. 

Captulo 13 
  Quando Deirdre voltou para a fortaleza, descobriu que seu pai estava tendo um de seus maus dias. Encontrou-o 
vagando pelas escadas, chorando desconsoladamente, procurando a sua esposa Edwina. Sua angstia era quase 
intolervel. Deirdre no teve o corao para lhe dizer que uma de suas filhas tambm se havia ido, e que estava em 
algum bosque com um Normando. Seu pai no o teria entendido. 
  Esse dia nem sequer reconhecia Deirdre. 
  Ela sabia que tinha que passar o dia com ele na habitao, protegendo o dos olhares e dos ouvidos dos serventes 
fofoqueiros. Oferecer-lhe companhia e privacidade era o mnimo que ela podia fazer para preservar sua dignidade. 
Ordinariamente no era algo muito inconveniente. Seus dias maus eram incomuns e Helena e Miriel podiam dirigir 
o castelo em sua ausncia. Mas sem Helena e Miriel sobrecarregada de trabalho, no havia ningum para controlar 
as tarefas dirias de Rivenloch. Deirdre amaldioou aos normandos por sua invaso e Helena por sua impetuosa 
escapada. 
  Estava sentada na habitao perto da fogueira, quando seu pai comeou a reclamar a sua esposa. Deirdre se 
ajoelhou a seu lado, ele chorava e tomou sua mo entre as dele, lhe falando para acalm-lo. As ervas que ela tinha 
colocado no ch teriam efeito logo. Dormido, ela rogava, ele poderia encontrar alvio para as lembranas que o 
espreitavam. 
  Ajustando a manta sobre sua saia, Deirdre refletiu sobre seu prprio matrimnio e sobre seu marido normando. 
  Possivelmente era melhor que ela no sentisse grande afeto por Pagan. S precisava olhar a seu pai para 
convencer-se de que o amor era um cruel amante: demandante, ciumento e lhe debilitava. Seus pais tinham 
desfrutado de tempos felizes. Ela se lembrava dos dois cantando juntos e rindo como meninos, abraados ao lado da 
lareira e enviando-se sorrisos secretos durante os jantares. Mas finalmente, o amor lhes tinha pago com tristeza. 
Tinha tomado a um guerreiro que alguma vez sustentava sua cabea com orgulho nas batalhas e o tinha reduzido a 
um velho doente. No, era bom que no amasse a seu marido. 
  Ela olhou as chamas por um longo momento. Finalmente os soluos do lorde diminuram, e ele dormiu. Deirdre 
cuidadosamente desprendeu suas mos das dele, parou-se e adicionou um lenho ao fogo da lareira. 
  O cu escurecido l fora a recordava que o dia terminaria logo, e que a noite implicava voltar sua prpria 
habitao. Perguntou-se quo feroz seria a batalha que Pagam exporia em umas horas. 
  Suas defesas estavam debilitadas. Temia no poder lutar contra ele outra vez. Mas no ia ceder'. 
  Deirdre estava bem consciente que uma mulher podia empregar a paixo de um homem para domin-lo 
completamente. A Luxria era uma fora potente. Tinha sido o calcanhar de Aquiles dos homens dos tempos de 
Sanso. Sempre e quando Deirdre negasse seu corpo a Pagan, poderia exercer controle sobre muitas coisas. 
Governar a sua prpria gente. Um perdo sem castigo para sua irm. E comandar seu exrcito. 
  Mas se ele suspeitava quo frgil sua fria era, quo frgil era seu controle sobre seus prpria desejos, essa seria 
sua perdio. 
  Algum golpeou a porta e anunciou o jantar, despertando ao lorde de seu sonho. 
  "Deirdre?"Lorde Gellir pestanejou, ento se levantou at sentar-se. Subitamente, ele se estava transformando em 
um pai orgulhoso, forte, capaz e sbio. Seus olhos estavam claros, seu olhar atento.. 
  "Deirdre,"ele disse carinhosamente, acariciando seu cabelo."O que est fazendo me olhando enquanto durmo ? 
No deveria estar em braos de seu novo marido?"
  Lhe deu um dbil sorriso. Ao menos ele recordava algo do que tinha passado."Vamos jantar, Pai?"
  "O jantar. Sim."
  Ficou de p e se estirou. Uma lagrima indesejada apareceu nos olhos do Deirdre enquanto ela vislumbrava 
brevemente ao orgulhoso guerreiro que seu pai alguma vez tinha sido. 
  "E depois, um bom jogo de jogo de dados,"ele disse com um piscar de olhos."Tenho que recuperar o dinheiro que 
ganharam esses normandos."
  Deirdre no teve o corao de desafi-lo. Sim, seu pai apostava enormes somas. Rara era a noite que passava sem 
que ele no jogasse aos jogo de dados e perdesse. Por sorte, Miriel por volta de tempo tinha persuadido aos homens 
de Rivenloch de devolver o dinheiro ganho na conta do castelo. Agora o nico dinheiro que o lorde perdia eram 
com estranhos que paravam no castelo durante suas viagens. Mas com a casa cheia de Normandos, novos acertos 
deviam ser feitos. 
  No momento, Deirdre tinha inteno de desfrutar da companhia de seu amado pai essa noite antes que se 
deslizasse de novo  loucura. 
  Seus planos para uma comida prazenteira foram arruinados. Aparentemente, enquanto Deirdre esteve confinada 
na habitao de seu pai, Pagan tinha feito estragos no castelo. 
"Fez o que?"ela demandou, quase engasgando-se com um gole de cerveja 
"Derrubei os velhos currais,"Pagan disse, mordiscando uma truta que os normandos tinham apanhado no lago. 
Para sua consternao, seu pai assentiu sua aprovao."Bem, estavam-se derrubando."
Ela grunhiu."E o que fez com os falces?"
A boca de Pagan se curvou para cima."Ter que lhe perguntar ao cozinheiro."
Sua mandbula caiu. 
Ao lado dela, Miriel riu."Est brincando, Deirdre."
  Deirdre no encontrou a brincadeira de Pagan divertida no mais mnimo. Ela tinha estado ausente s meio-dia, e 
ele tinha reordenado tudo no castelo, e aparentemente com a bno de seu pai.
  "A truta est deliciosa, Ian,"Pagan apreciou." uma pena que no possa mandar a meus homens a pescar todos os 
dias."
  Deirdre fervia de raiva. Era s outro exemplo da ignorncia de Pagan."Nem te ocorra. Se pescarem todos os dias, 
esvaziaro o lago. No teremos nada que comer no inverno, e no deixaro nenhuma truta para reproduzir-se."
  "Sim,"ele concordou."Assim me advertiu isso Miriel."
  Deirdre se encheu a boca com comida. No lhe importava o modo em que Pagan se apropriava da casa. J 
chamava s pessoas do castelo por seu nome. J se tinha apropriado dos recursos de Rivenloch. E ganhava a 
aprovao de seu pai. Isto no era um bom pressgio. 
"Pagan me diz que trouxe um armeiro muito inteligente com ele,"Lorde Gellir lhe disse. 
"Josserand,"Pagan adicionou, terminando sua cerveja e chamando  serva para que lhe trouxesse outra. 
"J temos armas,"Deirdre afirmou. 
"No deste tipo,"seu pai disse com seus olhos brilhando. 
"Todas de ao,"Pagan disse."Leve. Forte. Bem equilibrado."
  Apesar do atrativo de ter novas armas, Deirdre sentiu seu humor a ponto de estalar."E tem planos de reconstruir 
Rivenloch, pedra por pedra, tambm ?"ela perguntou sardonicamente. 
"Bem, j que o menciona ..."Pagan comeou. 
"Deirdre!"seu pai disse secamente."Pra."
Ela se ruborizou. Por volta de meses da ltima vez que seu pai a tinha desafiado injustamente. 
  Que fizesse isso ante um grupo de estranhos, particularmente depois de que ela tinha passado todo o dia cuidando 
de sua melancolia e preservando sua dignidade, era completamente humilhante. 
  Curiosamente, foi Pagan quem interveio para aliviar seu orgulho ferido."Desejaria falar com voc e com seu pai 
sobre certas mudanas no castelo. So bem-vindas as sugestes."
  Ela estava tentada lhe perguntar por que fazia isso, j que parecia no necessitar sua permisso para nada. 
  Enquanto isso, Lucy Campbell, uma das servas de Rivenloch, ficou entre eles para encher o jarro de Pagan, 
claramente exibindo seus enormes peitos. Uma ofensa bvia para Deirdre. 
  Procurando distrao, ela se deu volta para Miriel."Comeou com as contas?"
  "Comecei e terminei,"Miriel respondeu com um sorriso."Um homem de Sir Pagan, Benedict, j havia feito o 
balano dos Cameliard. S tivemos que somar os dois balanos."
  Muito simples, Deirdre mais simples que unir a gente dos Cameliard e de Rivenloch. 
  O Caos abundava, ainda aqui no grande salo. As palhas do cho tinham sido trocadas outra vez, e embora Miriel 
tivesse ordenado que os serventes trocassem a palha fresca s no ms passado. As bandeiras das paredes tinham 
sido arrumadas para dar lugar a vrias insgnias que os cavalheiros de Cameliard haviam trazido com eles. Um par 
de garotos Normandos tratavam aos ces do lugar,dando-les pedaos de carne de veado. E agora os moos da 
cozinha traziam um prato que no lhe era familiar para completar a comida, um prato Normando. 
  Maldio com todos! Esta era sua fortaleza, eram sua estas terras, eram seus serventes. A interferncia de Pagan 
era como uma invaso. To intrusiva como sua presena na cama. 
  Mas  medida que revisava seus pensamentos e suas sensaes, deu-se conta de quo irracional estava sendo. No 
importava que mos colocavam mais pedras nas muralhas do castelo, s importava que a fortaleza fosse mais forte 
por essa ao. Ela deveria estar agradecida pela ajuda de Pagan. 
  Mas no o estava. Entre seu novo matrimnio, o seqestro de Helena, cuidar de seu pai durante todo o dia, 
chegava a noite para que ela notasse que seu mundo tinha sido posto patas para acima, Deirdre estava muito irritada 
para sentir-se agradecida por nada. 
  Desculpou-se do jantar, dando a Pagan um olhar significativo que lhe comunicava tacitamente que no 
conseguiria o que queria dela essa noite. Ela se retirou a dormir. 
  Pagan tomou at a ltima gota de sua taa e olhou  moa que servia cerveja ao Reyner. Ela era uma moa 
atrativa com bochechas rosadas e um peito grande que aparecia pelo decote como duas fogaas de pes. Seu cabelo 
era escuro, seus olhos brincalhes, seus lbios, chamativos. 
  Pagan golpeou sua jarra vazia na mesa. 
  A moa bonita lhe aproximou e lhe serviu cerveja pela dcima oitava vez, virtualmente pressionando a carne 
cremosa de seu peito contra sua bochecha. Ela riu e perguntou se havia algo mas que ela pudesse fazer por ele. 
  Pagan tinha inteno de lhe dizer que sim.Tinha vontades de lhe sussurrar suas intenes luxuriosas no ouvido at 
que um rubor subisse s bochechas dela. Queria lhe dizer que a encontraria na despensa e que lhe daria um pouco 
vindo de suas prprias provises. 
  Mas no tinha que ser. Cada vez que ele considerava a idia de manusear  moa,, a imagem de Deirdre se 
cruzava em seus pensamentos. No era a culpa o que o detinha. A culpa teria sido fcil de deixar de lado. Depois de 
tudo, no tinha sido ele quem se negava a consumar o matrimnio. No, e por isso ele tinha direito de deitar-se com 
quem o escolhesse. Mas no podia escolher. Ou melhor dizendo, se pudesse escolher, ele escolheria a moa loira 
que dormia em sua cama nesse momento. Suave. Clida. E nua. 
  Soltou um suspiro e bebeu toda a cerveja de uma vez. A serva riu outra vez e perguntou se queria mais. Ele 
sacudiu a cabea. 
  Pagan olhou os degraus para sua habitao. Ele podia ir acima e fazer uma reclamao de seus direitos maritais 
nesse momento. Tinha direito. Ningum o questionaria. Certamente Deirdre no esperava que ele cumprisse a 
promessa feita a sua irm agora. No quando Helena tinha quebrado todas as regras e tinha seqestrado a seu 
homem de confiana. 
  "Pagan, moo!"o lorde de Rivenloch o chamou, tirando o de seus pensamentos."Sente-se comigo e compartilha 
minha sorte!"
  Pagan tratou de no grunhir ante semelhante interrupo. Depois de tudo, ele raciocinou, suas ameaas eram 
vazias. No tinha inteno de forar Deirdre, com promessa ou sem ela. Para melhor ou para pior, ele era um 
cavalheiro honorvel. 
  Poderia jogar ao jogo de dados com o pai. O velho lorde parecia estar bastante lcido essa noite. Alm disso, 
Pagan raciocinou, isso o faria deixar de pensar na tentadora e intocvel deusa dormindo no piso de cima. 
  A luz do amanhecer despertou Deirdre na segunda manh de seu matrimnio. A paz foi quebrada por um abrupto 
ronco. Pagan roncava ao lado dela, sua cara esmagada contra o lenol, seu cabelo caindo sobre uma bochecha. 
Tinha vindo  cama muito tarde, ela parecia recordar que ele tinha sido cuidadoso de no despert-la. 
  Deirdre no seria to cuidadosa. Depois de tudo, era de manh. Se Pagan queria ser um bom administrador do 
castelo, seria melhor que comeasse a levantar-se cedo. Ela girou na cama. Bocejou sonoramente. Sacudiu o 
travesseiro. Tirou-lhe todas os lenis que ele monopolizava, e, ruborizando-se ante o que tinha revelado ao tirar os 
lenis, cobriu-o novamente. 
  Meu Deus!! perguntou-se se esse homem seguiria dormido se lhe batesse porta do quarto. 
  Muito bem, ela pensou, se Pagan era muito preguioso para levantar-se cedo, ela estaria feliz de desempenhar 
suas tarefas habituais sem sua interferncia. 
  Ainda o rudo da cota de malha sendo tirada do ba no perturbou Pagan. Ela sacudiu a cabea com desgosto. 
  Ela juntou suas coisas e se deslizou fora do quarto, resistindo as vontades de dar uma portada quando se foi. 
  Ela deveu caminhar atravs de dzias de Normandos roncando esparramados no grande salo at que encontrou 
ao escudeiro de Rivenloch. Queria que a ajudasse a armar a seus homens. 
  Seus cavalheiros dormiam na armeria, e ela conseguiu despertar a cinco. Os cinco que no estavam to bebidos 
para conseguir ficar de p. Foi bvio por seus olhares zangados, no estavam muito felizes de ser levantados to 
cedo. Mas ela contra argumentou suas queixas, lhes dizendo que era sua prpria culpa ter bebido muito e haver 
ficado acordados at to tarde. Era essencial para os homens de Rivenloch estarem preparados para uma batalha em 
qualquer momento, particularmente desde que notcias de que novos ataques Ingleses no Cruichcairn, tinham-lhes 
chegado. 
  Logo ela estava treinando, cruzando espadas com seus homens, inventando novas manobras, gritando vitria 
enquanto abandonava ao Malcolm contra a cerca. 
  Com seu esprito alegre, ela temerariamente os convidou a que a ataquessem todos de uma vez. 
   obvio, por uma questo de cortesia, avanaram um por vez. Nem o mais capaz dos guerreiros podia 
efetivamente batalhar com cinco oponentes ao mesmo tempo. Mas era um desafio para ela, e seu brao logo lhe 
doa de tanto sacudir a espada de ao. A luta a eletrizava, e a vitria era o xtase. Para Deirdre, no havia diverso 
maior que combater com a espada. 
  To perdida estava em sua alegria que foi tarde que ela notou a quo brutos deviam interromper seu 
entretenimento e a danificar seu bom humor. 
  Bang, Bang, Bang, Bang, Bang! 
  Pagan murmurou algo e se esfregou os olhos. Jesus! Quem estava golpeando a porta? No foi at que se sentou 
que recordou onde estava. Uma plida luz solar banhava a habitao, mas ele sentiu como se no tivesse dormido 
nada. Olhou ao lado na cama. Foi-se outra vez. Maldio!
Bang, Bang, Bang, Bang! 
"Maldio!"ele grunhiu. 
Bang, Bang, Bang! 
"Um momento."Correu os lenis da cama e avanou para a porta. 
Bang, Bang!! 
Antes de que outro golpe se ouvisse, abriu a porta abruptamente"O que!!?"
Era Miriel. E ela quase caiu dentro do quarto quando seu punho golpeou no vazio. 
Seu olhar atnito se dirigiu imediatamente ao corpo nu, e ele rapidamente ps o lenol sobre os genitais. 
  "Eu... eu ..."ela parecia tratar de recompor-se e poder olh-lo aos olhos. Sua cara adotou uma expresso 
sria."Acredito que  melhor que venha."
O aspecto sombrio de seus olhos o sacudiu."O que acontece?"
"No me querem escutar. No escutam a ningum."
"Quem? Quem no escuta?"
  "Te apure!"Ela se deu volta lhe dando as costas, obviamente esperando que ele se vestisse.", Te apure ou algum 
acabar morto!"
  Maldio!! Do que estava falando ? No se atreveu a perder tempo fazendo perguntas. 
  Em troca, colocou a camisa, e se atirou o plaid sobre o ombro, e ajustou o cinto de sua espada."Onde est?"
  "No campo de treinamento,"ela disse. 
  Pagana passou quando desciam as escadas, com o corao na boca. Tivesse chamado a seus homens, mas 
curiosamente, nenhum deles estavam no salo. Todas as que ficavam eram mulheres, serventes e meninos. Ainda a 
armeria estava vazia. 
  Correu para o jardim e cruzou a extenso de pasto at o campo de treinamento. Quando ele chegou, s pde olhar 
em xtase. O que viu era muito incrvel para ser compreendido. 

Captulo 14 
  Meia dzia de homens de Rivenloch, em suas cotas de malha jaziam no cho como se estivessem mortos. Seus 
escudos a um lado, suas espadas silenciosas. Os cavalheiros de Cameliard, ao meio vestir, e nenhum deles armado, 
estavam parados em um semi crculo no campo. E contra a cerca, Sir Rauve e Sir Adric furiosos, olhavam com os 
olhos muito abertos para Deirdre. Ela estava vestida com a armadura completa exceto pelo elmo. Enquanto soltava 
sua trana e sacudia sua espada seus olhos cintillaram com um brilho assassino. 
  Pagan no podia comear a adivinhar o que tinha acontecido. E no podia, se quisesse articular as palavras para 
perguntar. 
  Felizmente, Sir Rauve se aproximou para dar uma explicao."Meu lorde,"ele balbuciou enquanto lutava por 
conter a sua escorregadia cativa. 
  "Resgatamos a sua esposa."
  Resgatado? Ela parecia algo menos que uma agradecida donzela resgatada de uma situao perigosa. 
  "Resgatada!"Deirdre gritou."Estpido grandalho!!"
  Rauve diplomaticamente lhe tapou a boca com sua mo antes que ela pudesse terminar de insultar. 
  Mas Pagan estava mais preocupado pelos cavalheiros Escoceses atirados no campo de treinamento."Esto ...?"
  "OH, no!"Rauve disse."S lhes demos um pequeno golpe, nas bolas, porque no estvamos armados. Eles s 
..."ele soltou um sbito grito e retirou sua mo abruptamente. Deirdre no s tinha garras, Pagan notou, tambm 
tinha dentes. E os usava. 
  Sir Adric continuou."Estavam atacando-a, meu lorde. Seus prprios cavalheiros."Sacudiu a cabea com 
descrena."Cinco deles contra a moa."
  Deirdre lutava contra seu aperto."Imbecis! Idiotas!"
  Os homens comearam a comentar entre eles. Claramente no esperavam insultos, a no ser gratido, da 
beneficiria do resgate. 
Pagan levantou uma mo para pedir silncio. Todos menos Deirdre obedeceram. 
"Me soltem, idiotas!"gritava. 
Pagan assentiu ao Rauve, e a soltaram. 
  Amaldioando entre dentes, ela sacudiu sua cabea e os empurrou a um lado para abrir-se caminho para os 
cavalheiros cados. Pagan a teria deixado passar, mas quando esteve ao lado dele lhe lanou um olhar de dio como 
se ele de algum jeito fosse culpado do ocorrido.Irado, Pagan a apanhou pelo brao. 
"Me solte!"ela gritou. 
"Te explique. O que  tudo isto?"
"Me diga. Que tipo de brbaros formaste, Normando?"
Doa-lhe a cabea, e j tinha ouvido suficiente dos insultos dela. 
Seu aperto se esticou."No difame a meus cavalheiros, moa."
"Cavalheiros? Como podem chamar-se cavalheiros quando tm feito isto! Ela assinalou aos escoceses no cho. 
"Ento me diga. O que aconteceu?"
"Seus cavalheiros atacaram a meus,"ela replicou."Asquerosamente. E sem a menor provocao."
"O que?"Rauve gritou com descrena."Isso no foi assim por nada, meu lorde."
Adric adicionou,"Salvamo-la, meu lorde. Salvamo-la porque estava em perigo."
"idiotas!"ela disparou."Nunca estive em perigo. Meus homens sabem perfeitamente como ..."
  "Basta! Todos"Pagan demandou. Estava comeando a entender o que tinha acontecido, e j via o comeo de sua 
primeiro grande briga com sua nova esposa. Soltou um esforado suspiro."Estava treinando com eles ?"
  Ela levantou orgulhosamente seu queixo." obvio. Estava treinando com eles. Verdadeiramente crie que meus 
prprios homens me atacariam?"
  "Treinando?"Adric perguntou. 
  Rauve deixou cair sua mandbula."O que? OH, no, no, meu lorde."ele sacudiu a cabea veementemente. 
  "Foi um assalto, um ataque.Cinco contra ela. Completamente armados. Com espadas afiadas. No era um 
treinamento."
  "OH?"Deirdre o desdenhou."E com o que treinam os Normandos ? Com plumas?"
  Rauve cuspiu no p."Direi-lhe isso com o que os normandos no treinam. No treinamos com moas."
  Os olhos de Deirdre se estreitaram, e Pagan viu um brilho perigoso neles."Talvez gostaria de tent-lo,"ela 
desafiou. 
  "O que?"Rauve a olhou horrorizado, como se ela tivesse sugerido comer-se gatinhos vivos. 
  Pagan tinha que parar esse intercambio sem sentido."Escutem! O prximo homem que tire espada ter que 
responder ante mim."
  Rivenloch e Cameliard so aliados agora, e por ordem do rei era Pagan quem devia unificar aos escoceses e aos 
normandos em uma fora coesiva. No tinha tempo para brigas infantis. Tampouco tinha pacincia para uma esposa 
que desejava jogar jogos perigos com homens duas vezes maiores que ela. 
  Alm disso, estava irritado pelo rechao de Deirdre na segunda noite de seu matrimnio. 
  Se a moa queria um pouco de ataque e investida, ele estaria encantado de dar-lhe na cama. 
  "Rauve, ajuda a esses homens a levantar-se. Deixem-nos descansar. Treinaremos  tarde com os Escoceses, 
quando estiverem mais descansados."Estalou sua lngua, e murmurou, '"Sem dvida ser um desafio p-los em 
forma, considerando que ainda completamente armados, no podem defender-se de homens semi nus."
  Deirdre rara vez perdia o equilbrio. Era algo do que se orgulhava. A diferena de Helena, ela mantinha o 
controle de suas emoes, apoiando-se no uso da razo antes que o corao. Mas essa manh, sua capacidade de 
controle estava sendo seriamente posta a prova. 
  Com o insulto de Pagan, lentamente se deu volta para encar-lo, e levantou sua espada. E se tinha que responder 
ante ele por isso, faria-o com gosto. Com muito prazer. 
  Seus homens imediatamente se congelaram, alguns deles retrocederam, confirmando a Deirdre que eram um 
punhado de covardes. 
  "Os Escoceses no necessitam nenhum treinamento de sua parte,."Ela olhou a seus cavalheiros, quem j estava de 
p com a boca aberta pela perplexidade."Nem de seus homens."
  Um pequeno msculo se moveu na mandbula de Pagan, e enquanto ele s a olhava, sua expresso era 
indecifrvel. Sua boca se curvou para cima em um lento sorriso de desdm. Ela se deu-se conta que Pagan no tinha 
a coragem de brigar com ela diante de seus homens. 
  Mas justo quando ela suspeitava que ele estava por se conceder derrotado, Pagan a surpreendeu desembanhando 
sua espada. 
  "Limpem o campo!"ele ordenou.
  Todos ao redor dele, apressaram-se a obedecer, alguns deles transportando aos homens de Rivenloch ainda 
inconscientes. 
  Era uma pena que Pagan tivesse feito ir a seus homens. Ela desejava lhe provar, no s a Pagan, mas tambm a 
todos seus cavalheiros, que os Escoceses eram feitos de boa madeira, de uma madeira forte e resistente. 
  Enquanto os cavalheiros de Cameliard se apressavam a esvaziar o campo, Pagan fixou um olhar sombrio nela. 
Ela encontrou seu olhar, e a sustentou. Mas a coragem indiscutvel e a crua determinao em seus olhos eram 
inquietantes. Ela recorreu a distrai-lo com palavras. 
  "Meus cavalheiros jamais fugiriam assim," ela disse, olhando aos homens dele esvaziando o campo de 
treinamento." Brigam at o final."
"Possivelmente lhe temem, minha lady," ele disse com calma. 
Ela sorriu. Era fanfarronice infantil. 
"Bem, no precisam faz-lo. Voc e eu, sabemos que somos bastante hbeis com a espada, verdade normando ?"
  Suas sobrancelhas se levantaram."No te referir a mim dessa maneira. Pode me chamar 'meu lorde' ou me 
chamar por meu nome. Mas no usar esse trmino depreciativo outra vez."
  "Quando te tiver ganho meu respeito ento o farei."
  Sua espada se dirigiu a sua garganta com tal velocidade que assobiou no ar, fazendo-a conter a respirao 
involuntariamente. Meu Deus!! Ela nunca tinha visto algo mover-se to rapidamente. 
  "Tem muito que aprender a respeito de respeito,"ele disse."No se trata de quem  o mais veloz ou o mais forte 
ou quem derrotou mais homens em batalha. Est relacionado com a honra."
Deirdre tragou em seco. Seu corao pulsava contra suas costelas. 
Ainda no podia compreender como sua espada tinha ido parar a sua garganta to rapidamente. 
"Agora,"ele disse,."Eles se foram. Queres retirar seu desafio?"
Lhe grunhiu."No."
"Fiz ir a todas as testemunhas,"ele disse,"para te economizar a vergonha da rendio."
  "Rendio ?"No lhe acreditava nem por um momento. Ningum podia ser to cavalheiro. Estreitou seus olhos, 
tratando de adivinhar seus pensamentos. Finalmente ele tinha prevalecido sobre ela ontem, mas no tinha sido uma 
vitria fcil.
"No, penso que me teme. Tem medo de perder ante uma mulher em presena de seus homens."
Mas Pagan no riu dela, s um gesto de ironia cruzou sua cara. 
Com uma sutil sacudida de sua cabea, ele tirou sua espada da garganta."Bem.."
"Esperarei enquanto te pe a armadura,"ela disse. 
Ele sacudiu a cabea. 
Ela franziu o cenho."No tolerarei que depois diga que nossa briga foi injusta."
"OH, No me interessa fazer comentrios sobre nossa briga para nada"ele murmurou,"Obrigado por sua cortesia."
Ela pigarreou. No era nada menos do que um cavalheiro faria. 
Assentindo com a cabea, ela se plantou no terreno, levantou sua arma, e comeou a briga mais curta de sua vida. 
  Pagan estava ansioso de pr um ponto final a essa estupidez e mas ainda mais ansioso de voltar para a cama para 
dormir umas horas mais. 
  Deirdre tinha que aprender que uma mulher de seu tamanho nunca poderia ganhar de homens como os 
cavalheiros de Cameliard. Ela era uma pessoa determinada, sim, incansvel sim, e tinha uma srie de truques 
ardilosos em seu haver, mas seu entusiasmo excedia por muito suas habilidades e sua fora. Pagan tinha jogado 
com ela em sua primeira briga. Era uma questo de cortesia no ultrapassar o nvel de um oponente em um combate 
amistoso. Provavelmente todos os rivais de Deirdre fizessem isso, fazendo-a ter uma segurana em si mesmo que 
finalmente poderia resultar mortal para ela. 
  Travou seu olhar com sua esposa bela e cabea dura. Seria uma tarefa no prazenteira, mas devia desarmar a essa 
a moa antes que ela resultasse ferida. 
  Ele no ia cruzar espadas com ela. Em troca, apanhou-a pelo brao com que ela dirigia a espada,  altura do brao 
obrigando-a a arrojar a arma com uma fora brutal. Ento a empurrou contra a parede do estbulo, pressionando-a 
at que se olharam aos olhos. 
  Pagan pde ver seu pulso acelerado na veia torcida de seu pescoo. Sua respirao era superficial e errtica, sua 
boca ao meio abrir pelo choque. Mas contrariamente ao que esperava, no havia uma gota de medo em seus olhos. 
Pagan no podia dizer por que, mas de algum jeito isso o aliviou. 
  Estava o suficientemente perto para sentir o calor que vinha de seu corpo, o suficientemente perto para que a 
respirao dela se misturasse com a sua, o suficientemente perto para sentir-se tentado de cortar a distncia entre 
eles e lhe demonstrar sua opinio sobre o assunto com um beijo triunfante. 
Terei que arrumar as coisas de uma vez e para sempre. 
"Agora segue acreditando que tinha medo de perder de voc?"
Ela tragou, ainda obviamente comovida. 
"Estaria de acordo em afirmar,"ele disse,"que eu sou o mais capaz de proteger a fortaleza?"
Ela franziu o cenho e se mordeu o lbio. 
"E depois do incidente dessa manh, no confia em que meus homens cuidaro seu lar com suas prprias vidas?"
Depois de um longo momento, ela assentiu com reticncia. 
"Ento me deixe fazer o que vim fazer aqui"ele disse."Sou a melhor defesa que tem neste lugar."
  "Pode ser maior,"ela murmurou."e mais forte. E mais perito. Mas eu conheo este castelo. Conheo estas terras. 
E conheo s pessoas daqui. No pode desprezar minha experincia. Sei como comandar a meus cavalheiros."
  Pagan sabia que devia discutir esse argumento, mas estava comeando a se sentir como um co tratando de 
chegar a um osso que estava fora de seu alcance. Seu meio da perna no pde evitar responder j que Deirdre estava 
to tentadoramente perto e to suave e sedutora. E sentir seu corpo to vivo contra seu peito, gerou-lhe um 
eriamento ertico em sua pele. Ela estava voltando-o louco de desejo. 
  "Sabe, minha lady,"ele sussurrou, baixando seu olhar para seus lbios convitativos,"estaria disposto a te permitir 
brincar de ser um soldado, se voc estivesse disposta a jogar a ser minha esposa."
  Ela conteve a respirao. Apertou os dentes."Meus afetos no se negociam."
  " uma pena,"ele disse, lhe dando sorriso carregado de maldade."Descobriria que seus afetos tm muito valor em 
uma negociao comigo."
  Seu olhar baixou ento at sua boca, e ele quase podia sentir que ela estava reconsiderando a oferta. 
  Mas subitamente Pagan se deu conta que no queria Deirdre dessa maneira. Podia ter pago a uma mulher por seus 
favores no passado, mas Deirdre era sua esposa. Queria que ela viesse a ele por sua prpria vontade, e no porque 
lhe prometia a permisso de comandar um exrcito. 
  Antes que a luxria superasse sua razo, Pagan a soltou e retrocedeu."Brigas admiravelmente por ser uma 
mulher, Deirdre,"ele se permitiu dizer,"mas no brigar mais."
  Deirdre respondeu com um grunhido. Ento o empurrou para tirar-lo de seu caminho, recolheu sua espada, e a 
embainhou. Por um momento, Pagan pensou que ela ia falar. 
  Deirdre franziu seu cenho e estreitou seus olhos, e seus lbios formaram uma linha expressando sua irritao. 
Mas, sem uma palavra, afastou-se to zangada como uma prostituta rechaada. 
  Pagan a observou ir-se. Abriu o porto da cerca e o golpeou ao fech-lo, fazendo tremer toda a cerca. Por todos 
os Santos!! Ela era muito mais complicada que qualquer mulher que jamais tivesse conhecido. Odiava admiti-lo, 
mas ela parecia ter talento genuno para combater. Sim, era muito magra para uma batalha verdadeira, mas tinha 
habilidades nicas e uma mente ardilosa. Com um pouco de treinamento... 
  Guardou a espada na vagem, por sorte no estava manchada com o sangue de Deirdre. Essa idia o estremeceu. 
No, ele decidiu, o campo de batalha no era lugar para uma mulher. 
  No lhe importava se ela tinha treinado com os camponeses quando era garota, era uma profisso muito perigosa 
para uma donzela. Pagan tinha suficiente coisas para preocupar-se, tratando de pr em forma para o combate aos 
cavalheiros de Rivenloch, para em cima ter que ocupar-se de uma moa que se acreditava ela invencvel. Ele havia 
visto muitas guerras, tinha visto o que as batalhas faziam aos corpos mais saudveis e aos espritos mais 
indomveis. 
  E no queria que nada disso acontecesse a sua esposa No veria Deirdre cair sob o fio de uma espada, nem a ela 
nem a sua irm. 
  Um grito de fria cresceu na garganta de Deirdre enquanto golpeava o porto detrs dela.
  Um grito que ela temia lhe pudesse escapar se no matava a algum antes. 
  Felizmente, pde controlar sua irritao antes de que algum cruzasse seu caminho.
  Mas o mero feito de que ela sentisse tal fria significava que estava perdendo o controle, o que a punha mas 
furiosa ainda. 
  Devia recompor-se. Recuperar o equilbrio De seu temperamento. De seu corpo. E de seu castelo. 
  No brigar mais! Como se atrevia determinar o que ela faria ou deixaria de fazer? Maldito! Ela no necessitava 
que nenhum homem a protegesse. No importava se ele era capaz. Ou valente. Ou bonito. 
  Por Deus!! O que ele pensava que ela tinha feito antes dele chegar a sua vida? Como acreditava que tinha 
sobrevivido sem ele? Jesus!!, sua arrogncia era insofrvel. 
  Devia haver dito isso a ele. Mas tendo-o parado to perto, fascinada com a fora de seu olhar, consumida pelo 
poder de seu desejo, afligida pela essncia masculina que destilava de seu corpo, ela tinha sido incapaz de 
raciocinar. 
  Deirdre chegou a um curral abandonado e ela entrou, desejosa de estar muito longe dos olhos da gente do castelo 
quem poderia divulgar rumores sobre o estado de perturbao em que se achava. O aroma de mofo era intenso, e 
embora seus olhos no via bem na escurido, ouviu ratos correndo no recinto. Fechando a porta detrs dela, 
comeou a caminhar de uma ponta  outra do lugar. 
  Maldito normando! Ele no era outra coisa que um invasor tal igual ao eram os Ingleses. 
  Chutou um fardo de palha. 
  Pagan podia afirmar que estava fazendo uma honra a ela sendo seu... o que havia dito ele ontem ... seu campeo. 
Mas ela podia ver a trama detrs desse engano. A raposa tinha a inteno de minar o poder dela. 
  Chutou outra vez o cho imundo, fazendo que o p se elevasse. Deus!!, ainda nesse curral frio, ela se sentia 
intoleravelmente quente. Possivelmente o sangue fervia em suas veias, ela pensou. 
  Deixou de caminhar e suspirou, tratando de acalmar-se. A fria no lhe serviria de nada. Precisava esclarecer sua 
cabea para considerar suas opes.
  No tinha inteno de submeter-se aos desejos do normando. Este era seu lar. 
  Ela era a senhora dessa fortaleza. Se queria comandar a seus cavalheiros ou mandar sobre todo o maldito castelo, 
ento por Deus, que o faria. 
  Golpeou seu punho contra a parede para dar nfase a sua determinao e subitamente um grupo de pombas 
levantou vo criando um redemoinho de p e plumas sobre a cabea de Deirdre. Ela gritou surpreendida, as 
assustando ainda mais. 
  Maldio!! Os normandos haviam trazido suas pombas com eles. Nem sequer esse curral estava livre sua invaso. 
  "Shh."Ela estendeu suas mos, as palmas para frente, como se com esse gesto pudesse acalmar s aves. Tivesse 
sido mais fcil voltar a prender uma flor a sua planta do que sossegar a essa pombas Ou, ela pensou, que restaurar 
ao Rivenloch ao estado anterior  chegada dos normandos. 
  Com mandbula firmemente determinada, Deirdre se deslizou cuidadosamente pela porta para que nenhuma das 
pombas histricas pudesse escapar. Estava comeando a pensar que tivesse sido mais sbio adotar a idia de Helena 
desde o comeo. As irms deveriam ter emboscado aos malditos normandos no bosque antes que chegassem aqui. 

Captulo 15 
  "Outra vez!"Deirdre ordenou, fechando o visor contra o sol ardente da tarde, seus ps bem abertos, e levantando 
sua espada contra Sir Reyner. 
  Sir Reyner baixou seu escudo."Minha lady, no quero ser desrespeitoso mas ...."
  "Avana."Ela agitou a espada para baixo, levantando uma nuvem de p quo a ponta da espada tocou o cho. 
  "Minha lady?"
  "Vem para mim, covarde!" ela flexionou seus joelhos, sacudiu sua cabea, e levantou a espada uma vez mais. 
Pagan o perde, ela pensou, se ele escolheu fazer uma percorrida pelo castelo com o construtor, discutindo mudanas 
para a fortificao de Rivenloch, antes que passar o tempo treinando com seus cavalheiros. Ela morreria antes de 
deixar que os soldados de Rivenloch se tornassem preguiosos simplesmente porque"o novo senhor"tinha melhores 
coisas que fazer. 
  Os homens de Pagan foram vacilantes e reticentes para brigar com ela ao princpio. Ela era estava acostumada a 
isso. Os homens temiam machuc-la. Mas ela sabia que uma vez que entravam em combate com ela, uma vez que 
ela provava ser uma oponente de peso, uma vez que ela ganhava seu respeito, os Cavalheiros de Cameliard 
aceitariam treinar com ela voluntariamente, ao igual a seus prprios homens faziam. Enquanto isso, ela punha tudo 
de si quando os atacava e no se defendia com unhas e dentes quando eles o faziam. Com sorte, ela lhes 
proporcionaria um ou dois arranhes com a espada que eles poderiam lhe mostrar a Pagan no jantar. 
  Pagan pensativamente caminhou o permetro da fortaleza, assentindo aos esboos e agradado com as idias de 
seu construtor. A adio de uma muralha interna encerrando a fortaleza melhoraria enormemente as defesas do 
castelo. Os gros poderiam ser guardados dentro de uma da seis novas torres, e novas celas podia ser cavadas por 
debaixo para ter mas provises de cerveja, queijo, pescado seco, carne conservada em sal para os invernos duros ou 
em caso de ser sitiados. 
  O melhor de tudo era que podiam comear de uma vez, j que a construo no requeria desmoronamentos na 
muralha externa, podia ser feita com completa segurana. Se o clima do vero se mantinha, e se suficientes pedras 
podiam ser conduzidas, a construo poderia estar bem avanada antes inverno. 
  Havia s uma coisa que Pagan queria discutir com Sir Rauve, E isso eram os benefcios de cavar uma fossa ao 
redor o castelo. Isso requereria uma fortificao extra da muralha existente e adicionar uma ponte levadia. Era um 
trabalho considervel e caro, e Pagan no estava completamente convencido de sua utilidade. 
  Voltando para os esboos do construtor, disse-lhe que teria uma deciso tomada ao dia seguinte. Ento o deixou 
para encontrar-se com Rauve. 
  Enquanto Pagan se aproximava do campo de treinamento, ouviu um violento intercmbio de ao com ao, gritos 
de dor, de fria e de vitria. Ele viu Sir Rauve fora do campo, apoiado contra a cerca, observando os diferentes 
combates batalha com intenso escrutnio. To concentrado estava seu homem que lhe levou um terceiro olhar antes 
que Rauve se desse conta de quem se aproximava. Uma vez que ele reconheceu a Pagan, afastou-se da cerca e girou 
para ele. O olhou com desconforto.
"O que acontece?"Pagan perguntou."J engravidou a uma moa?"
O homem s grunhiu, olhando ausentemente atravs de campo. 
"O que acontece, Rauve?"Pagan disse, conhecedor dos humores negros de seu homem."Fala."
  Rauve cuspiu no p e golpeou um punho na palma de sua mo."No quero interferir. Sabe."ele comeou sem 
olhar aos olhos de Pagan."Sei que os costumes escoceses no so..., bem, so diferentes aos nossos."
  Pagan pestanejou. 
Rauve lutou com as palavras."No duvido das boas intenes dela, o que trato de dizer ...,"
"Ela?"
  "Sua esposa."Rauve trocou seu peso para seu outro p e comeou falar mais rapidamente, como se preparasse 
para o golpe que viria ao final de seu discurso."Ela tem determinao. Isso  verdade. E esprito. Mas, os escoceses 
no tm esse feroz tipo de ..."
  "O que acontece, Rauve?"Pagan ficou ansioso. 
  Rauve pressionou seus lbios, relutante a continuar, ento girou e sacudiu sua cabea assinalando o campo de 
treinamento. 
  Sir Adric, o Cinza, treinava ali, seus joelhos flexionados, seu escudo para frente, sua espada se movia s de vez 
em quando e como se defendesse a si mesmo das garras de um gatinho. 
  Ento Pagan viu o gatinho. Ela sacudiu sua espada com ambas as mos, lanando golpes  esquerda e  direita, 
provocando, evitando, invistindo... Seu corao saltou. 
  "Me de Deus!,"ele disse entre dentes, fechando a mo no punho de sua espada embainhada e avanando. 
  Mas Rauve o deteve, pondo seu prprio corpo entre Pagan e o campo de treinamento. Ignorando o olhar assassino 
de Pagan disse."No me importa se ela empunhar ou no uma espada. Pelo que os homens de Rivenloch dizem, ela 
tem feito desde que era uma menina. Mas os cavalheiros temem por sua segurana, e ..."
  "Te faa a um lado. No h nada mais do que tenha que preocupar-se."Para seu grande assombro, estava 
tremendo, e sua voz saiu como uma dbil brisa. 
  Rauve o olhava como se o temesse, e Pagan soube que devia controlar-se antes de confrontar Deirdre. 
Rapidamente reprimiu todas suas emoes menos a fria. 
Ento, empurrou Rauve, tirou-lhe a maa que tinha pendurada no cinturo e passou a seu lado indo para seu 
oponente. 
"Deirdre de Rivenloch!"
Seu grito foi o suficientemente alto para deter ainda ao homem mais distante no campo de prtica.
O gritou assombrou a Deirdre, embora no tanto como ao Sir Adric, quem saltou no ar. 
Pagan cruzou o campo com passos largos, a maa firmemente segura em seu punho. 
Adric disse."Me perdoe, meu lorde. Eu ..."
Pagan ignorou a seu homem e partiu direto para Deirdre. 
"Me d essa espada."Pagan pediu a Deus que ela no pudesse ouvir o tremor em sua voz. 
  Virgem Maria!!, sua voz lhe tinha servido no campo de batalha para dar ordens a muitos homens. Que diabos a 
fazia tremer agora ? 
  Deirdre atirou seu escudo. Tirou-se o elmo, e seu cabelo se pulverizou solto como mel caindo de um ninho de 
abelhas."por que devo dar...?"
"Agora!"ele bramou como um louco. 
Ela comprimiu seus lbios e esticou a mo em sua espada.. 
"O que significa tudo isto?"ela demandou."No tem direito a... 
  Mas ele no estava escutando. Apontando  espada de Deirdre levantou a maa.. Ento, com um poderoso golpe, 
dirigiu a arma para baixo. A refinao ao no podia competir com a maa brutal, e a espada se quebrou secamente. 
Os dois pedaos caram ao cho como ossos secos. 
  Deirdre sentiu um n em seu estmago. Por um momento, no pde respirar. Sua espada. A espada que seu pai 
lhe tinha dado a espada que levava seu nome no cabo. A espada que ela tinha empunhado com grande esforo em 
cada vitria. Para sua completa mortificao, seus olhos se encheram lgrimas enquanto olhava fixamente a espada 
quebrada. 
  Mordeu-se o lbio para deter o pranto. Deirdre, a Donzela Guerreira de Rivenloch no chorava. Nem por dor. 
Nem por medo. E certamente no por algo to insignificante como a perda de uma espada. No choraria. No lhe 
daria a Pagan essa satisfao. 
  Mas para seu horror, no terrvel silncio que seguiu, um soluo apareceu em sua garganta, e ela sabia que devia 
fugir de uma vez, escapar antes que passar essa vergonha ante os cavalheiros. 
  No confiava em si mesmo para falar. Endireitando suas costas, girou e avanou. Os cavalheiros se fizeram 
enquanto ela caminhava dignamente para o porto e cruzou jardim para a fortaleza. Se pudesse manter essa farsa de 
compostura at chegar a sua habitao, poderia encerrar-se e chorar em seu travesseiro. 
  Mais tarde lutaria com a traio de Pagan. Mais tarde seria capaz de pensar claramente para planejar uma 
retribuio adequada a essa humilhao. Mas por agora, tudo o que queria era chegar a sua habitao sem derrubar-
se diante da gente. 
  Pagan a observou deixar o campo, e girou para encontrar-se com variado pares de olhos que lhe comunicavam o 
julgamento de Rivenloch respeito a sua conduta. Ele olhou a espada quebrada e amaldioou. 
  "Ela  uma mulher!"ele bramou, o suficientemente alto para que todos o ouvissem."Por Deus!! Vocs poriam em 
risco a vida da lady da fortaleza? No querem herdeiros para Rivenloch?"Ele sacudiu sua cabea e se passou a mo 
por seus cabelos, ento lhes lanou um olhar letal."Ningum vai treinar com ela outra vez. Entendem-no?"
  Os homens de Rivenloch moveram seus ps e murmuraram uma resmungona aceitao. Ordenou voltar para suas 
tarefas e voltou para onde estava Sir Rauve. 
  "Ela no te causar mais problemas,"disse a seu homem, lhe devolvendo a maa. 
  Rauve grunhiu. 
  Pagan cruzou seus braos sobre seu peito, justo no ponto onde seu corao se sentia pulsar extranhamente 
descompassado. Por alguma impensvel razo, subitamente ele precisava dar-se explicaes a si mesmo."A moa 
verdadeiramente no tem nada que fazer no campo de batalha, Rauve,"ele murmurou. 
  "No me importa o que seu pai lhe permite fazer. A insistncia dela de dirigir sua prpria arma demonstra um 
enguio em meu dever de amparo para ela.  o dever de um homem proteger a sua esposa, assim como estabelecer 
as regras para que ela obedea."
  As sobrancelhas escuras de Rauve se levantaram quase imperceptivelmente. 
  Pagan tratou de convocar um sorriso de auto satisfao mas falhou. Maldio!!, ele pensou, deveria me sentir 
satisfeito. Talvez deveria deixar claro a ela que tudo isto no era sua culpa. O lugar de uma mulher  na 
fortaleza,"ele continuava com o cenho franzido."As Mulheres foram feitas para costurar, bordar e ter bebs, no 
para dirigir armas de guerra. Ela tem coisas que fazer e que fiscalizar no castelo."
  "Sim."Rauve ainda o olhava escpticamente. 
  "Meu Deus!! Ela no tem nada que fazer mesclando-se com temerrios cavalheiros quem poderiam feri-la sem 
querer". Vislumbrou uma clara imagem de Deirdre caindo morta e isso o golpeou com fora. 
  "Meu lorde?"Rauve o segurou pelo ombro. 
  Pagan olhou a seu homem ausentemente. A quem estava enganando ? Ele no procurava estabelecer regras para 
Deirdre. Ainda no breve tempo em que a tinha conhecido, sabia bem que isso era impossvel. 
  Ela era diferente a qualquer mulher que jamais tivesse conhecido: de grande vontade, inteligente e independente e 
ele respeitava qualidades. Por todos os Santos!!, Admirava-as!! 
  No, a verdade era que ele estava aterrorizado pela segurana fsica dela.. Que Deus o ajudasse!! Quando tinha 
visto sua bela esposa brigando com um homens duas vezes maior que ela, arriscando seu pescoo contra um perito 
cavalheiro, seu corao havia-se sentido esfaqueado to violentamente que tinha temido ter recebido uma investida 
atravs de seu peito. 
O que s significava uma coisa. 
"Maldio,"ele murmurou. 
Estava desenvolvendo uma debilidade por sua esposa. 
Sacudiu a cabea, ento tomou uma respirao profunda antes de ir para a fortaleza. 
  Se estivesse em seu poder deter Deirdre para que nunca mais levantasse uma espada outra vez, faria-o, embora 
tivesse que romper cada espada da armeria. 
  "Deirdre."
  Deirdre se levantou da cama, freneticamente enxuguando as odiosas lgrimas de sua cara, e olhou  porta travada. 
No ia abrir-la. 
  "O que quer?"Ela perguntou
  O trinco se moveu em resposta enquanto Pagan tratava de abrir a porta. Seu corao golpeava contra suas 
costelas. Ele sacudiu o trinco com mais fora, sem xito. 
"Deirdre."Seu tom era mais calmo, mas seu tom agudo."Deixa me entrar."
"No."
Um comprido silencio seguiu. 
"Abre a porta, Deirdre."Sua voz era mais suave desta vez, mas ainda mais perigosa. 
"No."
No havia resposta, nem movimento. Nem som de nada vindo alm da porta. 
Deirdre escutou sem respirar e em silncio at estar estava segura que ele se rendeu e se foi. 
E ento a paz foi quebrada com um estalo. 
  A porta de madeira explodiu para dentro. As lascas e os pedaos de madeira voaram por todos lados. A barra de 
ferro retorceu sob o impacto e os sustentos de couro se saram da parede. O que ficava da porta caiu ao piso como 
uma besta derrotada. E da soleira, atravs de uma nuvem de p, com a grande tocha de seu pai pendurando de uma 
mo, avanou Pagan, olhando-a como o mais feroz dos Vikings. 

Captulo 16 
  Pagan estava fora de si. Estava parado ali, como um brbaro com tocha na mo. Tinha sido forado a voltear a 
porta de sua prpria habitao e o tinha forado sua prpria esposa! Como se atrevia Deirdre a ... 
  Deirdre. 
  Ela se encolheu para trs, olhando-o com olhos midos e inchados, to  defensiva e to nervosa como um lobo 
ferido. Ele sups que o fato de ter entrado em quarto usando uma tocha no ajudava  situao. 
  "Me deixe sozinha!"ela gritou. 
Manchas avermelhadas e rastros de lgrimas em suas bochechas. Seus olhos estavam vermelhos e inflamados. E 
embora ela tratava de disfarar a angstia, um soluo em seu peito a traa. Diabos! Sua forte e temerria esposa 
jaqueta tinha estado chorando. 
  O aperto da tocha se afrouxou. Seus ombros caram. A tenso em sua testa se relaxou. Nada dissolvia melhor e 
mais rpido a fria de Pagan que as lgrimas. Algo a respeito das suaves e doce linhas na cara de uma mulher 
transfiguradas pela dor lhe apertava o corao. E sabendo que ele era a origem dessa dor... 
  A culpa o invadiu.
  "Deirdre." Ele falou com uma gentileza que o surpreendeu ainda a ele. Cuidadosamente deixou a tocha a um lado 
e caminhou a pilha de refugos que os separava. 
  Com os olhos muito abertos, ela retrocedeu, chocando-se contra o bordo da cama. Antes que ele pudesse tomar 
uma respirao, ela se deslizou debaixo da manta e extraiu algo comprido de ao, uma adaga larga e afiada. Seus 
olhos se alargaram. Me de Deus, essa moa tinha armas escondidas em todos lados? 
  "Sinto muito o de sua espada, mas no tinha outra opo."
  "Sinto muito!"ela replicou, levantando a adaga para sua garganta. As lgrimas em seus olhos pareceram congelar-
se em gelo."Meu pai me deu essa espada, bastardo."
Ele retrocedeu ante a adaga contra seu queixo e se arrependia de ter descartado a tocha. 
"Bem,"ele disse secamente,"parece que armas no lhe faltam."
"E entretanto voc persiste em me considerar inadequada para lutar."
Ela tinha razo.
"O que quer?"
"Que me devolva o poder de comandar."
"No."
  Ele viu o temperamento dela ferver nas profundidades de seus olhos. Mas ela o tinha sob controle como uma 
chama acesa em uma lamparina fechada.
  "Sabe quem sou eu?"ela levantou seu queixo com orgulho e o olhou com seu nariz altivo."Sou Deirdre, Donzela 
Guerreira de Rivenloch. Apanhei ladres, ferido a cuatreros, e matei bandidos. Nasci com uma espada em minha 
mo. E voc no tem direito a me tirar o poder de mandar neste lugar."
  "Tenho todo o direito. Sou seu marido e o administrador deste castelo, por ordem do rei."
  Ela baixou seus olhos  ponta de sua adaga, apoiada precariamente contra a veia em seu pescoo."Falas 
corajosamente considerando que  um homem cuja vida pendura de um cabelo."
  "No me matar. Minha morte despertaria o dio de meus homens e comearia uma batalha sangrenta entre nossa 
a gente."
  "Talvez s te danifique". 
  Pagan no lhe acreditou nem por um momento. Ela era feroz e temerria, e ela o tinha talhado com sua espada 
uma vez. Mas ela no era uma selvagem de sangue-frio. Pagan se encolheu de ombros, tanto como ele pde sem 
crav-la ponta de adaga em sua garganta."ser voc, querida esposa, quem deve despertar cada manh ao lado de 
meu corpo ferido."
  Deirdre tinha que admirar a coragem de Pagan. S que teria que tomar um pequeno giro de sua mo para lhe 
cortar a garganta. Mas ele tinha razo. Ela no tinha inteno de feri-lo. 
  Estiveram quietos por um momento. E lhe ficava pouco de sua fria. Se olharam e se estudaram um ao outro. 
  Finalmente, depois de uma larga, e pesada respirao, Pagan falou."Muito bem. Possivelmente lamente isto de 
por vida mas tenho uma proposta para voc."
"Contnua."
'"Seria mas fcil falar se no tivesse uma adaga em minha garganta."
Deirdre deixou a ponta da adaga onde estava. 
  Ele suspirou."Muito bem. Quero que saiba isto, Deirdre. Nunca te darei o comando de meus cavalheiros. Guiei-
os  vitria muitas vezes para p-los a cargo de uma jovenzinha sem experincia em guerras."Pagan olhou a adaga.
  "No importa quantas espadas possua. Devido a que precisamos combinar nossas foras, no posso te permitir 
que continue treinando com os homens de Rivenloch."
"O que!"ela disse, roando-o acidentalmente com a adaga. 
"Ah!"
"Perdo,"ela murmurou. 
  Ele a olhou como se no lhe acreditasse."Um exrcito no pode seguir dois lderes. Sabe isso. E acredito tambm 
que seria sbio no deixar que o orgulho interfira com o sentido comum. A simples verdade  que eu tenho mais 
experincia. Sou o melhor comandante."
A indignao cresceu nela, e seus punhos se esticaram ao redor do punho da adaga. 
  "Como te atreve a assumir isso? Como te atreve a assumir isso s porque sou escocesa e porque sou uma mulher 
uns poucos centmetros mais baixa que voc. Eu posso dirigir um exrcito to bem como voc. Isto  um insulto, 
senhor."
" no  um insulto,"ele disse brandamente." um fato e voc sabe que  assim."
Ela grunhiu. Maldio com o Normando. 
"Alguma vez viu uma batalha de verdade?"
Ela comprimiu seus lbios. 
"Viu-a?"ele insistiu. 
"No,"ela admitiu. 
"E tampouco a maioria de seus homens."
Ela levantou seu queixo com orgulho."Meu pai passou sua juventude sendo soldado nas fronteira."
"Isso  o passado. Novas armas foram desenvolvidas e tambm novas defesas e novas estratgias."
Ela sorriu."E Suponho que voc conhece tudo isso."
Ele lhe deu um sorriso."Nos ltimos sete anos no feito outra coisa que comandar um exrcito."
  Maldito, ela pensou. Pagan tinha razo. s vezes sua prpria lgica infalvel e seu obcecado pragmatismo eram 
uma frustrao para ela. 
  Quieto ainda, Pagan no lhe ofereceu nada. S lhe comunicou o que lhe tiraria. 
  "Qual  sua proposta ento?"ela perguntou amargamente."Que arraste a um rinco e desaparea, deixando a voc 
o comando dos homens ?"
  "No."ele franziu o cenho enquanto a ponta da adaga o cravava outra vez."Maldio, Deirdre. Pode apartar a 
adaga?"
  Ela a adaga correu meio milmetro."Fala."
  "Minha proposta  esta. J ordenei aos homens que no treinem com voc, e no retirarei essa ordem. Mas farei 
uma exceo no acordo por algo que eu quero para mim."
"Contnua."
"Permitirei que brigue,"ele disse."Mas s comigo."
"Com voc?"
"S comigo."
  Deirdre estava perplexa. Tinha notado quo arrogante era ele respeito a suas prprias habilidades, ento, por que 
Pagan queria perder seu tempo com algum que ele considerava um lutador inferior ? Por outro lado, se ela treinava 
com ele, ela poderia chegar a conhecer debilidades, o que seria til algum dia."O que quer em troca?"
  Ela esperava : o imediato retorno de Colin possivelmente? Uma grande soma de dinheiro para a nova construo? 
Poder absoluto sobre o castelo ?... 
"Um beijo cada dia."
Ela olhou em branco. Talvez tinha ouvido mal."Um beijo."
"Sim,"ele disse, completamente srio."Um beijo cada dia. No momento e em lugar que eu escolha."
  Ela sorriu. Ele devia estar enlouquecendo. Um beijo no era nada. Ela tinha temido que ele pedisse muito mais 
sendo seu marido. No momento e em lugar de sua eleio ? ora! 
  O que podia importar isso ? Pagan j a tinha beijado na capela diante de toda a gente de Rivenloch. No estbulo? 
Na cozinha? No grande salo? No lhe importava realmente. 
  Mas a parte ctica dela teve um momento de dvida. Certamente tal exibio de afeto to simples no podia 
significar muito para ele. 
"Isso  um fato?"
"Sim."
Ela estreitou seus olhos. Poderia arrepender-se disso mais tarde, mas sua oferta era muito tentadora para ser 
ignorada. 
"Feito."Ela baixou a adaga. 
"Comeando esta noite,"ele disse. 
"Comeando esta noite."
  Ento lhe enviou um sorriso pcaro que lhe produziu um calafrio no espinho dorsal e a fez perguntar-se se no 
estava entrando na cova do lobo.
  "Estarei contando as horas, minha lady."
  Ela silenciosamente se perguntou se ele saberia contar. A maioria dos homens de guerra tinham mais coragem 
que crebro. Entretanto j tinha visto Pagan lendo. E ele era muito mais que msculos e valor. 
  Com uma reverncia se despediu, e comeou a partir para a porta. Vendo o desastre que tinha feito, ele 
disse,"Mandarei a um homem para repar-la."
  "Espera."Ela odiava que Pagan a tivesse visto chorando."Se disser a algum que eu... que eu estava ..."
  Ele sorriu."Seu segredo est seguro comigo. Com uma condio." Pagan levantou a tocha e a ps sobre seu 
ombro,."Nunca. Nunca me trave a porta outra vez."
  Deirdre suspeitava que Pagan estava falando de algo mais que a porta da habitao, a madeira, o ferro e o couro, 
ele os podia demolir com um s golpe. No, ele falava da porta de seu corao tambm. 
  Ela se deu conta de que ele podia derrubar essa porta to facilmente como a de madeira. A angstia residual em 
seu peito lhe recordava que pela segunda vez, Pagan tinha presenciado a perda de controle dela. Maldio com suas 
emoes femininas, provavelmente j lhe tinha dado a Pagan a chave dessa maldita porta. 
  No momento Pagan se foi e tinha mandado ao carpinteiro com pranchas de madeira, Deirdre se tinha tirado sua 
armadura e se ps uma suave tnica, e sua compostura estava recuperada. Deixou ao homem trabalhando e foi em 
busca de Miriel. Havia coisas que fazer se disse a si mesma, alm das defesas do castelo. Algo tinha que ser feito 
em relao s apostas de seu pai. De acordo com Miriel, a noite anterior seu pai tinha perdido muito dinheiro com 
os cavalheiros de Cameliard. 
  Mas quando Deirdre confrontou Miriel, descobriu que sua irm, uma comparao de eficincia, j tinha falado 
com os homens. Miriel opinava que possivelmente os normandos no eram to brbaros como Deirdre imaginava, 
porque os cavalheiros pareciam bastante pormenorizados respeito a todo o assunto, e haviam devolvido seus lucros 
de bom grado, todos menos Lyon, quem se tinha aventurado no o bosque e tinha sido roubado pela A Sombra. 
Entretanto, Deirdre suspeitava que sua cooperao tinha mais que ver com a doura de Miriel que com a decncia 
dos cavalheiros.
  Finalmente, e apesar sua determinao de manter-se ocupada com outras coisas, Deirdre encontrou-se a si mesmo 
levada pela curiosidade, de volta ao campo de treinamento. Ela conseguiu evitar ser vista, parando-se na sombra 
dos canis. De relance, observou a Pagan pr a seus homens abaixo rigorosas rotinas, lhes lanando bolsas de areia 
at que eles quase no podiam levantar suas armas.. Ento ele os mandou fazer agachamento, no umas uma dzia, 
como Deirdre pedia-lhes, a no ser cem. Com a armadura completa. 
  Ela franziu suas sobrancelhas em desaprovao. Seus homens odiariam a Pagan ao final do dia, estava segura. 
  O prximo abuso de Pagan foi um desafio aos cavalheiros dela de pulsear com ele. Um por um aceitaram seu 
desafio, e um por um eram derrotados por sua fora bruta.. 
  Deirdre sacudiu a cabea. Ao entardecer, as costas de Pagan teria uma faca cravada nela. 
  Enquanto observava a Pagan vencer ao jovem Kenneth, o mais jovem dos cavalheiros, lutando com ele no cho, 
os instintos dela passaram a governar sua conduta. 
  Saiu de seu esconderijo, determinada a reparar o dano causado por Pagan. 
  Mas ainda antes que emergisse das sombras, ficou no cho, atnita pela imagem ante ela. Pagan, rindo triunfante, 
saltou para ficar de p. Ajudou ao derrotado Kenneth a levantar-se e agitou o cabelo do moo. E para o choque de 
Deirdre, Kenneth estava sorrindo de orelha a orelha. Em realidade, todos seus homens estavam sorrindo. Apesar 
dos narizes sangrentos e os olhos com hematomas, suas caras mostravam sorrisos 
  Onde estava sua fria? Onde estava sua vergonha? Tinham passado horas sendo abusados, golpeados, feridos. 
Todos tinham sido vencidos exclusivamente pelo, Normando. Por que no ferviam de indignao? 
  Inclinou-se de novo contra a parede, alucinada. Como o tinha feito ? Como Pagan tinha conseguido maltrat-los 
to solapadamente e entretanto se ganhou no s seu respeito, mas tambm sua bvia adorao? Era isso o que 
brilhava nos olhos de Kenneth. O jovem claramente adorava a Pagan. E parecia que todos os homens o faziam. 
  Ela suspirou assombrada. Talvez nunca entenderia aos homens. Era como se conquistando seus corpos, Pagan de 
algum jeito se ganhou seus coraes. 
  Ela olhou pensativamente o cho, incorporando a idia em sua mente. Ento ela olhou ao bonito Normando com 
seus ombros amplos e seu cabelo despenteado, seus faiscantes olhos e seus dentes brilhantes. Possivelmente, ela 
pensou com um calafrio, era a mesmo ttica que ele planejava usar com ela. 
  Toda a tarde, Deirdre se sentiu nervosa como um camundongo esperando que o gato atacasse, especulando a 
respeito de quando Pagan reclamaria seu beijo. Enquanto ele estava sentado ao lado dela no jantar, brincando com 
seus homens, ela se perguntava se ele escolheria faz-lo nesse lugar pblico. 
  Mas no foi assim. 
  Pagan no lhe aproximou quando Boniface comeou a recitar uma cano a respeito de um homem com trs 
esposas. 
  Quando seu pai comeou a jogar aos jogo de dados com Sir Warin, quem enviou a Miriel um piscou de olho 
conspiratrio antes de comear a apostar, Pagam no fez nenhum movimento para aproxim-la a seus braos e 
reclamar seu beijo ento. 
  Deveu-se ter esquecido dela, Deirdre decidiu. Era completamente provvel, dado quo atentas que estavam as 
faxineiras com ele essa noite, enchendo sua taa cada vez que ele bebia um gole e alimentando seu tremendo 
apetite. Seus cuidados possivelmente o faziam endurecer em seu meio da perna e abrandar em seu crebro. 
  Mas quando uma faxineira normanda salpicou com cerveja a saia de Pagan, e ela se ajoelhou entre as pernas de 
seu marido para limp-la minuciosamente, Deirdre decidiu que j tinha tido suficiente. Atirou seu guardanapo sobre 
a mesa e se desculpou. Pagan podia escolher atuar como um adultero abrandado no crebro, mas ela no tinha 
inteno de presenciar sua idiotice. 
  Subiu furiosa a escada, amaldioando em silencio aos homens por imbecis mulherengos. 
  Nunca se deu conta que estava sendo observada, abriu a porta reparada da habitao, e quando ela se deu volta 
para fech-la, uma mo grande a apanhou. 
  Pagan. Ela conteve a respirao, alarmada. 
  Ele abriu a porta mais ampliamente e entrou no recinto."Tem os reflexos de um gato,"ele provocou. 
Com seu corao em sua garganta, ela conseguiu dizer,"No se esquea que os gatos tm garras."
"No se esquea,"ele disse, fechando a porta detrs dele,"sei como fazer que os gatos ronronem."
Um rubor surgiu na cara dela. 
  "Se esqueceu de nosso trato?"ele perguntou, avanando para ela, levantando sua mo para limpar uma mecha de 
sua bochecha. 
Ele estudou sua cara."Foi apurada."
"Pareceu-te"ela disse"estava distrado."
"Sim?"Um brilho de bom humor havia em seus olhos. 
Apesar de sua irritao com ele, ela sentiu seu pulso acelerar-se enquanto Pagan a olhava. 
Toda a tarde ela tinha ansiado e temido este momento, como se fosse a leitura de uma sentena ou uma 
competncia. 
  Toda a tarde se recordou a si mesmo que era s um beijo, depois de tudo. Ela podia suportar estoicamente um 
beijo. Simplesmente pensaria em algo mais: em um combate ou em seu cavalo ou a lealdade dos cavalheiros de 
Rivenloch, enquanto Pagan recebia sua recompensa no trato. 
  Ela tragou com dificuldade. Estavam separados por uma curta distncia. Os olhos dele brilhavam, com calma e 
superioridade. Um ngulo de sua boca se curvou para cima com picardia. E agora ela recordava seu poder de faz-
la tentar. Ou ao menos a seu corpo. Seu corao voava como uma mariposa encerrada, sua respirao se fez rpida, 
e o rubor esquentou suas bochechas. 
  Malditos olhos! Ela no podia deixar que a hipnotizasse. Ela precisava parecer indiferente, desapaixonada. Tinha 
que recordar que esse transao no era mais que um simples acerto, no muito diferente do que seu matrimnio era 
em si mesmo. Mas a pesar de seus melhores esforos, sua voz saiu como um sussurro."Este  o lugar que escolheu? 
Nossa habitao?"
  Pagan s sorriu, com um sorriso malicioso e deixou que seu olhar vagasse pelo corpo dela. 
  Ento ele alcanou o decote de seu vestido, e antes de que ela pudesse protestar, baixou-o sobre seu ombro e mais 
abaixo ainda, despindo um peito. 
  "Este,"ele murmurou," o lugar de minha eleio."

Captulo 17 
Os olhos do Deirdre se alargaram, e sua boca se abriu de perplexidade. O libertino a tinha enganado.
"No."
Seus olhos estavam nublados pelo desejo."OH, sim,"ele disse roucamente. 
Ela sacudiu a cabea, incrdula."No."
"Deu sua palavra,"lhe advertiu. 
  Ela fechou sua boca outra vez. Tinha razo o muito maldito. O normando tinha sido diabolicamente inteligente 
fazendo um truque com as palavras, mas ela tinha estado sido o suficientemente estpida para acordar com o trato. 
  "Um beijo,"ele sussurrou, estirando seu polegar audazmente,  para capturar seu peito. 
  Fechou os olhos enquanto uma de onda de desejo a invadiu. 
  "To suave,"ele suspirou, acariciando sua carne nua com o anverso de seus ndulos."to clida."
  Contra seus desejos, seu corpo respondeu, derretendo-se, esticando-se, ansiando. Seus olhos se fecharam 
completamente. 
  Enquanto ele abrangia seu peito, medindo seu peso em sua palma, Pagan acariciou a bochecha dela e lhe falou 
brandamente com ouvido."To bela. To doce como um pssego amadurecido."
  Ela se mordeu o lbio como se suas palavras queriam abrir-se caminho at seus pensamentos, para faz-la cair em 
um estado de encantamento. 
  Com uma mo em suas costas, Pagan empurrou o quadril dela contra o seu, pressionando seu membro ereto, crua 
manifestao de sua luxria, contra o ventre dela. 
  "Sente quanto te desejo,"ele murmurou. 
  Sua clida respirao lhe fez fazer ccegas a pele do pescoo, e quando o dedos dele roaram a sensitiva carne de 
seu peito, ela sentiu seus joelhos tremeram. 
"Posso tomar minha parte do trato agora ?". 
Ela fechou seus olhos mais forte ainda e balbuciou,"sim."
Mas ele estava insatisfeito com sua resposta."Est assustada."
  "No." Mas ela se negava a abrir os olhos. No queria ver a crua luxria em seu olhar, a curva de seu sorriso de 
superioridade. 
"Ento me olhe."
Deirdre tomou uma profunda inspirao e se forou a abrir seus olhos. 
Estava perplexa. 
  Pagan no estava sorrindo. Nem seu olhar era de superioridade como ela esperava. Pagan a olhava quase como 
indefeso, como se ele, tambm, estivesse apanhado nessa corrente entre eles contra sua vontade. 
  Viu o msculo tenso em seu queixo, como se ele estivesse sofrendo a mais capitalista das represses. Ento ele 
murmurou, como recordando-se a si mesmo,"Um beijo. No mais."
  Baixou sua cabea, at que ela sentiu O ar mido de sua boca lhe arrepiou a pele. O mamilo se esticou em 
antecipao, e ela conteve sua respirao, temendo mas desejando o que viria. 
  A tenso era intolervel. 
  E ento sua boca se fechou, quente, mida e terna, sobre ela. Ela conteve a respirao ante a sensao. Seu beijo 
era suave ao princpio, seus lbios gentilmente rodearam os seus, banhando a carne com sua lngua. Ela brigava 
contra o poderoso prazer, engasgando um gemido que subia por sua garganta. Ento ele aumentou a presso, 
metendo-se mais profundamente entre seus lbios. Me de Deus!!! Era como se relmpago lhe tivesse cado na 
cabea, acendendo suas veias. E embora seu beijo se centrou nesse ponto, ela sentiu os ecos de xtase atravs de 
todo seu corpo, dentro de seus ouvidos, no outro peito e entre suas pernas. 
  Pagan gemeu. Era o som de um animal luxurioso, sim, mas tambm de adorao e entrega. Era um som ertico 
que a empurrou o bordo da rendio. Ela deixou que sua cabea casse para trs, revelando sua glorioso tortura, 
nunca dando-se conta de que seus dedos, por iniciativa prpria, dirigiram-se para frente para entrelaar-se com o 
cabelo dele. 
  Pagan sentiu como se girasse em um torvelinho, completamente fora de controle, esse rio de desejo o arrastava 
temerariamente mais e mais longe da costa. E entretanto ele era capaz de nadar livremente. 
  No era que ele no tivesse beijado um peito antes, de fato tinha beijado o peito de mulheres muito mais 
exuberantes que Deirdre. Os peitos femininos eram uma das criaes mais belas de Deus e ele os adorava como 
qualquer outro homem. Mas nunca havia sentido essa adorao to intensa e dramtica, Um gemido escapou de sua 
garganta enquanto sofria uma agonia criada por ele mesmo. Deus!!, Queria-a. Com cada fibra de seu ser. Sua lngua 
nunca tinha provado algo to doce, e se tinha deleitado em sua carne como um homem faminto sentado a uma mesa 
servida para um rei. Seu corpo se estremeceu com a luxria quase no contida, e seu pnis pulsava insistentemente, 
demandando alvio. 
  Deus!! queria-a. No, necessitava-a. 
  Merda com sua promessa! Ao diabo com sua honra! Devia tom-la. Agora! 
  Deirdre ofegou com doura. O som suave, to cheio de desejo feminino, era um sinal de que certamente esta vez 
ela no o rechaaria. 
  E entretanto ainda da profundidades de seu desejo, amaldioou a essa moa que de algum jeito tinha conseguido 
desafiar seus prprios instintos com sua natureza obcecada. 
  "No!"ela conteve a respirao."Para!"
  Descrena e desalento o invadiram. Para ? Certamente ela no quis dizer isso. Ela o desejava. Sabia que era 
assim. Como ento podia lhe dizer que no? 
  Mas quando seus dedos comearam a sair de seu cabelo, separando o dela, era claro que Deirdre tinha inteno de 
frustr-lo outra vez. Seu peito se deslizou liberando-se de sua boca, deixando seu apetite insatisfeito. 
  Cambaleando Pagan deu um passo atrs, incapaz de fazer algo mais que olh-la, seus olhos semi fechados, sua 
boca aberta, sua respirao vindo em baforadas. Ela, tambm, parecia atormentada pelo desejo, tremendo subiu o 
vestido sobre seu ombro outra vez. 
  Por um longo momento, no houve sons no lugar mas que as respiraes agitadas. 
  Quando ela finalmente falou, sua voz era seca e tremente."Paguei meu preo. Amanh ento nos vemos no 
campo de treinamento ao amanhecer"
  Pagan lentamente apertou seu queixo at que seus dentes se juntaram com fora. Como se atrevia Deirdre a 
reduzir esse momento de paixo compartilhada a um mero intercmbio mercantil! Certamente que ela se deu conta 
que era muito mas que isso. A moa no tinha corao ? Lhe corria gelo pelas veias? 
  Desafiando o impulso de transpassar a parede com seu punho, ele replicou,"Sim."
  Ela assentiu, ento lhe deu as costas, e lentamente comeou a estender as mantas, como querendo prescindir dele 
to facilmente como uma mosca molesta. 
  Ferveu com fria impotente, resistindo ao avassaleante desejo de arrebat-la pelo brao, faz-la girar, e beij-la 
to ferozmente na boca que seus lbios lhe arderiam por dias. Mas ela j o havia dito. Um beijo. No mais. 
  Pagan girou e saiu do quarto, pegando uma portada na porta nova. As armas pendurando das paredes da habitao 
tremeram e ameaaram cair ao piso. 
  Deito-me com a primeira moa que veja, prometeu-se a si mesmo enquanto baixava a escada. Seu membro no 
podia suportar tanta frustrao. Maldio! No era saudvel acumular tanta luxria. 
  Quando entrou em grande salo, vislumbrou brevemente  serva que tinha servido o jantar. Lhe enviou um 
sorriso tmido. Ele levantou uma sobrancelha e fez gestos para a despensa. O sorriso dela alargou-se. 
  Em seu estado atual, deveria lhe levar uns minutos aliviar sua necessidade. 
  Atravs de hall, o pai de Deirdre reunia aos homens ao redor dele para jogar aos jogo de dados. Pagan seria 
discreto, e ningum se interaria. 
  Observou  moa meter-se na despensa, e esperou um momento, ento se dirigiu para onde ela tinha 
desaparecido. 
  A despensa estava escura e fresca e cheirava a queijo. Pagan haveria preferido um lugar mais comfortvel para 
ser saciado, mas sua necessidade era urgente. 
  Sua risada suave o conduziu ao rinco mais escuro da cela. Ele estava urgido, tomou pelos ombros e lhe deu um 
beijo brusco em seus lbios ansiosos. Enquanto se levantava as saias, Pagan deslizou um dedo dentro de seu decote, 
liberando um de seus generosos peitos. Apertou a suave carne de seus seios em sua palma. 'Ser em outro momento 
que me dedicarei ao peito, ele pensou. 
  Suas mos percorreram o corpo e se deu conta de que ela No fazia martelar seu corao como o fazia Deirdre. 
No lhe cortava a respirao. Nenhuma onda de desejo o invadiu. Sua boca no era to doce como a de Deirdre. 
Ainda seus gemidos pareciam fingidos e superficiais em contraste com os ofegos sensuais do Deirdre. 
Pagan a empurrou afastando-a e sentiu que sua ereo caa."Por todos os diabos!!,"ele murmurou. 
"O que acontece?"a serva sussurrou. 
"Vete!"ele grunhiu."Vete j!"
Murmurando insultos de decepo e raiva, ela correu ao salo. 
  Quando ela se foi, Pagan se inclinou para frente contra a parede e golpeando sua cabea contra o material frio 
com exasperao. Nunca seu corpo lhe tinha jogado contra essa maneira traioeira. Tudo era to ridculo. 
  Amanh, jurou-se, vou esgotar Deirdre no campo de treinamento, farei-a trabalhar at que suas pernas se 
paralisem de fadiga. Talvez assim ela no ter a fora para resistir. 
  "Te levante, moa preguiosa!  o amanhecer."Pagan gritou para Deirdre, despertando-a com um sobressalto. 
  Ainda antes que ela abrisse os olhos, sua mo instintivamente se dirigiu para debaixo do travesseiro procurando 
uma arma, mas voltou vazia."Onde est minha adaga?"ela murmurou. 
  Pagan abriu as portinhas, permitindo que a luz do sol nascente entrasse."Dormiu com um Cavalheiro de 
Cameliard te custodiando,"ele disse,."No necessita uma adaga."
  Ela franziu o cenho, mas estava muito dormida para discutir. Sentou-se, seus olhos s ao meio abrir, seu cabelo 
eram uma massa desordenada, e seus ombros estavam deliciosamente nus. 
  Pagan descendeu seu olhar. Tinha tido uma larga noite observando a sua tentadora esposa dormindo enquanto ele 
jazia a uns poucos centmetros, insone e frustrado, e tinha chegado  concluso de que s se torturava a si mesmo 
desejando-a. Aparentemente, pela conduta dela na noite anterior Deirdre no estava igualmente atormentada. Podia 
experimentar uma certa medida de desejo feminino, podia sentir comiches de luxria, mas ela conseguia negar-se 
ao desejo com a resoluo de um monge castrado. 
  Muito bem, ele decidiu. Se Deirdre queria negar seu feminilidade, se queria ser tratada como um homem, se no 
queria nada dele mais que uma aliana poltica, ento, maldita moa, isso seria o que ele faria. Pagan ignoraria os 
limites do corpo feminino. Esqueceria que ela era sua esposa. Ela no seria diferente que seus outros cavalheiros. 
No importava quo difcil fora de faz-lo. 
  "Estarei no campo de treinamento,"ele disse."No demore. Tenho um dia muito ocupado."
  Antes que ele abrisse a porta para ir-se, Deirdre estava fora da cama e com entusiasmo procurava os protetores da 
armadura para o peito. Pagan no se atreveu a girar-se para olhar. Sabia que ela estava gloriosamente nua. Se 
olhava, nunca chegariam ao campo de treinamento. 
  Ele estava ainda terminando seu caf da manh de bolachas e cerveja no campo de treinamento, brincando com a 
lana em sua mo, quando Deirdre chegou apressadamente at o porto. 
  Como obtinha a moa fazer que a cota de malha parecesse feminina, no sabia, mas luzia to desejvel como uma 
deusa de Atenas, correndo para ele. 
  A manh se foi passando com a prtica de exerccios militares. Pagan acreditava que nunca tinha trabalhado com 
um soldado mais dedicado ou mais vido de aprender que Deirdre. Treinaram juntos por mais de uma hora, e ele 
no teve piedade dela, fez-la fazer quo mesmo fazia com seus escudeiros. Fez-la levantar baldes de gua para 
aumentar a fora de seus braos. Ensinou-lhe como lanar seu corpo para diante nos saltos para obter mais fora. E 
lhe ensinou uns truques de defesa com o escudo que ela no conhecia. 
  Mas Pagan aprendeu dela, tambm. Deirdre possua uma velocidade e uma astcia que ele nunca tinha visto em 
um homem. Ela brigava com um instinto sobrenatural, e compartilhou com ele um par de truques que ela tinha 
aperfeioado enfrentado a muitos oponentes. 
  Por ser um homem acostumado a fazer s uma coisa com uma mulher, Pagan estava surpreso de encontrar que 
desfrutava da companhia do Deirdre. 
  Finalmente uma pequena multido se reuniu por fora da cerca. Cavalheiros com armaduras esperando para entrar 
em campo, observando o curioso combate. Mas embora os braos de Deirdre tremiam e suas pernas queriam 
paralisar, ela se negou a deter-se. 
  "Vem!"ela conteve a respirao."Avana para mim. Outra vez."
  Pagan sorriu e sacudiu a cabea. A donzela guerreira estava to concentrada que um sacerdote em um quarto 
cheio de prostitutas. Ele duvidava que ela tivesse notado a audincia que os observava."Uma vez mais, mas esta 
ser o ltimo round."
  De acima de seu ombro, Pagan vislumbrou brevemente aos homens de Rivenloch, os homens do Deirdre, 
observando a briga com genuno interesse. Por cortesia, ele no envergonharia  moa derrotando-a diante de seus 
homens. E entretanto tampouco queria ser visto cair debaixo da espada dela, no queria que os homens perdessem 
f nele. De algum jeito devia manter a honra de todos intacta. 
  Com um pcaro sorriso, tirou-se o elmo, atirou-o a um lado. Naturalmente, por cortesia, ela fez o mesmo. Seu 
pulso se acelerou quando olhou sua cara, ruborizada com uma fina capa de suor e seus lbios partidos com uma 
respirao agitada. Sua expresso era uma reminiscncia de uma mulher excitada. Era impossvel imagin-la como 
um soldado mas, ela era cem por cento mulher. 
  Endurecendo sua determinao, ele fez a saudao inicial e se posicionou para comear. 
  Combateram avanando e retrocedendo Pagan foi muito cuidadoso de no tirar vantagem. Sabia que Deirdre 
finalmente recorreria a um de seus truques. Ainda quando sabia o que viria, no podia evitar ser vtima de uma 
rasteira que ela deslizou detrs de seu calcanhar. Tropeou-se e caiu pesadamente de costas. Do outro lado da cerca, 
podia ouvir respostas diversas dos homens, chiados de aprovao dos de Rivenloch, e expresses de desgosto de 
seus prprios cavalheiros. Jazeu ali, tossindo pelo p, enquanto Deirdre apoiava um p sobre seu corpo em sinal de 
triunfo. 
  Ento cometeu o engano de baixar seu brao para ajud-lo a levantar-se. 
  Com calculado propsito, lhe apanhou a mo e a puxou para cima dele, travou sua cabea com um brao e lhe 
plantou um grande e mido beijo em sua boca. Atnita.
  Todos riram ento. 
  Pagan teria terminado a. Mas depois de seu choque inicial, Deirdre, inflamada pela batalha ou pelo desejo ou 
pela inteno de empatar sua audcia, respondeu com outro beijo com uma paixo to veloz e feroz como sua 
capacidade para combater. Apertou a cabea dele contra o cho e abriu seus lbios para apoi-los contra os de 
Pagan, procurando com sua lngua a profundidade de sua boca. 
  Isto no era brincadeira. O sangue de Pagan, quente pelo combate, irrigou a zona no meio de suas pernas de um 
modo infernal. A multido desapareceu de sua conscincia enquanto a mais pura luxria o dominou. 
  Deirdre, tambm, pareceu no dar-se conta do resto do mundo rodeando-os. Gemidos nascidos da garganta dela 
despertaram a besta dentro dele. Uma gota do suor dela rodou para sua cara e enquanto suas bocas unidas falavam 
uma linguagem comum, a linguagem do desejo. E esse desejo, a no duro cho do campo de prtica, foi to furioso 
e violento como um combate entre cavalheiros. 
  O agudo chiado do porto trouxe para Pagan de volta a conscincia. Separou sua boca da dela. Por um instante, 
ele pensou ter vislumbrado uma breve decepo em seus olhos. 
  Jesus!! era possvel? Ela estava decepcionada? Verdadeiramente o desejava ? Uma doce esperana encheu seu 
corao. 
  Ento ela, quem tambm ouviu os intrusos, lanou um suave gritinho de assombro. Pagan a soltou, e ela ficou de 
p, ruborizando-se furiosamente. Antes que ele pudesse lhe sussurrar um adeus, 
Ela rapidamente juntou suas armas e saiu correndo do campo. 
"Bom combate, senhor!"algum passou. 
"Bem feito, meu lorde!"disse outro. 
  Pagan ficou de p e lanou um ltimo e longo olhar para sua esposa. No era mera luxria o que ele sentiu ao 
observ-la, deu-se conta disso. No, era um sentimento mais profundo que isso. Por todos os Santos!! Admirava-a!. 
  Antes que ela estivesse muito longe para no ouvir, ele anunciou,"Se vs cavalheiros tivessem tanta devoo 
pelas prticas como minha esposa, nenhum exrcito se atreveria a aproximar-se de Rivenloch."
  Felizmente ela tinha desaparecido no momento em que Sir Benedict brincou,"Se nos desse um beijo, meu lorde, 
talvez ns gostaramos mais as longas horas de prtica."
"Cinqenta levantamentos de baldes, para todos,"Pagan ordenou. 
Os homens gemeram. 
"Cem se queixarem-se."


Captulo 18 
  Os dedos de Deirdre sobrevoaram sua boca enquanto se apressava para a fortaleza. Seus lbios ainda estavam 
midos ainda estavam quentes. Por Deus!! o que tinha acontecido? Em um momento estava combatendo com 
Pagan com toda sua ferocidade, e ao seguinte, encontrou-se a si mesmo reagindo a seu beijo com o mesmo ardor. 
  E agora tinha ouvido Pagan elogiando-a ante seus homens. Para sua consternao, um rubor de prazer cresceu em 
suas bochechas. 
  Era absurdo! Ela nunca tinha necessitado que um homem lhe dissesse que ela era capaz como guerreira. 
  Alm disso, ele era um libertino que faria algo para lhe roubar um beijo, que o diabo amaldioasse sua 
habilidade, um beijo que deixava um sabor prazenteiro em seus lbios. 
  Mas enquanto brigava com ele, ela tinha dado conta de algo que no tinha notado no quarto, algo que lhe queria 
negar ao invasor Normando, algo que ela j no podia ocultar-se. 
  Respeitava a Pagan. 
  Tanto como ele a enfurecia com sua petulncia, sua cruel seduo e seus impiedosas humilhaes, ela o 
respeitava. 
  Ele era um homem de fora, um guerreiro incomparvel,  obvio. Mas ele era tambm um homem de honra e 
justia. Diplomtico e dedicado. Um modelo de cavalheirismo. 
  Curiosamente, ela desejava impression-lo. Que um homem assim a elogiasse publicamente era uma grande 
honra sem dvidas. 
  Que um homem assim a amasse...
  No! Tinha que pensar que era s um beijo. Um beijo roubado por diverso. Qualquer um que acreditasse que 
isso era afeto seria um tolo. Alm disso, ele era um homem to dedicado s questes de guerra que no tinha tempo 
para o amor. Para a luxria, sim, mas no para o amor. No importava que ela tivesse vislumbrado brevemente algo 
suspeitosamente prximo ao afeto em seu olhar. Essas emoes podiam ser fingidas. 
  Era suficiente com que lhe expressasse certo nvel de respeito. Com respeito mtuo, poderiam ter um bom 
matrimnio. Mas, ela considerou, que havia muitos homens que ela respeitava. Nenhuns deles nunca tinham feito 
que seu corao pulsasse to temerariamente. 
  Era uma coisa perigosa este afeto. Tinha perdido o controle no campo de treinamento, tudo por causa desse beijo. 
Se ela se derretia com o mero contato de seus lbios, como ia endurecer-se e proteger-se contra contatos mais 
ntimos? Devia  obvio, brigar com ele, cada vez, em cada situao. Embora ela tinha cedido o comando do 
exrcito a Pagan, no lhe cederia o controle de Rivenloch. No. Nunca. 
  Como testemunho dessa promessa, Deirdre tinha a inteno de dedicar o resto do dia a ajudar Miriel resolver 
assuntos da casa. Com o agregado de tantos normandos ao Rivenloch, estavam permanentemente havia provises 
que comprar e novos serventes que dirigir, alm dos conflitos usuais que ocorriam entre a gente do castelo e os 
granjeiros que precisavam ser resolvidos. 
  Mas para a exasperao de Deirdre, quando se dispunha a dar ordens, descobriu que Pagan j tinha colocado suas 
garras nos tarefas de Rivenloch. Quando ela ordenou a um par de serventes escoceses sacudir o p das tapearias, 
eles lhe disseram que Pagan j lhes tinha dado essa ordem. 
  Quando ela tratou de que trs servas normandas ficassem a remendar roupa, elas protestaram dizendo que que 
Pagan lhes tinha ordenado lavar os lenis. Os ajudantes da cozinha, tinham sido mandados ao lago para pescar. 
Por ordem de Pagan. 
  O homem parecia dar ordem contrria a cada um de seus comandos. Havia designado aos serventes de modo 
caprichoso. 
  Trocado os mveis de maneira caprichosa, e para seu horror, j tinha derrubado vrias paredes. Ela pensou j 
tinha visto o pior de sua interferncia quando descobriu a cabana do ferreiro demolida. 
  Mas nada a podia preparar para espetculo que tinha lugar no jardim. Uma pequena multido circundava o poste 
de castigo do castelo. Ela franziu o cenho. Esse poste rara vez era usado.Em Rivenloch, a desobedincia era 
castigada atribuindo tarefas diciplinares para os ofensores ou pondo multas muito altas. 
  Tratando de olhar entre a gente, Deirdre viu dois jovens moos no poste para serem aoitados. Suas camisas 
penduravam abertas, despindo suas costas, ainda sem marcar. Tremiam de medo enquanto o verdugo agitava o 
ltego atravs do ar. 
  Deirdre no podia ver as caras dos moos, mas seu corao se oprimiu quando imediatamente reconheceu os 
cabelos vermelhos. Maldio. 
  Pagan agitou o aoite uma vez mais no ar, preparando-se para levar a cabo o castigo do primeiro jovem. Mas sua 
mo foi detida por um chiado feminino. 
  "No!"
  Pagan suspirou. J era uma tarefa suficientemente pesarosa ter que machucar a esses moos cujas costas 
provavelmente nunca haviam sentido um aoite antes. 
  "Detenha!"ela gritou. 
  Ele se deu volta para o som com um desaprovador grunhido, ento amaldioou entre dentes. Era Deirdre, 
abrindo-se caminho atravs da assombrada multido com toda a fria de um Viking. 
Seus punhos se esticaram no aoite. Por que tinha que aparecer justo agora? Por que tinha que desafi-lo a cada 
instante ? 
"Te retire!"ele replicou. 
"Maldio! O que crie que est fazendo?"ela reclamou. 
"Esposa!"ele ordenou."Fora de meu caminho."
  A audaz moa ignorou sua advertncia. Lanando-se para frente, ps seus braos ao redor do mais jovem dos 
moos, protegendo-o com seu corpo. 
  "No,"ela disse por cima de seu ombro. 
  Um homem com menos piedade teria deixado que a primeira chicotada recasse nas costas da rebelde para lhe 
ensinar uma lio a respeito da insubordinao. Mas o cavalheirismo de Pagan salvou a Deirdre. Em troca, ele 
agitou o ltego no ar uma vez mais, passando muito perto dela., Assombrosamente o moo, quem comeou a 
soluar dentro do abrao dela. 
  "Este no  teu problema, minha lady," Pagan lhe advertiu."J passei minha sentena a respeito destes ladres. 
Agora assumirei seus castigos. Se seu estmago for muito fraco para tolerar a cena, ento te ponha de lado e fecha 
seus olhos. Me deixe a mim a tarefa."
  Pagan observou suas costas ficar rgida, e lhe gritou por sobre seu ombro."Nunca."
  Por um momento, ningum no lugar se atreveu a falar ou a mover-se. 
  Pagan, cuja pacincia tinha sido estirada at o limite, finalmente rompeu o silncio. Suas palavras soaram com 
uma ameaa geada."H lugar para trs no poste de castigo, minha lady."
  Deu-lhe uma perversa satisfao as respiraes contidas na multido. 
  Mas essa satisfao foi muito curta. Enquanto a gente do castelo acreditou em sua ameaa, Deirdre, obviamente, 
no o fez. Ela se deu volta at que encar-lo diretamente, ento levantou seu queixo e o desafiou,"faz o que te 
parea."
  As testemunhas contiveram a respirao outra vez, e Pagan estreitou seus olhos. Por um desgraado momento, 
enquanto estudava a sua bela esposa, arrependeu-se de no haver se deitado com ela no primeiro momento em que a 
tinha visto. Certamente a posse por parte de Pagan de seu corpo a teria se localizado no mundo mais rapidamente. 
  Mas enquanto seu olhar se atrasava em sua cara vibrante e determinada, ele se deu conta que Deirdre no era 
como qualquer moa que podia ser domada na cama. Ela era sua esposa. E era uma mulher extraordinria. Uma 
mulher acostumada ao poder e ao controle. Uma mulher que no se assustava em empunhar uma espada. Uma 
mulher que tinha servido de administradora de Rivenloch por anos. Uma mulher que merecia seu respeito, merecia 
o direito a ter suas prprias opinies. 
Diabos. 
Agora se supunha que ele devia escutar essas opinies. 
Mas no diante de gente com lnguas fofoqueiras. 
"Nos deixem!"ele ordenou."Todos, vo."
  A multido se dispersou com relutncia, murmurando enquanto se afastavam possivelmente perguntando-se se 
seu novo administrador estava por golpear a esposa rebelde. 
  Quando se tiveram ido, Pagan voltou sua ateno para Deirdre. Ela se mantinha firme, seu olhar fixo, mas Pagan 
vislumbrou brevemente uma incerteza em suas mos apertadas. Ela a aparentemente suspeitava que ele usaria seus 
punhos. 
  Incapaz de manter sua irritao  vista do medo dela, ele sacudiu a cabea. 
  "Bem, ento, minha lady, se seu estmago no for dbil,"ele disse,"qual  sua objeo?"
  Seus punhos se apertaram de alvio."Conheo estes moos. So os filhos de Lachanburn."
  No era seu estmago ento. Era seu corao, Pagan pensou Mas algum no podia permitir-se ser dissuadido de 
exercer a justia de acordo ao corao de um."'No importa de quem so filhos. Eles so ladres."
Ela enrugou a testa."Ladres?"
Pagan assentiu. 
"Qual  seu crime?"
"Roubaram posses de Rivenloch."
"Que posses de Rivenloch?"
Pagan assinalou para os estbulos, onde havia um par de vacas avermelhadas 
"Isso  tudo?"ela perguntou. 
"O que quer dizer com"isso  tudo"?"
"S duas vacas?"
Pagan franziu o cenho, irritado."Sim, duas vacas que poderia servir de alimento para o castelo no inverno."
  Ela s o olhou, como lutando internamente para encontrar as palavras corretas."Deixa que os moos se vo,"ela 
finalmente disse. 
"O que?"
"Deixa-os ir. Temos as vacas de volta. Deixa-os ir.."
   por isso, ele pensou, que ningum no devia escutar o conselho de uma mulher. Pagan sacudiu a cabea com 
severidade."Devem enfrentar s conseqncias de suas aes ou nunca aprendero."
  "No entende."
  "Voc no entende. Se no aoitar ao co que te remi, morder-te outra vez."
  "J os assustaste o suficiente. Olhe como tremem"Ela fez um gesto para os jovens, quem tinha girado seus 
pescoos para observar o curioso intercmbio. 
  "Tremem agora, mas na metade de caminho para sua casa, no recordaro seu medo. Umas poucas chicotadas 
lhes serviro para recordar."
  Deirdre soltou uma larga expirao. Maldito Normando intrometido! Se mantivesse seu nariz fora dos assuntos 
do castelo e deixasse os temas de justia em suas mos, ela no estaria precariamente apanhada entre os filhos de 
seu Vizinho de pssimo carter e o ltego do maldito normando. No estaria perdendo tempo lhe explicando que 
estava por castigar aos filhos de um homem que provavelmente os aoitava se os apanhava roubando bolos da 
cozinha. 
  Supunha que Pagan era o administrador de Rivenloch agora, e estava com o aoite na mo, e tinha vacilado por 
um tempo longo para escut-la. 
  Mais tarde ou mais cedo, ela teria que lhe ensinar quais eram os modos de dirigir-se com os escoceses. Ento por 
que no comear agora. 
  "Eles no so ladres,"ela disse."No exatamente."
  "O que quer dizer,"no exatamente"?""Foram apanhados com as cordas ao redor dos pescoos das vacas, 
levavam-se aos animais para a colina."
  Ela suspirou."No  assim simples."Golpeou o cabo do ltego impacientemente contra sua coxa."Ento sugiro 
que explique rpido. Sua demora s aumenta a tortura dos moos."
Ela se mordeu o lbio. Era difcil lhe explicar isso a um estrangeiro."Tomaram as a vacas em retribuio."
"Retribuio."
"Sim."
"Em troca do que?"
"Por dois que lhes roubamos o ano passado."
"O que!"Ele estalou. 
Ela sabia que Pagan no entenderia."Deixa-os ir. Explicarei tudo mais tarde."
"No. Explica-o agora."
"Olhe,"ela disse."Se voc retiver eles aqui seu pai se preocupar."
  E possivelmente o pai demandaria a cabea de Pagan servida em bandeja, mas no lhe diria isso."Lachanburn 
mandar a seus homens para busc-los. Se eles descobrirem que os temos dentro das paredes de Rivenloch ..."
  Mas Pagan pareceu fixado  idia do roubo de gado."Roubaram vacas". 
  Ela suspirou."Era o costume escocs. Eles roubam nosso gado. Ns roubamos o seu. Foi assim por geraes."
  Pagan pestanejou, como se lhe houvesse dito que o mundo era feito de queijo. 
  "Roubar gado,"ela continuou," uma questo de amistosa rivalidade entre vizinhos."
  Pagan a olhou com dureza, sem dvida perguntando-se se os escoceses estavam completamente 
loucos."Incrvel,"ele murmurou. 
  "Insisto em que os deixe ir."
  Ele no respondeu. Era claro que desacretitava e desaprovava a explicao dela. Mas possivelmente lhe pesava a 
idia de que ela insistisse com algo. 
  Depois de um comprido momento ele pareceu ter chegado a uma deciso. Com um escuro grunhido, ele se 
endireitou e golpeou o punho do ltego contra a palma de sua mo direita. Estreitou seus olhos."Escutei-te."
  Ento deu a ordem,"Agora baixe-se."

Captulo 19 
  O corao de Deirdre se afundou enquanto sua ira crescia. No tinha inteno de mover-se a um lado. No s 
devia proteger aos moos Lachanburn, mas tampouco desejava enfrentar a ira de seu pai quando descobrisse que 
seus orgulhosos filhos tinham sido aoitados publicamente. 
  "No me apartarei,"lhe disse firmemente."ter que aoitar tambm a mim."
  Ento, para seu assombro, um ngulo do lbio de Pagan lentamente se curvou em um sorriso sardnico."Me 
interpretaste mal, minha lady. Ganhaste-te a liberdade deles."
Pagan atirou o ltego ao cho."Agora baixe-se."
Deirdre pestanejou, confundida. 
  Aparentemente, uns poucos valentes de Rivenloch tinham permanecido perto apesar das ordens de Pagan, e 
aplaudiam, aumentando a irritao dele. Impacientemente os fez correr de seu caminho. Deirdre, atnita por sua 
vitria, moveu-se a um lado cambaleando-se enquanto Pagan se aproximava do poste de castigo, extraindo sua 
adaga. 
  "Me escutem bem, jovens"ele lhes disse enquanto cortava as ataduras." s pela piedade de Lady Deirdre que 
so liberados. Tomem cuidado de que no os apanhe no futuro, porque no serei to generoso outra vez."Liberados, 
os moos estavam parados um ao lado do outro, seus corpos magros e seus cachos laranjas os faziam parecer duas 
velas gmeas com uma chama brilhante em suas cabeas. Seus olhos brilhavam com perplexidade e solenidade 
enquanto olhavam a Pagan. Fecharam-se suas camisas, e Deirdre o ouviu murmurar,"Cubram-na cabeas a prxima 
vez. O cabelo vermelho pode ser visto vrias milhas de distncia."Ento, eles saram correndo para o porto. 
  Deirdre se deu conta de que apesar da visvel irritao de Pagan no era um homem perigoso. Subitamente, ela 
foi surpreendida por uma curiosa emoo. Ela no podia defini-la, uma sensao que lhe esquentou o corao e lhe 
iluminou o esprito. A poderosa sensao que sentia a deixava perigosamente desprotegida. 
  Murmurando um rpido"obrigado,"ela se desculpou, retirando-se ao grande salo. 
  Ali ajudou Miriel com as preparaes do jantar e tratou de persuadir-se a si mesmo de que no era amor o que 
sentia por seu marido, isso seria tolo. No, era simplesmente apreo pelo modo justo com que tinha dirigido aos 
moos Lachanburn. E a alegria de seu prprio pequeno triunfo. 
  Mas quando janta comeava, e Pagan chegou, vestido com a vestimenta normanda, a opinio dela sobre seus 
sentimentos foi radicalmente desafiada. 
  Estava assombrada de quo verdes estavam os olhos dele essa noite, como um bosque escocs : belo, selvagem e 
vibrante. Maldio, luzia to bonito como Lcifer. 
  Ele estava de bom humor e brincava com seus homens, mas Deirdre sentia cada sorriso clido como uma carcia 
ardente que ameaava sua compostura. Seu joelho contatou a seu j que estavam sentado perto no banco, e ela se 
deu conta que Pagan parecia pouco inclinado a corr-la. Seus dedos roaram os dela com familiaridade enquanto 
cortava o veado em um prato compartilhado. 
  Para o momento em que ela deixou guardanapo e se desculpou a si mesmo para retirar-se a sua habitao, 
aludindo uma dor de cabea, ela se sentia violentada. Cada centmetro de sua pele fazia ccegas com uma corrente 
eltrica.
  Talvez, com sorte, ela pensou, correndo apressadamente para as escadas, e fechando a porta, poderia estar 
dormida para o momento em que Pagan viesse  cama, cega e surda a seus encantos. 
  Mas o libertino deveu hav-la seguido. Apenas ela tinha pendurado suas roupas quando ele golpeou a porta, 
fazendo-a saltar como uma menina apanhada mordiscando uma torta. 
  Ele olhou o lugar completamente surpreso enquanto seus olhos famintos percorriam lentamente o corpo nu dela. 
Ela conteve sua respirao, suportando seu luxurioso olhar. 
  Depois de um interminvel silncio, ela finalmente perguntou,"vais fechar a porta, ou desejas me exibir a todos 
os serventes?"
  Ele sorriu, fechando a porta. Ento baixou suas sobrancelhas acusando-a."Subiu a escada bastante rpida para 
uma donzela com um... o que era ? Uma dor de cabea?"
  Ela levantou seu queixo para responder, mas no pde pensar em nada para dizer em sua defesa. 
  Ele sorriu outra vez, ento se apoiou contra a porta e comeou a tir-las botas. 
  "Poderia ter a esperana de que esteja ansiosa por ir  cama esta noite?"
  Seus peitos se esticaram com o ar frio. Ao menos ela esperava que fosse o ar frio.. 
  To friamente como pde, lhe disse,"Pode esperar que te deseje muito, mas eu no o farei realidade."
  Sem afetar-se por seu comentrio, Pagan atirou suas botas para o p da cama, logo lanou sua tnica e sua camisa 
ao mesmo tempo. Os olhos do Deirdre foram instantaneamente atrados ao corte que lhe tinha produzido. Estava 
cicatrizando bem, o que a aliviou. A cicatriz no diminua a perfeio de seu corpo. Seu peito era suave, coberto 
com grossos msculos, e seus ombros eram o suficientemente largos para empurrar um carro. Meu Deus! ainda a 
essa distncia a vista dele fazia que seus joelhos se debilitassem. 
  Inspirou com dificuldade. Ento, com falsa imperturbabilidade, ela se meteu debaixo da manta, ocupando a 
metade da cama para que ele fosse possivelmente unir-se a ela ali."Sobre o incidente de hoje?"ela disse, ansiosa por 
falar de algo mais que no fosse a tenso entre eles. 
"Incidente?"Pagan comeou a desatar sua roupa interior. 
Ela esclareceu sua garganta."Com os meninos Lachanburn."
"Sim?"
"Haver muitas coisas a respeito de Rivenloch que no entenders."
Pagan sorriu. Deus!! seu sorriso era brilhante, hipntica."Vocs os Escoceses so de uma raa diferente,"ele 
acordou. 
"No pode esperar trocar a forma em que a gente . No pode dobrar aos escoceses a sua vontade."
  Seu sorriso se voltou malicioso."Ah, minha lady, estaria contente de poder dobrar s a uma escocesa a minha 
vontade."sentou-se no bordo da cama, o peso dele atraindo-a do centro da cama para a borda onde ele 
estava."Possivelmente com um beijo?"
  A respirao ficou apanhada. Ento era para isso que tinha vindo correndo dela atraia. Pagan ainda pensava em 
cobrar o beijo. Mas ele devia sab-lo havia dado o pagamento no campo de treinamento. E graas a Deus que o 
tinha feito, porque ela duvidava que pudesse lhe dar outro, no com o modo em que seu corao martelava quando 
ele a olhava com esses pcaros olhos verdes. 
  "Talvez sua memria te falta,"ela disse."J recebeu seu pagamento esta manh."
  Pagan se congelou, suas mos em sua cintura afrouxando sua roupa interior."Isso ?"ele disse com desdm."Isso 
no foi um beijo."
"OH, sim, foi."
"No. No. S um bicada, esse tipo de beijo no conta."
"Rpida bicada, meu lorde. Esse beijo valeu."
"Como pode chamar a isso um ...?"
"Um beijo?"
'"No foi um beijo!"
"OH, parecia um beijo. Seus lbios sobre meus ... sim, foi um beijo."
  "Por Lcifer todos seus demnios!"Enrugou as sobrancelhas. '"Isso foi um beijo roubado. O beijo que voc deve 
ser dado isso quando eu o determine. 
  "Isso no era parte do trato."
  Pagan saltou para ficar de p, seus olhos se estreitaram perigosamente, e ela viu seu peito subir e baixar 
profundamente com cada respirao frustrada. Mas ambos sabiam que ela tinha razo. 
  Pagan tirou dos cordes com tanta fora que rasgou o objeto, e ela se deu conta da violncia da qual ele era 
capaz. Deirdre reconheceu a profundidade de sua fria.E quando ele golpeou a porta detrs dele, fazendo tremer as 
armas penduradas na parede, ela entendeu que tinha chegado ao limite de sua pacincia. Um dia, ela temia, ele 
tomaria o que lhe pertencia, com ou sem juramento. 
  Pagan chutou a parede do estbulo, assustando a seu cavalo. O animal relinchou uma vez, e logo voltou para seu 
alimento. Mas o humor de Pagan no seria facilmente pacificado. Caminhou de uma ponta  outra, chutando 
pedacinhos de palha e p. 
  Estava farto dos truques ardilosos de Deirdre e com suas provocaes vazias. No cairia vtima de sua astcia 
outra vez, provocava-o com seu corpo sensual, s para recha-lo quando seu meio das pernas ardia de necessidade. 
Pagan no era tolo. Deirdre podia sentir desejo, mas a este passo de tartaruga, ela o frustraria mais alm da loucura. 
Negava-se a passar outro noite desse modo ao lado de sua esposa, desejando-o que no lhe daria. 
Ainda. 
Cedo ou tarde ela sucumbiria. 
  Sabia. Sentiu o ardor em seu corpo quando lhe tinha roubado esse beijo. No deveria ser muito difcil inflamar 
essa chama em uma fogueira feroz. Mas enquanto isso, a frrea determinao dela e seu prprio sentido da honra os 
mantinham em ponto morto no tema do desejo. 
  A seduo se estava convertendo em uma guerra entre eles dois. Era claro que Deirdre estava determinada a 
escolher o campo de batalha e estabelecer as regras do combate. Mas seria mortalmente errneo dar o controle a 
ela. No, Pagan devia levar as rdeas desse cavalo desbocado de desejo e gui-lo para onde estava seu dono. 
Sem que ela soubesse. 
Mas, como obteria isso? 
  Deixou de caminhar para fazer uma cama de palha em um rinco vazio do estbulo. Seria uma noite fria. Tinha 
estado tentado de procurar uma serva a caminho ao estbulo para mant-lo quente durante a noite. Mas recordava o 
que havia acontecido a ltima vez que tinha tratado de deitar-se com uma servente. Ento, recorreu a enterrar-se na 
palha para encontrar certa calidez enquanto considerava a estratgia a seguir. 
O primeiro passo do combate era conhecer inimigo. 
O que sabia ele de Deirdre? 
  Ela parecia responder mais favoravelmente no campo de treinamento quando ele a tratava como a um igual, 
desafiando-a, treinando com ela. E ironicamente, uma vez que ele comeava a trat-la como a um homem, ela se 
voltava ainda mais tentadora. Tinham treinado duramente essa manh, pensando em expor sua debilidade feminina 
e ela o tinha assombrado trabalhando mais forte que seus prprios homens. 
  Entretanto debaixo sua armadura, Deirdre possua as suaves curvas de uma mulher. E o corao de uma donzela. 
Tinha vislumbrado brevemente sua ternura quando se tinha sacrificado a si mesmo por sua irm, quando cuidava de 
seu pai, quando tinha intervindo a favor dos jovens Lachanburn. Deirdre podia pensar como um homem, mas sentia 
as coisas como uma mulher. Ela podia ser ofendida, impressionada, ferida ou ser agradada to facilmente como 
qualquer outra mulher. 
  E ali jazia seu dilema. 
  Em um momento ele se encontrava a si mesmo lhe aplaudindo afavelmente as costas, e ao seguinte desejava 
arrast-la ao rinco mais prximo, e lhe arrancar a roupa para possui-la. 
  Como podia um homem brigar com um oponente que constantemente trocava de alvo, cujas tticas eram to 
imprevisveis como a direo em que soprava o vento. Em um momento ela envistia no campo de batalha como 
uma pessoa enlouquecida, e ao seguinte, ruborizava-se ante a perspectiva de ser beijada. Como podia um derrotar a 
um inimigo que no podia ser forado ou com quem no se podia raciocinar com ou a quem no se podia convencer 
de render-se? 
  Perguntou-se a si mesmo essas questes at tarde na noite,. Finalmente dormiu, deixando as perguntas expostas a 
seus sonhos. 
  Com a luz do amanhecer, as respostas chegaram. Pagan abriu seus olhos para ver que j no estava sozinho. 
Miriel e sua estranha serva, Sung Li, olhavam-no fixamente. 
  Sentou-se bruscamente. A expresso dela era suave, considerou, e suas pequenas mos estavam cruzadas ante ela 
em um gesto de pacincia e espera. Quanto tempo fazia que elas tinham estado paradas ali, observando-o dormir, 
no sabia, mas o fato que tivessem vindo em um momento em que ele estava inconsciente era perturbador. 
  "O que acontece?"ele perguntou tirando-se palha de seu cabelo. 
  Miriel estalou sua lngua."Nunca produzir filhos para Rivenloch deste modo,"ela disse bruscamente,"dormindo 
com os cavalos."
Pagan estava atnito."Isto no  teu assunto."
Sem deixar-se acovardar, a mulher continuou, sacudindo sua cabea." um tolo, um homem tolo."
A ira de Pagan cresceu."Cuida sua lngua, moa, ou ..."
"Isto  seu engano,"lhe disse." muito guerreiro. Sempre responde com uma ameaa."
Pagan tinha vontades de lhe pegar a serva. 
"Escuta ou no escute,"ela disse encolhendo-se de ombros."Isso  tua questo. Mas eu tenho a resposta que 
buscas."
Pagan ficou de p, impondo-se sobre ela para que a serva no esquecesse quem era seu amo.
"Que resposta?"
"H um modo de possuir seu corpo,"ela disse brevemente. 
  Pagan estava atnito pela percepo da velha. Possua algum tipo de poder mgico, ou ele haveria estando 
falando dormido ? Se arranhou a bochecha pensativamente, ento cruzou seus braos em desafio,"E como  isso ?"
  Sung Li se endireitou e sabiamente disse,"Primeiro deve ir a seu corao."
  Pagan abriu seus olhos. Esse  o conselho?"estiveste escutando muitas canes de Boniface,"ele a desafiou. 
  Ela ignorou sua irritao."H uma adivinhao muito velha em suas terras. Possivelmente j o ouviste. A 
adivinhao , O que  o que uma mulher deseja mais?"
Adivinhaes. Detestava as adivinhaes. O que  o que uma mulher deseja mais?"Devia depender da mulher. 
"Sabe a resposta?"Sung Li insistiu. 
Pagan grunhiu,,"Flores. Doces. Jias. Poderia ser algo."
  Sung Li lhe piscou o olho."No. No  algo."Ela olhou ao redor, para assegurar-se que os cavalos no estivessem 
escutando, ento lhe confiou,"Sua vontade. O que uma mulher deseja mais  sua vontade."
Pagan estreitou seus olhos. Uma resposta tola. Muito simples. Muita vaga. 
E entretanto, refletindo, ele se deu conta que ... se, podia ser verdade. 
Ele tinha tratado de forar a vontade de Deirdre. Com seduo. Com ameaas. Com armadilhas. 
  Ele nunca tinha considerado submeter-se a sua vontade. Como guerreiro, ele tinha sido treinado para no render-
se nunca. Mas Deirdre, tambm, acreditava na vitria a qualquer preo. E esse, portanto, era o ponto morto de 
ambos que travava tudo. 
Se Pagan deixava que Deirdre ganhasse, se a deixasse fazer sua vontade? 
Caminhou no pequeno espao do estbulo. 
  No devia ser fcil. Estavam os temas de defesa e administrao do castelo nos que ele no se atrevia a render, 
por sua experincia, ele era simplesmente superior a ela. Mas se ele concedia em outros temas, como tinha feito 
com os moos Lachanburn, se a escutava e a inclua em suas decises, talvez seu corao se abriria a ele. 
  E uma vez que seu corao fosse receptivo, uma discreta seduo faria o resto, sempre e quando ela acreditasse 
que era sua vontade. 
  "Sung Li, acredito que a interpretei mal?"
  Quando ele se deu volta para a serva, ela tinha desaparecido no ar, to rapidamente como uma sombra, sem fazer 
rudo. Pagan se arranhou a cabea. Essa mulher era um enigma inescrutvel. 
  Para o momento em que Pagan emergiu da estbulos, tirando-a palha de suas calas, sorria com seu novo 
propsito. Quando Deirdre aparecesse essa manh, Pagan tinha a inteno de endurecer-se, esquecendo sua natural 
luxria e se acomodaria aos desejos de sua esposa. 
  Se tinha xito, para essa noite, compartilhariam algo muito mais doce que o companheirismo de dois guerreiros. 
Sabia exatamente onde ia dar o beijo nesse dia. 

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  Captulo 20 
  Deirdre no podia mover-se. 
  No era que no o tentasse. Seu corpo de algum jeito se tornou rgido de noite, e ainda a calidez do amanhecer 
no podia esquentar suas articulaes. 
  Pagan no tinha vindo  cama. No a surpreendia, tinha visto quo zangado ele estava. 
  Mas se ele pensava que evitaria a prtica de hoje, estava muito equivocado. Lentamente, girou para o outro lado, 
mas quando ela tratou de elevar um brao, uma dor aguda tomou a zona do cotovelo ao ombro. 
  "Merda,"ela conteve a respirao. 
  Enquanto massageava o brao tremente, colocou as suas pernas sobre a borda da cama. Deus!, doam-lhe como se 
um carro lhe tivesse passado por cima. E agora que estava sentada, cada msculo de seu corpo protestou. 
  Fazia muito. Em sua nsia por demonstrar quo forte era, tinha trabalhado muito no treinamento de ontem. Hoje 
sofreria por isso. 
  Gesticulando e amaldioando, conseguiu levantar-se. Tremendo ajustou cinturo da espada ao redor de seu 
quadril. Meio rengueando se arrastou at a escada com suas pernas frouxas. Como ia fazer para esconder esta 
desgraa de Pagan,? No sabia. Cada passo era uma agonia. 
Ela tratou de caminhar to normalmente como foi possvel at o campo de treinamento. 
Ouviu Pagan antes de v-lo. 
" tarde, minha lady."
  Estava na sombra, apoiado contra a parede do estbulo. Suas largas pernas estiradas casualmente e seus ps 
cruzados. Pagan sorriu, mastigando uma palhinha. Ela se perguntou se ele tinha dormido nos estbulos. 
  Enquanto ela caminhava rigidamente para ele, ele inclinou sua cabea, estudando-a com esse sorriso insuportvel. 
Ela franziu o cenho. 
"Vem, vem!"ele provocou."No te demore, caminha mais rpido. No deseja treinar hoje?"
Ela apertou os dentes."Quero. E eu no mud..."
"Vi patos caminhar mais rpido que voc."
"Tenho frio,"ela disse, aferrando-se a primeiro desculpa que encontrou."Leva-me tempo que os ossos me 
esquentem."
  Pagan cuspiu a palha e se endireitou, seus olhos nunca deixaram de olh-la. depois de um momento, cruzou seus 
braos sobre seu peito e estalou sua lngua."No tem frio."ele adivinhou."est claro que levantou muitos baldes 
ontem."
  "No importa. Ainda posso brigar."
  Seu sorriso se alargou."Suspeito que lhe poderiam faltar ambos os braos, moa, e ainda seria capaz de brigar."
  "Ambas os braos e ambas as pernas."
  Sua risada a assombrou, era de um tom rico, quente e to dourado como a luz. 
  Aparentemente, sua noite nos estbulos tinha acalmado seu nimo. 
  "Se esta for sua vontade ento assim o faremos,"ele disse, lhe aplaudindo o ombro amigavelmente. 
  Ela inspirou rapidamente entre dentes enquanto a dor tomava o brao."Correto."
  Para seu assombro, ele estava sendo piedoso com ela, considerando o tipo de vingana que ele poderia ter 
exercido pelo da noite anterior. Enquanto trabalhavam juntos no campo de treinamento, Pagan passou mais tempo 
discutindo tcnicas que as empregando, guiando-a a fazer estiramentos suaves antes que fazer exerccios de fora. 
Ela estava agradecida por sua pacincia e sua piedade, porque quando ela tentou empunhar a espada, quase no 
pde levant-la por cima sua cintura. 
  E enquanto ele ocasionalmente sorria ante a falta de fora dela, nunca foi desagradvel, ainda quando seus 
joelhos no conseguiam endireitar-se e seu escudo caa pateticamente cada vez mais abaixo. 
  Deirdre apoiou suas costas contra a cerca pela segunda vez quando finalmente Pagan sugeriu,"Terminemos aqui."
Por orgulho, ela comeou a negar-se."Estou bem,"ela conteve a respirao."Posso..."
"Voc est bem mas eu estou esgotado. Deixemos aqui para meu prprio bem."
  Ela levantou desconfiada uma sobrancelha. Ele nem sequer respirava agitadamente. Entretanto, ela assentiu e 
aliviou suas costas contra o poste da cerca."No est esgotado."
  Pagan sorriu, ento se apoiou na cerca ao lado dela, descansando seus antebraos sobre o porto e olhando para a 
fortaleza. Deirdre observou seus braos musculosos, seus largos ombros e seu pescoo grosso. Escassamente tinha 
suado. 
  "Alguma vez te cansa?"ela perguntou. 
  Pagan sorriu, e Deirdre se surpreendeu outra vez pela calidez de sua risada."Conservo minhas foras. Suponho 
que aprendi a escolher minhas batalhas com cuidado."
  Enquanto ele olhava pensativamente  distncia, Deirdre teve a impresso que ele falava de algo mais que s 
treinar. Para um comandante como Pagan, escolher as batalhas era seu modo de vida. Talvez era por isso que ele 
tinha deixado passar por cima sua irritao para ela. 
  Talvez tinha decidido que no era uma batalha que valia a pena brigar, que ela no estava  altura para ser seu 
oponente. 
  Deveria sentir-se aliviada. Depois de tudo, se ele deixava ela brigar, se j no insistiria em consumar o 
matrimnio, seria uma unio perfeita. Ou no? Pagan poderia mandar o exrcito de Rivenloch por suas grandes 
habilidades, mas sempre e quando Deirdre soubesse que o no tentaria govern-la a ela. 
  Por que, ento, sentiu uma dor em seu corao quando seus homens comearam a chegar ao campo de 
treinamento e Pagan a despediu com outra casual aplaudida no ombro? 
  Ela se sentiu ainda mais vazia quando, horas mais tarde, enquanto ia  cozinha a procurar um pedao de torta, 
escutou a duas servas da cozinha fofocando. 
"Buscar-me esta noite,"uma delas alardeou. 'O lorde no foi a sua habitao ontem  noite."
"Bem, tampouco foi  tua,"a outra replicou. 
"No. Mas nos encontramos na despensa duas noites atrs."
"E tiveram sexo na despensa, ou ele estava ali para procurar um pedao de queijo?"
" malvada,."Disse a outra ofendida."Subiu-me as saias para por ele, quero que saiba."
"E ele te atravessou com sua lana?"
Houve uma pausa."No, no exatamente."
A primeira donzela riu com desdm. 
  "Mas o farei,"a outra protestou."Estou segura. Depois de tudo,  um homem, e no est conseguindo nada de sua 
esposa."Ela baixou sua voz a um sussurro."diz-se que ela nasceu sem os rgos femininos."
  "Vamos, Lucy! Outros dizem que voc nasceu sem crebro!"
  Deirdre se afastou ento, mas as palavras das mulheres permaneceram em sua mente enquanto se deslizava para a 
despensa. No era que ela estivesse ferida pelas intrigas de Lucy. Imunizou-se a si mesmo a semelhantes insultos 
muito tempo atrs. Mas a base da conversao fez que Deirdre refletisse enquanto estudava as prateleiras da 
despensa. 
O fato que Pagan fosse adultero, no lhe tinha ocorrido antes. 
Tomou uma frma de queijo e o cheirou, ento o ps de volta na prateleira. 
  Lucy tinha razo. Pagan era um homem. Tinha necessidades. E ele certamente no deixaria que sua relutante 
esposa fosse um obstculo para satisfazer essas necessidades. 
Escolheu outra frma de queijo e tirou sua pequena adaga. 
Pagan no seria o primeiro marido em ser adultero. 
Cravou a adaga no queijo o suficientemente forte como para mat-lo, ento se cortou um generoso pedao. 
  Deirdre no era inocente. Apesar da censura da Igreja, ela sabia que os homens se sentiam livre de deitar-se com 
quem quisessem, ainda com as esposas de outros homens, sempre e quando no fossem apanhados. 
  Ps o queijo de volta na prateleira e comeou a estender sua poro sobre uma bolacha. Ento franziu o cenho 
olhando em um escuro rinco da despensa. Era ali onde Lucy se levantou as saias? Esse era o lugar onde Pagan 
tinha sido tentado a romper os votos de seu matrimnio ? 
  Com um insulto, guardou sua faca na vagem. Ento se meteu a bolacha inteira com o queijo na boca, mordendo 
sua vingana, e saiu da despensa, no querendo acontecer outro momento no lugar da traio de Pagan. 
  Quando emergiu no grande salo, sua boca cheia de comida, e quase se chocou com Pagan. Suarento, poeirento, e 
sem respirao, obviamente vinha do campo de treinamento. Deus a ajudasse! Quando lhe fez um piscar de olho, 
ainda sabendo que ele tinha estado a bordo de lhe ser infiel no podia evitar que seu corao se agitasse. 
"Estava te buscando,"ele disse. Ento, incapaz de passar por cima das bochechas avultadas dela, ele 
adicionou,"Faminta?"
Ela no se atreveu a dar uma resposta. Teria cuspido a bolacha por todos lados. 
Irritada, olhou-o com dureza e continuou mastigando, esperando poder tragar sem afogar-se. 
"Preciso discutir certas melhoras s defesas de Rivenloch com voc,"ele anunciou. 
Ela o olhou completamente duvidosa. 
"Estava considerando construir um fosso."
"Um fosso?"ela murmurou com a bolacha na boca. Certamente ele brincava. 
Subitamente ele apanhou sua mo. 
  "Vm,"ele disse, lhe dando pouca eleio enquanto a arrastava atrs dele como se ela fosse uma menina. Poderia 
haver resistido, mas uma fasca de esprito infantil brilhava nos olhos dele. Seu entusiasmo era contagioso, e logo o 
afeto amistoso dele a fez esquecer tudo a respeito de Lucy e a despensa. 
  Com o Deirdre seguindo-o, Pagan saiu atravs do porto da fortaleza e continuou pelo jardim, passou pela capela 
e pelos pomares, e logo saram pelo porto de entrada da fortaleza. Em sua ansiedade, ele se tinha esquecido dos 
msculos doloridos dela, e Deirdre, resmungava a cada passo tratando de manter o ritmo de caminhada dele. 
  Vrias jardas para fora dos portes, Pagan se deteve, e girou para olhar o castelo. 
  "A fresta seria construda aqui,"ele disse, soltando sua mo para desenhar um quadrado imaginrio,"com uma 
ponte levadia no meio."
  Ela franziu o cenho, imaginando-o, imaginando as motivaes dele. Somando um fosso a um castelo pr- 
existente era uma estranha faanha. Seria difcil, se no impossvel. 
"Requereria um monto de escavao,"lhe disse. 
"Sim."
"Deveria ser bastante largo para impedir os ataques."
"Sim, largo e fundo."
Ela sacudiu a cabea."Cavar to profundamente perto da muralha poderia debilitar os alicerces."
Pagan assentiu pensativamente."O construtor me diz que teramos que reforar a muralha externa."
  Ela levantou suas sobrancelhas. A muralha externa de Rivenloch se estendia por uma considervel distancia ao 
redor a fortaleza."Seria uma tarefa monumental."
Pagan sacudiu sua cabea. 
Ela franziu o cenho."Ainda se fosse possvel, deve ser muito caro."
  "No importa."Sua voz soava com fervente orgulho e adicionou,"No h montante de dinheiro que seja muito 
grande quando se trata de proteger nossa terra."
  O olhar dela foi agudo. O genuno brilho em seus olhos lhe disse que seu sentido de obrigao estava ali. Pagan 
verdadeiramente tinha inteno de fazer tudo o que estivesse em seu poder para proteger a fortaleza. Tinha chegado 
a Rivenloch como um usurpador, mas j estava fascinado pela fortaleza. 
Mas, um fosso parecia excessivo."nunca necessitamos esse tipo de defesas antes."
"Por isso mesmo, no estou completamente convencido de que necessitemos isso agora,"ele acordou. 
"Falaste com meu pai sobre isto?"
"No. Pensei em perguntar a voc primeiro, quero um conselho."
  "Meu conselho?"ela perguntou desconfiada, procurando sinais de brincadeira em sua cara. Procurou o brilho 
pcaro em seus olhos, ou um sorriso torcido em seus lbios, mas no achou nada. 
  "Se voc pensar que a idia pode funcionar,"ele disse gentilmente,"no precisaremos preocupar a seu pai para 
nada."
  Ela encontrou seu olhar solene, e assentiu com uma sacudida de cabea de gratido. Era muito diplomtico que 
ele no mencionasse a enfermidade de seu pai. Mas enquanto ele esperava a resposta dela, Deirdre se sentiu 
incomodamente calorosa sob o olhar fixo de Pagan, e por seu sbito interesse em sua opinio. 
"Muito bem. Penso que no  uma boa idia."
Seus olhos se fecharam levemente com desprazer.
"Por que?"
"A escavao em si mesmo deixaria ao castelo vulnervel."
"S por um curto tempo."
"O suficientemente largo para receber um ataque inimigo."
" Verdade."
Lentamente ele comeou a assentir com a cabea."Pode ser que tenha razo. No vale a pena o risco."
  Ela pestanejou. A concesso dele suavizava seu corao e a deixava sem fala. Ela podia s podia olh-lo 
assombrada. Havia honestidade em seus olhos agora. Esses olhos, ela notou novamente, brilhavam como um lago 
no vero. 
  Ento ela recordou Lucy. 
  Ela rapidamente desviou o foco, olhando s torres distantes, endurecendo seu corao contra Pagan. 
  "Poderia haver outros modos de reforar a muralha,"ela disse. 
  "Existem.""Vm,"lhe disse, com seus olhos acesos."Tenho uma idia diferente. Deixa-me te mostrar."
  A arrastou outra vez atravs dos portes e atravs do jardim, espantando a uns frangos a seu passo. 
  No, no podia estar zangada com ele, no quando caminhavam tirados da mo, compartilhavam planos de 
construir uma nova muralha interna, uma idia que o entusiasmava como a um menino com espada nova. Apesar da 
natureza usualmente ctica de Deirdre e sua resistncia  mudana, no podia evitar ser arrastada pelo exuberante 
entusiasmo dele. 
  "'Seria uma muralha concntrica  fortaleza,"lhe explicou, aplaudindo a pedra da torre sul"formando uma 
barreira adicional entre a muralha externa e as paredes da fortaleza em si mesmos. Mas o porto interno seria uma 
desvantagem."
  Ela se deu conta do que ele queria significar."Com os portes sem alinhar, um exrcito teria dificuldade em 
penetrar ambos."
"Precisamente."
Deirdre sorriu. Estava casada com um homem engenhoso sem dvidas. 
"Parece-me brilhante."
  Pagan sorriu e impulsivamente levantou a mo dela e lhe beijou os ndulos. Para consternao de Deirdre, um 
rubor de prazer apareceu em suas bochechas. 
  "Naturalmente,"ele disse, muito preocupado para notar o rubor,"poderamos pr arqueiros em ambas as muralhas 
em caso de ataque. E as torres adicionais poderiam ser usadas como depsito de provises em caso de ser sitiados. 
O melhor de tudo, o castelo permaneceria seguro durante a construo."
  Deirdre deixou que seu olhar vagasse pelo lado da torre. Ela estava completamente impressionada. Pagan 
claramente estava interessado na defesa de Rivenloch, pensou. 
Seu plano era engenhoso. 
Havia um s problema. 
  "Escuta,"ela disse, gentilmente tirando sua mo das dele."H algo que deve saber. Os cofres de Rivenloch 
esto..."ela disse entre dentes,"so modestos. Temo-me que meu pai ama muito apostar e debilitou grandemente 
nossa fortuna."Ela encontrou seus olhos com severidade."Entende, no vou proibir lhe jogar.  um dos poucos 
prazeres que restam. Mas suas perdas nos deixaram com pouco dinheiro."
  "No precisa preocupar-se,"ele disse com um sorriso."No vim h esvaziar os cofres."
  "Possivelmente no. Mas duvido que haja trazido suficiente dinheiro para semelhante empresa."
  " verdade."Um brilho diablico se instalou em seus olhos enquanto olhava pensativamente o jardim." por isso 
que precisamos organizar um torneio logo."
  O corao de Deirdre se sobressaltou. Certamente tinha ouvido mal."O que?"ela pestanejou."O que disse?"
  "Depois colhe, o que pensa?"
  "Um torneio? Fala a srio?"Rivenloch no organizou um torneio verdadeiro em ... doze anos. Uma vez que os 
competidores souberam que Deirdre e Helena tinham sido permitidas tomar parte, menos e menos deles aceitaram 
os convites para competir em Rivenloch por medo de perder para uma mulher. 
"Talvez na primavera."
"Fala a srio."
  " obvio,"ele disse, sorrindo."Os homens viro pela honra de combater contra os cavalheiros de Cameliard. 
Poderamos ganhar bastante dinheiro."
  Era possvel? Poderia Pagan organizar torneios de novo em Rivenloch? O pulso de Deirdre corria loucamente 
agora ante essa possibilidade. 
  Mas ela no se atrevia a permitir que uma tola esperana a fizesse ficar como uma tola. Por anos, as Donzelas 
Guerreiras tinha tratado de reinstalar os torneios em Rivenloch e tinham falhado. 
  Fez que sua voz fosse indiferente."Bem, tudo muito interessante, mas o que passaria se perdessem o torneio?"
  Uma previsivel sorriso fanfarro iluminou sua cara."Os cavalheiros de Cameliard nunca perdem."
  Com audcia, ele se despediu com uma reverncia deixando-a pasmada. 
  O resto do dia, apesar de suas intenes de analisar as coisas com um olhar cnico, os planos para um torneio 
giraram em seus pensamentos. Vises de insgnias coloridas e lojas com homens de terras longnquas, mistrios 
cavalheiros errantes com estranhas figuras estampadas em seus escudos, e magnficos cavalos de guerras povoaram 
sua mente. Quase podia ouvir os golpes das lanas e das espadas, quase podia cheirar as comidas exticas, os 
perfumes das mulheres e o suor dos cavalos. 
  Se Pagan podia obt-lo, se ele pudesse restabelecer os torneios duas vezes ano em Rivenloch, Deirdre faria algo 
mais que simplesmente respeit-lo. Quase poderia chegar a sentir uma genuna avaliao por seu marido, o 
suficiente para perdo-lo pelo acontecido com Lucy na despensa. Quase. 
  Por que Boniface lhe dedicou uns versos em sua honra depois janta, Deirdre no sabia. Mas quando o recitado 
finalmente terminou, esteve surpreendida de encontrar que Pagan faltava do salo. 
  Um inesperado ponto de perda oprimiu seu corao, porque ela acabava de passar um jantar agradvel com ele, 
discutindo alguns de seus temas favoritos : castelos, defesas e futuros torneios, arqueiros da Irlanda e o ao da 
Espanha. Pagan tinha sido galante e diplomtico quando seu pai momentaneamente se esqueceu dele, lhe falando 
com pacincia at que ele recordou quem era Pagan. Tinha gabado aos cavalheiros de Rivenloch por seus 
progressos no campo de prtica. At tinha falado em chins com o Sung Li. Por um tempo, enquanto Deirdre e 
Pagan estavam sentados juntos, joelho com joelho, falando despreocupadamente, foi quase possvel imaginar-se 
chegar velha ao lado dele. 
  Mas agora ele a tinha abandonado e maus pressgios se meteram em seus pensamentos, e suas defesas se 
elevaram para proteger-se. Sem dvidas, ela pensou, tinha uma entrevista com Lucy na despensa. 
Provavelmente tinha convencido ao Boniface para que recitasse e cantasse em sua honra para mant-la ocupada 
enquanto ele se deitava com a moa sob seus prprios narizes. 
  No se tinha tomado a molstia de solicitar um beijo dela hoje. Ela supunha que se esqueceu. Mas ela no tinha 
inteno de no fazer a prtica ao dia seguinte. Se ia  cama e ficava dormida quando ele vivesse a cobrar sua parte. 
  Bem... ela no podia ser culpada.. 
  Ento, agradecendo a Boniface pelo maldito ato Deirdre se encaminhou ao piso de acima. 
  Ao princpio, quando Deirdre abriu a porta e olhou dentro, pensou que tinha entrado na habitao equivocada. 
Franziu o cenho com preocupao, sua mo instintivamente foi para sua espada, a qual infelizmente no levava ali. 
  O recinto brilhava com a luz das velas. Vela no parapeito da janela, sobre a mesa, sobre os bas, e uma fragrncia 
deliciosa. Um fogo chispava na chamin e uma tina fumegava no meio do quarto. O aroma era floral Jasmim. Ou 
rosas. No estava segura, nunca se tinha tomado a molstia de pr ptalas de flores no quarto. 
  Distrada com esse ambiente pouco familiar de sua habitao, quase no notou que Pagan no tinha ido encontrar 
Lucy depois de tudo. Estava parado no rinco mais longnquo do quarto. Luzia to bonito como o Diabo. 

Captulo 21 
"Ah, bem-vinda, minha lady,"ele a convidou com uma reverncia breve. 
  Na dourada luz, seu cabelo claro brilhou, e seus olhos faiscaram brandamente. Estava vestido com um roube azul 
escuro de veludo atado  cintura. Ela suspeitou que no tinha nada debaixo do roube. 
  Deirdre se esticou, e suas defesas ficaram alertas. O que planejava o libertino? 
  Subitamente a habitao cheirou ainda mais a flores. Cheirava suspeitosamente a seduo. Sim, tinham passado 
um jantar prazenteiro. Mas, realmente ele pensava que suas convices eram to fracos que podia trocadas por 
umas poucas velas e flores ? 
  Por outro lado, possivelmente seu gesto se devia que ele tinha comeado a exibir sinais de devoo marital 
ultimamente. 
  A respirao dela acelerou enquanto vacilava em terminar de abrir a porta. Seus pensamentos giravam tratando de 
unificar todas as variaes de Pagan: honorvel marido, cavalheiro protetor, paciente treinador, libertino sedutor. 
Qual deles seria esta noite? 
  Parado a, sentiu-se como se estivesse entre dois mundos, um familiar e comfortvel e um fascinantemente 
perigoso. Podia dar um passo atrs e para fora, fechar a porta, e sua vida continuaria sendo a mesma, 
previzivelmente tranqila. Ou ela podia enfrentar um novo desafio e correr o risco, expondo-se a si mesma 
vulnervel ao personagem que Pagan escolheria para esta noite. 
Um rinco de sua boca se curvou em um sorriso zombador.
"No est assustada, verdade, minha lady ?"
Levantando seu queixo, ela entrou e fechou a porta detrs dela. Entretanto, deixou sua mo sobre o cabo da 
porta. 
"O que  isto ?"ela perguntou, sua garganta se esticou. 
"Isto ?  um banho,"ele disse com um sorriso fcil."Estou seguro que viu um antes."
  "Para mim?"ela olhou  gua fumegante e convitativa. Deveria ser um blsamo celestial para seus msculos 
doloridos. Mas parte dela estava relutante a seguir avanando. 
  "Bem, no  para os ces de caa do castelo,"ele assegurou, movendo-se para a cama onde est vrios pedaos de 
tecido de linho estavam empilhados."Embora aos ces viria bem um bom banho. Farei que um par de moos os leve 
ao rio amanh, se voc estiver de acordo."
  Deirdre no sabia que dizer. O modo em que Pagan trocava entre os ris de marido e administrador capaz do 
castelo a assombrava."Bem."
  Pagan abriu os lenis, e sumergiu seus dedos na gua, provando a temperatura."Voc gostou do recitado ?"
  "O que?"Como podia ele cercar uma conversao casual quando sua habitao estava arrumada como o templo 
de Vnus? 
  "O recitado de Boniface."
  "OH. Sim."No podia recordar muito das canes. O ato tinha sido to extenso. Pagan tomou um pote de algo e 
derrubou umas poucas gotas na gua, ento girou."Espero que voc goste da lavanda."Devolvendo a garrafa  
mesa, ele disse sem levantar seus olhos,"Necessita ajuda para te despir?"
  Ela vacilou tanto que finalmente ele elevou o olhar. Ela tragou em seco."No. Me posso arrumar isso."
  Tomando respirao para adquirir coragem, comeou a tarefa de tir-la roupa do modo mais casual possvel. 
Depois de tudo, ela nunca tinha sido tmida a respeito de sua nudez. Mas de algum jeito, despir-se diante de Pagan a 
fazia sentir completamente vulnervel. 
  Pagan deu volta para adicionar um lenho ao fogo, removeu as brasa. Possivelmente se ela se apressasse, poderia 
meter-se rapidamente dentro da tina antes que ele terminasse de avivar as chamas. 
  To ansiosa estava com que terminasse essa odissia que quando entrou na tina e se sentou to abruptamente que 
uma enorme quantidade de gua transbordou a banheira, assombrado a Pagan. 
Ele sorriu, pondo alguns lenis no piso para secar a gua."Est bem?"
Ela tratou de no ruborizar-se, mas no teve xito. 
"Como est a gua? Muito quente ? Muita fria?"
  "Bem."Na verdade, estava perfeita. Acostumada a banhar-se na lagoa fria, encontrou o banho com gua quente 
como um bem-vindo prazer. Devia confessar que seria fcil acostumar-se s indulgncias do Normando. J sentia 
que os msculos doloridos se relaxavam  medida que absorviam o calor, e tambm sentiu que suas inibies se 
afrouxavam. 
  "Me d sua mo,"ele murmurou. 
  Ela o olhou preocupada, mas ele levantou suas sobrancelhas, era a imagem da inocncia. 
  Com relutncia, lhe deu sua mo. Para sua surpresa, ele s colocou uma barra de sabo em sua palma. 
  Quando ele se deu volta outra vez, ela comeou a passar o sabo pelo corpo com deliberada frouxido, 
desfrutando da sedosidade contra sua pele, ensaboou-se o cabelo tambm. Pagan voltou com uma jarra com gua 
limpa, e ela inclinou sua cabea para que ele enxaguasse o cabelo. 
  Normalmente se banhava apurada por terminar, sabendo que suas irms e uma serva ou duas iriam fazer uso da 
gua do banho. Mas esta noite a gua era toda para ela. Era uma vergonha desperdi-la. Ela fechou os olhos 
inclinou as costas contra a borda da tina, cheirando o sensual aroma da lavanda. 
Por debaixo de suas pestanas, espiou para ver que tramava Pagan, e o que vislumbrou brevemente lhe tirou a 
respirao. Estava sentado ao lado do fogo, suas mos debaixo de seu queixo, um dedo esfregando levemente seus 
lbios enquanto a olhava. 
  Havia desejo cru em seu olhar, um desejo quase doloroso, e entretanto estava cuidadosamente sob controle.Essa 
restrio dele a comoveu, mas tambm viu quo frgil esse controle era. 
  Poucas barreiras ficavam entre eles agora. S sua vontade e a honra dele. 
  Deirdre baixou as plpebras outra vez, tratando de esquecer o desejo de sua cara e a dvida da consumao que 
ela tinha com ele. O suave chiado do fogo e a calidez da gua comearam a acalmar suas ansiedades, levando-a a 
um estado de frouxido. Por um tempo, ela esteve inundada nesse mar fragrante de repouso, flutuando cada vez 
mais perto da costa do sonho. 
  Foi o sussurro de Pagan o que finalmente a despertou.
  "Por todos os Santos!! seus dedos esto comeando a enrugar-se, minha lady."
  Ela abriu um olho. Seus dedos no estavam enrugados nem um pouco. O cretino s brincava. Ela o desafiou com 
um olhar duro. Para seu alvio, o sorriso do libertino havia tornado, como se a expresso de tortura de antes tivesse 
pertencido a outro homem. 
  Pagan se encaminhava para ela com um tecido de linho. Ela se incorporou da tina, e antes que ela pudesse 
comear a tremer de frio, ele a envolveu com o tecido. Mas s com uma fina capa de tecido entre eles, ela podia 
sentir a clida presso das pontas de seus dedos que lhe roavam as costas, enquanto secava a umidade de seu 
corpo. Ele estava parado muito perto para fazer essa tarefa, to perto que ela podia cheirar a essncia de sua pele; 
to perto que ela tremeu quando a respirao soprou umas gotas de gua de seu ombro, to perto que ela 
pcaramente desejou que ele baixasse sua boca uns centmetros mais para poder lamb-los. Mas quando uma errante 
rajada de desejo a enjoou, ele retrocedeu com um sorriso evasivo, deixando que ela se secasse a si mesmo, ento se 
deu volta para adicionar um par de lenhos ao fogo. 
Lhe dando as costas, ele disse,"Suas pernas lhe devem doer ainda."
"No  nada,"ela mentiu.. 
  "Ser pior manh se voc deixar que os msculos fiquem rgidos outra vez."Pagam terminou com a lareira, 
sacudiu-se o p de suas mos, e a enfrentou, seu olhar decepcionantemente virtuoso. 
  "Quer que os massageie ?"
  Apesar da proposta tentadora, ela estreitou seus olhos desconfiadamente. Ele estava definitivamente tratando de 
seduzi-la agora. Esfregar suas pernas ... claro. Ela comeou a negar-se a sua oferta. 
  "Ou se preferia,"ele adicionou,"Posso chamar ao meu escudeiro.  muito hbil massageando aos cavalos. Estou 
seguro que ele ..."
"No sou um cavalo."
O piscar de olhos o traiu. Pagan s brincava. 
  O que andava mal com os Normandos ? Os escoceses simplesmente apertavam seus dentes e toleravam a dor. 
No massageavam seus corpos com essncia de lavanda nem tomavam banhos quentes de imerso. Essas coisas 
eram um luxo que um administrador ocupado no podia permitir-se. Sim, eram prazenteiros e prazenteiros quase 
celestiaia, mas... 
  "Eu no gostaria que perdesse um dia de prtica." ele estalou sua lngua. 
  Era tentadora a perspectiva. Ela recordava bem quo peritos seus dedos eram, e quo aliviador seu contato era. 
Mas, ficando a si mesmo literalmente em suas mos, particularmente quando ela se sentia to vulnervel, to quente 
e receptiva... 
  "Bem,"ela disse de repente antes de que seus pensamentos a convencessem de rechaar a oferta. 
  Ele assentiu, tomando o pote de azeite de lavanda. Ps um pouco em sua palma e se ajoelhou de um lado da 
cama. Tirando cuidadosamente o lenol, tomou a perna direita dela, ps azeite em seu joelho, e comeou a 
gentilmente a subir para cima ao longo sua coxa. 
Ela ficou rgida. 
"Muito forte?"
Ela sacudiu a cabea, subitamente muito consciente da intimidade da posio de ambos. 
  Sentiu a respirao dele sobre sua coxa, e com cada massagem, seus dedos se moviam mais perto do mido lugar 
entre suas pernas, esse lugar que j tinha conhecido seu contato antes. 
  Pressionado seus polegares para frente outra vez, e ela endureceu sua perna, apertando a manta com seus punhos. 
  "te relaxe, minha lady. Serei gentil."
  Ela tragou com dificuldade. Como podia relaxar-se? No estava em sua natureza, no o fazia nem no campo de 
batalha nem em sua habitao. Ela j sentia seu controle deslizando-se, o qual lhe servia para subir suas defesas. 
  Depois vrios tensos minutos, ele se deteve abruptamente, atraindo o olhar dela. Pagan a contemplou com um 
arqueamento de sobrancelha e um sorriso perceptivo."Est assustada."
"No."
"Est muito tensa. Se no  medo..."
'"No o ."
Pagan a olhou, obviamente considerando a resposta."Ento te deite. Relaxe."
Ela no podia. 
"No confia em mim?"
Ela confiava nele. Mas no confiava em si mesmo. 
Finalmente, com um suave sorriso, Pagan colocou trs dedos na testa dela e a empurrou suas costas contra a 
cama. 
  Ela fechou seus olhos, e no levou muito tempo antes que a magia de seus dedos comeassem a abrandar sua 
fora de vontade. Suavizados pelo banho e a doce essncia do azeite, seus msculos pareceram derreter-se sob seu 
contato. A dor diminua com cada passada de suas mos, sendo substitudo por um prazenteiro comicho que 
cresceu at que se sentia como se seu sangue borbulhasse atravs das veias. Cada vez que seus polegares se 
aproximavam da unio de suas coxas, para logo abandonar a zona, um doloroso desejo pulsava em seu sob ventre. 
Cada aproximao de seus dedos criavam nela uma sensual frustrao. Deirdre teve o perverso desejo de lhe 
arrebatar a mo e coloc-la a. Sim, a! 
  "Sente-se bem?"ele murmurou. 
  OH, sim, sentia-se pecaminosamente maravilhosa, mas ela no se atrevia a confess-lo. Em troca, encolheu de 
ombros. 
  "Garota ingrata,"ele a repreendeu, adivinhando sua mentira, arrebatou suas mos, e sentando-a de repente. 
  Pagan no estava preparado para ver o cru desejo nos olhos de Deirdre. Jesus!!, 
  Era, sem dvida, o maior grande desafio que j tinha aceito. Aparentar indiferena enquanto sua esposa se despia 
ante ele, jazia nua em uma banheira fumegante, lhe acariciar as coxas nuas, e que, agora, estivesse sentada ante ele 
com um tecido de linho mido pegado a seu corpo. Seu meio das pernas pulsava dolorosamente, e cada instinto em 
lhe rogava tomar essa oportunidade. Mas no cometeria esse engano outra vez. 
  Deirdre era como uma gua sem domar. A agresso s reforava sua resistncia Se ele atuava cuidadosamente, 
pacientemente, finalmente ela viria a ele por prpria vontade. E se ele era inteligente, ela mesma acreditaria que 
tinha sido sua prpria idia. Mas, Me de Deus, no era uma tarefa fcil. No quando ela o olhava com esses 
ardentes olhos azuis. 
  Levou sua voz a um tom indiferena enquanto a soltava e voltava a usar a garrafa de lavanda."Sabe o que 
penso?"
  "Mm?"
  Ele pensava que nunca tinha visto uma mulher mais bela, mais excitante, mais desejvel. 
  Antes de dizer algo de que se arrependeria, levantou-se e cruzou o quarto, depositando a garrafa na 
mesa."Pensava que tem um medo mortal dos homens."
"O que?"
Ele deu volta para ela, sorrindo"Acredito que teme aos homens."
Agora a paixo abandonou seus olhos. E a indignao tomou seu lugar."O que!"
  Pagan cruzou seus braos sobre seu peito, desafiando-a que opinasse ao contrrio. 
"Como pode pensar isso ?"ela contra atacou."Brigo com homens todo o tempo. Matei homens. Voc deveria 
saber..."
"OH, no falo dos homens nas batalhas,"ele disse, sorrindo. 
"Ento o que quer dizer?"
Deus!! ela ficava mais bela ainda quando seus olhos faiscavam  com irritao. 
"Est assustada dos homens em sua cama."
O rubor a traiu."Ora! No  medo. .."
"OH, sim,"lhe assegurou." medo.  muito bvio. Suas mos se apertam, seu olhar se desvia". 
  Ela desafiadamente soltou a manta e levantou seu olhar. Ele sorriu e caminhou para ela, acariciando sua bochecha 
com o anverso de seu dedo. Ela retrocedeu um pouco. 
  "Teme meu contato."Pagan se inclinou para frente at que era esteve suficientemente perto para sussurrar em seu 
ouvido."E absolutamente teme meu beijo esta noite."Acariciou-lhe seu cabelo."Verdade?"
Ela respondeu,"No."
"Est tremendo at os ossos."
"No te temo,"ela insistiu, sua voz mais forte. 
"Ento prova-o."

  Deirdre sentiu que estava sendo manipulada, mas ela no podia dar-se conta de como o fazia. 
  Suas emoes e sua razo, sua irritao e seu desejo, moviam-se em um torvelinho empurrando-a para um lado. E 
ela brigava por manter sua cabea fria em meio da tormenta. 
  Ela sabia que devia, como Pagan havia dito, escolher suas batalhas sabiamente. Esta era uma da qual ela devia 
definitivamente escapar. Mas Pagan tinha arrojado um desafio que ela no podia resistir. Sua coragem estava sendo 
questionada. Seu orgulho tinha sido insultado. Devia responder  acusao dele. 
  Antes que a precauo atuasse, antes que sua conscincia fizesse dela uma covarde, ela disse abruptamente,"Faz 
o que queira ento. Me toque onde queira. Me beije onde queira. No me importa. No estou assustada de voc."
  Em certo nvel, ela se deu conta que tipo de convite selvagem estava fazendo. 
  Mas ela no era tola. A rendio podia ser adiada, mas ela reconhecia, era inevitvel. Um dia teria que submeter-
se a Pagan. Ela era, depois de tudo, sua esposa, e era seu dever produzir herdeiros para Rivenloch. 
  Neste momento, entretanto, ela estava em controle dessa rendio. Era seu prprio desafio. Ele poderia venc-la 
essa noite, sim, e lhe infligir seus perversos atos, mas por Deus que seria por seu prprio pedido. 
" sua vontade ento?"ele perguntou. 
Ela vacilou, ento o olhou aos olhos."Sim."
  Para seu assombro, os olhos de Pagan eram gentis quando lhe devolveu o olhar,e embora seu lbio se curvou para 
cima, no era o sorriso fanfarro que ela esperava. Em troca, seu sorriso parecia de quase... de alvio. 
  Possivelmente, ela imaginou, no devia ser to terrvel. Possivelmente ela podia reter certa dignidade em meio de 
semelhante ato de degradao. 
  Pagan afrouxou o cinto de seu roube e o deixou deslizar de seus ombros, mostrando seu esplndido corpo nu. Ele 
estava inquestionavelmente excitado agora, ela notou. Seu membro emergia do escuro ninho de plo como uma 
adaga, esperando... 
  Esperando cravar-se nela. 
  Ela tragou seu temor. Tinha que deix-lo fazer isso. No estava em sua natureza abster-se de um combate por 
medo de ser ferida. Preparou-se para seu ataque. 
  Mas para sua surpresa, ele tirou-lhe violentamente o lenol de cima dela. 
  Ele no a acossou com beijos. Ele no se lanou para frente para esmag-la contra o colcho. No havia ataque. 
Em troca, ele caminhou a seu lado e se sentou com calma na cama, to perto que ela sentiu o calor vindo de sua 
pele. 
"Sei por que me teme,"ele murmurou. 
"No me importa sab-lo".
"Teme-me porque pensa que sou seu inimigo."
Ele estava quase correto. Ela ainda o considerava um estrangeiro, um invasor, uma ameaa. 
"Conhece a primeiro regra em questes de guerra, verdade?"
Quando ela no respondeu, lhe deu a resposta. 
"Conhece seu inimigo."
  Com essa revelao, estirou-se sobre a cama. Ento estendeu seus braos para cima, com sua palma para cima, 
em um gesto de absoluta rendio. 
  "Vm,"convidou-a."Conhece seu inimigo."
  Deirdre tragou em seco. Tivesse preferido meter-se debaixo da manta. Ainda assim, deu-se conta do valor do que 
Pagan lhe estava oferecendo. Sim, ela j tinha concordado em deitar-se com ele, mas agora era claro que seria nos 
trminos dela. No precisava sentir-se submetida ou envergonhada, porque ele a tinha deixado ir por sua prpria 
vontade. Ela estaria no controle. Era um presente precioso que ele lhe oferecia. 
  Entretanto, sabendo que isso no faria a tarefa mais fcil. Ela era to ignorante como um cavalheiro novio a 
respeito de colocar a cota de malha pela primeira vez. animou-se a si mesmo com uma inspirao profunda, ento o 
olhou, considerando como e por onde comear. 
  Seu olhar se dirigiu ao brao direito, havia uma cicatriz ao longo de sua palma. Perguntou-se como a teria feito. 
Com dedos trementes, ela se estirou para percorrer essa marca. 
  "Usei minha mo como escudo quando tinha 16 anos,"ele brandamente explicou. 
  Ela se esticou ante essa imagem, ento seguindo o percurso da cicatriz ao longo da parte interior de seu 
antebrao. Ela o olhou questionando-o. 
  "Me escorregou a faca tratando de liberar umas cativas."Ento ele adicionou,"Cativas escocesas."
  Logo ela dirigiu sua ateno a uma linha branca por cima do peito direito. Ela a roou com a ponta do dedo. 
  "Minha primeira briga,"ele disse. 
  Ela sorriu. Levantou-se o cabelo do pescoo e lhe mostrou uma marca."Minha primeira briga."
  Seus olhos se encontraram. Pagan sorriu, e Deirdre sentiu uma sbita e curiosa camaradagem com ele. Cada 
cicatriz tinha uma histria, e as suas no eram to diferente. Com cada minuto que passava, Pagan parecia menos 
Normando e mais um companheiro guerreiro, menos inimigo e mais marido. 
  Encorajada, ela fez correr seu polegar ao longo de seu queixo, sobre a cicatriz que ela tinha notado quando tinha-
o visto pela primeira vez. Seu queixo tinha sido recentemente barbeado, e estava suave ao tato. Ela podia ver o 
pulso de sua garganta, forte e firme, pulsando quase to rapidamente como o seu prprio. 
"Quase perdi minha cabea em uma batalha,"lhe confiou. 
Ela conteve a respirao. 
Ele sorriu."foi Colin quem me barbeou."
Acima de sua sobrancelha, perto do nascimento de seu cabelo, havia outra marca dbil de forma triangular. 
"E esta?"ela perguntou. 
"Cimes de falco."
Ela o olhou aos olhos. Brilhavam com humor. 
"No gostou que beijasse  senhora falco."
  Os cimes acossaram Deirdre por um instante enquanto imaginava Pagan beijando a outra mulher. Mas ela se 
encolheu de ombros, permitindo que seu olhar vagasse a seu ombro direito. 
Passou seus dedos sobre a carne ali. Estava intacta. Ento, enquanto descia por seu brao, para o cotovelo, ele se 
retorceu. 
Deirdre franziu o cenho e o tocou outra vez. 
"Ah!"ele conteve a respirao, tirando o brao. 
"di-te ?"ela perguntou preocupada, deslizando seus dedos ao longo de sua carne outra vez mas com menos 
presso. 
"Para, moa!"Seu brao lhe apanhou a mo contra suas costelas. 
"O que acontece?"
"Nada."
Ela estreitou seus olhos. Ele estava mentindo. Ela repetiu,"O que acontece?"
"Nada, te disse. S no ..."
"Est ferido?"
"No."
"Deformado?"
"No!"
"Descapacitado?"
"No, nada disso!"
  Ela se moveu e apertou seus dedos gentilmente entre seu brao e o peito, procurando ao longo de suas costelas 
algo que estivesse mau."Di...?"
"No, basta moa!"Pagan apertou seu brao ainda mais contra as costelas. 
'Ento O que?"
"D-me ccegas, maldio!"


Captulo 22 
Uma revelao.
Deirdre pestanejou perplexa. 
  "Est contente agora?"ele murmurou, sua sobrancelha franzida mostrando irritao, suas bochechas realmente 
ruborizadas de vergonha."D-me ccegas."
  Por um momento no soube o que dizer. Ento o sorriso apareceu em seus lbios, e como aconselhada pelo 
demnio ela moveu seus dedos apanhados entre o brao e as costelas. 
  "Ah!"ele gritou."Para!"
  Naturalmente, suas suplicas s inspiraram ainda mais o esprito travesso dela. 
  "Por Deus!!, No posso liberar minha mo,"ela mentiu, movendo seus dedos ainda com mais entusiasmo entre 
suas costelas. 
  "Maldita moa!"ele grunhiu. 
  Muito divertida com a vulnerabilidade dele, Deirdre se moveu para ajoelhar-se por cima de Pagan e comeou a 
usar ambas as mos, lhe fazendo ccegas com ainda mais energia.. 
  "Acredito que encontrei debilidade de meu inimigo,"ela disse enquanto suas risadas e seus insultos esquentavam 
o ar. 
  Exatamente quando o lenol se deslizou de seu corpo, no sabia. Ela estava muito ocupada com o infortnio de 
Pagan para dar-se conta. Mas a vantagem dela no durou muito. Depois vrios minutos de tortura, Pagan finalmente 
encontrou uma sada. Apanhando as suas mos, usou seu peso para d-la volta, e quando ele ficou triunfal em cima 
dela, pressionado as travessas mos dela contra o colcho, seus corpos encontraram-se, pele sobre pele. 
  Deirdre apenas se deu conta ao princpio. Ela sorriu ofegante, ele tambm riu contra ela, seus dentes brilhantes, 
seus olhos, como esmeraldas. Deus!! ele era bonito, e formoso como um anjo cado. Ela se perguntou como se 
sentiria com sua risada dentro de sua boca. 
  Olharam-se um ao outro, suas respiraes vinham agitadas e seus coraes martelando em contraponto, o humor 
do momento gradualmente se desvaneceu. O olhar de Pagan viajou sobre os traos dela como se os visse pela 
primeira vez, e seu sorriso se suavizou enquanto ele afrouxava o aperto sobre as mos dela. 
  Deirdre sentiu sua terna contemplao. 
  Mas os olhos de Pagan fizeram mais que derret-la. Sentiu-se acalorada, fervendo, debaixo desse olhar, e se 
voltou consciente do ntimo contato entre eles. Sua carne ardia contra a dela. O peso dele se sentia confortvel 
sobre ela. E pulsando em seu baixo ventre, como um invasor no convidado, seu pnis parecia chamar os portes de 
sua fortaleza mas ntima. 
  Entretanto, no estava assustada. Seu corpo tremia como quando estava por combater com um lutador 
desconhecido, com antecipao e excitao. 
"Ah, esposa,"Pagan murmurou,"Posso tomar meu beijo agora?"
Ela no queria outra coisa."Se o desejar."
  Ela fechou seus olhos, esperando sentir sua boca sobre a dela. Em troca, lentamente ele se deslizou para a parte 
inferior de seu corpo. Talvez, ela pensou vagamente, ele a beijaria na garganta,. Mas no, Pagan se deslizou mais 
para baixo, tomando o pendente do martelo de Thor entre seus dentes e o movendo a um lado. Possivelmente me 
beijasse no peito outra vez. Deirdre conteve a respirao, antecipando essa deliciosa sensao. Mas Pagan no se 
deteve a. Sentiu seu cabelo lhe fazendo ccegas no ventre enquanto ele se movia mais abaixo ainda. 
  Suas mos ainda lhe sujeitavam os pulsos, por isso no instante em que ela se deu conta de seu destino conteve a 
respirao com pnico e mortificao, Pagan esticou seu afeto ainda mais para acautelar as possveis resistncias 
que seguiriam. 
  "No!"ela sussurrou enquanto sentia a respirao dele sobre os delicados cachos de plo que custodiavam seu 
pbis. 
  "Quieta, minha lady,"ele sussurrou." o lugar de minha eleio."
  Deirdre sentiu sua cara avermelhar-se. OH, certamente Pagan no podia estar dizendo que a beijaria ali. 
  Ela se retorceu suas mos dentro do firme aperto de Pagan. 
  "Prometeu-me isto,"ele murmurou, o calor de sua respirao parecia queimar-se,"por livre vontade."
  Ela tremeu. Era verdade. Disse-se a si mesmo. Me toque onde queira. Me beije onde queira. Mas ela nunca teria 
imaginado que ele o faria. 
  E agora ela devia obedecer. Era uma questo de honra. To difcil como lhe resultou, ela brigou contra sua 
prpria natureza, forando a seu corpo a render-se. Relaxou seus braos e cessou de lutar com ele. Lanando um a 
gemido de frustrao e horror, fechou seus olhos e esperou. 
  Quando Pagan soltou suas mos, seus punhos imediatamente se aferraram  manta debaixo dela. As palmas dele 
se deslizaram ao longo de sua cintura e se pousaram nos ossos de sua cintura, acariciando-a com gentil segurana. 
Seus polegares procuraram o lugar mais baixo em seu ventre onde comeava o plo, bordeando cada vez mais perto 
de seu lugar mais secreto. Para seu assombro, seu corpo comeou a tremer com antecipao, e tambm com 
necessidade, como se de algum jeito quisesse isto. A incerteza era excruciante. 
  Suas mos avanaram mais para baixo. Um soluo escapou de sua garganta quando os polegares meigamente 
abriram as ptalas entre suas coxas, forando-os a florescer, e deixando sua intimidade completamente exposta. 
  E ento sua boca se fechou sobre sua carne. Ela havia sentido seu contato ali antes, a calidez das pontas de seus 
dedos. Mas isto ... 
  Fascas de um fogo radiante estalaram atravs seu corpo, incinerando tudo, qualquer vulgaridade, culpa ou 
vergonha. Isto estava alm da vergonha e do decoro, era uma sensao gloriosa, e lhe tirou o ltimo vestgio de 
resistncia 
  A mida presso de seus lbios, o contato quente de sua lngua a arrastou a um estado de loucura no que ela j 
no podia pedir ajuda s gritar e arquear seu corpo com entusiasmo ao receber seu beijo. 
  Ela tinha acreditado que isso era o cu. Mas quando ele comeou a banhar a zona, a lamb-la e fazer crculos ao 
redor do centro de seu sexo, seu corpo se encrespou como se a tivesse acertado um raio. Embora ela no conhecia a 
msica, respondeu a sua cadncia, balanando-se, retorcendo-se, soluando de desejo. 
  Mais alto e mais alto sua paixo crescia e se esticava, como um arco a ponto de disparar uma flecha, at que 
finalmente ela no pde chegar mais alto, tinha sido disparada como uma flecha direto ao sol. 
  Soluando e gemendo de alegria, voou para cima, e nesse instante de xtase, Pagan se moveu rapidamente para 
unir-se ao corpo dela. Houve uma breve espetada aguda, no pior que um arranho superficial feito com uma adaga, 
e ento uma incrvel Completude quando ele a penetrou profundamente. To profundamente que ao princpio 
acreditou que a tinha atravessado mas a dor desapareceu to rapidamente como veio, e ela ficou s com a estranha 
sensao de invaso e posse enquanto Pagan esperava dentro de seu ventre, que os tremores e os espasmos de 
prazer passassem. 
Pagan tremeu em cima dela, permitindo que as ondas de seu climax fluram sobre seu membro, 
Demorando sua prpria satisfao at que ela aceitasse completamente sua intruso.
Doce Santos do Cu!! Era impossvel, queria-a mais do que tinha querido a uma mulher. 
  Deus!!, Ela era bela. A rendio dela o fazia render-se a ele. Sua pele estava mida com suor limpo, sua 
sobrancelha se enrugou pelo esforo, e a feminina fora com a qual ela tinha respondido a sua seduo quase o 
tinha feito alcanar o climax antes do tempo. 
  Finalmente ela se acalmou, embora sua respirao ainda vinha com ofegos e gemidos. 
  Pagan desejava tomar-se seu tempo com ela. Desejava fazer o amor lentamente, pacientemente, do modo que ela 
merecia. Mas as noites de celibato forado no permitiriam esse luxo. Seria gentil com ela, sim, mas sua 
necessidade era grande. E iminente. No duraria muito. No do modo em que ela se comprimia ao redor de seu 
membro.. 
  Tratando manter a intensidade de seu desejo contido, sustentou-se sobre seus cotovelos e tomou os lados da 
cabea dela, acariciando sua aveludada bochecha com seu polegar. 
"No queria te machucar,"ele sussurrou. 
Seus olhos brilharam no com lgrimas, a no ser com coragem. 
"A dor passar,"ele disse,"Prometo-o."
  Seu olhar recaiu sobre sua irresistvel boca, to cheia e rosada, e ele baixou sua cabea para prov-la. Seus lbios 
eram quentes, suaves e convidativos. Gradualmente ela respondeu a seu beijo e iniciou seu prprio ato ertico, lhe 
lambendo timidamente a boca. Ele se perguntou se ela gostava desse sabor salgado e doce de seu sexo em seus 
lbios. 
  Lentamente, cuidadosamente, extraiu seu membro, esticando seu queixo contra essa deliciosa frico, ento 
avanou para dentro outra vez. Ela conteve a respirao assombrada. Era completamente divino, o modo em que o 
corpo dela envolvia o dele. Retirou-se brevemente, para logo investir para frente uma vez mais. 
  Desta vez ela gemeu, um som de agrado que levou Pagan a uma nova altura de paixo. Incapaz de resistir ao 
natural ritmo do desejo, Pagan repetiu os movimentos de entrada e sada, saboreando os doces gemidos dela quase 
tanto como a euforia de sua carne apertando-se contra ele. 
  Seu sangue bombeava muito veloz. Sua luxria crescia muito rapidamente. Muito cedo ele sentiu seu membro 
ficar rgido, ansioso para esparramar sua semente. E ento, por algum milagre, Deirdre comeou a se mexer em 
unssono com ele. Ela levantou suas pernas para as enroscar ao redor de sua cintura, para apertar suas ndegas em 
uma ardente demanda. 
  Como um lenho seco estalando no fogo, seu corpo pareceu explodir em centenas de fascas brilhantes. O calor era 
intolervel. No ponto em que estavam unidos, sentiu-se como se ambos se fundiram em um. Cada espasmo de 
xtase foi compartilhado, como dois cavaleiros em um s cavalo. Pagan gritou forte sua alegria, seu terror, porque 
nunca se tinha unido to completamente com uma mulher. Seu membro encontrou seu alvio na doce descarga, sim, 
mas seu rapto de prazer corria por rios mais profundos. 
  Deirdre era sua. Finalmente. Tinha brigado duramente por ela e a tinha ganho. Ela tremeu debaixo dele como um 
conquistado rival cado no cho, sem respirao e subjugada. 
  E entretanto seu triunfo era uma espada de duplo fio. Ainda sob os efeitos da paixo, foi completamente 
consciente de que sua bela guerreira, sua magnfica esposa, agora possua a ele tambm. 
  O primeiro raio de sol penetrou na manh nebulosa, Deirdre levantou a vista, j amanhecia., Ausentemente 
seguiu limpando sua espada, quando terminou com a tarefa voltou a caminhar impacientemente no campo de 
treinamento. 
  Pagan chegava tarde. 
  Era suficientemente mau ter que enfrent-lo depois das perturbadoras intimidades que eles tinham compartilhado 
na noite anterior. Mas o fato de que ele demorasse essa confrontao a punha ainda mais ansiosa e a conduzia a 
uma perigosa introspeco. 
  Sua relao tinha trocado? Ela agitou sua espada passando-a no cho, cortando umas flores. Sua rendio na 
cama provava a dominancia dele? Ela se mordeu o lbio. 
  E se Pagan a tratava com a condescendncia para o inimigo conquistado? Olhou a seu redor procurando 
furtivamente a presena de testemunhas. 
  O que mais a preocupava, o que acelerava seu pulso e o que a fazia esticar seus punhos, era o dar-se conta que 
sua relao tinha trocado, mas de um modo que ela nunca tinha previsto. To incrvel como parecia, quando ela 
tinha despertado essa manh e viu os indcios do ocorrido: a banheira com gua, as velas derretidas, os lenis da 
cama enrugados, no sentiu arrependimento. 
  De fato, suas lembranas se fizeram mais prazenteiras quando olhou a Pagan, dormindo em uma enganosa 
inocncia ao lado dela. Seu corao bateu as asas, e ela desfrutou da viso de seu cabelo desordenado, sua boca 
sensual, seu queixo firme e as palmas abertas de suas mos. A coxa nua dele tinha roado a sua e um comicho 
quente lhe percorreu o corpo to rpido como um fogo selvagem. 
  Sim, ela conhecia seu inimigo agora, completamente. Conhecia-o e o desejava. 
  Era a espantosa realidade, uma que a deixava temerariamente vulnervel. Porque Pagan sabia que sua debilidade 
era ele. E se ele se desse conta de quo facilmente ela podia ser vencida, quo facilmente ela podia ser controlada... 
  Deirdre soltou um suspiro. No devia deixar que ele o descobrisse. Devia parecer indiferente pelo que tinha 
acontecido a noite anterior. Devia atuar como se eles nunca tivessem se beijaram. Que Deus a ajudasse! Que nunca 
tinham compartilhado seus corpos. 
  Cortou um girassol pela metade com sua espada, girou, e praticou alguns movimentos no ar, tratando de 
focalizar-se em algo que no fosse o magnfico normando, que a tinha beijado to pecaminosamente e a tinha 
enchido com sua semente. E com seu poder. E com seu amor.
  "Veio cedo."
  Deirdre conteve a respirao, quase tropeando-se com sua espada. A estava parado o homem, vestido de azul, 
bonito como o diabo, e to resplandecente como o amanhecer. Pela cruz de Cristo!! Sua memria no lhe tinha feito 
justia. Verdadeiramente ela se rendeu a esse Adonis ontem  noite? Tinha jazido, boca contra boca, peito contra 
peito, carne contra carne, com esse esplndido corpo? 
  Sentindo que seu sangue lhe subia  cara, ela desviou seu olhar, examinando o punho de sua espada como se 
nunca o tivesse visto antes."Chega tarde,"ela conseguiu dizer. 
Ele sorriu brandamente, um som sedutor para os ouvidos dela.
"Dormi profundamente ontem  noite."
  O olhar dela foi para cima, conseguindo ver o sugestivo sorriso dele. Suas bochechas ardiam e seu corao 
cavalgava a todo galope. Deus!! Ele era irresistvel. Seu sorriso preguioso era encantador. 
  A piscada em seus olhos a enterneceu. Ainda seus cabelos rebeldes causaram-lhe um torvelinho de luxria. Doce 
Jesus!!! Como conseguiria esconder a atrao por ele? 
  Distrao, ela decidiu. Algo que tirasse esse homem de sua mente. E a melhor distrao era treinar. 
  Havia um s problema. Obviamente Pagan no tinha vindo para brigar."No traz armadura."
  Pagan se encolheu de ombros."No tive tempo. Mas no importa. Posso-me defender sozinho bastante bem em 
um treinamento."Ento estreitou seus olhos com fingida reserva."A menos que tenha a inteno de me matar."
  Sorrindo fracamente, ela sacudiu a cabea.."Comeamos?"
  Pagan abriu o porto do campo de treinamento para ela, e lhe murmurou quando ela passava."Eest dolorida ou 
tensa?"
  Deirdre se ruborizou violentamente. Era tpico de um libertino perguntar esse tipo de coisa. Sim, havia uma leve 
dor entre suas pernas, mas... 
  "A massagem te ajudou?"
  Ela pestanejou. Seus msculos.  obvio. Falava de seus msculos. Instantaneamente envergonhada, ela 
murmurou,"Sim. Obrigado."
  Deus!! Seria um desafio manter a mente concentrada. 
  Contrariamente a suas expectativas, mais que distrair a seus pensamentos, combater com Pagan lhe trouxe alvio. 
Nunca se tinha dado conta de como a esgrima se parecia com o ato sexual: avanar, retroceder, investir, voltar a 
retroceder e tratar de entrar no corpo de outro. Pagan brigava do mesmo modo que fazia amor, com paixo, 
habilidade e pacincia. Movia-se com graa, e entretanto esbanjava sua energia. Cada grunhido, cada lance, cada 
investida lhe recordava a unio apaixonada deles. E, apesar da dor residual entre suas coxas, apesar do lugar errado 
e do momento, e apesar de sua frrea determinao, ela o desejou. 
  Captulo 23 
Despi-lo no era uma deciso consciente dela. 
Tudo comeou de maneira inocente. 
A ponta de sua espada apanhou seu plaid e lhe cortou o ombro deixando a camisa pendurando. 
  "Ora!"Pagan levantou suas mos para fingir desprazer." meu melhor plaid, minha lady,"ele grunhiu. Mas apesar 
de seu ultraje havia diverso em seus olhos quando a olhou. 
  Seu corao se acelerou ante a impulsividade que subitamente pareceu domin-la, e ela o atacou outra vez, esta 
vez rasgando o outro ombro. Com apenas seu cinturo de couro, o plaid caiu de seu peito, expondo a camisa de 
linho que levava debaixo. 
  "O que!"explorou ele surpreso, e retrocedeu."Minha lady, o que faz..?"
  Antes de que ele pudesse terminar a frase, ela deslizou sua espada entre os laos de sua camisa, cortando-os e 
abrindo o objeto. 
  A camisa caiu de seus ombros, pendurando debaixo de seus cotovelos. Ento, enquanto Pagan estava parado com 
a boca aberta de assombro, lhe arrebatou sua espada com um golpe de sua espada, mandando-a a golpear contra a 
cerca. 
  Sem respirao por seu prprio atrevimento aberrante, Deirdre apoiou a ponta de sua espada contra seu peito, seu 
magnfico peito, e o fez retroceder um passo, logo, dois. 
Pagan franziu o cenho preocupado"Minha lady, o que te passa ?"
"Vm,"ela disse, sua voz estranhamente rouca."Dentro do estbulo."
  Como pde, Pagan levantou suas mos em um gesto de concesso, fazendo recordar a ela sua prpria rendio 
depois das exploraes de ontem  noite. Passo por passo, fez-o retroceder at lev-lo atravs da porta do estbulo, 
durante o trajeto se questionou sua prpria sanidade mental. 
  O doce aroma do feno fresco e a sombra do interior do estbulo a inspirou. Seu corao comeou a golpear contra 
suas costelas, e seu sexo pareceu pulsar em antecipao do que viria. 
  Pagan deveu ter adivinhado suas intenes, porque soltou um gemido, e um suspiro enquanto ela o abandonava 
contra a parede do estbulo. 
  A respirao dela era febril, sustentava sua espada em uma mo e usou a outra para alcanar a fivela de seu 
cinturo. Pagan apertou seu queixo quando lhe desabotoaram o cinto de couro. Os restos do plaid caram, mas sua 
camisa ainda estava em seus braos. Deirdre deixou sua espada de lado. Ento ela apanhou o tecido de sua camisa 
com ambos os punhos e a rasgou. 
  "Ah, esposa,"ele suspirou, seus olhos eram fogo lquido. 
  Mas ela estava muito longe de ser terna. O combate tinha esquentado seu sangue. Era impossvel domar os 
selvagens instintos clamando liberao dentro dele. 
  "Ponha-se de costas,"ela conteve a respirao, empurrando seu peito com a palma de mo. 
  Pagan cambaleou e caiu em um montculo de palha. Ento, apoiando-se em seus cotovelos, com sua roupa 
rasgada, seu peito respirando pesadamente, olhou-a com crua luxria. 
  A respirao a abandonou, e o ar tremeu com tenso. Atuando seus instintos, ela de ajoelhou ante ele, medindo 
suas calas e logo rasgando-os para liberar  bonita besta dentro deles. 
  Seus prprio objetos de vestir a incomodavam. No podia despi-lo suficientemente rpido. 
  Com um grito de frustrao, ela lutou para afrouxar o cinturo da espada, mas seus desesperados dedos estavam 
torpes para essa tarefa. 
  As mos dele se fizeram cargo do trabalho, e lhe tirou o cinturo. Ento ela tratou de tirar o protetor do peito mas 
foi impossvel. 
  "No importa,"Pagan lhe pediu."S levanta-o."Enquanto ela o fazia Pagan se ocupou da parte de baixo e 
rapidamente a liberou da roupa interior, a ltima barreira entre eles. 
  Deirdre no podia esperar mais. Seu sangue era fogo. Sua pele ansiava seu contato. Seu sexo lhe doa de tanta 
necessidade. O montou, sentando-se sobre seu membro. 
  "Ah!"ele gritou forte, arqueando sua cabea para trs como se ela o tivesse ferido mortalmente. 
  Sua boca se abriu com assombro. No haviam palavras para descrever a paixo de sua unio, o ar triunfal com o 
que ela o mantinha a debaixo. Deirdre iniciou os movimentos da cpula, adquirindo a cadncia e o meneio to 
antigos como o mar. 
  A fivelas de sua cota de malha soavam com cada investida, como campainhas acompanhando sua tempestuosa 
dana. O sangue dela, j avivada pelo combate, fervia agora como lava em suas veias. A deliciosa frico de sua 
carne dentro da dela incrementou seu desejo. Um estranho zumbido comeou a soar em seus ouvidos, era a sensual 
msica da euforia que estava por chegar. 
  Pagan ps suas palmas sobre seus ombros, tratando que ela diminusse o ritmo. 
  "No posso.. esperar ..."Pagan conteve a respirao. 
  Para que ele queria esperar, ela no sabia. Ela o queria agora. Deirdre apanhou suas mos e forou seus braos 
para trs. 
  Isso pareceu perturb-lo ainda mais"Ah, Deus, moa!"Seus olhos se obscureceram de luxria."Ah, Deus!"
  Mas no lhe importava. Este era seu momento. Hoje teria sua deliciosa vingana. 
  Hoje ela era o amo. 
  Pagan apertou seus olhos e virou sua cabea a um lado. Seu queixo firmemente tenso, enquanto tratava de 
dominar a mar inevitvel. Deirdre, entretanto, mantinha seus olhos abertos. 
  Ela queria ser testemunha de sua derrota, de sua rendio, de sua humilhao. 
  Uma gota de suor caiu da ponta de seu nariz sobre a bochecha dele, e subitamente seu corpo se congelou. 
Debaixo dele, Pagan esticou punhos, e uma expresso de intensa agonia retorceu sua cara. A doce imagem 
catapultou sua prpria paixo mais alm do cu. E quando Pagan se arqueou, ela o seguiu com um violento 
orgasmo. 
  Momentos mais tarde, esgotada, Deirdre se esparramou sobre ele, escutando como baixava as pulsaes do 
corao de Pagan. Sim, ela se sentiu poderosa. E dominante. E vencedora. Mas ela no tinha ganho uma vingana, e 
nunca o faria, porque tinha descoberto que o triunfo de fazer o amor no era seu somente. Era um triunfo 
compartilhado. Era uma coisa curiosa. 
"Mataste-me, minha lady,"ele murmurou exausto. 
Ela sorriu."No. Ainda posso ouvir seu corao pulsando."
"Sim, meu corao pulsa por voc. Mas te asseguro, que o resto de mim est morto."
O sorriso dela aumentou."Conheo um modo de ressuscitar aos mortos."Ela correu seus dedos ao longo de suas 
costelas. 
Pagan arrebatou sua mo de uma vez, gemendo."OH, no. Piedade, rogo-lhe isso."
  Deirdre teve piedade dele aconchegando-se inofensivamente contra seu peito. Seus braos a rodearam, e por um 
momento de paz, flutuaram juntos. 
  "Sabe o assombrosa que  ?"ele sussurrou contra seu cabelo. Ela no sabia como lhe responder. 
  Mas antes de que ela fose compelida a responder, Pagan agarrou sua nuca gentilmente."Estou verdadeiramente 
agradado Fiz bem em escolher me casar com voc."
Ela levantou sua cabea e franziu o cenho."No me escolheu,"ela corrigiu."Eu escolhi a voc."
"Seguro?"Seus olhos faiscavam enigmticamente. 
"Sim,"lhe assegurou. 
Ele levantou as sobrancelhas."Suspeito que foi mais um sacrifcio que uma eleio."
Ela seguiu o trao da cicatriz sobre seu peito."No sou infeliz com meu sacrifcio."
  "No  infeliz."Seu sorriso fez que as palavras dela soassem dbeis, inadequadas. Ele adicionou 
amargamente,"Agrada-me ouvi-lo."
Ela se acomodou para escutar seu corao. Era um som confortante, forte, rtmico e tranqilizador. 
Pagan acariciou seu cabelo."Sabe o que estou pensando?"
"O que"ela disse adormecida. 
Pagan enrugou pensativamente suas sobrancelhas."Talvez uma sesso de treinamento por dia no  suficiente"
  Ela se incorporou e o olhou maliciosamente, beliscando-o no brao lhe disse."Libertino. Ambiciosos, no me 
diga que j pode...?"
  Sua mo abruptamente se moveu para cobrir sua boca. Pagan tinha ouvido algo. Ela se calou instantaneamente. 
  Pagan estava agradecido pelos instintos guerreiro de Deirdre. Ela sentiu o perigo tambm. Ela sabia quando devia 
ficar quieta. 
  Vozes afogadas vinham do campo de treinamento. Vozes de homens. Pagan se esforou por ouvir. Ento as 
reconheceu. Seus prprios cavalheiros, Rauve e Adric. 
  Tirou sua mo da boca de Deirdre, deixando um dedo sobre seus lbios para que ela fizesse silncio enquanto ele 
escutava. 
"Vamos,"Rauve o convencia."Pagarei-te em duas semanas. Sabe que o farei."
"No posso acreditar que estou fazendo isto,"Adric murmurou. 
Houve sons de moedas. 
"No  minha culpa, voc sabe,"Rauve disse."O ladro no bosque me apanhou, era como... como a um ..."
"Como uma sombra? Assim  como o chamam. A Sombra. O que estava fazendo no bosque?"
"Nada."
"Nada,"Adric repetiu."No estava sozinho, verdade? Estava com a moa que serve as mesas ou com as da 
cozinha ?"
"Bobo, com nenhuma das duas. Por isso  que no posso me dar conta como me roubou."
  "Bem, merecia que lhe roubem,"Adric disse,"depois de que a doce Lady Miriel nos rogou que devolvssemos as 
lucros do jogo e voc no tinha dado as tuas."
  "Isso  o cruel de tudo isto. Juro-o, estava to bbado, nem sequer recordava ter ganho dinheiro. Quando esse 
ladro encontrou a prata em minha bolsa, no tinha nem idia de onde tinha vindo."
  "At que Lady Miriel lhe recordou isso."
  "No, at que a mulher que levei a bosque me recordou isso. Ela me viu ganhr-lo."
  "Sabia!"Adric gritou."Fornicou no bosque."
  Suas vozes se fizeram mais fortes, e Deirdre comeou a mover-se inquieta. Pagan sabia que se seus cavalheiros 
entravam em estbulo, no haveria modo de esconder o que havia a. Depois de tudo, a roupa estava esparramada 
por todos lados, o cabelo de Deirdre tinha restos de palha, e Pagan no podia apagar o sorriso de satisfao de sua 
cara. Era intil entrar em pnico e tratar de esconder-se. 
  Mas,  obvio, essa seria a inteno de Deirdre, e foi impossvel fre-la. Parou e recuperou sua espada do piso. 
  Ento, para surpresa dele, ela se deu volta para enfrentar aos intrusos, ficando a si mesmo entre eles e ele como se 
ela pudesse proteger sua honra. Foi comovedor mas desnecessrio. 
  "No acreditaria,"Rauve disse enquanto sua sombra se viu na entrada do estbulo. 
  "Era todo negro como Lcifer. Se movia to veloz como o diabo, tambm sabia como saltar e chutar. Poderia ter 
apanhado ao bastardo se no tivesse tido que proteger minha dama."
"Os espritos escoceses no podem ser apanhados,"Adric disse. 
"So de outro mundo".
"Bem, mas se for de outro mundo, ento para que necessita minha prata ?"
  Rauve encheu o marco da porta e, como um confivel Cavalheiro de Cameliard, logo que viu Deirdre, 
desembainhou sua espada. 
  Ela comeou a inventar uma histria."V! Busca roupa para Sir Pagan. Seu.... seu ... cavalo o atacou e ... e... 
rasgou-lhe o plaid... e ..."
  Pagan no sabia o que era mais divertido, se o pattico intento de Deirdre ao mentir ou a expresso de Rauve de 
descrena, dado que o cavalo mastigava placidamente no estbulo. Pagan estalou em risadas. 
O olhar letal que Deirdre lhe lanou poderia ter derretido o ao. 
"Meu lorde?"Rauve perguntou, claramente confundido. 
Pagan sorriu, tomando um monto de palha para esconder sua nudez enquanto se sentava. 
  "Busca-me uns objetos de vestir. E calas para Lady Deirdre. E vocs dois nenhuma palavra a respeito disto ou 
lhes cortarei as cabeas."
  Deirdre ficou vermelha. 
  "Sim, meu lorde."A cara de Rauve era uma mscara de decoro enquanto embainhava sua espada, havendo sem 
duvida, passado muitas situaes incmodas como estas. 
  Quanto ao Adric, o Cinza, o sorriso de"eu entendo tudo o que passou aqui"lhe custaria tarefas extras na armera 
mais tarde, Pagan jurou. 
  Finalmente, a dignidade de Deirdre foi recomposta, e apesar das suspeitas dela de que todo o castelo logo saberia 
de sua perfdia, Rauve e Adric cumpriram suas promessas. 
No havia cochichos entre as servas, nem sussurros na armera. E se Pagan estava um pouco triste porque era 
altamente provvel que ela nunca mais cometesse o engano de atac-lo sexualmente nos estbulos, consolou-se com 
o fato que a ela no parecia temer atac-lo em outros lados. 
Em muitos lados. 
Repetitivamente. 
Exaustivamente. 
E sexualmente.
Os dias passavam em relativa harmonia agora, com isolados desacordos entre eles. 
  Pagan permanecia firme no relativo  defesa do castelo. Havia provas litogrficas de que uns lordes ingleses se 
uniram s foras, formando um considervel exrcito que agora estava atacando castelos ao longo da fronteira. 
Ento Pagan estabeleceu grupos de homens que preparavam flechas dia e noite, e a forja na ferraria jamais deixava 
de trabalhar. 
  Mas lhe tinha cedido voluntariamente a Deirdre a administrao de justia no castelo.
  To pacficos como eram os dias, a noites estavam cheias de conflitos. Brigavam por quem ocuparia a posio de 
cima na cama, no concordavam se deviam fazer o amor antes ou depois do jantar, e no ficavam de acordo sobre 
qual era o lugar eleito para dar o beijo de cada dia, uma discrdia que Pagan tolerava agradado. E depois de vrias 
noites, foi se convencendo de que era o cavalheiro mais afortunado do mundo. Quantos homens podiam dizer que 
se deitavam com seu companheiro de treinamento favorito E que"este"era tambm sua esposa? 

Captulo 24 
  Do alto da almenada sobre a muralha, Deirdre ajustou sua capa, envolvendo-se ainda mais contra a tarde nebulosa 
e alegremente estudou a comoo no jardim abaixo. As melhoras edificais de Pagan  medida que passavam os dias 
eram mais impresivas. 
  Enquanto homens e meninos cooperavam com as tarefas de construo, Deirdre e Miriel se ocupavam do 
funcionamento dirio do castelo e se asseguravam de que sempre houvesse comida e cerveja para os trabalhadores. 
  Ela sorriu. Ainda Helena estaria impressionada. 
  Deu a volta para olhar para o bosque, ao ponto longnquo onde ela sabia que estava a cabana abandonada, o lugar 
onde ela suspeitava estavam Helena e seu refm Colin. 
  Estava surpreendida de que no houvessem retornado ainda. Certamente com o voraz apetite de Helena, j 
deveriam estar ficando sem comida. Mas Deirdre no estava preocupada. Helena era uma mulher capaz e auto-
suficiente. Estava suficientemente segura nessa cabana, e, de acordo com Pagan, suficiente segura em companhia 
de seu homem de confiana. 
  Mas alm dos bosques, sobre as distantes colinas, numerosas nuvens se elevavam. Ela grunhiu, esperando que a 
chuvas esperasse at que o teto do novo curral para as pombas estivesse terminado. 
  Voltou-se para observar ao jardim. Como esperava, era s uma questo de tempo antes que Pagan cruzasse a 
grama em meio de suas atividades. Caminhava com segurana, levando um pacote sob um brao, saudou o Kenneth 
enquanto passava, deteve-se falar com o construtor. 
  Deirdre suspirou, perguntando-se se seu corao alguma vez se aquietaria ante a imagem de Pagan. 
  Seu matrimnio tinha sido transformado nos ltimos dias. 
  Ela se dava conta disso agora, o lao entre marido e esposa podia ser potente. No era s a intimidade fsica que 
ela e Pagan compartilhavam, mas a unio que criava uma fora de esprito que excedia o poder individual de cada 
um. Assim como no campo de batalha, dois guerreiros podiam vencer mais inimigos quando brigavam juntos. Sua 
unio tinha criado algo mais tambm, ao menos de acordo s profecias de Sung Li. A mulher podia ser 
extremamente crtica s vezes, mas suas predies raras vezes estavam erradas, e essa manh tinha informado a 
Deirdre que um novo herdeiro de Rivenloch tinha chegado. 
  Deirdre apoiou sua palma em seu ventre, maravilhando-se ante essa possibilidade. 
  Pagan captou a imagem dela e se deteve em seco. Por um momento s esteve parado olhando-a fixamente. 
  Meu Deus! Seu olhar, ainda a essa distncia, esquentava-a at os ossos. Era difcil imaginar-se tendo uma 
conversao racional com ele to cedo. 
  Mas ela sabia que devia. Girou para as escadas, e se preparou para baixar e encontr-lo, no para falar do beb, j 
que era muito cedo para lhe criar expectativas, a no ser para discutir que fariam respeito a seu pai. 
  Tristemente, no meio do caos da construo, a demolio e modificao das paredes e as muralhas exteriores, a 
mente do lorde de Rivenloch progressivamente se debilitou. Agora no s chorava por sua esposa, mas tambm 
tambm pelo mundo morrendo antes seus olhos. Rivenloch, sua fortaleza slida, j no lhe era familiar. E para um 
homem que se perdia constantemente, essas mudanas eram diretamente incapacitantes para ele. 
  No podia lhe pedir a Pagan que detivesse as melhorias. Eram essenciais. Mas havia uma coisa que se podia 
fazer, algo que as trs irms haviam posposto sempre e quando puderam. E isso era remover Lorde Gellir de sua 
posio de poder. Isso, no deveria trocar as coisas visivelmente. O lorde, de fato, exercia pouco poder atualmente. 
Mas uma vez que o poder fosse oficialmente transferido, uma vez que a designao de Pagan o convertesse em 
lorde, isso seria irreversvel.
  E se Lorde Gellir, em um momento de lucidez mental, percebesse transferncia de poder como uma deslealdade? 
  Deirdre tremeu. Tanto como lhe doa, no podia arriscar a segurana de Rivenloch pelos sentimentos de seu pai. 
  Tinha inteno de confrontar a Pagan de uma vez. Mas quando viu a expresso em seus olhos, soube que ele 
estava planejando uma travessura. Pagan cantarolou uma cano e ela decidiu que possivelmente o assunto de seu 
pai podia esperar um dia mais. 
"Tenho algo para voc,"Pagan provocou. 
Ela sorriu." o mesmo que vislumbrei essa manh debaixo dos lenis?"
"Moa insacivel. S nisso pensa?"
  Ela teria continuado com esse pcaro intercmbio de palavras, mas ela notou o pacote que carregava. Estava 
envolto em um tecido de veludo muito caro.
"Ah, isso que tem a?"Ela tratou de arrebatar o vulto. 
Pagan correu para impedir-lhe. Cuidado!"
"Isso  para mim?"
Pagan arqueou uma sobrancelha."Talvez."
"O que ?"
"Que ambiciosa ,"ele provocou."no dia de seu aniversrio."
Assombrada, ela pestanejou.
  "O que quer dizer com o dia de seu aniversrio ?"ela perguntou, indo atrs dele. Ela franziu o cenho. Era o dia de 
seu aniversrio? 
Ele se parou subitamente no alto da escada, e ela quase se chocou com ele. 
Ento se deu volta."No sabe?"
"Voc sabe a data?"
"Sung Li me disse. verdade? Duas semanas depois da Vspera de natal?"
"Eu... acredito que sim."No emprestava muita ateno s datas. 
  Saram para o caminho da muralha, Pagan ps um joelho no cho ante ela."Ento sim, minha lady,  seu presente 
de aniversrio."Ele sorriu, lhe oferecendo o pacote envolto em veludo. 
  Deirdre no sabia que dizer. No havia recibo um presente de aniversrio em anos. Seu pai no podia recordar 
seu nome e muito menos a data de seu aniversrio. 
  E suas irms, com o tpico pragmatismo escocs compravam s o que era essencial. Seus dedos tremiam 
enquanto tocava o tecido suave. 
  "Abre-o,"ele brandamente a apurou. 
  Cuidadosamente, abriu as bordas do tecido, contendo a respirao ante o que viu. Aninhada no tecido escuro 
havia uma brilhante espada de ao. 
  Ela rapidamente descobriu o resto. Era uma espada, uma magnfica espada., e gravados no punho estavam as 
figuras do Unicrnio de Cameliard e do Drago de Rivenloch, inseparavelmente entrelaados. Ela passou o polegar 
no punho, sobre a inscrio."Amor Vincit Omnia"dizia. O Amor Conquista Tudo. 
  "Voc gosta?"ele perguntou, sabendo muito bem que era assim. 
  Um n em sua garganta fez que suas palavras se afogassem." o mais ... a mais bela coisa que vi."
  "Prova-a."
  Ela tomou o punho em suas mos trementes e a levantou, estudando o comprimento da espada. Era perfeita, 
nunca havia sustentado algo to perfeito. A agitou atravs do ar, e assobiou docemente."OH."
  Pagan sorriu."OH?"
  Ela a moveu para a esquerda e a direita e logo deu uma investida para frente. A espada quase no pesava, era 
como a extenso de sua prpria mo. Esse tipo de espada aumentaria sua prpria velocidade e agilidade de modo 
que ela quase poderia voar para seus oponentes."Por Deus!!."
"No. S ao de Toledo."
"Isto "ela disse, faltavam-lhe as palavras,"Surpreendente."
Pagan sorriu."OH, sim."
"O equilbrio. O punho.... Tudo ..."
"Perfeito?"
Ela assentiu. 
"Farei que meu armeiro fabrique mais para todos os cavalheiros de Rivenloch."
Ela girou e seu olhar encontrou a ele."E?"
"J tem meia dzia feitas."
  Uma alegria inexpressvel recorreu seu corpo e sua mente. E com toda a calma que pde, colocou a valiosa 
espada sobre o pacote de veludo. Ento foi diretamente para Pagan, e o abraou com fora. 
"Obrigado,"ela sussurrou. 
Pagan retribuiu seu abrao."Um prazer."
Mas enquanto a sustentava entre seus braos, ela notou uma mudana sutil em seu abrao, como se ficasse 
rgido. 
Sem olhar, sentiu que sua ateno j no estava focalizada nela, a no ser no longnquo horizonte. 
"O que acontece?". 
"Por todos os demnios!! Chegou o momento."


Captulo 25 
  Foi como o momento em que chegou o mensageiro de Helena, a chegada de um personagem que trouxe um novo 
drama para distrai-los do velho drama. Mas desta vez, Deirdre descobriu que no foi era uma artimanha de sua 
irm. A urgncia nos olhos de Helena. 
  Enquanto falava com Pagan era evidente. Havia problemas a caminho. Ela e Colin tinham visto uma grande 
companhia de cavalheiros ingleses, partindo para Rivenloch. 
  Seqestradora e refm aparentemente tinha alcanado algum tipo de trgua, j que tinham cruzado a colina 
juntos, Helena ajudando a sustentar a Colin, quem tinha sido vtima de certa misteriosa ferida, embora ele insistia 
que era s um raspo. Deirdre se perguntou qual seria a verdade, mas no havia tempo para um interrogatrio. 
  "Ian!"Deirdre gritou."D o alarme. Rene aos granjeiros. Gib e Nele, juntem o gado."
  "Rauve!"Pagan lhe lanou a chave da armera."Rene aos homens na armera. Adric, te assegure que os cavalos 
estejam nos estbulos."
  Para no ser menos, Colin gritou,"Helena! Procura a Miriel e busca refugio com ela e as outras mulheres dentro 
da fortaleza."
  Mas sua surpresa, sua ordem foi recebida com um silncio mortal. O olhar letal de Helena o perfurou."No me d 
ordens, fanfarro de ..."
  "Basta, moa!"ele disse."'No  momento para jogos."
  Ela sacudiu sua cabea."No aprendeste nada ? Quem tomou como refm a ponta de faca ? Quem te defendeu 
dos bandidos? Quem salvou seu traseiro intil?"
  "Parem vocs dois!"Pagan levantou suas mos."No temos tempo para isto. Helena, pode preparar aos 
arqueiros?"
  " obvio,"ela respondeu com desdm para Colin, ento adicionou entre dentes,"se os encontro em meio desta 
confuso que tm feito em minha fortaleza."
  "Ento faz-o."
  Colin ps uma palma sobre o peito de Pagan."Espera! No pode permitir que ela esteja sobre a muralha. Ela ... 
... uma mulher."
Pagan sorriu maliciosamente para seu amigo, lhe aplaudindo o ombro."Ela  perfeitamente capaz. Confia nela."
"Est louco?"Colin grunhiu, perplexo."No pode lhe permitir..."
Mas Helena j tinha baixado a escada. 
Pagan apertou o ombro de Colin."Estar bem. Foi capaz de seqestrar por acaso s ao Colin du Lac,"
Sem sua alegria habitual, Colin o olhou e assentiu. 
  Colin observou o lugar por onde Helena tinha desaparecido. Se Deirdre no estava equivocada poderia assegurar 
que esse pobre homem estava apaixonado por sua seqestradora. 
"Pode caminhar para encontrar a meu pai?"lhe perguntou. 
Colin, agradecido por ser til, cumpriu o pedido dirigindo-se para a escada. 
  Enquanto isso, Miriel guiava s mulheres e aos meninos com calma e eficincia, levando-os a um lugar seguro 
dentro da fortaleza. Quando todos estiveram acomodados, ela se refugiou a tambm. 
  Ian levou os ltimos animais dentro do jardim. No meio do caos, ningum notou uma pequena figura deslizando-
se fora dos portes. Angus os fechou e baixou as grades, isolando Rivenloch do mundo exterior. S ento Deirdre 
deu um suspiro de alvio. 
  "Bem, minha lady,"Pagan lhe disse depois de que os cavalheiros estiveram reunidos e armados,"parece-lhes que 
vejamos a quem nos enfrentamos ?"
  Aventuraram-se para cima da muralha externa. Deirdre esteve agradada de ver que os arqueiros da Helena 
estavam em lugar, seus arcos preparados. Um dos guarda gritou,"a esto!"
  Sobre o alto da colina podiam ser visto uma srie de insgnias de um exrcito estrangeiro. Foi suficiente para 
acender o medo no corao de Deirdre. 
  Ela tragou em seco."So muitos."
  "Sim,"Pagan disse, seus lbios curvando-se em um sorriso malicioso,"mas so Ingleses."
  Ingleses ou no, Deirdre contou pelo menos quatro dzias de cavalheiros a cavalo e um nmero a p. Essa tinha 
que ser a aliana dos lordes ingleses que tinha estado aterrorizando a zona de fronteiras. 
  "Ningum briga contra os cavalheiros de Cameliard voluntariamente,"Pagan a tranqilizou."Uma vez que saibam 
com quem tero que lutar estabelecero um stio antes que combater corpo a corpo."
  Deirdre esperava que Pagan tivesse razo. Pagan parecia acreditar firmemente na reputao de seus cavalheiros. 
  Pagan estudou aos soldados aproximando-se."Acredito que seria til lhes fazer acreditar que ns somos mais em 
nmero."
  Deirdre pensou por um momento. Ento uma inspirao lhe chegou."Usaremos a todos. Granjeiros, gente da 
cavalarias, da cozinha e as servas. Lhes diga que se tapem as caras.  distncia, ningum pode diferenciar a um 
cavalheiro de um servente, a um homem de uma mulher."
  Pagan a olhou atnito. Ento sua cara mostrou um sorriso orgulhoso."Brilhante."
  Mas enquanto lhe devolvia o sorriso, um arqueiro de Rivenloch gritou,"Que diabos ...!!"
  A cabea de Pagan girou para o aflito arqueiro, e seguiu o olhar do homem para o exrcito invasor.
  "Maldio."
  Deirdre olhou, no horizonte cinza, carregado de nuvens escuras, viu a silhueta sinistra contra o cu, uma enorme 
estrutura de madeira, empurrada por um par de bois. Parecia uma torre gigante ou o mastro de um navio.
"O que acontece?"
A voz de Pagan se fez neutra."Tm um trebuchet."
Ela pestanejou e estreitou seus olhos."O que  um trebuchet?"
Pagan estava muito distrado para lhe responder. Ele comeou a disparar ordens."Arqueiros! 
Se eles faziam funcionar essa mquina, disparariam fogo. No ter que deix-los us-la."
Ele passou pelo lado dela, e Deirdre teve que correr para alcan-lo enquanto baixava as escadas a passos 
aumentados. 
"Tm mais arcos?"lhe perguntou enquanto se apressava atravs do grande salo. 
"Arcos Cruzados."
"Necessitaremo-los, todos os que haja. O que tem que para fazer um fogo Grego?"
Ela franziu o cenho. Nunca tinha ouvido falar do fogo Grego. 
"No h sulfureto,"ele murmurou."Pedaos de tecido que possamos umedecer com azeite?"
"Sim."
"Usaremos isso. E busca vela, muitas velas."
  Ela queria lhe fazer perguntas mas... Maldio! Mas sentia a urgncia de Pagan, e confiava em seu julgamento. 
Enquanto se dirigia para procurar trapos e velas, ouviu-o ordenar aos cavalheiros da muralha do oeste, que cada 
mo livre estivesse armada com um arco. E vez ou outra, entre os homens de Cameliard, ela ouviu sussurrar a 
palavra"trebuchet."
  Enquanto Pagan ia atrs dos arqueiros, lanou um olhar ao cu. Tormenta. As nuvens cobriam o cu agora. 
Apoiou sua mo no punho de sua espada enquanto observava ao inimigo acampar. 
  No havia nada mais excitante para Pagan que um inimigo com uma espada em sua mo. 
  Sim, ele reconheceu os mritos das outras armas: a tocha, a adaga, o faco, os arcos. Mas todos careciam do 
esprito de uma espada de ao de Toledo. 
  Para um guerreiro como Pagan, o trebuchet era uma abominao, uma mquina de guerra que se apoiava na fora 
bruta mais que na sutileza da esgrima. Era uma mquina para covardes e brbaros demasido estpidos para 
empregar a arte da estratgia. Usar esse tipo de mquinas era deplorvel, e nada cavalheiresco. 
  Ento quando os olhos de Pagan se fixaram nessa monstruosidade rodando colina abaixo, uma silenciosa fria 
comeou a ferver dentro dele. O fato de que os ingleses recorressem a usar esse tipo de arma, uma besta de 
destruio que devorava tudo em seu caminho, significava que no tinham inteno de estabelecer um bloqueio  
fortaleza, no haveria negociaes, nem compromissos mtuos, e possivelmente no haveria prisioneiros. 
Provavelmente tinham a inteno de fazer um trabalho rpido com a fortaleza, e reclam-la como prpria antes que 
o sol findasse e antes que qualquer ajuda pudesse chegar. 
  Mas o que mais exasperava Pagan, e alm disso o fazia sentir culpado, era o fato que por causa de que ele tinha 
estado to entusiasmado comeando a construo da muralha interna, a grama que rodeava Rivenloch estava 
coberta com grandes pedaos de rochas, que seriam perfeitos e mortais msseis para ser disparado pelo trebuchet. 
  Os escoceses aparentemente nunca tinham visto esse tipo de mquina. Com alguma sorte, Pagan pensou, 
apertando o punho de sua agora espada intil, nunca a veriam em ao. Mas deveriam prover os trapos molhados 
em azeite aos arqueiros rapidamente para que pudessem prender fogo a essa mquina e desse modo poder 
desabilit-la para o combate. 
  Deirdre emergiu na muralha, seus braos carregados com velas, meia dzia de moos a seguiam com trapos e 
azeite. Pagan agradeceu a Deus que ela no fosse uma dessas moas choronas que poderia distrair-lo da tarefa que 
devia enfrentar. Na verdade, era uma companheira e uma colaboradora excelente. Sua cara mostrava preocupao, 
mas o escuro fogo em seus olhos lhe disse que ela era to temerria e determinada como qualquer de seus 
cavalheiros. O orgulho lhe encheu o peito quando a olhou, orgulho e venerao ... e ... sim... amor. Amava a sua 
obcecada esposa escocesa. 
  Desejou que houvesse tempo para dizer-lhe quando tudo isto terminasse, Pagan silenciosamente jurou a si 
mesmo, esgotaria seus ouvidos com palavras de amor. Mas por agora, tinham um castelo que defender, seu castelo. 
  Deirdre estudou a torre de madeira, tratando de adivinhar como funcionaria." como uma catapulta."
  "Sim, s que muito mais poderosa,"ele disse."Um trebuchet pode perfurar a muralha de um castelo sozinho ..."
  Deirdre empalideceu. Pagan se arrependeu de haver dito essas palavras. Deirdre podia ser uma administradora 
capaz e uma guerreira valente, mas ela nunca tinha enfrentado a uma ameaa to absoluta a sua prpria fortaleza. 
Possivelmente que a imposio do rei de um Normando como marido. 
  Tomou pelo ombros e a olhou aos olhos."Me escute, Deirdre."Ento Pagam fez um juramento, um que rogou a 
Deus que pudesse cumprir."No deixarei cair Rivenloch."
  Por um momento, uma dvida morou em seus olhos. Mas ela assentiu, desejosa de acreditar nele.. 
  "Ser melhor que no,"lhe advertiu, seu olhar duro, lhe recordando que debaixo de sua suave carne havia ossos 
de rgido ao. Ento seus olhos brilharam misteriosamente."Se no deixaremos ao beb uma pilha de escombros."
  Pagan pestanejou. Enquanto se olhavam um ao outro, as palavras dela foram compreendidas e ele franziu o cenho 
confundido.
Quis dizer"nosso beb"? Estava ela ? No, no podia ser. Era muito cedo. 
  Entretanto, a possibilidade existia e isso lhe causou uma secreta excitao que deixou um estranho torvelinho em 
seu corao. 
  Seria uma questio que falariam mais tarde, porque ela j havia deixando seu abrao para fazer algo mais til, 
distribuir velas aos arqueiros. 
  Ele, tambm, tinha outros assuntos que atender se queria cumprir sua promessa."Empapem os trapos com o azeite 
e fixem-nos nas pontas,"instruiu aos cavalheiros."Os acendam, e assegurem-se que estejam ardendo antes de os 
lanar."
  Helena apareceu perto de sua cabea."Pus sentinelas ao redor do permetro,"lhe disse,"em caso que eles tratem de 
minar as muralhas."
  Pagan assentiu sua aprovao. A irm de Deirdre podia ser impulsiva, mas ela era admiravelmente eficiente e 
capaz. Apesar de ser to premente a situao, apesar do pouco preparada que estava a gente de Rivenloch para a 
guerra, Pagan comeou a acreditar que podiam ter uma chance de vencer aos ingleses, se conseguissem desabilitar 
o trebuchet. 
Ento a primeiro gota de chuva caiu sobre sua bochecha. 
"Jesus,"ele disse entre dentes. 
Qualquer outro dia a chuva seria bem-vinda, porque o mau clima era o calcanhar de Aquiles dos sitiadores. 
Mas hoje, a chuva poderia apagar as flechas com fogo de Rivenloch. 
Deirdre e Sir Rauve vieram para seu lado, olhando a chuva. 
"Merda,"Deirdre murmurou."Temos que disparar agora."
Rauve sacudiu a cabea."A mquina ainda est muito longe, fora de nosso alcance."
  Pagan se esfregou o queixo, sopesando as circunstncias enquanto a chuva comeou a descarregar-se."No 
podemos nos dar o luxo de esperar. Se no a desabilitarmos logo..."
Deirdre forou sua vista para as nuvens no horizonte."Quanto tempo lhes leva preparar a mquina?"
Rauve seguia seu olhar."No muito tempo."
"Merda."
"Vejamos que podem fazer os arqueiros,"Pagan decidiu. 
  Tinha razo. O trebuchet estava fora do alcance das flechas, ainda para os melhores arqueiros de Cameliard. As 
flechas de fogo cruzaram o cu prateado, s para cair no terreno mido, vrias jardas diante da linha de frente do 
exrcito inimigo. 
  Os ingleses pareciam imunes  chuva. Continuaram seu trabalho, empurrando o trebuchet para frente, 
protegendo-o com uma srie de escudos que formavam o que parecia uma armadura gigante. Embora entraram 
dentro do alcance dos arqueiros, nenhuma flecha pde penetrar o amparo de ao. Ainda as flechas que 
fortuitamente foram dar  parte alta do trebuchet logo se apagaram devido  chuva. 
  Olhando ao cruel cu, Pagan comeou a perguntar-se se Deus seria Ingls. 
  Em uma cela subterrnea da fortaleza, Miriel fez calar aos meninos e a suas mes, sempre vigilante aos sons de 
batalha. Sempre e quando as muralhas externas resistissem, ela sabia, estariam seguros. E se Sung Li tinha 
conseguido sair pelo porto de entrada, a ajuda chegaria nesse dia. 
  Enquanto isso, faria o que Sung Li lhe tinha aconselhado e estava atenta aos sons de invaso, porque se o assdio 
se convertesse em um ataque de grande escala, se a segurana de Rivenloch era quebrada, ela seria forada a revelar 
um dos mais guardados segredos do castelo. 
  Se isso falhava, Miriel tinha outra opo. Ela olhou  pequena coleo de armas que ela tinha posto em um rinco 
da cela. 
  Se precisava entrar em combate, no duvidaria de as usar. Teria que dar um monto de explicaes mais tarde, 
mas ao menos viveria para faz-lo. 
  No alto da muralha agora com sua armadura, Helena passou ao lado dos arqueiros que tinha estacionado ao longo 
da muralha. At o momento, ela pensou, os ingleses estavam focalizados no lado oeste do castelo, mas isso podia 
trocar em qualquer momento. Era essencial que os arqueiros estivessem atentos a pequenas bandas de soldados que 
poderiam atacar por essa zona. 
  Ela sorriu com satisfao quando olhou  fila de sentinelas atentos. Ao menos estes homens no contradiziam 
cada uma de suas ordens, como o Normando cabea dura que ela tinha tomado cativo nos ltimos dias. 
  Mordeu-se o lbio, imaginando-se o que teria sido de Colin. Esperava, depois de tudo, que no fizesse nada 
estpido expondo-se a si mesmo a ser morto. 
  Colin era muito audaz, acreditava que podia ordenar a ela que ficasse na fortaleza junto com as outras mulheres. 
No tinha aprendido nada sobre ela nesses dias? 
  No se tinha dado conta que ela no era como as outras moas, a no ser uma Donzela Guerreira de Rivenloch? 
No podia aceitar que ela valia tanto como qualquer guerreiro homem ? 
  Colin du Lac tinha muito que aprender sobre Helena de Rivenloch. Desejou que ele vivesse o suficiente para 
inteirar-se quem era ela. 
  Colin fez uma careta quando uma dor aguda tomou a coxa. O suor empapava suas sobrancelhas enquanto 
ascendia os degraus da muralha externa de torre oeste, apoiando-se pesadamente contra as pedras. Ainda no tinha 
encontrado ao pai de Helena, mas a esse passo de tartaruga ao que estava forado, o velho possivelmente se 
afastava dele a cada segundo. Colin no era o homem para essa tarefa, no com sua perna nesse estado. Mas nesse 
momento ele estava agradecido por essa distrao, porque em tudo o que podia pensar era em Helena e sua 
obcecada insistncia de participar da batalha. 
  Deus! Ela era uma moa para tomar armas. Uma vez que colocava um objetivo no havia perigo, raciocnio e 
nem sequer um Deus, que a desviasse dele. Assim tinha sido quando o seqestrou. No importava quanto ele 
tivesse tentado raciocinar com ela, quanto lhe tivesse assegurado que sua irm no sofreria em mos de Pagan, nem 
quo duro seria o castigo por esse seqestro, ela insistia em seu plano de pedir um resgate por ele. Ainda quando 
Collin lhe assegurou que seria perdoada se eles voltavam para castelo, ela no o escutava. 
  Mas, devia reconhec-lo,sua tenacidade lhe tinha salvado sua vida. Ela tinha sido muito valente ao enfrentar ao 
perigo. Na verdade, ele teria morrido sangrando se no tivesse sido pela frrea determinao dela de mant-lo como 
refm. 
  Mas, isto? Isto era diferente. Havia um exrcito inteiro a fora, e no importa quo invencvel ela se acreditasse, 
sua carne era to mortal como a do resto dos homens. Mortal e vulnervel e... to suave como a seda fina. 
  Enrugou a sobrancelha, amaldioando as lembranas luxuriosas que o espreitavam a cada segundo. No amava  
moa, disse-se a si mesmo, sem importar o que tinha acontecido a noite anterior. Ela era divertida, sim, e atrativa. 
Desejvel. E fascinante. Mas ela era problemtica. Alm disso, se ela continuava vivendo to perigosamente, sem 
cuidado por sua prpria segurana, no sobreviveria ao assdio dos ingleses. Cambaleou-se contra a parede, outra 
onda de dor o atacou. Esta, entretanto, no lhe perfurou a perna, a no ser o corao. 
  Diretamente por cima de Colin, no alto da muralha externa do castelo, o Lorde de Rivenloch escutava a sua 
amada Edwina. Ela o estava chamando, lhe pedindo ajuda. Um soluo afogou sua garganta, e lgrimas rodaram por 
suas bochechas, porque no importava por onde a buscasse, ele no podia encontr-la. 
  "Edwina, meu amor,"ele chamou, sua voz desesperada. 
  O som pareceu envolv-lo, vindo de todos lados est. Girou lentamente uma e outra vez, mas s via pedras 
cinzas. 
  Sentiu-se desamparado, to desamparado. Atirou-se o cabelo frustrado, esforando-se por ouvir, mas agora s 
parecia a chuva murmurando sobre o parapeito de pedra. 
  Apareceu pelo parapeito, um exrcito se reuniu. No eram soldados de Rivenloch, nem eram os cavalheiros do 
normando. Olhou  estranha companhia com certa indiferena, como se observasse as preparaes para a festa de 
Natal. Tinham uma coisa enorme de madeira, observou, parecia um brinquedo gigante. Ento viu que vrios 
homens elevavam um grande pedao de rocha sobre a plataforma que sustentava ao gigante. 
  Como levadas pela mo de Thor, uma chuva de flechas de fogo subitamente descenderam dos cus. Mas as 
chamas instantaneamente se apagaram, afogadas por um tor. 
  Ento, o gigante de madeira se estremeceu com tanta violncia e velocidade que ele mal vislumbrou brevemente 
o mssil catapultado para ele. A rocha bateu na torre, impactando com fora, ento uma ominosa rachadura, abriu as 
pedras debaixo dele, deixando o de joelhos. 
  As rochas ao redor dele rugiram e se precipitaram. Ante seus olhos, a metade da torre oeste se derrubou. Um 
vento mido subitamente lhe voou o cabelo e golpeou em sua cara, enquanto seus olhos se esforavam por abrir-se 
lutando contra um brilho intenso que vinha do cu. 
  Deveu ter aborrecido aos deuses, ele decidiu. A devastao a seu redor era certamente obra do martelo de Thor. 
  A mo de Deirdre se esticou sobre a pedra mida do parapeito enquanto observava o desmoronamento da torre 
oeste. Seu corao se deteve, e no pde levar ar a seus pulmes. Olhou o trebuchet que se sacudia com incrvel 
fora. Nunca havia imaginado a destruio que podia causar. Ao redor dela, os homens de Rivenloch estavam 
quietos sumidos no silncio, apertando seus arcos, seus ndulos estavam branco pela tenso, embora tais armas 
agora pareciam to inteis como uma pluma enfrentado uma espada. 
  Pela primeira vez em sua vida, medo e dvida a fizeram suar sua nuca. Estes no eram meros mortais com 
espadas, eles brigavam com um monstro forjado por Lcifer. Como podiam esperar triunfar contra semelhante 
mquina? 
  Ento olhou para Pagan, quem observava ao inimigo com ferocidade e apertava sua mandbula. No estavam 
vencidos. Muito longe disso. Pagan de Cameliard no se renderia. Nunca renderia-se. Embora esse maldito 
trebuchet lhe lanasse uma rocha diretamente a seu prprio ventre, morreria enfrentando aos ingleses com um 
punho levantado e um olhar desafiante. 
  Como podia ser ela menos valente? 
  Inspirada por Pagan, Deirdre de Rivenloch endireitou suas costas e esticou seus nervos, afrouxando seu aperto a 
borda da parede e fechando a mo ao redor do punho de sua nova espada."Parem o fogo!"ela gritou aos arqueiros. 
  Os ingleses se prepararam para atacar outra vez. Os soldados se mantinham em suas posies. No precisavam 
avanar a p, no quando possuam uma arma to formidvel. Deirdre estudou sua posio e trajetria do trebuchet. 
"Apontassem a mesma torre?"ela perguntou sob a chuva. 
Rauve assentiu."Sim, para fazer um ponto de entrada."
"Bem,. Um s ponto de entrada  fcil de defender. Moveremos os soldados a."
"Ser fcil,"Pagan concordou muito srio,"a menos que eles movam o trebuchet."
Ela baixou as sobrancelhas."Ento matemo-los enquanto possam."


Captulo 26 
  Pagan franziu o cenho. Ele no tinha inteno de permitir que Deirdre entrasse em combate, no importava 
quanto ela insistisse, no importava quanto ele respeitasse suas habilidades, no importava quanto lhe 
rogasse."Seria um grande fator de distrao para ele ter que preocupar-se com a segurana dela enquanto brigava 
com o inimigo. 
Alm disso, se era verdade que ela estava grvida...
Pagan no a olhou aos olhos."Necessito que comande aos arqueiros."
"Mas os arqueiros so inteis."
"A chuva poderia ceder."
"Ento eles sabero como disparar sem que ningum os guie."
Pagan suspirou."Quero-te aqui, Deirdre."
  Ela esteve silenciosa um tempo suficiente para que ele se desse conta que ela sabia a verdade, que ele no a 
deixaria brigar. 
  "OH, sim,"ela disse amargamente,"enquanto voc est a embaixo arriscando seu cangote, estarei aqui no 
parapeito, esperando que o sol aparea."Sentou-se nas pedras. 
"Este  meu castelo, e que o destino me amaldioe se ouvisse a um Normando..."
"Jesus!"um dos arqueiros gritou." o lorde!"
  Pagan seguiu o olhar do homem ao longo da muralha oeste para a distante torre. Atravs de uma nuvem branca de 
p, ele viu uma figura engatinhando atravs do piso gretado. Era Lorde Gellir."Maldio."
Ao lado dele, Deirdre conteve a respirao. 
"Maldio,"ele repetiu. 
  O lorde se arrastava para mais perto da borda, onde as rochas cediam pelo impacto recebido. Pagan sabia que 
nunca alcanariam ao lorde a tempo. O caminho dessa muralha estava seriamente prejudicado. O nico acesso  
torre era atravs do jardim. 
  "Olhem!"Rauve gritou. 
  Outra figure emergiu. Coberto em sua armadura, rengueando atravs das runas, era apenas reconhecvel. Mas 
Pagan conhecia seu homem como conhecia suas prprias cicatrizes."Colin."
  Os parapeitos em silncio enquanto todos observavam, com a respirao contida, com esperana. Lentamente, 
Colin avanar atravs das runas. Parecia que conversava com o lorde, porque o velho se dava volta e o escutou por 
um momento. Mas finalmente o lorde retomou o curso, sendo inexoravelmente para o precipcio, e Colin vacilou 
em segui-lo. 
"O que est fazendo Colin?"Deirdre demandou em um sussurro."Por que se deteve ?"
"O peso de ambos poderia paralisar a torre."
"Mas... no pode ... meu pai ..."
  Pagan compartilhava a frustrao de Deirdre, tanto como a culpa. Deveria haver-se ocupado da segurana do 
lorde ele si mesmo antes de enfrentar ao inimigo. 
  Todos observaram o lorde arrastar-se para a borda. As mos de Colin estavam ao redor de sua boca agora e ele 
gritou, possivelmente tratando de convencer ao lorde de voltar, talvez tentando falar mais forte que a voz fantasmal 
que espreitava ao homem. 
  Por um momento, o lorde se deteve na borda do precipcio, Pagan pensou que finalmente teria entrado em razes, 
que se retiraria dali. Mas no, o lorde ficou de ps e levantou seus braos, como que pedindo que um relmpago o 
atirasse e que os cus o levassem. 
  Com os ingleses recarregando o trebuchet, Colin no pde permanecer sem fazer nada por mais tempo. Deixando 
de lado toda precauo, lanou-se para frente, agarrando ao lorde pelos tornozelos. Mas em vez de assegur-lo, o 
excesso peso provocou que as pedras do piso se afrouxassem e o piso se voltasse instvel. 
  "No!"Deirdre gritou, o som perfurou o corao de Pagan. 
  O lorde se escorregou na borda, salvo de cair a terra s pelo firme aperto de Colin sobre seus tornozelos. Mas 
Colin no podia sustent-lo assim por longo tempo. A borda da rocha estava debilitado pelo impacto e pedaos de 
pedra se desprendiam sob o peso dos dois homens. 
  "Fique a!"Pagan gritou a Deirdre. Agarrou a Sir Rauve pelo frente de seu plaid e o arrastou a um lado. Fuzilou-o 
com um olhar de ao e disse as palavras que ele no queria que Deirdre ouvisse."No importa o que acontecer, no 
renda esta fortaleza. No negocie refns. Nem a mim. Nem ao Colin. Nem a Lorde Gellir. Sua lealdade  para com 
o rei."
  Satisfeito pelo assentimento srio de Rauve, Pagan soltou as lapelas do plaid. Ento correu para a escada 
descendo trs degraus de uma vez, golpeando seus cotovelos contra as estreitas paredes. Deslizou-se pelo pasto 
mido do jardim. Quando passou pela armera, tomou uma corda e a ps no ombro. 
  O acesso  torre oeste estava cheio de escombros e ps. Seus pulmes se esforavam por respirar, chutou e tirou 
pedras do caminho at que pde passar atravs das runas e subir ao piso seguinte, seguro de que o trebuchet 
dispararia em qualquer momento. Com seus dedos sangrando, subiu pelas pedras alto e mais alto e mais alto at que 
sentiu o bem-vindo beijo da chuva sobre sua cabea. Tropeando avanou uns passos mais, emergindo entre os 
escombros. 
  Graas a Deus, Colin estava quieto, ainda ali, aferrando-se ao lorde com um aperto rgido.
  "Continua a!"ele gritou. 
  Mas no instante seguinte, um rudo como um trovo golpeou a terra, desprendendo pedras da torre como se o 
cho debaixo dele tremesse. 
  Deirdre gritou. Embora o impacto ocorresse em um instante, a tragdia se desenvolveu com tortuosa lentido aos 
olhos dos homens. 
  O trebuchet lentamente disparou para frente, lanando sua pesada carga. O pedao de rocha fez sua trajetria 
atravs o ar, apontando com escuros propsitos para a muralha de Rivenloch. 
  depois de um interminvel momento, encontrou seu alvo, beijando a pedra cinza da parede, e abriu outra ferida 
mortal na torre, no segundo piso.. Ento a j danificada torre lentamente paralisou em uma pilha gigante de rochas e 
runa. 
  Tudo aconteceu terrorificamente rpido depois disso, da perspectiva de Deirdre. Os homens pareciam peas de 
xadrez voando depois do golpe de um menino zangado. Pagan, derrubado pelo impacto, deslizou-se pelas runas, 
seus dedos procurando um sustento. Se salvou por agarrar-se fortuitamente a uma viga que emergia como uma 
protuberncia em meio das runas. 
  Colin foi laando pelo ar e caiu sobre suas costas, golpeando-a cabea com uma rocha antes que ele tambm, 
deslizasse-se atravs do piso. Quando finalmente deteve sua queda, jazia silencioso, seu corpo esparramado em um 
ngulo antinatural. Qualquer um teria jurado que estava morto. 
  O velho lorde jazia desamparado sobre uma pilha de escombros na base da torre destruda, mas ainda com uma 
chama de vida. 
  Mas estava do lado da muralha do inimigo agora. Era s uma questo de minutos antes que os ingleses o 
interceptassem. E descobririam o refm valioso que tinham. 
  No podia deixar que isso ocorresse. 
  Chamando a ateno, ela gritou,"Arqueiros! Cuidem minhas costas! Rauve, est a cargo!"
  Com essas ordens, baixou voando a escada e atravessou o jardim para os restos da torre. Helena, tendo deixado 
seu posto na muralha foi surpreendida pelo som ensurdecedor do ataque quando estava a metade de caminho para a 
torre oeste. 
  "Que diabos esto usando esses bastardos ?"ela perguntou, enquanto trotava para Deirdre."Pelo Thor!!"Quando 
ela olhou, viu o pouco que ficava da torre oeste.
"Merda,"ela disse atnita. 
"Vamos!"Deirdre a urgiu."Temos que salvar ao papai."
"Papai? O que?"
"Te apure!"Deirdre apanhou o brao de Helena e a arrastou com ela. 
  Embora o segundo impacto tinha demolido o piso da torre e tinha derrubado uma boa poro da muralha exterior, 
e por pura sorte, havia tambm exposto o que ficava das escadas, lhes permitindo o acesso  parte alta. Subiram 
sobre as runas, raspando-as mos com as rochas e tossindo pelo p dos escombros. 
Helena olhou s runas, incrdula."Santo Deus...  papai? ?  ele.."
"No est ferido,"Deirdre avisou sobre seu ombro enquanto subiam."Colin o tinha agarrado ..."
"Colin? Colin estava a?"
"Sim, mas ..."
"Maldio!"
  Helena passou a seu lado, como se os demnios a perseguissem, subindo as escada a uma perigosa velocidade. 
Encontrou-se com uma pilha de rochas bloqueando o passo. Antes que Deirdre pudesse gritar uma advertncia 
sobre o piso frgil, Helena lanou um chiado, e se foi para frente caindo de joelhos ao lado do corpo imvel de 
Colin. 
  Mas Colin no era a preocupao mais urgente de Deirdre. Franziu o cenho, olhando a viga, a mesma tinha 
salvado a vida de Pagan. Ainda emergia entre os escombros, mas nenhuma mo se aferrava a ela. Seu corao 
golpeava em suas costelas, avanou para frente sem pensar em sua prpria segurana, de um modo to impulsivo 
como o de sua irm. 
  Deslizou-se, seguindo o curso que teria tomado seu pai para chegar  base da torre. De algum jeito conseguiu 
fazer o trajeto at a borda, e uma vez a, sem respirao pelo esforo fsico, ela espiou pela borda, protegendo seu 
brao ferido. 
O sol se estava afundando sob o horizonte, detrs de grossas nuvens, fazendo difcil divisar algo. Mas ela conseguiu 
ver o que havia abaixo, presa ao redor de uma pedra, uma corda pendurava com seu peso. 
Pagan. 
Deus bendisse ao valente corao de Pagan, ele estava resgatando a seu pai. 
  No muito longe, ela podia ver as escuras figuras do inimigo aproximando-se a passo precavido. As paredes de 
Rivenloch estavam quietas mas ainda no eram facilmente escalveis, portanto no era sua inteno fazer um 
ataque total sobre o castelo ainda. Mas os Ingleses certamente reconheceram a Pagan por suas aes hericas e 
sabiam que o homem que havia cado da torre seria um refm valioso. 
  "Eles esto vindo!"lhe gritou. 
  Pagan olhou para ela e assentiu. Ento, levantando o lorde apressadamente, prendeu a corda ao redor da cintura 
do velho"Pode-o puxar para cima?"
  Ela no estava segura. Estirou-se para onde estava a corda presa. Ela era forte, sim, mas seu pai no era um 
homem pequeno, e o ombro lhe pulsava de dor."Helena! Ajuda!"
  Hel veio at a borda quase imediatamente. Parecia perturbada, e suas bochechas estava midas com algo mais 
que chuva. Mas Helena imediatamente avaliou a situao, olhando a Pagan, o exrcito que avanava, e a distncia 
entre eles. Ps mos  tarefa. Juntas iaram a seu pai. 
  Enquanto isso, as flechas de Rivenloch voavam atravs da chuva, aproximando-se do inimigo, mas uns poucos 
caram. Para o momento em que Deirdre e Helena depositaram ao lorde sobre uma parede e afrouxaram a corda ao 
redor dele, uma dzia de cavalheiros ingleses haviam alcanado a base da torre exterior. 
  Deirdre olhou com desespero. A corda que ela tinha planejado lanar a Pagan jazia a seus ps. Era muito tarde. O 
inimigo j tinha sido capturado. 
  "Parem o fogo!"ela gritou aos arqueiros, rezando para que pudessem ouvi-la."Parem o fogo!"
  Pagan no resistiu a seus captores. Ele era uma alma valente, mas era o suficientemente sbio para dar-se conta 
que eles o superavam em nmeros. Deirdre sentiu lgrimas de frustrao em seus olhos, observando com 
desamparado horror como Pagan era capturado. 
  No era justo, ela pensou. Era uma brincadeira da justia. Com irritao se tirou as lgrimas. Maldito Lcifer! Ela 
no o permitiria. No quando Pagan tinha feito um nobre sacrifcio salvando a seu pai ficando a si mesmo em 
perigo. 
  "No!"ela gritou."Deixem-no bastardos!"
  Ele deu volta ento, para lhe responder."No renda a fortaleza, no importa o que passe! Um homem  um 
pequeno sacrifcio. No deixe cair a Rivenloch"
  Suas palavras foram cortadas quando um cavalheiro o obrigou a silenciar-se e o empurrou para frente. Ela piscou, 
como sentindo o golpe em seu prprio corpo. Ento o arrastaram longe de Rivenloch, dentro do campo inimigo. 
  "Pagan!"
  Seu grito se perdeu no vento, enterrado sob o trovo que se ouviu no cu. Desejou gritar aos cus, vis insultos 
para o inimigo, amaldioar aos ingleses e ao diabo e Deus mesmo por permitir essa injustia. 
  Mas no alcanaria. Nenhuma palavra podia expressar essa dolorosa fria. Ento deixou que sua cabea ficasse 
pendurada inconsolvel. Lgrimas rolaram irrefreadamente por suas bochechas, caindo sobre as runas debaixo. 
Deirdre apertou suas mos com tanta fora para que o anel de Pagan deixassem uma marca sobre a palma. 
  Nunca tinha experimentado tanta impotncia. Nunca tinha conhecido semelhante desespero. 
  Nunca se tinha imaginado que ela poderia cair em uma dor to profunda pelo Normando. 
  Pagan foi despertado por uma patada nas costelas. Saltou por reflexo, mas se podia mover muito pouco, porque 
seus braos e suas pernas estavam amarrados. Piscando, tratou de orientar-se. Jazia sobre um tapete mido dentro 
de uma tenda. Sombras de velas. A noite tinha cado. Era bom. Os ingleses no tentariam ataques a Rivenloch de 
noite, o que daria a seus homens tempo para melhorar a defesa. 
Estava rodeado de homens, se assim se podia chamar a essas bestas.
"Pagan,"algum grunhiu. 
Pagan levantou seus olhos. Devia ser um dos lordes Ingleses. Um homem de barba negra o olhou. 
  "Assim  como a Donzela Guerreira te chamou,"o homem disse."No  um nome muito comum. Acredito que  
um Cameliard."
O resto dos selvagens o cercaram com entusiasmo, todos esperando sua resposta. 
"Nunca ouvi falar dele,"Pagan disse. 
" assim?"o segundo homem perguntou, arranhando o queixo. 
"Ento suponho que s  um simples idiota que se jogou para salvar ao velho louco que caiu da torre?"
"Correto."
Os olhos do primeiro se estreitaram, e chutou a Pagan outra vez, esta vez no ventre. Pagan gemeu de dor. 
  "Memore ',"disse. Se inclinou e se aproximou o suficiente como para que Pagan cheirasse o fedor que saa de seu 
corpo e seus dentes podres." ele. E foste muito descorts pondo uma trava a nossos planos deste modo."
  Sem dvidas lhe tinha arruinado os planos, Pagan pensou. Os ingleses provavelmente assumiam que o castelo 
estava defendido por trs donzelas escocesas e um punhado de dbeis cavalheiros. 
  "Mas te aviso.."um terceiro homem falou."Isto  s uma pequena trava. Te aposto a pedir resgate por voc '."
  "Perdem o tempo,"Pagan murmurou."Meus homens no negociam com Ingleses."
  O primeiro homem tomou a Pagan pela garganta."Se seus homens no,"ele disse picaramente,"ento talvez sua 
amante. Do modo luxurioso que a puta escocesa gritou ..."
  Uma fria violenta estalou em Pagan. Cuspiu na cara do homem. 
  A vingana foi rpida quando os guardas ingleses saram em defesa de seus lordes. Punhos e patadas por todo 
lados. Uma e outra vez os soldados o golpearam at que o sangue cobria suas mos e seu corpo. 
  "Suficiente!"o homem finalmente gritou. 
  Pagan j tinha decidido sacrificar sua vida, se fosse necessrio, pela segurana de Rivenloch. 
  No s era seu dever como soldado do rei, a no ser seu desejo como o marido de Deirdre. Tinha arriscado sua 
vida salvar a seu pai, devido a que no tivesse podido tolerar v-la ferida. Se deu conta no momento em que descia 
da torre pendurada de uma corda que no tinha muitas possibilidades de sair vivo dessa. 
  Mas sabendo quanto Deirdre queria ao lorde, sabendo que ela renderia Rivenloch antes de permitir que os 
ingleses torturassem a seu pai, Pagan fez o que considerou um sacrifcio razovel. Seria muito mais fcil para 
Deirdre tolerar as torturas a seu novo marido que a de seu amado pai. 
  E parecia que as aes seriam retomadas ao dia seguinte. 
  Os ingleses no eram idiotas. Enquanto eram capazes de demolir o castelo com o trebuchet, mais uma vez que 
conquistassem Rivenloch, precisariam usar a seus homens para controlar a fortaleza. Alm disso se faziam muito 
dano s muralhas do castelo, isso s debilitaria sua capacidade de defesa quando estivessem dentro. O trebuchet, 
apesar de ser muito efetivo, era essencialmente uma arma de duplo fio. 
  Os ingleses claramente tinham pensado que Rivenloch seria uma conquista fcil, um castelo remoto, com poucas 
defesas e governado por um lorde doente. Por isso no tinham planejado muito mais alm de assustar aos escoceses 
para que se submetessem rapidamente. Mas agora tinham visto que no seria to fcil, seria mais prudente tomar o 
castelo usando a astcia ou as negociaes. 
  Os ingleses imaginavam que tinham um refm valioso em Pagan. Estavam equivocados,  obvio. Os homens de 
Pagan tinham sido treinados para cumprir as suas ordens de modo estrito. Tinha ordenado a Rauve no render 
Rivenloch, sem importar o que acontecesse. Pagan tinha f de que faria isso. 
  "Mas deve haver algo que possamos fazer!"Deirdre disse secamente a Sir Rauve, quem grunhiu dentro de sua 
jarra de cerveja. 
  O resto dos cavalheiros reunidos no grande salo se silenciaram ante a calorosa troca de palavras. Lorde Gellir, s 
vagamente consciente do que tinha acontecido, estava sentado ao lado do fogo com Lucy e uma taa de vinho 
quente. Miriel confortava a um par de meninos que choravam em um rinco da fortaleza. Helena, mordia-se as 
unhas por Colin, quem jazia inconsciente perto da lareira em uma improvisada cama de palha. 
  Deirdre ardia com uma fria mal contida."Ele  seu capito. No pode deixar que o ..."Sua garganta se fechou. 
  Mas para seu assombro, enquanto percorria as caras dos homens de Pagan no recinto, e viu o mesmo obcecado 
rechao em todos seus olhos. 
  Com um grito de fria, ela arrebatou a jarra a mo de Rauve, esparramando o vinho no piso. O escuro lquido 
parecia sangue derramado. 
  Sem uma palavra, ele se endireitou e ficou de p. O resto dos Cavalheiros de Cameliard seguiam sentados. A 
tenso se apalpava no ar. 
  Hel subitamente saltou e disse."O que acontece com vocs Normandos? So um punhado de covardes, temerosos 
da escurido?"
  O msculo da bochecha de Rauve se esticou, e Deirdre viu sua mo sobre o punho de sua espada. 
  "Ora! Os escoceses no so covardes,"ela afirmou, pegando cotoveladas para abrir-se passo entre os cavalheiros 
de Rivenloch."Carregaremos aos ingleses, verdade, moos sem a ajuda desta turma de covardes"
"No deixar esta fortaleza."A voz do Rauve era to sria como sua cara. 
A mandbula da Helena caiu. 
Deirdre empurrou ao insolente cavalheiro no peito."E voc no dar ordens em meu castelo."
  Embora seu olhar se obscureceu, ele no fez nenhum movimento para brigar."Estas no so minhas ordens, 
minha lady. So as de Pagan."
"O que?"
"O que?"Hel repetiu. 
"Ordenou-me cuidar de Rivenloch e no entreg-lo por nada."
Deirdre estreitou seus olhos." por isso que o tomaram como refm."
"Sabia que tentariam negociar. Por isso me deu ordens muita claras."
"Que ordens?"
"Ordens de no negociar."
  "Quem disse algo sobre negociar?"Hel se meteu."Eu digo que vamos fora e que briguemos com esses malditos 
bastardos. Verdade, moos?"
  Ela levantou seus braos, e os cavaleiros de Rivenloch gritaram apoiando sua idia. 
  "No!"Rauve replicou."O primeiro homem que sair pelo porto ser alvo dos arqueiros de Cameliard por 
traio."
  Os olhos da Helena se alargaram. 
  O cavalheiro normando se afastou cuidadosamente dos homens de Rivenloch ento, criando uma clara separao, 
suas mos sempre tocando suas armas. Os escoceses se congelaram, seus olhos olhavam com preocupao. O ar se 
foi pondo tenso. 
  "No pode falar a srio,"Deirdre sussurrou. 
  Os lbios de Rauve se afinaram, e Deirdre viu que o homem de Pagan estava to aborrecido com as ordens tanto 
como ela estava. Mas ele era um soldado leal, e tinha dado seu juramento de fidelidade a Pagan. 
  " por ordem do rei que no renderemos Rivenloch. Essa diretiva ultrapassa a todos."
  Tremeu quando disse estas palavras, e Deirdre subitamente se deu conta que tinha julgado Rauve com muita 
dureza. Ele tambm, provavelmente desejava sair do castelo, e cortar a cabea a uma dzia de ingleses, e resgatar 
ao capito vivo, e esquecer-se da maldita lealdade ao rei. 
  "Se os agarramos dormidos...,"Deirdre insistiu com desespero,"em um ataque surpresa". 
  Rauve sacudiu a cabea."puseram guardas ao redor da muralha do castelo."
  "Poderamo-los dirigir,"Helena murmurou,."Sei que poderamos."
  A fanfarronice de Helena,  obvio, estava desconjurado. Estavam superados em nmeros, em uma relao de trs 
a um, e isso era s se cada lutador disponvel deixava a fortaleza sem custdia e atacavam com toda suas foras, e 
isso seria um ato irresponsvel. Alm disso, os ingleses tinham o trebuchet. 
  Deirdre resistiu o impulso de gritar de frustrao. Mais agora que nunca, Pagan necessitava que ela mantivesse a 
cabea fria. E pelo bem de todos, seus homens a necessitavam para manter-se aliados com os normandos antes que 
uma briga estalasse a no grande salo."O que  o que Pagan espera que faamos?"
  Rauve respondeu."Ao amanhecer, demandaro seu resgate."
  A garganta de Deirdre se fechou com dor. Seus olhos tinham lgrimas de desespero, mas ela se negou s 
soltar."E?"
  "E nos negaremos."
  "Esplndido!"Helena cruzou seus braos impacientemente sobre seu peito."Ento usaro essa mquina do 
demnio e destruiro Rivenloch."
  "Eles possivelmente estabelecero um stio ao redor do castelo, "Rauve disse,"tentaro nos matar de fome. 
"Ento adicionou amargamente,"No querem destruir um castelo que ser seu prmio."
  Os pensamentos de Deirdre se aceleraram em sua cabea. Se os ingleses tinha inteno de estabelecer um stio, 
no duvidariam em usar a Pagan como objeto da extorso, esperando apressar a rendio de Rivenloch. Poderiam 
lhe quebrar cada osso do corpo, lhe cortar os dedos, at-lo a um poste como alimento para os corvos. Uma nauseia a 
invadiu. 
  Atravs de uma neblina, ela ouviu Helena protestar."Ainda sustento que deveramos atacar seu 
acampamento."Ento Rauve respondeu,"Ningum abandonar este castelo. Desafiar as ordens Sir Pagan e as 
ordens do rei, implicar que eu deva tomar ao contra voc."
  Com o grunhido de protesto de Helena, os cavalheiros comearam a dispersar-se, preparando-se para uma noite 
em claro. Mas Deirdre, perdida em seus pensamentos, permaneceu onde estava parada. 
  Miriel se aproximou dela, inclinando-se para recolher a jarra de Rauve. Ela murmurou timidamente,"Parece-te 
que h outro caminho?"
  Deirdre suspirou. Miriel,  obvio, desaprovava algo que implicasse combater. Ela provavelmente esperava que 
pudessem de algum jeito chegar a um acordo com os ingleses e viver alegremente por sempre, compartilhando o 
castelo com eles. 
  "As mulheres e os meninos esto seguros?"ela perguntou, percorrendo com o olhar o grande salo, onde as tbuas 
das mesas estavam sendo retirados a um lado para preparar as improvisadas camas e barricas nas portas em caso 
que o inimigo entrasse na fortaleza. 
  Miriel pegou insistentemente de sua manga."Escuta, Deirdre."
  Deirdre estava talvez menos tolerante do que era usualmente."Miriel, No me importa e no tenho tempo para 
isto. J conheo sua opinio a respeito das guerras, e..."
"No! No entende."
"s vezes,"ela se afogou,"temos que fazer sacrifcios que.."
"Sim! Mas s vezes no  necessrios faz-los. Se voc ..."
"O que?"Deirdre disse secamente, perdendo a pacincia."O que acontece, maldio?"
  Em um ato estranho para ela, a diminutiva Miriel apanhou a mandbula de Deirdre, e a olhou diretamente aos 
olhos sem pestanejar. Deirdre estava em choque e em silncio."Olhe irm tirana,"Miriel disse com bravura. Deirdre 
nunca a havia ouvido falar assim antes."Tenho algo que te dizer."

Captulo 27 
  Quando o momento para a ao chegou,a fortaleza estava escura e silenciosa. Os cavalheiros de Pagam, quem 
estava acostumada a dormir quando e onde podiam. Quanto ao Deirdre, ela no podia dormir. 
  Miriel lhe tinha apresentado uma alternativa assombrosa, e ela planejava tom-la. Se tudo saa bem, para o 
amanhecer de amanh, os ingleses despertariam para descobrir que seu refm se foi. 
S ela e Miriel conheciam o atrevido plano. Seus lbios se curvaram em um sorriso sombrio. 
Graas a Deus no tinha vacilao alguma a respeito de desobedecer as ordens de Pagan. 
Miriel a encontrou em sua habitao."Est segura que quer fazer isto sozinha?"
Deirdre assentiu. Ento ela franziu o cenho."Onde est Sung Li?"Ela no tinha visto a mulher em todo o dia. 
"Foi quando os ingleses chegaram."
"Foi?"
"A procurar o Lachanburn."
"O que? Por qu?"
"Ela disse que esse era seu destino,"Miriel respondeu."Est preparada?"
  "Sim."Deirdre queria saber mais a respeito da auto imposta misso de Sung Li, mas no queria provocar um novo 
arranque de fria em Miriel,no quando estavam arriscando tanto. 
  "Ento me siga."
  Deirdre foi atrs de Miriel, cruzaram o salo e, baixaram a escada, entraram no depsito abaixo do castelo. As 
sobrancelhas de Deirdre se levantaram quando viu o recinto. Estava repleto, mas organizado: barris de cerveja, 
frmas de queijo, sacos de gros, carne defumada em conserva, e frascos com espcies, tambm havia um pequeno 
escritrio e um banco. Deirdre no tinha vindo a esse lugar em anos, j que era domnio de Miriel.E agora apreciava 
o meticuloso cuidado com que sua irm menor mantinha as provises. 
  O que Miriel mostrou no minuto seguinte adicionou ainda mais avaliao por sua irm e um novo respeito. 
  Na parte de atrs do depsito, em um ba pesado, o qual Miriel correu da parede com ajuda de Deirdre havia um 
pequeno buraco quadrado na base da parede atravs do qual Deirdre sentiu uma rajada de ar frio. 
  "Me de Deus,"Deirdre murmurou."E aonde conduz isto?"
  "Uma vez que esteja do outro lado saber, o tnel  suficientemente grande para que v agachada. Curva-se 
levemente  direita e contnua por cem jardas ou mais, ento sair no bosque, dentro do tronco de uma rvore 
morta. A estar a duzentas jardas do acampamento ingls."
  Deirdre assentiu. 
  "Escuta."Miriel a agarrou pelo ombro com fora surpreendente."Se no voltar em uma hora, mandarei aos 
cavalheiros de Rivenloch atravs do tnel para te buscar."
  Ela sacudiu a cabea." um grande risco. Se no voltar ..."
  Deixou a orao sem terminar, ignorando o cenho franzido de Miriel, e revisou as armas outra vez. As adagas em 
suas botas, e sua nova espada de ao de Toledo pendurando contra sua coxa. Amor vincit omnia, a espada dizia. O 
amor tudo conquista. Ela esperava que fosse verdade. 
  Mas Miriel lhe deu outra arma, um disco de ao em forma de estrela com pontas afiadas de sua coleo."Isto  
para atirar,"ela disse."Aponta  garganta."
  Deirdre olhou pela ltima vez a Miriel, que estava cheia de surpresas nessa noite. Uma dzia de perguntas se 
cruzaram por sua mente, mas Deirdre no tinha tempo de as fazer. 
  Alm disso, parte do acordo de Deirdre com Miriel para aceder  passagem secreta tinha sido no fazer 
perguntas. Guardou-se a estrela em sua bolsa, e ento agarrou o antebrao de Miriel."Voltarei para o caf da 
manh."
  Miriel lhe deu um sorriso triste como se lhe tivesse dado a chave que abria a caixa de Pandora. Ento Deirdre 
entrou no tnel. 
  Quando emergiu no tronco da rvore perto da entrada do bosque, a chuva tinha parado, e as estrelas iluminavam a 
noite sem nuvens. O aroma de musgo e cogumelos era forte no ar mido, mesclando-se com o aroma dos fogos dos 
ingleses. 
  Ela tinha visto a tenda onde tinham levado a Pagan. S esperava que no o tivessem trocado de lugar. 
Deslizando-se silenciosamente atravs do bosque, Deirdre se aproximou da tenda, permaneceu perto do cho. Tinha 
que cortar o tecido para poder entrar, e esperava ter adivinhado o melhor lugar para faz-lo sem perturbar aos 
guardas. 
  Finalmente escolheu o lugar, colocou a ponta da adaga no pesado tecido. Quando o corte foi o suficientemente 
grande, inspirou profundamente e cuidadosamente separou as bordas. 
  No poderia ter feito pior eleio. A grande vela em um suporte alto iluminava a tenda, e graas a sua luz, 
Deirdre viu Pagan, atirado contra a parede mais longnqua. Por um instante, ela estava paralisada pela imagem dele, 
porque embora ele estava acordado e alerta, ele estava amarado, sua bochecha manchada com sangue, e um de seus 
olhos to inchado que estava fechado. Pior ainda, quando Pagan a olhou, sua cara se obscureceu com uma fria 
cega, e por um momento, ela se perguntou se ele a mataria antes que os ingleses o fizessem. 
  De relance, ela vislumbrou um leve movimento, o guarda esperando mais alm do corte que ela tinha feito, 
observando-a como um lobo faminto preparado para encher o estomago com sua carne. 
  Talvez se Deirdre teria tido uns poucos elementos mais femininos em seu arsenal, teria sido capaz de convenc-lo 
que tinha vindo para dar uma deitada com um dos homens do acampamento. Mas seu primeiro instinto era sempre 
brigar. Ela no vacilou, passando sua adaga  mo direita entrou atravs do tecido cortado para atacar a cara do 
homem, rompeu-lhe o nariz e caiu ao cho. 
  Mas seu grito despertou ao resto dos habitantes da tenda, e ela quase no teve tempo de tirar sua espada antes de 
enfrentar ao menos uma dzia selvagem inimigos. 
"O que temos aqui?"um deles perguntou. 
Outro contribuiu."OH,  a moa de Rivenloch."
O primeiro apertou obscenamente a parte dianteira de suas calas."Veio por um pedao de carne Ingls ?"
  Pagan sacudiu sua cabea violentamente para ela, lhe ordenando que se retirasse. Mas ela se manteve firme, 
sacudindo sua cabea em um terminante NO. 
  Pagan lhe grunhiu, lhe mostrando suas mos atadas, e lhe indicando que ela devia liber-lo primeiro. Mas os 
cavalheiros j avanavam sobre ela como uma manada de lobos. Deirdre lanou sua adaga em direo a Pagan. 
Aterrissou a jarda dele, e ela silenciosamente amaldioou porque seu brao direito ferido tinha falhado no 
lanamento. Sem embargo, Pagan imediatamente comeou a arrastar-se para a arma, esforando-se por alcan-la 
antes que algum mais o fizesse. 
  Deirdre moveu sua espada rapidamente, sem deixar dvidas de qual era sua inteno. Apontou  direita, e logo  
esquerda, e os homens saltaram para trs, suas risadas mais nervosas que antes. 
  Ela olhou a Pagan. Suas mos atadas estavam ainda a vrios centmetros da adaga. A frustrao parecia ferver 
dentro dele.
  Fez duas passadas mais atravs o ar com a espada, arranhando a mo de um homem. Agora os sorrisos dos 
homens tinham desaparecido, e uns poucos deles tiraram suas facas. Ela devia demor-los, o tempo suficiente para 
que Pagan se liberasse a si mesmo livre. Mas como? 
  Hel teria usado sua lngua afiada. Provocando a seus inimigos, ela freqentemente conseguia distrair-los o 
suficiente para ganhar alguma vantagem. Era uma jogada perigosa. Mas tambm era uma situao perigosa. 
  Deirdre sacudiu a cabea imitando a sua irm."Do que esto assustados?"Ela provocou aos homens."Vamos! Um 
menino escocs teria mais coragem."
  O truque funcionou. Dois dos guardas, zangados por seu insulto, avanaram para ela sem muita defesa e saram 
feridos em seus braos. 
  "Isso  tudo?"Ela perguntou com desprezo. 
  Outro homem dirigiu sua adaga para o ventre dela, e Deirdre retrocedeu um passo e logo avanou com sua 
espada. O pegou despreparado, e o fez cair contra um par de seus companheiros. 
  Indevidamente, os cavalheiros ingleses descobriram suas habilidades com a espada em seguida. Quando 
avanaram contra ela, Deirdre tirou uma segunda adaga de sua bota. Com sua espada em uma mo e a adaga na 
outra, lanou ataques para a esquerda e a direita, e conseguiu bloquear os avanos inimigos. Provocou quantas 
feridas pde. 
  "Ora! Isto  um jogo de meninos!"Ela fanfarreou. 
  Afundou sua adaga na coxa de um homem, e este gritou, ento se afastou rengueando, infelizmente levando a 
adaga cravada na perna com ele. Empunhando sua espada com ambas as mos, Deirdre conseguiu pr distncia 
entre ela e seus atacantes por um momento, mas no pde ganhar seu terreno. A vantagem estava perdendo-se 
rapidamente  medida que mais soldados tomavam suas armas. 
  Ela arriscou um ltimo olhar de esperana para Pagan. Seus dedos, estirados ao limite, estavam agora a uns 
centmetros da adaga. Mas o guarda, seguindo seu olhar, viu qual era a inteno de Pagan e se lanou a resgatar a 
arma. 
Por Deus!! 
Subitamente ela recordou o disco metlico em sua bolsa. 
Nunca tinha usado uma coisa agarrava antes. Nem sequer sabia como us-la devidamente. 
Os dedos do guarda se fecharam ao redor da adaga. No era momento para vacilaes. 
  Sutilmente deslizou a mo dentro da bolsa, e tomou o disco entre seu polegar e o resto dos dedos, e com um sutil 
movimento de sua boneca o lanou atravs da tenda. 
  Deus deveu ter guiado sua mo. Justo quando o guarda levantava a adaga, o disco se alojou em sua garganta, lhe 
fazendo abrir seus olhos como pratos e lhe impedindo de gritar. Derrubou-se silenciosamente para frente sobre a 
saia de Pagan. 
  De relance, viu Pagan retirar o ensangentado disco da vtima. E enquanto ela distraa aos ingleses com 
movimentos de espada, Pagan usou o disco afiado para cortar suas ataduras. 
  Mas no seguinte momento, um atrevido guarda correu o bloqueio da espada de Deirdre a um lado, e investiu para 
frente com sua prpria espada. Ela quase no conseguiu retroceder a tempo, mas quando saltava para trs, seu p se 
enganchou em umas mantas, e ela caiu pesadamente sobre seu traseiro, suas costas contra a parede da tenda. 
  Conseguiu manter sua espada na mo, mas quando quis us-la para defender a si mesma, meia dzia de folhas 
afiadas ameaavam sua garganta. 
"Solte-a,"seu atacante disse. 
Amaldioando silenciosamente, ela lentamente abaixou sua arma. 
"Isso,"ele se burlou,"devagarzinho."
  Ainda antes que sua espada tocasse o cho, um dos guardas a arrebatou da mo. Logo que ela esteve desarmada, 
o resto dos homens comeou a burlar-se com renovada arrogncia. 
"No  to altiva agora, verdade?"
"A gata perdeu suas garras?"
"Agora a puta est onde pertence."
O lder a provocou com a ponta de sua arma, a lascvia ardia em seus olhos. 
"Seja uma boa moa, te recoste e abre as pernas. Talvez lhe cave algo que no  precisamente minha espada."
Os outros riram. 
  Ela devolveu seu fogo com gelo. Desejava lhe cuspir a cara. Mas se fingia ser dcil, se dilatava essa situao o 
suficiente, talvez Pagan conseguiria soltar-se. Esperava isso, porque dentro de pouco tempo todo o acampamento 
estaria acordado. 
  "Ficou quieta."O lder disse, acariciando sua garganta com a ponta de sua espada, forando a suas costas a 
retroceder ainda mas,"e talvez te deixe viva."
  Era quase impossvel resistir a tentao de ver como ia o progresso de Pagan, mas ela no se atreveu a desviar a 
ateno dos homens. 
  "Isso, moa,"ele murmurou, lanando a um lado sua espada."Ser boa comigo, e eu serei bom com voc."
  Acreditando que seu silncio era consentimento, os guardas baixaram suas armas e comearam a dar conselhos ao 
violador. 
  Respirando profundamente e fechando suas mos em punhos, Deirdre observou ao homem desatar calas e as 
baixar, suas aes foram acompanhadas por assobios de aprovao dos outros cavalheiros.
  Ento, mas alm do ombro do homem, emergindo lentamente como um monstro, Deirdre vislumbrou brevemente 
uma figura bem-vinda. Pagan. Ela apertou sua mandbula e esticou seus msculos para saltar. 
  No momento em que seu atacante desceu sobre ela, Deirdre encolheu suas pernas, e ento o catapultou com uma 
patada para trs. 
  Antes que ele pudesse gemer de dor, Pagan se lanou para frente com a adaga de Deirdre. Girou o corpo do 
homem para perfurar seu corao. 
  "Corre!"Pagan lhe ordenou. 
  Pagan tinha que estar brincando. Ela no ia abandona-lo. No pandemnio que seguiu, ela se arrastou para 
recuperar sua espada, e Pagan conseguiu tomar a espada do homem morto. Costas contra costas, levantaram-se para 
confrontar aos cavalheiros que ficavam de p. 
  "Deixei ordens claras,"ele murmurou zangado."Deviam ficar na fortaleza."Ela sorriu sombriamente."Ningum 
me d ordens."
Os guardas os rodeavam, como lobos dispostos a matar. 
"No devia ter vindo,"ele sussurrou. 
"Muito obrigado."
  Ainda havia dez ingleses que derrotar, e oito estavam levemente feridos. Eram um desafio, mas possivelmente, 
agora que Pagan poderia ajudar. 
  Mas justo quando ela respirou profundamente para comear a briga desesperada, houve uma srie de estalos fora 
da tenda. 
  "Merda,"ela sussurrou. 
  O resto dos Ingleses tinha sido alertado. Seu corao se oprimiu. Estavam condenados. 

Captulo 28 
  Uma srie de espadas atravessou o tecido da tenda. Os homens empunhando as espadas seguiam cortando o 
tecido para entrar pelas gretas. Mas para o assombro de Deirdre, os invasores no eram mais soldados Ingleses. 
Eram seus prprios homens. 
  Miriel lhe tinha desobedecido e tinha mandado aos cavalheiros de Rivenloch. 
  O caos estalou de repente. O suporte com a vela foi derrubado, e uma chama comeou a devorar o tecido da 
tenda. Atrs de Pagan, Deirdre combatia incansavelmente, mas logo a fumaa e as sombras obscureceram sua viso 
enquanto os golpes de ao e os gritos cresciam ao redor dela. Era um combate temerrio, e uma briga desesperada, 
porque embora os escoceses pudessem despachar aos guardas de imediato, logo viria o resto dos ingleses do 
acampamento. Logo uma horda de Ingleses cairiam sobre eles. 
  Mas Deirdre nunca se escapou de uma briga. E maldio! No o faria agora. Com sua respirao desfalecente 
defendeu a quem amava. E, que Deus a ajudasse, amava a Pagan. 
  Ento ela batalhou como se o destino de sua alma dependesse disso, ao mesmo tempo de seu marido. 
  Os cavalheiros de Rivenloch prenderam fogo ao resto das tendas, uma por uma, e o inimigo saiu entre as chamas 
como ratos fugindo de uma inundao. Mas como os ratos, parecia haver uma enorme quantidade deles. 
"Voc sabe que no podemos ganhar,"Pagan murmurou, eliminando a um atacante com sua adaga. 
"Sei."Deirdre esquivou uma espada. 
"Deveria me haver deixado morrer,"Pagan disse, golpeando a algum na cara com o anverso de sua espada. 
"Nunca."Ela tragou um n de angstia em sua garganta."Eu ... te amo muito."
"Se voc amar isso,"ele replicou,"ento sai daqui. Corre. Escapa. Antes que lhe encontrem."
"No farei isso."Ela golpeou a um soldado no nariz, logo sacudiu seus ndulos feridos.
"Rivenloch cair."
"No sem briga."
Ela se endireitou soltou uma forada respirao, e se manteve onde estava. 
  Sabia o que desejava nesse momento: estar ombro com ombro com seu amado esposo. Ela brigaria a seu lado at 
que no tivesse mais foras para levantar sua espada. 
At que no pudesse respirar. 
At que seu corao cessasse de pulsar. 
  E quando o momento de morrer chegasse, ela o faria com coragem, defendendo ao homem que amava, sabendo 
que tinha feito tudo em seu para poder salv-lo. 
  Do alto das muralhas de Rivenloch, Sir Rauve d'Honore se esforava por divisar algo na escurido. Espadas 
chocando no campo inimigo e gritos distantes de homens subitamente perfuraram o pesado silncio."Que diabos 
passava??"
  "V?"Tremendo no parapeito ao lado dele, Miriel notou com satisfao que os cavalheiros de Rivenloch tinha 
comeado a semear o caos no acampamento dos ingleses, prendendo fogo a suas tendas e criando um pnico 
generalizado."So os homens de Rivenloch. Agora mandar reforos?"
  Mas Rauve estava desconcertado pelo fato de que os escoceses se houvessem, de algum jeito, deslizado nos 
narizes de seus guardas. 
  "Impossvel! Os portes esto fechados, e tenho homens apostados tudo ao longo da parede. Como puderam?"
  Ela estampou seu p no piso."No importa! Estamos apurados."Ela esperava que Sung Li estivesse correta, que 
Lachanburn e seus homens chegariam logo. Mas tinha que convencer ao obcecado gigante ao lado dela de que os 
ajudasse. Lealdade era uma qualidade elogivel. Mas lealdade cega no o era. Ela atirou da manga de sua 
camisa."Pagan est l. Deirdre est l."
  Os olhos de Rauve de estreitaram enquanto olhava com severidade para a colina."No. Tenho ordens."Mas sua 
voz estava cheia de frustrao e adicionou,"Foram uns tolos em desobedecer. Tolos."E enquanto sua sobrancelha se 
enrugava em rechao do pedido do Miriel, sua mandbula mostrava indeciso. Era bvio que estaria agradecido a 
qualquer desculpa para poder unir-se  batalha. 
  Miriel se mordeu pensativamente o lbio. Como Sung Li sempre dizia, havia mais de um modo de mover a 
montanha. 
  No havia tempo para sutilezas. Tomando uma respirao profunda, ela subitamente estalou em lgrimas. 
  Sir Rauve quase saltou fora de sua armadura. 
  Ela soltou um pranto agudo, e vrios dos arqueiros ao longo da parede se deram volta para olhar. 
  "Shh!"lhepediu, lanando um olhar incmodo aos arqueiros."Silncio, minha lady."
  "Como pde?"Ela soluava, afundando sua cara contra seu ombro e lhe golpeando o peito."Como pde?"
  Desconcertado por seu estalo emocional, ele torpemente lhe batia as costas."Ah, no chore, miinha lady."
  "Como pde deixar que minha irm moresse?"
  Ela sentiu seus ombros afundar-se."Mas no  minha culpa."Ele disse em branco."Sigo ordens de meu capito. 
Sua irm? Sua irm deveria ter obedecido tambm."
Miriel se congelou, intrigada por algo que ele disse."Espera. So ordens de seu capito?"
"Sim."
"Mas Pagan no  o lorde aqui. Meu pai  o lorde. Ele comanda ao exrcito de Rivenloch."
Rauve limpou garganta."Bem, sim, mas ..."Ele se sentia obviamente incmodo de mencionar o estado mental de 
seu pai. 
"E aos cavalheiros de Cameliard."
"Eu ... suponho...."
"E se ele estiver acordado"ela disse, fazendo um gesto com sua cabea indicando o castelo. 
  Rauve lhe devolveu o olhar. Uma fasca de compreenso passou entre eles, e ele amaldioou em voz porque se 
deu conta do plano dela. Sacudiu a cabea fazendo o indiferente. 
  "O que faria se seu pai estivesse acordado?"
  A picardia brilhou nos olhos dela. No havia tempo a perder. Ela arrebatou sua mo e o arrastou para dentro do 
castelo. 
  "Estou segura que ordenaria aos cavalheiros de Cameliard que nos dessem uma mo."
  Deirdre volteou outro espada inimiga salvando a cabea de Pagan. Ela podia ver que suas mltiplas feridas o 
deixavam exausto. 
  "Afastem-se!"Ela bramou, lanando-se contra uma dzia de cavalheiros que os rodeavam. 
  Subitamente, como por efeito de magia, dois de seus atacantes estavam retrocedendo, e ela girou para encontrar-
se com Sir Rauve, sorrindo maldosamente, sua tocha de combate em uma mo e um ofegante cavalheiro ingls na 
outra. 
  "Rauve,filho de ..."Pagan grunhiu com desaprovao."Ningum obedece minhas ordens?"Seu oponente 
finalmente caiu ao piso, e Pagan o rematou. 
  Rauve usou seu cativo para bloquear a investida de seu atacante. Os dois se chocaram com um golpe seco, 
deprimindo-se no cho."Viemos por ordem de Lorde Gellir."
  Sim. Deirdre detectou alguma evasiva no modo de ser de Rauve, agora estava trocando sua opinio. 
  Tudo o que importava era que seus cavalheiros j no batalhavam sozinhos. Com reforos, suas esperanas 
cresciam, e agora brigariam com nova determinao. 
"Por Rivenloch!"Ela gritou. 
"Por Rivenloch!"Rauve respondeu. 
"Por amor de Deus,"Pagan murmurou."Espero que tenham deixado a algum custodiando a fortaleza."
"OH, sim."Rauve golpeou a um atacante no nariz com seu cotovelo."Colin. E Helena."
Deirdre teria sorrido ante essa idia, mas ela estava preocupada, esquivando uma espada inglesa. 
  Estava to concentrada no combate que no notou a coluna de luzes descendendo pelo lado norte da colina. No 
foi at que ela desarmou a seu atacante, que ouviu o grito perto do acampamento. 
Ela estreitou seus olhos ante o desfile de tochas. 
"Por Deus!"Pagan gemeu."Mais Ingleses?"
O corao de Deirdre cambaleou enquanto estudava a procisso de luzes entre golpe e golpe. 
Ento sorriu quando os reconheceu."No."
Era o cl de Lachanburn, armados at os dentes. E orgulhosamente encabeando o exrcito, estava Sung Li. 
"Mais aliados,"Deirdre lhe disse, observando a avanada de escoceses com assombro. 
  Rivenloch sempre tinha tido uma aliana tensa com Lachanburn. Por anos, roubaram gado um ao outro e tambm 
as mulheres, entretanto quando os invernos eram ferozes, eles sempre tinham compartilhado suas fogueiras e as 
provises. 
  Ainda assim, ela nunca tinha esperado isto. 
  Principalmente criadores de gado, os Lachanburns eram bestiais lutadores. Com nada que fazer mais que cuidar e 
roubar gado, a perspectiva de entrar em uma guerra real contra os ingleses devia ter sido muito tentador para eles. E 
Sung Li, Deus benzera sua natureza impetuosa, de algum jeito tinha conseguido arrancar-lo de suas camas para 
tomar parte desta aventura. Agora a batalha seria mais justa. 
  A f de todos se renovou, e os cavalheiros de Rivenloch brigaram ainda com mais valentia. 
  Muitos estavam feridos, mas graas a Deus e graas  qualidade dos guerreiros de Pagan, havia poucos mortos. 
Nos seguintes momentos cruciais da batalha, foi o maldito sangue ingls que manchava o cho de Rivenloch. 
  Depois de despachar um par de inimigos, Deirdre parou para recuperar a respirao e avaliar o progresso da briga 
ao redor dela. Secou-se a testa e seu olhar viajou para o gigante trebuchet. Como um drago dormido, observava em 
silncio a guerra que se desenvolvia a seu redor. Mas agora subitamente despertou, levantando sua cabea. 
  Seus dedos se esticaram no punho de sua espada. 
  "No,"ela pensou com horror, logo que notou aos soldados ingleses ao redor da mquina."No."
  Tinham decidido danificar o prmio que pretendiam tomar depois de tudo. 
  O tempo pareceu passar lentamente enquanto ela girou sua cabea para Rivenloch. 
  Com tantos cavalheiros fora da fortaleza, brigando no campo inimigo, o castelo estava virtualmente sem defesa. 
S Colin, Helena, e um punhado de cavalheiros e arqueiros. E refugiado na fortaleza, confiando em que seus 
homens o protegessem, estava Lorde Gellir, Miriel, as mulheres e os meninos de Rivenloch. 
"No!"Ela disse. Mas sua voz se perdeu no clamor da guerra. 
Desesperada, ela comeou seu avano para a grande besta. 
Por cima dela, na colina, quatro Ingleses carregavam uma grande rocha na catapulta. Um mssil para o trebuchet. 
Ela nunca chegaria a tempo. Seus pulmes ardiam enquanto subia a encosta. 
O inimigo comeava a preparar o lanamento. 
Maldio! O trebuchet estava a uma distncia de cinqenta jardas. Muito longe. 
Ainda ela perseverou, avanando, amaldioando, e avanando mais. 
E ento, o impensvel aconteceu. 
  Ela escorregou em uma pedra com musgo. Com um guincho, ela caiu ao cho, aterrissando pesadamente sobre 
suas mos e seus joelhos, machucando novamente seu ombro. Lgrimas de frustrao encheram seus olhos e 
observou o horrvel espetculo que se desenvolvia por cima dela. 
A rocha acomodada na catapulta. 
Muito tarde. Rivenloch estava perdido. 
Mas ento, por um truque de seus olhos midos ou das chamas. 
Ela pensou estar vendo a Sombra subindo. 
Ela pestanejou. No era possvel. Ningum podia pendurar-se verticalmente de uma parede dessa maneira. 
  Mas quando estreitou seu olhar, viu o que parecia um ser humano todo vestido de negro, movendo-se como um 
acrobata sobre as barra do trebuchet. 
  A Sombra. 
  No, no podia ser. Ela se limpou os olhos com sua mo. Para o momento em que ela voltou a olhar ao trebuchet, 
a figura tinha desaparecido. Mas por onde tinha estado A Sombra brilhava uma curiosa srie de pontos de luz, eram 
fascas.
No meio da matana, sobre os gritos dos atacantes e das vtimas, Pagan ouviu o desfalecimento grito de Deirdre. 
Seu corao se deteve. 
A estava... graas a Deus, viva. Tratando de subir a colina para... 
O trebuchet. 
Maldio. 
Estava carregado e preparado para disparar. 
Enquanto seus cavalheiros tinham estado ocupados brigando, os malditos Ingleses tinham despertado a seu 
monstro. 
Qualquer fosse a inteno de Deirdre, era muito tarde. Viu-a cair pesadamente. 
  Murmurou um insulto e correu para a colina, mas quando se aproximava, seu olhar captou uma estranha chama 
perto do alto do trebuchet. Por entre luz, viu uma escura criatura subindo a estrutura. De repente a figura deu um 
salto audaz, parecendo desaparecer na noite. 
Ento a chama comeou a emitir fascas. 
E Pagan sabia que era. 
"Por Deus!"
Avanou com renovada determinao. 
  O cu se iluminou subitamente de branco, como se o sol tivesse estalado na noite, e se lanou sobre Deirdre, 
protegendo-a com seu corpo. 
  Uma exploso ensurdecedora moveu a terra, esmagando-os contra o cho. Pagan se cobria a cabea, seguro de 
que o mundo tinha estalado. Gemidos e gritos de assombro ou horror se levantaram ao redor dele. 
"Diabos!"Deirdre murmurou impacientemente debaixo dele lutando para ter uma melhor viso."O que foi isso?"
"Isso,"lhe disse com descrena," a salvao."
"De Deus?"Ela estava quase sem fala, olhando os sombrios restos da besta. 
Pagan tirou parte de seu peso dela."Est bem?"
"Sim."Ela deu volta sobre suas costas assim podia olh-lo."E voc?"
Olhando  preciosa donzela guerreira, ele se encheu de emoes. 
  Nunca havia sentido mais agradecido de v-la viva. E nunca tinha estado mais furioso por sua desobedincia. 
Nunca tinha experimentado esse doce alvio. Nem essa fria ardente. Estava ferido, ensangentado e golpeado, seu 
corpo era um campo de batalha de cortes e hematomas, mas com apenas olhar aos olhos de Deirdre, tudo pareceu 
sanar-se e sua irritao, desvanecer-se."Porei-me bem. 
  "Temos chance agora?"
  Pagan percorreu a multido de cavalheiros aplaudindo ao p da colina."Pode ser."
  "Ento me deixe terminar isto."
  Mas Pagan no queria mover-se. Tivesse preferido ficar com sua bela esposa na fortaleza sustentando-a em seus 
braos at o amanhecer. Mas ela tinha razo. Teria que terminar essa batalha. Logo os ingleses se reagrupariam e 
lanariam outro ataque. A guerra ainda no tinha finalizado. 
  Mas se desabilitando o trebuchet no tinha destrudo completamente a moral dos ingleses, a horda de ruivos 
selvagens carregando contra eles como gado selvagem selaria seu destino. 
  Quando o ltimo dos soldados ingleses retrocedia colina acima, Pagan embainhou sua espada, agarrou a sua 
esposa e lhe deu um beijo profundo para festejar a doce vitria que eles recordariam pelo resto de suas vidas. 
  Gritos de triunfo ecoaram ao longo das colinas e os vales de Rivenloch enquanto Helena abria os portes do 
castelo para lhes dar boas-vindas. 
  A fortaleza nunca tinha conhecido uma reunio com tanta gente. O grande salo albergava ao cl Lachanburn, aos 
cavalheiros de Cameliard, e aos granjeiros de Rivenloch. A cerveja flua livremente enquanto as feridas eram 
curadas. 
  Os homens especulavam a respeito da causa da destruio do trebuchet. Alguns disseram que tinha sido um 
relmpago enviado pela mo vingadora de Deus. Outros diziam que era obra do Demnio. 
  Mas, a menos que seus prprios olhos a tivessem enganado, Deirdre suspeitava que no tinha sido uma 
interveno divina nem demonaca, a no ser a mo de um bandido local que tinha salvado a Rivenloch. 
  A gente celebrava seu triunfo, Deirdre, esgotada mas sublimemente contente, estava sentada em um banco, e 
estudava casualmente o grande salo enquanto Boniface se ocupava de suas feridas. 
  "J tenho as primeiras linhas,"Boniface lhe confiou. Ele limpou sua garganta e cantou brandamente,"Mais feroz 
que Ariadne quando venceu ao Miniaturo; Mais valente que Athenas quando enviou a seus homens  guerra."
  Sua voz se agudou exageradamente e colocou uma mo sobre seu corao."Mais ousada que Nmesis com sua 
espada vingadora,  Deirdre, a Donzela de Rivenloch, a noite que..."
  Deirdre o apanhou pela garganta, engasgando sua cano."Se cantar isso,"lhe advertiu com um perigoso 
sorriso,"ocuparei-me de que no tenha jantar por quinze dias."Helena certamente desfrutaria desse tipo de louvor, 
mas para Deirdre lhe envergonhava. 
  Ela o soltou, e Boniface grunhiu decepcionado e voltou a limpar suas feridas. 
  Deirdre tinha brigado bem, mas no era sua mo a que tinha definido a batalha. Essa honra era para A Sombra. 
Onde fora que ele estivesse. 
  Ela tomou um sorvo de cerveja e olhou especulativamente ao salo. Em um rinco, Miriel e Sung Li 
conversavam com Lachanbum e seus ruivos filhos. Deirdre estudou aos jovens. A misteriosa figura subindo ao 
trebuchet tinha aparecido com a chegada do cl Lachanburn. Talvez um dos travessos moos, sem que seu pai 
soubesse, tinha uma vocao criminal. 
  Deirdre sorriu e bebeu a cerveja. Se era assim, ento longe de suas intenes estava revelar sua identidade,  luz 
do bem que tinha feito. 
  Em outro a rinco do hall, Helena e Colin, que estava completamente acordado agora, discutiam veementemente, 
ainda quando ela cuidadosamente curava o corte em sua bochecha. Deirdre sacudiu a cabea. Um dia, se esses dois 
deixavam de brigar, talvez poderia ouvir a histria de suas aventuras no bosque. 
  Ao lado do fogo, o lorde de Lachanburn e seu pai bebiam juntos, assentindo com a cabea e intercambiando 
palavras de nimo que s velhos guerreiros vivos podiam entender. Possivelmente essa batalha tinha sido uma 
bno. Sua aliana e sua amizade se haviam renovado, e isso serviria para curar velhas feridas entre ambos os 
homens. 
  E a, em diagonal a ela do hall, estava, Pagan, seu magnfico Pagan, ferido e ensangentado, mas ainda bonito, 
apoiado contra a parede da despensa, sorvendo de sua taa de cerveja e alegremente conversando com ... 
Lucy Campbell. 
Deirdre arqueou uma sobrancelha, murmurando,"Nem te ocorra."
"Minha lady?"Boniface a olhou. 
  Ela no tinha passado por uma batalha feroz com soldados Ingleses s para que uma serva o arrebate para deitar-
se com ele. 
Ela apoiou sua taa de cerveja pesadamente e se levantou do banco. 
Boniface protestou."Mas minha lady, eu no hei..."
  "Mas tarde."Ela se endireitou e cruzou o hall com grandes passos, seus dedos descansavam no punho de sua 
adaga e uma clara ameaa aparecia em seus olhos. 
  Quando alcanou a despensa, deslizou-se entre os dois moos e com voz enganosamente doce, disse"Pagan, meu 
amor,"enlaando seu brao possessivamente. 
  Mas o olhar letal que lanou a Lucy foi suavizada quando pediu a ele,"Viria acima comigo?"
  Lucy fez uma careta, seus planos falharam. Deirdre decidiu lhe atribuir tarefa de esvaziar os urinais para o dia 
seguinte. 
  Mas um olhar  cara de Pagan, e Deirdre soube que ele no tinha a inteno de fornicar com a serva. A adorao 
brilhava em seus olhos quando sorriu a ela, uma adorao que uma derrubada com uma moa no podiam dissolver. 
  No era que ela planejasse permitir-lhe. 
  Deirdre tomou a taa de cerveja dele e a passou a Lucy, dispensando  decepcionada serva. Ento com um sorriso 
pcaro,levou Pagan atravs da multido triunfante. 
  De algum jeito, conseguiram finalmente subir a escada para sua habitao. 
  Deirdre fez uma pausa antes a porta. Havia uma coisa ainda que a atormentava, uma coisa que ela devia 
perguntar."Pagan, antes que o trebuchet explodisse.. viu algo?"
"O que?"
"Algo?"
  Ele sorriu."Vi voc. S a voc."Seus olhos brilharam com amor enquanto lhe acomodava um cacho de seu cabelo 
e o beijou. 
  Lorde, a luxria em seus olhos quase a fez esquecer-se da pergunta. Ela tragou, ento franziu uma 
sobrancelha."Quero dizer sobre o trebuchet."
Seu olhar vagou para seus lbios, e ela quase pde sentir o desejo dele de um beijo. 
"Sim ele disse vagamente. 
"Viu?"
"Mm."
"Uma figura escura?"
"Suponho que sim."
"Foi A Sombra ento. Tem que ter sido,"ela disse."Mas desapareceu."
  Pagan se encolheu de ombros, seu olhar fixado em sua boca. Claramente o homem estava pensando em outras 
coisas."Seu bandido parece preferir a escurido."
  "Ento no revelemos seu segredo."
  "Bem,"ele disse, levantando sua mo, pondo um beijo gentil sobre seus dedos."Enquanto eu seja o administrador 
de Rivenloch ..."
  "Lorde de Rivenloch,"ela corrigiu. Depois da batalha, Lorde Gellir havia, por prpria vontade, cedido 
oficialmente tal autoridade a Pagan. 
  "Enquanto eu seja o Lorde,"ele corrigiu, pousando sua mo sobre seu corao, "ningum tocar  Sombra. Quem 
 que  essa pessoa."Ento lhe deu um sorriso pcaro"Quanto a voc ..."
  Lhe devolveu o sorriso. Seu sangue j fervia em antecipao."Vamos festejar a vitria,"ela sussurrou e abriu a 
porta. 
Momentos depois, estavam aninhados debaixo de uma grossa manta de pele, seus corpos nus enlaados em um 
terno abrao. 
"Foi um terrvel risco o que correu,"Pagan a desafiou, acariciando sua mandbula,"foste resgatar-me ?"
Ela respirou entre dentes.
  "Tnhamos que vencer aos ingleses,"ela explicou com um sorriso inocente."E seu resgate? Foi um risco que valia 
a pena correr.""OH, esposa,"Pagan suspirou,"quando te vi cortando o tecido da tenda.."
  Ela conteve a respirao. 
  Suspirando, ela passou sua palma por seu ombro nu."No podia tolerar te deixar a com esses miservel 
bastardos."Ele tratou de no demonstr-lo, mas ela soube que lhe doa. 
"Um hematoma,"ele admitiu. 
"Ooh."Ela sorriu."Me diga onde no tm um hematoma..."
Ele pensou por um momento. Ento um lado de sua boca se curvou para cima em um sorriso libidinoso. 
  Esgotados e feridos, fizeram amor lentamente, cuidadosamente, murmurando palavras carinhosas. E quando se 
fundiram em uma unio gloriosa, Deirdre se deu conta que isso, e nada mais, representava o autntico vnculo entre 
eles. 
  Antes, ela tinha pensado que o matrimnio seria uma batalha entre eles dois, onde um triunfava e o outro se 
rendia, uma competio pelo controle e o poder. 
  Mas o matrimnio, ela agora sabia, no estar em guerra para nada. Matrimnio era um homem e sua esposa, lado 
a lado como estavam agora, compartilhando as aventuras da vida, aceitando seus desafios juntos. Era uma aliana 
forjada com o mas fino ao, moderada no fogos da adversidade, e portanto dotada de uma fora invencvel. 
  Logo, seus braos, suas pernas, seus murmrios e seus coraes se misturaram, e Deirdre era menos e menos 
capaz de pensar claramente. Em troca, ela se encontrou a si mesmo envolta em uma neblina de sensual prazer e de 
doce alvio. 
  Finalmente, uniram seus corpos em um s, e culminaram sua paixo, sustentando um ao outro, corao contra 
corao, soluando brandamente seu xtase, justo quando o sol se levantava sobre o horizonte anunciando um novo 
dia. 
  Pagan nunca havia sentido tanta alegria, olhando a sua esposa escocesa. Seus olhos brilhavam to puros e claros 
como um cu limpo, e o dourado de seu cabelo rivalizava com a luz do sol esparramando-se atravs da janela semi 
fechada. 
  Pagan acariciou seus sedosos cachos enquanto sua respirao se desacelerava e seus olhos se fechavam. 
  Mas havia muito mais que beleza nessa Viking loira com tranas, olhos celestes como o cu e curvas sensuais, ele 
se deu conta que Deirdre possua a beleza do esprito. Tinha uma f descomunal, lealdade a prova de tudo, fora e 
honra e, sim,amor. 
  Ele sorriu. Tinha-lhe tomado muito tempo admitir esse amor. Mas agora que o tinham, ele se ocuparia de que ela 
nunca o esquecesse. 
  Deirdre suspirou alegremente, e Pagan lhe deu um beijo terno na sobrancelha. Desde momento em que a tinha 
visto cortando a tenda dos ingleses, espada na mo, vindo resgat-lo, deu-se conta de que ela era to valente como 
qualquer um dos Cavalheiros de Cameliard, e igual de cabea dura. Agora ele sups no havia forma de reverter as 
coisas. Gostosamente brigaria ao lado dessa valente Donzela Guerreira, porque juntos, podiam conquistar o mundo. 
Amor vincit omnia. 
Junto, fortificariam as muralhas de Rivenloch. 
Juntos formariam um exrcito sem igual. 
  Juntos, ele pensou com um sorriso pcaro, produziriam a seguinte gerao de Cavalheiros de Cameliard e de 
Donzelas Guerreiras de Rivenloch. 
  De repente ele recordou as palavras dela a respeito do beb.
  Acariciou brandamente a carne de seu ventre ainda plano."Deirdre,"ele sussurrou. 
  Mas ela j estava dormida, com um sorriso de satisfao lhe curvando os lbios, provavelmente estava sonhando. 
  Ele sorriu. A deixaria sonhar e lhe perguntaria mais tarde. Depois de tudo, teriam por diante anos e anos juntos. 
Podia esperar umas poucas horas mais. 

***
FIM
Sempre-Lendo, o melhor grupo de troca de livros da Internet!

